Maria Luiza Sady Prates, E. Prates, Lays Figueiredo Inácio da Silva, Gláucia Marina Furini Ferreira, L. Araújo, R. Andrade
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Abstract
Introdução: A adolescência é marcada por diversas transformações, caracterizando-se como um momento instável na vida dos jovens, podendo repercutir no seu convívio social e na sua saúde física e mental. Nesse sentido, as drogas têm-se tornando uma das principais válvulas de escape dos jovens, trazendo diversas consequências para si mesmo, para à família e a sociedade. Objetivo: Descrever a realização de uma oficina educativa abordando as consequências biopsicossociais do uso das drogas lícitas e ilícitas e os seus reflexos no organismo e nas relações sociais. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, caracterizado como relato de experiência, utilizando a observação e a prática durante a realização de uma oficina desenvolvida junto à 17 atores pertencentes a uma organização social de apoio a adolescentes em situação de vulnerabilidade em uma cidade do Sul de Minas Gerais. Resultados: Dentro da oficina, o diálogo foi à base, onde optou-se por abordar o tema seguindo a linha de redução de danos, em vez da linha proibicionista, pois esta linha de pensamento é amplamente difundida, controversa e questionada. Além disso, os estudantes puderam relatar casos que já vivenciaram, objetivando explorar os saberes e as experiências prévias dos sujeitos participantes, convidando-os a assumir um papel ativo e de protagonismo no processo de condução da oficina. Ressalta-se que a abordagem desta temática, apresentou-se como um momento de permuta mútua, bem como permitiu discutir a importância do conhecimento acerca dos efeitos nocivos ao organismo e sobre ônus advindos do uso excessivo, principalmente no período da adolescência. Considerações finais: Considera-se, portanto, que a abordagem desta temática junto ao público adolescente apresenta-se como um importante instrumento de empoderamento, promoção à cultura de paz e cidadania. Além disso, denota-se a importância desta oficina no processo de formação de novos protagonista e atores sociais, podendo refletir mudanças nas condições de vida e saúde desses sujeitos. Recomenda-se a abordagem desta temática no âmbito escolar, visto sua dimensão na sociedade e suas consequências biopsicossociais.