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MASCULINIDADE NEGRA E A COLONIZAÇÃO: ecos do passado no presente
Este artigo propõe uma concisa análise a respeito das construções racistas e estereotipadas sobre homens negros e masculinidade negra, bem como alguns de seus impactos na experiência dos homens negros no contexto de uma sociedade colonial. Para isso, buscamos um diálogo interdisciplinar de modo a analisar tanto construções racistas quanto alguns de seus significados — bem como o caminho mais escolhido pelos homens negros para reivindicar uma imagem positiva para si mesmos: uma masculinidade patriarcal e sexista tal qual a masculinidade branca. Deste modo, é através da história social e da teoria psicanalítica de Frantz Fanon, em conjunto com a perspectiva do feminismo negro e suas indagações sobre a masculinidade, que se encontram os caminhos teóricos e metodológicos para pensar como essas representações racistas aprisionam o homem negro nas estruturas coloniais. Conclui-se que é preciso um processo de descolonização e ruptura do homem negro das amarras e da máscara colonial para conseguir construir um novo caminho para o mesmo. Além de que este seja construído ao lado do movimento feminista negro de modo a gestar novas identidades masculinas negras, promovendo assim, a descolonização não só do povo preto da diáspora, como também da sociedade brasileira.