费尔南多·佩索阿的存在:

R. P. D. Souza
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摘要

摘要本研究旨在探讨荣格的自我观念、宗教和精神功能与费尔南多·佩索阿写作中的存在焦虑之间的相似之处。范围内,一个人在工作和生活方面值得分析:正常生存的根深蒂固的恐惧,在死亡的想法,而完全缺乏内在意义的自然特性,包括人类社会世界的诗人,他觉得居其中脱臼了。这是他生活的主要动机,也是他作品的普遍标志:存在主义的痛苦存在于他所有的文学人格和异名中,主要是“他自己”或“他自己”,导致诗歌被视为上帝的最高价值和形象。事实上,恐惧和迷恋是上帝的每一个形象、想法或经验的特征,这是荣格在他的无意识理论中描述的宗教功能的基础,他称之为精神现象。荣格的理论,这个函数所代表的心理就是一个典型的同时自我或自我中心,负责整个人类心理实验,多的一代的遏制我们的存在焦虑影响的基本叙事困境:当面临生与死、存在和不存在、物质和非物质决定论和indeterminismo难道和目的。因此,自性因素是所有神话和宗教的原因,因为我们开始埋葬我们的死者。就个人而言,在佩索阿的想象中,自我以诗歌的形式占据了神圣的位置。
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A existência segundo Fernando Pessoa:
Este trabalho busca demonstrar o paralelo existente entre as ideias junguianas de si-mesmo, de função religiosa e numinoso e a angústia existencial na escrita de Fernando Pessoa. Dentro desse escopo, um aspecto na obra e vida de Pessoa merece olhar analítico: o enfrentamento do vazio existencial - o medo profundo diante da ideia da morte e da completa ausência de significado intrínseco que o mundo natural apresenta, aí incluído, para o poeta, o mundo social humano onde ele se sente eternamente deslocado. Essa é a motivação maior da sua vida e a marca universal da sua obra: a angústia existencial presente em todas as suas personalidades literárias e heterônimos, principalmente o Pessoa "ele-mesmo" ou ortônimo, resultando na Poesia, tida como valor supremo e imagem de Deus. De fato, terror e fascinação caracterizam toda imagem, ideia ou experiência de Deus, fundamento da função religiosa descrita por Jung em sua teoria do inconsciente, fenômeno que ele chama de numinoso. Na teoria junguiana, essa função é psicologicamente representada pelo arquétipo do Self ou si-mesmo, simultaneamente centro e totalidade da experiência psíquica humana, responsável tanto pela geração quanto pela contenção da angústia existencial que nos acomete quando confrontamos nossos dilemas narrativos fundamentais: vida e morte, existência e não-existência, materialidade e imaterialidade, determinismo e indeterminismo, acaso e finalidade. Assim, o fator Self é o responsável por todos os mitos e religiões desde que começamos a sepultar nossos mortos. Individualmente, no fazer imaginativo pessoano, o Self ocupou o lugar do sagrado sob a forma da Poesia.
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