Uso da simulação realística de alta fidelidade na graduação como indutor do caráter interprofissional: experiência do hospital universitário de brasília da universidade de brasília

Juliana de Paula da Mata, Marcelo Nunes de Lima, Dayde Lane Mendonça Silva, Renato Antunes dos Santos, V. Amado
{"title":"Uso da simulação realística de alta fidelidade na graduação como indutor do caráter interprofissional: experiência do hospital universitário de brasília da universidade de brasília","authors":"Juliana de Paula da Mata, Marcelo Nunes de Lima, Dayde Lane Mendonça Silva, Renato Antunes dos Santos, V. Amado","doi":"10.14295/JMPHC.V8I3.653","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Trata-se de experiência aplicada no Centro de Simulação Realística do Hospital Universitário de Brasília (HuB), o qual visa aprimorar o método de ensino de saúde para os discentes de graduação e residentes dos cursos de Enfermagem e Medicina que atuam no HuB, em conjunto – e em caráter interdisciplinar- com profissionais (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas) que atuam diretamente na assistência ao paciente do HuB ou da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), em seus diversos níveis. A Parada Cardiorrespiratória (PCR) pode decorrer frente a deteriorização progressiva da condição clínica do paciente ou mesmo subitamente, desta forma, em qualquer ambiente de assistência à saúde, no caso de ocorrência do evento, será necessária a interação harmoniosa de um time multidisciplinar de profissionais para alcançar um desfecho positivo no evento minimizando sequelas incapacitantes e/ou onerosas ambas para os pacientes e para o sistema de saúde. Nos serviços públicos de saúde do DF, os profissionais que mais presenciam os eventos de PCR são internos do curso de medicina, enfermagem, residentes, médicos, fisioterapeutas e enfermeiros por estarem em um contato mais direto ao paciente, e por estarem em maior número nas unidades. Torna-se portanto essencial que os profissionais que iniciam o atendimento se atualizem sobre atendimento de emergência, habilidades de tomada de decisões rápidas e principalmente atuação interdisciplinar efetiva. OBJETIVOS Considerando a necessidade de inclusão dos discentes das diversas áreas assistenciais no cenário do Hospital Universitário sob a forma de um aprendizado transformativo, o HuB passou a oferecer desde 2016, um programa que visa aprimorar o método de ensino de saúde para os discentes de graduação dos cursos de enfermagem e medicina, que atuam no hospital no seu último ano de graduação, criando um curso para atender o módulo do internato destes discentes, capaz de estimular e despertar a cultura de atuação em equipe, além de aproximar da realidade prática os conhecimentos que estão sendo produzidos a respeito do assunto e de uniformizar do atendimento à PCR. MÉTODOS O tema do curso foi Suporte Avançado de Vida (SAVC), nos moldes ao curso já existente da American Heart Association (AHA). A abordagem de escolha para o treinamento foi o uso da Simulação Realística (SR), devido ao fato deste método englobar todos os âmbitos da aprendizagem: (1) cognitivo; (2) afetivo; e (3) psicomotor, além de trabalhar o relacionamento interpessoal destes futuros profissionais e a comunicação em equipe, de forma a atender o preconizado pelo MS, em 2014, e pela OMS, em 2010. O treinamento com simulação realística utiliza simuladores de pacientes (robôs), manequins estáticos e atores profissionais, conhecidos também como pacientes simulados, em instalações que criam um ambiente semelhante a um hospital-virtual ou a ambientes pré-hospitalares. A simulação realística em saúde permite experiência prática, em ambiente seguro, seguida de reflexão guiada, o que tem impacto tanto na aquisição de conhecimentos, quanto em habilidades e atitudes relacionadas à prática profissional. A população alvo recebe o treinamento (teórico e prático) em PCR (utilizando-se simulação realística) em dois encontros práticos de 04 horas