Maria Josiane Da Paixão, Jane Roberta de Assis Barbosa, Sara Raquel Fernandes Queiroz de Medeiros, Iara Dantas de Souza
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Abstract
Os deslocamentos populacionais mais significativos em direção a Natal, capital do Rio Grande do Norte têm origem nos municípios da Região Metropolitana de Natal (RMN), impulsionados por diversos motivos, incluindo saúde, lazer, visitas familiares, trabalho e educação. Segundo o censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 78.977 pessoas com 18 anos ou mais se deslocaram dentro do estado por motivos de estudo, sendo que 38.991 o fizeram entre os municípios da RMN, o que corresponde a 49,3% de todos os fluxos pendulares do estado. Tendo em conta os fluxos na RMN, 31.732 pessoas, ou 81%, se deslocaram para a capital. A metodologia desta pesquisa incluiu revisão de literatura, coleta de dados secundários no site do IBGE e entrevistas realizadas nas paradas de transporte intermunicipal a fim de abordar o fenômeno de maneira quanti-qualitativa. A pesquisa revelou que a capital e o município vizinho, Parnamirim, são os principais receptores desse fluxo, enquanto São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e Extremoz são os principais emissores. Esse fluxo populacional causa uma maior demanda por serviços educacionais (públicos e privados) e infraestrutura urbana, o que exige maior esforço dos gestores municipais. Além disso, a pesquisa mostra a centralidade de Natal e Parnamirim como referências em ensino médio e superior no Rio Grande do Norte, tornando-as atrativas para os fluxos populacionais por motivos educacionais.