{"title":"O ensino de yoga para pessoas surdas mediado por interpretação em Libras","authors":"Tarcisio de Arantes Leite, Monica Auga Dias Leite","doi":"10.5007/1807-0221.2022.e81154","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Objetivo: apresentar as reflexões emergentes em uma experiência de ensino de yoga para pessoas surdas mediada por interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Método: em 2019, seguindo um modelo de pesquisa-ação, promovemos práticas de yoga com uma professora falante de português apoiada por um intérprete de Libras. Na medida em que desafios eram encontrados, refletíamos sobre eles e experimentávamos alternativas em aulas subsequentes. Resultados: questões que exigiram adequações foram: a criação de sinais para posturas; o posicionamento da professora para favorecer sua visibilidade; demandas sobre a atenção visual dos alunos; estratégias para a interação direta entre a professora e os alunos; a sincronização das posturas; e a prática de mantras orais. Conclusão: embora a interpretação em Libras tenha se mostrado crucial para o desenvolvimento das aulas, nossa experiência revelou que a adaptação do ensino do yoga para pessoas surdas suscita não apenas considerações tradutórias/linguísticas, mas também perceptuais e identitárias.","PeriodicalId":354568,"journal":{"name":"Extensio: Revista Eletrônica de Extensão","volume":"54 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-04-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Extensio: Revista Eletrônica de Extensão","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.5007/1807-0221.2022.e81154","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Objetivo: apresentar as reflexões emergentes em uma experiência de ensino de yoga para pessoas surdas mediada por interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Método: em 2019, seguindo um modelo de pesquisa-ação, promovemos práticas de yoga com uma professora falante de português apoiada por um intérprete de Libras. Na medida em que desafios eram encontrados, refletíamos sobre eles e experimentávamos alternativas em aulas subsequentes. Resultados: questões que exigiram adequações foram: a criação de sinais para posturas; o posicionamento da professora para favorecer sua visibilidade; demandas sobre a atenção visual dos alunos; estratégias para a interação direta entre a professora e os alunos; a sincronização das posturas; e a prática de mantras orais. Conclusão: embora a interpretação em Libras tenha se mostrado crucial para o desenvolvimento das aulas, nossa experiência revelou que a adaptação do ensino do yoga para pessoas surdas suscita não apenas considerações tradutórias/linguísticas, mas também perceptuais e identitárias.