cada um, totalizando 10h de treinamento. Descrição das etapas do curso: Etapa I –  o material teórico desenvolvido baseado no último Guideline da AHA, de 2015, contendo a atualização do protocolo de RCP, bem como os algoritmos de atendimento a PCR; Etapa II – avaliação com dez questões de múltipla escolha, mesclando casos clínicos e perguntas de cunho cognitivo (pré teste); Etapa III – o curso foi dividido em cinco tópicos, usando aula expositiva, vídeos de demonstração e simuladores de baixa e alta fidelidade. Descrição dos Tópicos: Tópico I – reconhecimento da situação de emergência; técnicas de compressão torácica externa; técnicas de ventilação; e técnica de desfibrilação; Tópico II – monitorização e dispositivos avançados para vias aéreas; Tópico III – ritmos cardíacos encontrados na  PCR; Tópico IV – tratamento dos ritmos de PCR; Tópico V – prática simulada, usando diversos casos clínicos, versando na aprendizagem baseada em problemas, sendo apresentado o problema, prática real para a resolução deste problema; Tópico VI – Debreafing, ou seja, discussão do problema e outros olhares sobre o problema; Etapa IV (pós teste)– teste com mesmo molde da etapa II; Etapa V – aplicação do formulário de reação ao curso, que consistiam em questões em sobre a participação do aluno no curso, estrutura  geral do curso, se o curso atendeu as expectativas e crítica e sugestão; e Etapa VI (pós teste tardio)– teste com os mesmos moldes das etapas II e IV, mesclando casos clínicos e perguntas de cunho cognitivo, sendo estas equivalentes. RESULTADOS Em sua totalidade, os treinados realizaram as etapas de I até a V, o que corresponde o pré-teste (T1) e pós-teste imediato (T2). O T1 apresentou um valor de média (M = 6,17, DP = 2,07), T2 um valor de média (M = 7,98, DP = 1,34). No T3 (Pós teste tardio: M = 7,63, DP = 1,77), nota-se uma pequena redução da retenção do conteúdo da aprendizagem em relação ao T2, o que corresponde ao aprendizado a longo prazo (retenção de aprendizagem). Ao analisarmos T1, que significa aprendizagem do discente antes do curso, e o T3 (retenção de aprendizagem), inferimos que o curso apresentou resultado significativo de melhoria em relação ao seu ingresso no curso, comprovando sua eficácia. Os resultados da ANOVA de medidas repetidas revelaram uma diferença significativa entre as distribuições dos valores nas três medidas de avaliação de conteúdo teórico: pré-teste, antes do curso (T1); pós-teste, logo após o curso (T2); e pós-teste tardio, um mês após o curso (T3) (F = 11,19, p<0,001). Observando-se, ainda, que a comparação entre pares apresentou diferença no intervalo compreendido entre o T2 e o T3. A avaliação de reação do curso apresentou resultados: sobre a participação no curso, 90% dos treinados relataram estarem muito satisfeitos com sua atuação no curso, 95% avaliaram que estavam muito satisfeitos com a estrutura geral do curso, 97% informaram que o curso atendeu as expectativas propostas. No campo de opinião, obtivemos vários relatos de satisfação com o curso, conteúdo e com a interação entre os profissionais de graus e áreas de formação distintas, descritos alguns comentários deste item da avaliação de reação: Treinando 1: “Nunca tinha parado para pensar como é difícil o papel do enfermeiro na atuação em PCR, pratiquei a comunicação em equipe e pude entender o lado do colega”. Treinando 2: “O melhor pra mim foi a atuação em equipe e viver a realidade de PCR na prática”. A escolha pelo tema baseou-se primordialmente no fato de - além de tratar-se de evento de saúde de alta relevância e presença todos os níveis de assistência em saúde- ser capaz de despertar uma dinâmica de atuação verdadeiramente interdisciplinar entre os protagonistas dos diversos serviços de ensino e assistência da rede pública de saúde, proporcionando portanto uma cultura transformadora de assistência ao paciente ao discente em formação. CONCLUSÕES A simulação como estratégia pedagógica e metodológica inovadora mostrou evidência de aprendizado e retenção de aprendizado. A adoção de estratégias facilmente replicáveis como esta reforça a melhoria contínua no atendimento no SUS, fortalecendo as ações em equipe -de forma integrada e colaborativa- e o desenvolvimento de habilidades interpessoais.","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"63 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.14295/JMPHC.V8I3.653","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract

