Calila Oliveira Alves, Ana Paula Pessoa de Oliveira
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Abstract
A universalidade do envelhecimento reflete melhoria na qualidade de vida, mas é um desafio para a realidade em saúde, visto o aumento da prevalência de doenças em saúde mental, como a depressão. Este estudo teve como objetivo investigar a prevalência de sintomas depressivos e fatores associados em pessoas idosas de uma Estratégia Saúde da Família (ESF) em Teixeira de Freitas-BA. Realizou-se estudo descritivo-exploratório com 108 idosos de ambos os sexos sem diagnóstico de distúrbio psiquiátrico da ESF Nova América. Foram aplicados um questionário sociodemográfico e de saúde e a Escala de Depressão Geriátrica Abreviada (EDG-15). 22,2% dos idosos tinham depressão e os principais fatores associados foram sexo masculino (58,3%), faixa etária entre 60-69 anos (83,%), estado civil (33,3% eram divorciados), escolaridade (58,33% eram analfabetos) e perda de familiar próximo no último ano (83,3% referiram perda). Os itens da escala com maior pontuação foram ‘sentir a vida vazia’, ‘se aborrecer com frequência’, ‘deixar interesses de lado’, ‘medo de alguma coisa acontecer’ e ‘preferir ficar sozinho’. O estudo demonstrou prevalência de sintoma depressivo com quantitativo importante frente à média nacional de estudos similares. Assim, é necessário a implementação de estratégias de educação permanente em serviço para o desenvolvimento de práticas compartilhadas e interprofissionais para uma avaliação mais abrangente e qualificada da pessoa idosa na atenção primária.