Rodrigo Silva, Joana Almeida, Maria Martins, Manuela Ferreira
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Abstract
Enquadramento: a pandemia por COVID-19 implicou na indústria fortes medidas ocupacionais e individuais. Objetivos: avaliar a incidência de SARS-CoV-2 e cadeias de transmissão, controlar a propagação da doença e avaliar a presença de anticorpos anti SARS-CoV-2. Metodologia: estudo descritivo longitudinal prospetivo (ensaio laboratorial) conduzido após aparecimento de um caso de SARS-CoV-2 numa indústria de madeira da região Norte de Portugal. Participaram no estudo 873 trabalhadores (idade média: 41,77 anos, 50,4% homens). Foram implementadas medidas de isolamento e desinfeção dos espaços e rastreio à população trabalhadora, e uma combinação de testes serológicos e de RT-PCR. Resultados: o caso-índice tem link epidemiológico fora da referida indústria. 31 trabalhadores (3,55%) apresentaram resultado positivo nos testes serológicos, tendo sido sujeitos a teste RT-PCR, de que resultou um novo caso. Posteriormente, 31 trabalhadores, foram re-testados com testes serológicos, verificando-se 10 testes positivos para IgM e 2 para IgG. Conclusão: o teste serológico cujo resultado é positivo ou negativo, por si só, não deve constituir prova (exclusão) infeção. Para limitar a disseminação do vírus é crucial garantir o seu diagnóstico com teste RT-PCR. A associação promissora entre a IgG e a imunidade carece de melhor evidencia. Com as medidas implementadas foi possível controlar a disseminação da doença e promover o regresso ao trabalho.