Ianca Almeida Pereira, Rafael Henrique de Freitas Noronha
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Abstract
A baixa utilização da mecanização na fase produtiva agrícola do cacau e a migração de mão-de-obra para as cidades proporcionam a busca da intensificação da mecanização e a automação agrícola. O objetivo do trabalho foi avaliar quais as variáveis biométricas que podem influenciar o processo de arranquio mecanizado do cacau, monitorando a qualidade dos dados e identificando qual o melhor ângulo de corte do pedúnculo para o desprendimento do fruto para um futuro protótipo de mecanismo de corte para a colheita mecanizada de cacau. O estudo foi feito na CEPLAC, em Ilhéus-BA, em diferentes áreas, com o cacau forasteiro. As três áreas foram selecionadas com os cacaus já plantados, foram o SAF, à pleno sol e cabruca. A análise estatística utilizada foi a análise conjunta de experimentos. Para a altura das plantas avaliadas e o diâmetro do caule não apresentou diferença no sistema produtivo à pleno sol e SAF, mas no sistema cabruca sim. A quantidade de frutos por planta teve diferença em todos os sistemas. O diâmetro e comprimento do pedúnculo do fruto no sistema a pleno sol foi igual no SAF e cabruca. À resistência do arranquio do fruto não houve diferença significativa entre os sistema produtivos e entre os ângulos de corte, porém houve interação. O SAF e cabruca são os mais recomendados para realizar uma colheita mecanizada utilizando o ângulo de corte de 15°. O sistema cabruca apresentou maior resistência que o SAF e o pleno sol quando foram utilizados os ângulos 30° e 45°.