{"title":"Programa Criança Feliz: erradicar a pobreza responsabilizando as mulheres","authors":"Ana Claudia Do Prado Lima, Rosânia Campos","doi":"10.5007/1980-4512.2022.e84994","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Este artigo é um recorte da pesquisa intitulada Programa Criança Feliz: felicidade para quem? A qual realizou uma análise do programa federal Criança Feliz. Para esse texto, definimos como objetivo discutir as ações e práticas do Programa prestadas às famílias. A partir da metodologia da pesquisa documental de cunho qualitativo, foi realizada uma análise de documentos normativos e orientadores no intuito de apreender os pressupostos que o programa defende. Nossas discussões se pautaram no arcabouço teórico do campo crítico dos estudos da política de assistência social, do Estado, da educação infantil e da perspectiva feminista de reprodução social, defendida por Arruzza; Bhattacharya; Fraser (2019) e Federici (2019; 2021), a qual situa o feminismo para além da categoria de classe e trabalho produtivo. Nesse sentido, as análises indicam que a definição de pobreza determina à mulher e a criança um lugar específico mediado por uma educação compensatória via programas de parentalidade.","PeriodicalId":294123,"journal":{"name":"Zero-a-seis","volume":"7 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-10-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Zero-a-seis","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.5007/1980-4512.2022.e84994","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Este artigo é um recorte da pesquisa intitulada Programa Criança Feliz: felicidade para quem? A qual realizou uma análise do programa federal Criança Feliz. Para esse texto, definimos como objetivo discutir as ações e práticas do Programa prestadas às famílias. A partir da metodologia da pesquisa documental de cunho qualitativo, foi realizada uma análise de documentos normativos e orientadores no intuito de apreender os pressupostos que o programa defende. Nossas discussões se pautaram no arcabouço teórico do campo crítico dos estudos da política de assistência social, do Estado, da educação infantil e da perspectiva feminista de reprodução social, defendida por Arruzza; Bhattacharya; Fraser (2019) e Federici (2019; 2021), a qual situa o feminismo para além da categoria de classe e trabalho produtivo. Nesse sentido, as análises indicam que a definição de pobreza determina à mulher e a criança um lugar específico mediado por uma educação compensatória via programas de parentalidade.