{"title":"\"Até que todas sejamos livres\": o ativismo 'sentipensado' das feministas agroecológicas brasileiras contra as violências agrocapitalistas","authors":"Héloïse Prévost","doi":"10.18617/liinc.v18i1.5969","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"A autora analisa as mobilizações agroecológicas feministas no Brasil a partir das conceitualizações do \"sentipensar\" e do corazonar. O vínculo com a Terra e a fusão entre emoções e análise política são analisadas através do estudo de materiais ativistas (mística, canções, poemas, slogans) e entrevistas com ativistas rurais. A compreensão deste sentipensamento lança luz sobre as diferentes dimensões da violência. É proposta uma análise da violência de gênero, entendida como uma estratégia do agrocapital. Violência conjugal e \"feminicídios agrocapitalistas\" fazem parte do que a autora chama de \"necropolítica agrocapitalista\". As estratégias coletivas de superação usadas pelas ativistas favorecem uma afirmação de força e uma continuidade da luta e da vida","PeriodicalId":127590,"journal":{"name":"Liinc em Revista","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2022-04-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Liinc em Revista","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.18617/liinc.v18i1.5969","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
A autora analisa as mobilizações agroecológicas feministas no Brasil a partir das conceitualizações do "sentipensar" e do corazonar. O vínculo com a Terra e a fusão entre emoções e análise política são analisadas através do estudo de materiais ativistas (mística, canções, poemas, slogans) e entrevistas com ativistas rurais. A compreensão deste sentipensamento lança luz sobre as diferentes dimensões da violência. É proposta uma análise da violência de gênero, entendida como uma estratégia do agrocapital. Violência conjugal e "feminicídios agrocapitalistas" fazem parte do que a autora chama de "necropolítica agrocapitalista". As estratégias coletivas de superação usadas pelas ativistas favorecem uma afirmação de força e uma continuidade da luta e da vida