Amanda Alevato de Sant’Anna, Adriana Leitão Martins, Jean Carlos Da Silva Gomes
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Abstract
Objetiva-se, nesta pesquisa, investigar a representação sintática do aspecto perfect. Mais especificamente, pretende-se verificar as realizações morfossintáticas de perfect universal (PU), resultativo (PRes) e experiencial (PEx) associados ao tempo passado e ao modo indicativo no português brasileiro (PB). Para tanto, foram analisadas cinco horas de fala espontânea e foi aplicado um teste de preenchimento de lacunas a 62 falantes nativos do PB. Os resultados evidenciam que o PU é veiculado por meio de pretérito imperfeito e “estar” no pretérito imperfeito + gerúndio; o PRes é veiculado por meio de pretérito mais-que-perfeito composto (com auxiliares “ter” e “haver”), pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito simples e “acabar” no pretérito mais-que-perfeito composto com auxiliar “ter” + preposição “de” + infinitivo; e o PEx é veiculado por meio de pretérito mais-que-perfeito composto (com auxiliares “ter” e “haver”), pretérito perfeito e pretérito mais-que-perfeito simples. Os resultados corroboram a proposta de Rodrigues e Martins (2019) de que há três sintagmas de perfect na árvore sintática: o Sintagma de Perfect Universal (UPerfP) para o PU, o Sintagma de Perfect Resultativo (ResPerfP) para o PRes e o Sintagma de Perfect Experiencial (ExPerfP) para o PEx.