{"title":"A ESTÉTICA DA AUSÊNCIA NA ESCULTURA CINÉTICA DE HEINER GOEBBELS","authors":"Eduardo dos Santos Andrade","doi":"10.5216/AC.V4I2.54771","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Ao prescindir do drama, da narrativa, dos atores e dos músicos para a execução de sua peça-concerto intitulada Stifters Dinge,o maestro e artista multimídia alemão Heiner Goebbels expande os limites que tradicionalmente cercam a ideia de teatralidade. Essa expansão, entretanto, não é nova e nem tampouco incomum no universo da arte contemporânea, caracterizado por intercontaminações e hibridismos. Na ausência de performers humanos, Stifters Dingeparece ser ao mesmo tempo uma instalação, um concerto e um teatro, porém, tudo o que há são coisas sendo elas mesmas: coisas. A partir desta obra de Goebbels, junto ao seu conceito de “Estética da Ausência”, este artigo propõe uma breve reflexão acerca da teatralidade das coisas, buscando entender como os elementos espaço-visuais da cena, na sua natureza inanimada, podem ser identificados como agente performativos, carregados de uma dimensão humana implícita sem apresentar necessariamente um caráter antropomórfico.","PeriodicalId":315246,"journal":{"name":"Arte da Cena (Art on Stage)","volume":"87 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2018-12-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Arte da Cena (Art on Stage)","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.5216/AC.V4I2.54771","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
Ao prescindir do drama, da narrativa, dos atores e dos músicos para a execução de sua peça-concerto intitulada Stifters Dinge,o maestro e artista multimídia alemão Heiner Goebbels expande os limites que tradicionalmente cercam a ideia de teatralidade. Essa expansão, entretanto, não é nova e nem tampouco incomum no universo da arte contemporânea, caracterizado por intercontaminações e hibridismos. Na ausência de performers humanos, Stifters Dingeparece ser ao mesmo tempo uma instalação, um concerto e um teatro, porém, tudo o que há são coisas sendo elas mesmas: coisas. A partir desta obra de Goebbels, junto ao seu conceito de “Estética da Ausência”, este artigo propõe uma breve reflexão acerca da teatralidade das coisas, buscando entender como os elementos espaço-visuais da cena, na sua natureza inanimada, podem ser identificados como agente performativos, carregados de uma dimensão humana implícita sem apresentar necessariamente um caráter antropomórfico.