RESUMO DE DISSERTAÇÃO: ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM NÚCLEOS URBANOS: INICIATIVAS EM CIDADES INTELIGENTES E A CONTRIBUIÇÃO PARA A AGENDA 2030

Janaina Mazutti, Luciana Londero Brandli
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Neste contexto, as “Cidades Inteligentes”, compreendidas como espaços onde as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) são empregadas para eficiência da operação e dos serviços, são consideradas modelos e tornam-se importantes territórios para estudo de soluções inovadoras para adaptação às mudanças climáticas em núcleos urbanos. Com base nisto, o objetivo desta pesquisa é investigar as iniciativas de adaptação às mudanças climáticas adotadas em cidades inteligentes tendo em vista os diferentes contextos globais e o alcance da Agenda 2030.Para tanto, inicialmente foi realizada a identificação das cidades inteligentes tendo como referência o relatório Cities in Motion Index, selecionando as cinco cidades inteligentes mais bem classificadas de 8 contextos: África, Oriente Médio, Ásia, América Latina (incluindo o Brasil), América do Norte, Oceania, Leste Europeu e Europa. Na sequência, ocorreu o levantamento e enquadramento das iniciativas considerando as três abordagens prioritárias para adaptação, propostas por [2]: aumento da capacidade de adaptação, redução da exposição e redução da vulnerabilidade. Ainda, foi realizada uma análise técnica das iniciativas, identificando se as ações são intervenções físicas ou medidas para conscientização do cidadão. Por fim, foi realizada a análise da contribuição das mesmas para o alcance das metas propostas pelos ODS. Os resultados evidenciam que as cidades melhor classificadas como cidades inteligentes apresentam uma adaptação às mudanças climáticas mais consolidada. O destaque entre as iniciativas de adaptação é direcionado às Soluções Baseadas na Natureza, sendo massivamente adotada em todos os contextos. Os ODSs mais favorecidos são o ODS 9 (Indústria Inovação e Infraestrutura), ODS 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis) e ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima). As soluções baseadas em TICs não são amplamente adotadas nestas cidades, mas oferecem oportunidades inovadoras que podem direcionar o futuro da adaptação às mudanças climáticas. Por fim, considerando o escopo limitado que apresenta apenas uma visão global, cabe a pesquisas futuras a análise dos contextos de forma individual e detalhada, buscando compreender como as vulnerabilidades particulares de cada território são atendidas na adaptação às mudanças climáticas.Com o crescimento urbano acentuado registrado especialmente nas últimas décadas, o futuro das cidades se torna um dos temas mais importantes em questão quando, junto disto, surge a necessidade de adaptação das cidades frente aos eventos climáticos extremos, impulsionados pelas mudanças climáticas. Neste cenário, a ação climática, expressa na Agenda 2030 em seu Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13, é urgente e a capacidade de adaptação das cidades é um requisito essencial do planejamento urbano. As ações de adaptação, focadas no preparo das cidades e comunidades, vão desde mudanças de comportamento da população até opções tecnológicas para a infraestrutura [1]. Neste contexto, as “Cidades Inteligentes”, compreendidas como espaços onde as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) são empregadas para eficiência da operação e dos serviços, são consideradas modelos e tornam-se importantes territórios para estudo de soluções inovadoras para adaptação às mudanças climáticas em núcleos urbanos. Com base nisto, o objetivo desta pesquisa é investigar as iniciativas de adaptação às mudanças climáticas adotadas em cidades inteligentes tendo em vista os diferentes contextos globais e o alcance da Agenda 2030.Para tanto, inicialmente foi realizada a identificação das cidades inteligentes tendo como referência o relatório Cities in Motion Index, selecionando as cinco cidades inteligentes mais bem classificadas de 8 contextos: África, Oriente Médio, Ásia, América Latina (incluindo o Brasil), América do Norte, Oceania, Leste Europeu e Europa. Na sequência, ocorreu o levantamento e enquadramento das iniciativas considerando as três abordagens prioritárias para adaptação, propostas por [2]: aumento da capacidade de adaptação, redução da exposição e redução da vulnerabilidade. Ainda, foi realizada uma análise técnica das iniciativas, identificando se as ações são intervenções físicas ou medidas para conscientização do cidadão. Por fim, foi realizada a análise da contribuição das mesmas para o alcance das metas propostas pelos ODS. Os resultados evidenciam que as cidades melhor classificadas como cidades inteligentes apresentam uma adaptação às mudanças climáticas mais consolidada. O destaque entre as iniciativas de adaptação é direcionado às Soluções Baseadas na Natureza, sendo massivamente adotada em todos os contextos. Os ODSs mais favorecidos são o ODS 9 (Indústria Inovação e Infraestrutura), ODS 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis) e ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima). As soluções baseadas em TICs não são amplamente adotadas nestas cidades, mas oferecem oportunidades inovadoras que podem direcionar o futuro da adaptação às mudanças climáticas. 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Abstract

