João marcos Pereira Novais, Eduardo Guimarães Couto, P. A. Ferreira, José Olívio Lopes Vieira Júnior, Heiriane Sousa Martins, R. Galbieri
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O ensaio foi conduzido em casa de vegetação, composto por 12 tratamentos, sendo: controle negativo (C(-)); controle positivo (C(+)); controle químico com abamectina; controle biológico com Bacillus subtilis (BS) e B. amyloliquefaciens (BA); capulho de algodão (CB); dejeto suíno (SW); torta de mamona (CBC); biocarvão de capulho de algodão (CBB); biocarvão de dejeto suíno (SMB); biocarvão de torta de mamona (CBCB) e o mineral zeólita clinoptilolita (MZ), com taxa de aplicação de 2% (grama de resíduo ou biocarvão/ grama de substrato). Cada tratamento foi composto por doze repetições. Como planta hospedeira foi utilizado a cultivar de algodoeiro TMG 44 B2RF, suscetível ao M. incognita. O SW reduziu a quantidade de ovos (-53%), por grama de raiz (-86%) e resultou no menor índice de galhas (3,3) e, simultaneamente, contribuiu para o maior crescimento da parte aérea e massa radicular. O CBCB foi o melhor tratamento entre os biocarvões, com redução de 60% no número de ovos por grama de raiz. 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Biocarvões e resíduos agroindustriais potencialmente supressores de Meloidogyne incognita no algodoeiro
As atividades agrícolas geram um excesso de resíduos, e estes, podem ser incorporados diretamente ao solo ou transformados em um material com maior recalcitrância e estabilidade. Entretanto, pouco se sabe sobre seu efeito no manejo de fitonematoides. Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial de resíduos agrícolas e seus respectivos biocarvões na supressão de Meloidogyne incognita na cultura do algodoeiro. O ensaio foi conduzido em casa de vegetação, composto por 12 tratamentos, sendo: controle negativo (C(-)); controle positivo (C(+)); controle químico com abamectina; controle biológico com Bacillus subtilis (BS) e B. amyloliquefaciens (BA); capulho de algodão (CB); dejeto suíno (SW); torta de mamona (CBC); biocarvão de capulho de algodão (CBB); biocarvão de dejeto suíno (SMB); biocarvão de torta de mamona (CBCB) e o mineral zeólita clinoptilolita (MZ), com taxa de aplicação de 2% (grama de resíduo ou biocarvão/ grama de substrato). Cada tratamento foi composto por doze repetições. Como planta hospedeira foi utilizado a cultivar de algodoeiro TMG 44 B2RF, suscetível ao M. incognita. O SW reduziu a quantidade de ovos (-53%), por grama de raiz (-86%) e resultou no menor índice de galhas (3,3) e, simultaneamente, contribuiu para o maior crescimento da parte aérea e massa radicular. O CBCB foi o melhor tratamento entre os biocarvões, com redução de 60% no número de ovos por grama de raiz. A aplicação de dejeto suíno e o biocarvão de torta de mamona podem ser utilizados como ferramentas no manejo do nematoide-das-galhas.