Trata-se de experiência aplicada no Centro de Simulação Realística do Hospital Universitário de Brasília (HuB), o qual visa aprimorar o método de ensino de saúde para os discentes de graduação e residentes dos cursos de Enfermagem e Medicina que atuam no HuB, em conjunto – e em caráter interdisciplinar- com profissionais (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas) que atuam diretamente na assistência ao paciente do HuB ou da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), em seus diversos níveis. A Parada Cardiorrespiratória (PCR) pode decorrer frente a deteriorização progressiva da condição clínica do paciente ou mesmo subitamente, desta forma, em qualquer ambiente de assistência à saúde, no caso de ocorrência do evento, será necessária a interação harmoniosa de um time multidisciplinar de profissionais para alcançar um desfecho positivo no evento minimizando sequelas incapacitantes e/ou onerosas ambas para os pacientes e para o sistema de saúde. Nos serviços públicos de saúde do DF, os profissionais que mais presenciam os eventos de PCR são internos do curso de medicina, enfermagem, residentes, médicos, fisioterapeutas e enfermeiros por estarem em um contato mais direto ao paciente, e por estarem em maior número nas unidades. Torna-se portanto essencial que os profissionais que iniciam o atendimento se atualizem sobre atendimento de emergência, habilidades de tomada de decisões rápidas e principalmente atuação interdisciplinar efetiva. OBJETIVOS Considerando a necessidade de inclusão dos discentes das diversas áreas assistenciais no cenário do Hospital Universitário sob a forma de um aprendizado transformativo, o HuB passou a oferecer desde 2016, um programa que visa aprimorar o método de ensino de saúde para os discentes de graduação dos cursos de enfermagem e medicina, que atuam no hospital no seu último ano de graduação, criando um curso para atender o módulo do internato destes discentes, capaz de estimular e despertar a cultura de atuação em equipe, além de aproximar da realidade prática os conhecimentos que estão sendo produzidos a respeito do assunto e de uniformizar do atendimento à PCR. MÉTODOS O tema do curso foi Suporte Avançado de Vida (SAVC), nos moldes ao curso já existente da American Heart Association (AHA). A abordagem de escolha para o treinamento foi o uso da Simulação Realística (SR), devido ao fato deste método englobar todos os âmbitos da aprendizagem: (1) cognitivo; (2) afetivo; e (3) psicomotor, além de trabalhar o relacionamento interpessoal destes futuros profissionais e a comunicação em equipe, de forma a atender o preconizado pelo MS, em 2014, e pela OMS, em 2010. O treinamento com simulação realística utiliza simuladores de pacientes (robôs), manequins estáticos e atores profissionais, conhecidos também como pacientes simulados, em instalações que criam um ambiente semelhante a um hospital-virtual ou a ambientes pré-hospitalares. A simulação realística em saúde permite experiência prática, em ambiente seguro, seguida de reflexão guiada, o que tem impacto tanto na aquisição de conhecimentos, quanto em habilidades e atitudes relacionadas à prática profissional. A população alvo recebe o treinamento (teórico e prático) em PCR (utilizando-se simulação realística) em dois encontros práticos de 04 horas cada um, totalizando 10h de treinamento. Descrição das etapas do curso: Etapa I –  o material teórico desenvolvido baseado no último Guideline da AHA, de 2015, contendo a atualização do protocolo de RCP, bem como os algoritmos de atendimento a PCR; Etapa