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Epistemologias e culturas silenciadas: por uma formação decolonial em Artes
O artigo reune reflexoes e inquietacoes diante da urgencia de rever curriculos e praticas de formacao em artes, a partir de epistemologias de lugares e saberes, pautadas na valorizacao dos sujeitos latino-americanos e na construcao coletiva do conhecimento. O referencial teorico revisita Paulo Freire, pelo seu pioneirismo em prol da educacao libertadora e joga luzes sobrepensadores e pensadoras insurgentes e recorrentes, tais como Simioni, Hollanda, Walsh, Achinte, Maldonado e Gomez, atraves de seus estudos inclusivos e igualitarios. Contempla acoes e desdobramentos experimentados pelo grupo de pesquisa, em sala de aula, em espacos formais e informais, nos eventos que envolveram alunos e a comunidade em geral, visando instaurar uma experiencia artistica que reverbere e evidencie relacoes e discursos. Para finalizar se aponta a crise gerada pela pandemia mundial e as severas implicacoes que recaem sobre as sociedades desiguais. Apostamos na estetica da (re)existencia como possibilidade de educacao inclusiva, uma reinvencao de si experimentada pelos excluidos para romper com tradicoes e hegemonias, capaz de ativar o dialogo entre diferentes, provocar empatia e gestar aliancas.