Com o crescimento urbano acentuado registrado especialmente nas últimas décadas, o futuro das cidades se torna um dos temas mais importantes em questão quando, junto disto, surge a necessidade de adaptação das cidades frente aos eventos climáticos extremos, impulsionados pelas mudanças climáticas. Neste cenário, a ação climática, expressa na Agenda 2030 em seu Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13, é urgente e a capacidade de adaptação das cidades é um requisito essencial do planejamento urbano. As ações de adaptação, focadas no preparo das cidades e comunidades, vão desde mudanças de comportamento da população até opções tecnológicas para a infraestrutura [1]. Neste contexto, as “Cidades Inteligentes”, compreendidas como espaços onde as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) são empregadas para eficiência da operação e dos serviços, são consideradas modelos e tornam-se importantes territórios para estudo de soluções inovadoras para adaptação às mudanças climáticas em núcleos urbanos. Com base nisto, o objetivo desta pesquisa é investigar as iniciativas de adaptação às mudanças climáticas adotadas em cidades inteligentes tendo em vista os diferentes contextos globais e o alcance da Agenda 2030.Para tanto, inicialmente foi realizada a identificação das cidades inteligentes tendo como referência o relatório Cities in Motion Index, selecionando as cinco cidades inteligentes mais bem classificadas de 8 contextos: África, Oriente Médio, Ásia, América Latina (incluindo o Brasil), América do Norte, Oceania, Leste Europeu e Europa. Na sequência, ocorreu o levantamento e enquadramento das iniciativas considerando as três abordagens prioritárias para adaptação, propostas por [2]: aumento da capacidade de adaptação, redução da exposição e redução da vulnerabilidade. Ainda, foi realizada uma análise técnica das iniciativas, identificando se as ações são intervenções físicas ou medidas para conscientização do cidadão. Por fim, foi realizada a análise da contribuição das mesmas para o alcance das metas propostas pelos ODS. Os resultados evidenciam que as cidades melhor classificadas como cidades inteligentes apresentam uma adaptação às mudanças climáticas mais consolidada. O destaque entre as iniciativas de adaptação é direcionado às Soluções Baseadas na Natureza, sendo massivamente adotada em todos os contextos. Os ODSs mais favorecidos são o ODS 9 (Indústria Inovação e Infraestrutura), ODS 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis) e ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima). As soluções baseadas em TICs não são amplamente adotadas nestas cidades, mas oferecem oportunidades inovadoras que podem direcionar o futuro da adaptação às mudanças climáticas. Por fim, considerando o escopo limitado que apresenta apenas uma visão global, cabe a pesquisas futuras a análise dos contextos de forma individual e detalhada, buscando compreender como as vulnerabilidades particulares de cada território são atendidas na adaptação às mudanças climáticas.Com o crescimento urbano acentuado registrado especialmente nas últimas décadas, o futuro das cidades se torna um dos temas mais importantes em questão quando, junto disto, surge a necessidade de adaptação das cidades frente aos eventos climáticos extremos, impulsionados pelas mudanças climáticas. Neste cenário, a ação climática, expressa na Agenda 2030 em seu Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13, é urgente e a capacidade de adaptação das cidades é um requisito essencial do planejamento urbano. As ações de adaptação, focadas no preparo das cidades e comunidades, vão desde mudanças de comportamento da população até opções tecnológicas para a infraestrutura [1]. Neste contexto, as “Cidades Inteligentes”, compreendidas como espaços onde as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) são empregadas para eficiência da operação e dos serviços, são consideradas modelos e tornam-se importantes territórios para estudo de soluções inovadoras para adaptação às mudanças climáticas em núcleos urbanos. Com base nisto, o objetivo desta pesquisa é investigar as iniciativas de adaptação às mudanças climáticas adotadas em cidades inteligentes tendo em vista os diferentes contextos globais e o alcance da Agenda 2030.Para tanto, inicialmente foi realizada a identificação das cidades inteligentes tendo como referência o relatório Cities in Motion Index, selecionando as cinco cidades inteligentes mais bem classificadas de 8 contextos: África, Oriente Médio, Ásia, América Latina (incluindo o Brasil), América do Norte, Oceania, Leste Europeu e Europa. Na sequência, ocorreu o levantamento e enquadramento das iniciativas considerando as três abordagens prioritárias para adaptação, propostas por [2]: aumento da capacidade de adaptação, redução da exposição e redução da vulnerabilidade. Ainda, foi realizada uma análise técnica das iniciativas, identificando se as ações são intervenções físicas ou medidas para conscientização do cidadão. Por fim, foi realizada a análise da contribuição das mesmas para o alcance das metas propostas pelos ODS. Os resultados evidenciam que as cidades melhor classificadas como cidades inteligentes apresentam uma adaptação às mudanças climáticas mais consolidada. O destaque entre as iniciativas de adaptação é direcionado às Soluções Baseadas na Natureza, sendo massivamente adotada em todos os contextos. Os ODSs mais favorecidos são o ODS 9 (Indústria Inovação e Infraestrutura), ODS 11 Cidades e Comunidades Sustentáveis) e ODS 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima). As soluções baseadas em TICs não são amplamente adotadas nestas cidades, mas oferecem oportunidades inovadoras que podem direcionar o futuro da adaptação às mudanças climáticas. Por fim, considerando o escopo limitado que apresenta apenas uma visão global, cabe a pesquisas futuras a análise dos contextos de forma individual e detalhada, buscando compreender como as vulnerabilidades particulares de cada território são atendidas na adaptação às mudanças climáticas.