II – avaliação com dez questões de múltipla escolha, mesclando casos clínicos e perguntas de cunho cognitivo (pré teste); Etapa III – o curso foi dividido em cinco tópicos, usando aula expositiva, vídeos de demonstração e simuladores de baixa e alta fidelidade. Descrição dos Tópicos: Tópico I – reconhecimento da situação de emergência; técnicas de compressão torácica externa; técnicas de ventilação; e técnica de desfibrilação; Tópico II – monitorização e dispositivos avançados para vias aéreas; Tópico III – ritmos cardíacos encontrados na  PCR; Tópico IV – tratamento dos ritmos de PCR; Tópico V – prática simulada, usando diversos casos clínicos, versando na aprendizagem baseada em problemas, sendo apresentado o problema, prática real para a resolução deste problema; Tópico VI – Debreafing, ou seja, discussão do problema e outros olhares sobre o problema; Etapa IV (pós teste)– teste com mesmo molde da etapa II; Etapa V – aplicação do formulário de reação ao curso, que consistiam em questões em sobre a participação do aluno no curso, estrutura  geral do curso, se o curso atendeu as expectativas e crítica e sugestão; e Etapa VI (pós teste tardio)– teste com os mesmos moldes das etapas II e IV, mesclando casos clínicos e perguntas de cunho cognitivo, sendo estas equivalentes. RESULTADOS Em sua totalidade, os treinados realizaram as etapas de I até a V, o que corresponde o pré-teste (T1) e pós-teste imediato (T2). O T1 apresentou um valor de média (M = 6,17, DP = 2,07), T2 um valor de média (M = 7,98, DP = 1,34). No T3 (Pós teste tardio: M = 7,63, DP = 1,77), nota-se uma pequena redução da retenção do conteúdo da aprendizagem em relação ao T2, o que corresponde ao aprendizado a longo prazo (retenção de aprendizagem). Ao analisarmos T1, que significa aprendizagem do discente antes do curso, e o T3 (retenção de aprendizagem), inferimos que o curso apresentou resultado significativo de melhoria em relação ao seu ingresso no curso, comprovando sua eficácia. Os resultados da ANOVA de medidas repetidas revelaram uma diferença significativa entre as distribuições dos valores nas três medidas de avaliação de conteúdo teórico: pré-teste, antes do curso (T1); pós-teste, logo após o curso (T2); e pós-teste tardio, um mês após o curso (T3) (F = 11,19, p<0,001). Observando-se, ainda, que a comparação entre pares apresentou diferença no intervalo compreendido entre o T2 e o T3. A avaliação de reação do curso apresentou resultados: sobre a participação no curso, 90% dos treinados relataram estarem muito satisfeitos com sua atuação no curso, 95% avaliaram que estavam muito satisfeitos com a estrutura geral do curso, 97% informaram que o curso atendeu as expectativas propostas. No campo de opinião, obtivemos vários relatos de satisfação com o curso, conteúdo e com a interação entre os profissionais de graus e áreas de formação distintas, descritos alguns comentários deste item da avaliação de reação: Treinando 1: “Nunca tinha parado para pensar como é difícil o papel do enfermeiro na atuação em PCR, pratiquei a comunicação em equipe e pude entender o lado do colega”. Treinando 2: “O melhor pra mim foi a atuação em equipe e viver a realidade de PCR na prática”. A escolha pelo tema baseou-se primordialmente no fato de - além de tratar-se de evento de saúde de alta relevância e presença todos os níveis de assistência em saúde- ser capaz de despertar uma dinâmica de atuação verdadeiramente interdisciplinar entre os protagonistas dos diversos serviços de ensino e assistência da rede pública de saúde, proporcionando portanto uma cultura transformadora de assistência ao paciente ao discente em formação. CONCLUSÕES A simulação como estratégia pedagógica e metodológica inovadora mostrou evidência de aprendizado e retenção de aprendizado. A adoção de estratégias facilmente replicáveis como esta reforça a melhoria contínua no atendimento no SUS, fortalecendo as ações em equipe -de forma integrada e colaborativa- e o desenvolvimento de habilidades interpessoais.
