{"title":"非殖民化认识论批判","authors":"Beatriz Giugliani","doi":"10.33148/ces(2128)","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O objetivo do texto é levar à reflexão de forma crítico-interpretativa, as práticas escolares e a descolonização do currículo em contexto determinado, por meio da análise das relações raciais e de poder de jovens negros do Ensino Médio no interior da Bahia. Para buscar compreender a complexidade dessas relações e da própria construção histórica e social de processos de dominação, a referência é a interação com os interlocutores, suas experiências vivenciadas dentro e fora da escola. A metodologia qualitativa mais utilizada enfatizou o Grupo Focal como ferramenta para coleta de dados abarcando aspectos objetivos e subjetivos para compreensão do processo escolar, propiciando através da discussão/colisão de ideias, a compreensão das divergências e contraposições. O ponto de vista dos estudantes nos obriga a reconhecer o imperativo da descolonização dos currículos e a perspectiva cultural como fator impreterível na trajetória escolar que não se circunscreve apenas na escola, mas que a considera fundamental como elemento convergente de significados e de resistência à totalização. As narrativas transcritas, mesmo atravessadas por linhas do poder e situadas em um campo turbulento de imposições, podem ser miradas como narrativas abertas, sujeitas a serem subvertidas, abertas à produção de identidades e subjetividades contra hegemônicas.\n \nPALAVRAS-CHAVE: Descolonização. Crítica Epistemológica. Relações de Poder. Relações Raciais. Ensino Público.\n ","PeriodicalId":52766,"journal":{"name":"Cadernos de Estudos Sociais","volume":"1 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-12-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":"{\"title\":\"POR UMA CRÍTICA EPISTEMOLÓGICA DESCOLONIAL\",\"authors\":\"Beatriz Giugliani\",\"doi\":\"10.33148/ces(2128)\",\"DOIUrl\":null,\"url\":null,\"abstract\":\"O objetivo do texto é levar à reflexão de forma crítico-interpretativa, as práticas escolares e a descolonização do currículo em contexto determinado, por meio da análise das relações raciais e de poder de jovens negros do Ensino Médio no interior da Bahia. Para buscar compreender a complexidade dessas relações e da própria construção histórica e social de processos de dominação, a referência é a interação com os interlocutores, suas experiências vivenciadas dentro e fora da escola. A metodologia qualitativa mais utilizada enfatizou o Grupo Focal como ferramenta para coleta de dados abarcando aspectos objetivos e subjetivos para compreensão do processo escolar, propiciando através da discussão/colisão de ideias, a compreensão das divergências e contraposições. O ponto de vista dos estudantes nos obriga a reconhecer o imperativo da descolonização dos currículos e a perspectiva cultural como fator impreterível na trajetória escolar que não se circunscreve apenas na escola, mas que a considera fundamental como elemento convergente de significados e de resistência à totalização. As narrativas transcritas, mesmo atravessadas por linhas do poder e situadas em um campo turbulento de imposições, podem ser miradas como narrativas abertas, sujeitas a serem subvertidas, abertas à produção de identidades e subjetividades contra hegemônicas.\\n \\nPALAVRAS-CHAVE: Descolonização. Crítica Epistemológica. Relações de Poder. Relações Raciais. Ensino Público.\\n \",\"PeriodicalId\":52766,\"journal\":{\"name\":\"Cadernos de Estudos Sociais\",\"volume\":\"1 1\",\"pages\":\"\"},\"PeriodicalIF\":0.0000,\"publicationDate\":\"2022-12-28\",\"publicationTypes\":\"Journal Article\",\"fieldsOfStudy\":null,\"isOpenAccess\":false,\"openAccessPdf\":\"\",\"citationCount\":\"0\",\"resultStr\":null,\"platform\":\"Semanticscholar\",\"paperid\":null,\"PeriodicalName\":\"Cadernos de Estudos Sociais\",\"FirstCategoryId\":\"1085\",\"ListUrlMain\":\"https://doi.org/10.33148/ces(2128)\",\"RegionNum\":0,\"RegionCategory\":null,\"ArticlePicture\":[],\"TitleCN\":null,\"AbstractTextCN\":null,\"PMCID\":null,\"EPubDate\":\"\",\"PubModel\":\"\",\"JCR\":\"\",\"JCRName\":\"\",\"Score\":null,\"Total\":0}","platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Cadernos de Estudos Sociais","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.33148/ces(2128)","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
O objetivo do texto é levar à reflexão de forma crítico-interpretativa, as práticas escolares e a descolonização do currículo em contexto determinado, por meio da análise das relações raciais e de poder de jovens negros do Ensino Médio no interior da Bahia. Para buscar compreender a complexidade dessas relações e da própria construção histórica e social de processos de dominação, a referência é a interação com os interlocutores, suas experiências vivenciadas dentro e fora da escola. A metodologia qualitativa mais utilizada enfatizou o Grupo Focal como ferramenta para coleta de dados abarcando aspectos objetivos e subjetivos para compreensão do processo escolar, propiciando através da discussão/colisão de ideias, a compreensão das divergências e contraposições. O ponto de vista dos estudantes nos obriga a reconhecer o imperativo da descolonização dos currículos e a perspectiva cultural como fator impreterível na trajetória escolar que não se circunscreve apenas na escola, mas que a considera fundamental como elemento convergente de significados e de resistência à totalização. As narrativas transcritas, mesmo atravessadas por linhas do poder e situadas em um campo turbulento de imposições, podem ser miradas como narrativas abertas, sujeitas a serem subvertidas, abertas à produção de identidades e subjetividades contra hegemônicas.
PALAVRAS-CHAVE: Descolonização. Crítica Epistemológica. Relações de Poder. Relações Raciais. Ensino Público.