Andressa Dias Koehler, Gerda Margit Schütz Foerste
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Uma proposta à leitura de imagens por pessoas com deficiência visual
Este texto discute os impactos que as barreiras comunicacionais presentes em produtos audiovisuais nao acessiveis podem causar a pessoas com deficiencia visual em situacoes comunicativas diversas. Relata e analisa uma experiencia com grupo focal desenvolvida em um instituto de cegos do Espirito Santo, com a apresentacao de imagens dinâmicas e estaticas em duas condicoes: com e sem audiodescricao. Tece reflexoes sobre a importância das imagens sob a otica de Schutz-Foerste (2004), Ciavatta (2012), Koehler (2017) Wulf (2013), Sacks (2010), Bakhtin (2003), dentre outros autores. Conclui que a ausencia de audiodescricao em produtos audiovisuais impoe limitacoes a formacao de leitores com deficiencia visual no que diz respeito aos textos imageticos, comprometendo a leitura de imagens como intertexto, representacao e fonte historica, o que influencia diretamente na construcao identitaria desses sujeitos. Ademais, a escassa experiencia com processos mimeticos que remetem a produtos, cenas, arranjos e representacoes historicas e culturais, por parte desse publico, pode limitar ainda a aquisicao e a transmissao de bens culturais entre geracoes de pessoas do mesmo contexto.