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在毕业时使用逼真的高保真模拟作为跨专业性格的诱导剂:巴西利亚大学医院的经验
是模拟现实的应用实验中心的巴西利亚大学医院(中心)的教学方法,旨在提高毕业学生和居民的健康护理和医学课程(在中心,在字符—和跨学科的专业(医生、护士、理疗师)上行直接在协助病人的医疗中心或注册表的联邦地区(如果-DF),在不同的级别。心肺衰竭(PCR)可以进行逐步恶化的病人的临床状态,甚至突然医疗方式,在任何环境中,对于这一事件,需要一个多学科小组的互动和谐的专业来实现一个积极的结果在项目既减少后遗症致残和/或昂贵的病人和卫生保健系统。在DF的公共卫生服务中,见证PCR事件最多的专业人员是内科、护理、住院医师、医生、理疗师和护士,因为他们与病人有更直接的接触,而且在单位中人数更多。因此,启动护理的专业人员必须更新紧急护理、快速决策技能,特别是有效的跨学科行动。目标考虑到学习者的需要包容不同的地区秩序的伴奏的教学医院的形式学习艺术中心提供的自2016年以来,一项计划,旨在提高教学方法的课程毕业的学生的健康护理和医学,上行医院毕业的最后一年,创造了一个模块的寄宿学校的学生,上课接了能够激发和唤醒团队行动的文化,除了接近实际的知识,正在产生的主题和标准化的PCR服务。方法课程的主题是高级生命支持(acls),遵循美国心脏协会(AHA)现有的课程。选择的训练方法是使用现实模拟(SR),因为这种方法涵盖了学习的所有领域:(1)认知;(2)认知(2)情感;(3)精神运动,除了工作这些未来专业人员的人际关系和团队沟通,以满足MS在2014年和who在2010年的建议。现实模拟训练使用患者模拟器(机器人)、静态人体模型和专业演员,也称为模拟患者,在设施中创建一个类似于虚拟医院或院前环境的环境。逼真的健康模拟允许在安全的环境中进行实践经验,然后进行引导反思,这对知识的获取、与专业实践相关的技能和态度都有影响。目标人群在两次实践会议中接受PCR(使用现实模拟)的训练(理论和实践),每次4小时,总共10小时的训练。课程步骤描述:第一步-基于2015年AHA最新指南开发的理论材料,包括cpr协议的更新,以及PCR服务算法;第二阶段-评估十个多项选择题,结合临床病例和认知问题(前测);第三步:课程分为五个主题,使用说明性课程、演示视频和低保真度和高保真度模拟器。主题说明:主题一-承认紧急情况;外胸压迫技术;通风技术;除颤技术;主题二-先进的气道监测和设备;主题III - PCR中发现的心律;主题IV - PCR节律的治疗;主题V -模拟实践,运用多个临床案例,解决基于问题的学习,提出问题,实际实践解决问题;主题VI - Debreafing,即对问题的讨论和对问题的其他看法;第四步(后测)-用与第二步相同的模具进行测试;第五步-申请课程反应表,包括学生参与课程、课程的一般结构、课程是否达到预期、批评和建议等问题;第六阶段(后期测试)——测试采用与第二阶段和第四阶段相同的模式,合并临床病例和认知问题,这些是等价的。总的来说,被训练者执行I到V的步骤,对应于前测(T1)和后测(T2)。 T1为平均值(M = 6.17, sd = 2.07), T2为平均值(M = 7.98, sd = 1.34)。在T3(后期测试后:M = 7.63, sd = 1.77),与T2相比,学习内容的保留略有下降,对应于长期学习(学习保留)。通过对T1(学生在课程开始前的学习)和T3(学习保留)的分析,我们推断该课程在进入课程方面有显著的改善,证明了其有效性。重复测量方差分析的结果显示,三种理论内容评估方法的值分布有显著差异:前测、课程前(T1)、前测(T1)和后测(T1)后测,课程结束后(T2);疗程后1个月(T3) (F = 11.19, p< 0.001)。观察到两对之间的比较在T2和T3之间有差异。课程反应评估显示了结果:在课程参与方面,90%的学员对自己在课程中的表现非常满意,95%的学员对课程的整体结构非常满意,97%的学员表示课程达到了预期。的意见满意的报告获得了很多课程,内容和之间的交互培训的专业度和区域的不同,本项目评估的一些评论所述的反应:练习1:“从来没有停下来思考是困难的在PCR,护士的角色在表演练习沟通在团队和我明白旁边的同事”。培训2:“对我来说,最好的是团队合作,在实践中体验PCR的现实。”为主题的选择主要是基于事实-除了事件的重要性和存在各级卫生医疗援助,能够唤醒一个动态性能真正的主角之间的跨学科的教育服务和帮助公共卫生网络文化,所以学生协助病人处理培训。结论模拟作为一种创新的教学策略和方法,显示了学习和学习保留的证据。采用这种易于复制的战略加强了SUS服务的持续改进,以综合和协作的方式加强了团队行动,并发展了人际交往技能。
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