{"title":"CORRELAÇÃO ENTRE AS DISFUNÇÕES DO SISTEMA IMUNOLÓGICO E O ESTADO DE ESTRESSE","authors":"Cássia Lima Costa, Jaqueline Campos Costa, Larissa Resende Lobato, Vitória Thomazelli Guidetti","doi":"10.18406/2359-1269v6n12019233","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O sistema imunológico é composto por um complexo aglomerado de células que em conjunto com órgãos e tecidos atua como barreira de destruição de agentes que são reconhecidos como estranhos ao organismo. Episódios seguidos de estresse são capazes de afetar o funcionamento do sistema imunológico através da modificação de parâmetros fisiológicos, devido à síntese e liberação elevada de hormônios e neurotransmissores, interferindo assim na homeostase do organismo. Dessa forma, a presente revisão investigou e sintetizou, por meio de uma coleta de dados na literatura científica, uma correlação entre desordens no sistema imunológico resultante de situações de estresse. Foi realizada uma revisão sistemática, utilizando 13 produções científicas publicadas entre o período de 2009 a 2018 nas línguas inglesa e portuguesa, utilizando como critérios de inclusão imunidade, estresse, patologias, sistema imunológico e sistema nervoso. Os artigos analisados descreveram como o sistema imunológico é modulado por processos fisiológicos do estresse, o que envolve ações do sistema endócrino e sistema nervoso e traz alterações ao organismo, o tornando mais suscetível ao desenvolvimento de processos infecciosos, bacterianos e virais. Esse estado traz prejuízos por propiciar um desequilíbrio que facilita o surgimento e desenvolvimento de patologias, tanto brandas quanto mais severas. Percebeu-se que as consequências imunitárias geradas pelo estresse irão depender da situação e da intensidade a que os indivíduos são expostos ao estressor. Preconiza-se que os efeitos do estresse e sua influência fisiopatológica devem ser explorados mais a fundo, visto que há associações muito complexas entre diversas vias e que as consequências variam em diferentes situações. Dessa forma, a compreensão de como a resposta imunológica se modula em decorrência dos efeitos do estresse permite o auxílio quanto à terapêutica e a manutenção do equilíbrio do organismo.","PeriodicalId":118742,"journal":{"name":"Revista Eixos Tech","volume":"27 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2020-03-04","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista Eixos Tech","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.18406/2359-1269v6n12019233","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
O sistema imunológico é composto por um complexo aglomerado de células que em conjunto com órgãos e tecidos atua como barreira de destruição de agentes que são reconhecidos como estranhos ao organismo. Episódios seguidos de estresse são capazes de afetar o funcionamento do sistema imunológico através da modificação de parâmetros fisiológicos, devido à síntese e liberação elevada de hormônios e neurotransmissores, interferindo assim na homeostase do organismo. Dessa forma, a presente revisão investigou e sintetizou, por meio de uma coleta de dados na literatura científica, uma correlação entre desordens no sistema imunológico resultante de situações de estresse. Foi realizada uma revisão sistemática, utilizando 13 produções científicas publicadas entre o período de 2009 a 2018 nas línguas inglesa e portuguesa, utilizando como critérios de inclusão imunidade, estresse, patologias, sistema imunológico e sistema nervoso. Os artigos analisados descreveram como o sistema imunológico é modulado por processos fisiológicos do estresse, o que envolve ações do sistema endócrino e sistema nervoso e traz alterações ao organismo, o tornando mais suscetível ao desenvolvimento de processos infecciosos, bacterianos e virais. Esse estado traz prejuízos por propiciar um desequilíbrio que facilita o surgimento e desenvolvimento de patologias, tanto brandas quanto mais severas. Percebeu-se que as consequências imunitárias geradas pelo estresse irão depender da situação e da intensidade a que os indivíduos são expostos ao estressor. Preconiza-se que os efeitos do estresse e sua influência fisiopatológica devem ser explorados mais a fundo, visto que há associações muito complexas entre diversas vias e que as consequências variam em diferentes situações. Dessa forma, a compreensão de como a resposta imunológica se modula em decorrência dos efeitos do estresse permite o auxílio quanto à terapêutica e a manutenção do equilíbrio do organismo.