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论文综述:城市核环境下的气候变化适应:智能城市倡议及其对2030年议程的贡献
随着城市的快速发展,特别是近几十年来,城市的未来成为最重要的问题之一,同时,城市需要适应由气候变化驱动的极端天气事件。在这种情况下,《2030年议程》可持续发展目标13中所表达的气候行动是紧迫的,城市的适应能力是城市规划的基本要求。适应行动侧重于城市和社区的准备工作,范围从人口行为的改变到基础设施[1]的技术选择。在此背景下,“智慧城市”被理解为利用信息和通信技术(ict)提高运营和服务效率的空间,被认为是模型,并成为研究城市中心适应气候变化创新解决方案的重要领域。在此基础上,本研究的目的是调查智慧城市在不同的全球背景下采取的适应气候变化的举措,并实现2030年议程。因此,首先参照城市动态指数报告进行智慧城市识别,从8个背景中选择5个排名最好的智慧城市:非洲、中东、亚洲、拉丁美洲(包括巴西)、北美、大洋洲、东欧和欧洲。随后,考虑到[2]提出的三种适应优先方法:提高适应能力、减少暴露和减少脆弱性,对倡议进行了调查和框架。此外,还对这些倡议进行了技术分析,确定这些行动是实际干预还是提高公民意识的措施。最后,分析了它们对实现可持续发展目标提出的目标的贡献。结果表明,智慧城市对气候变化的适应能力较强。适应行动的重点是基于自然的解决方案,在所有情况下都被大量采用。最受欢迎的可持续发展目标是可持续发展目标9(工业、创新和基础设施)、可持续发展目标11(可持续城市和社区)和可持续发展目标13(应对全球气候变化行动)。基于信息通信技术的解决方案在这些城市没有被广泛采用,但它们提供了创新机会,可以指导未来适应气候变化。最后鉴于仅提供有限的范围,由未来的研究概况的分析上下文的平等既是细节,了解每个领域的私人建设是满足调整climáticas.Com城市发展变化产生微特别是最近几十年,未来的城市变成了最重要的主题之一在这个问题的时候,城市需要适应由气候变化驱动的极端天气事件。在这种情况下,《2030年议程》可持续发展目标13中所表达的气候行动是紧迫的,城市的适应能力是城市规划的基本要求。适应行动侧重于城市和社区的准备工作,范围从人口行为的改变到基础设施[1]的技术选择。在此背景下,“智慧城市”被理解为利用信息和通信技术(ict)提高运营和服务效率的空间,被认为是模型,并成为研究城市中心适应气候变化创新解决方案的重要领域。在此基础上,本研究的目的是调查智慧城市在不同的全球背景下采取的适应气候变化的举措,并实现2030年议程。因此,首先参照城市动态指数报告进行智慧城市识别,从8个背景中选择5个排名最好的智慧城市:非洲、中东、亚洲、拉丁美洲(包括巴西)、北美、大洋洲、东欧和欧洲。随后,考虑到[2]提出的三种适应优先方法:提高适应能力、减少暴露和减少脆弱性,对倡议进行了调查和框架。此外,还对这些倡议进行了技术分析,确定这些行动是实际干预还是提高公民意识的措施。 最后,分析了它们对实现可持续发展目标提出的目标的贡献。结果表明,智慧城市对气候变化的适应能力较强。适应行动的重点是基于自然的解决方案,在所有情况下都被大量采用。最受欢迎的可持续发展目标是可持续发展目标9(工业、创新和基础设施)、可持续发展目标11(可持续城市和社区)和可持续发展目标13(应对全球气候变化行动)。基于信息通信技术的解决方案在这些城市没有被广泛采用,但它们提供了创新机会,可以指导未来适应气候变化。最后,考虑到只有全球视野的有限范围,未来的研究将以个人和详细的方式分析背景,试图了解如何在适应气候变化的过程中满足每个领土的特定脆弱性。
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