{"title":"Autoridades cognitivas versus autoridades eclesiásticas e espirituais: as comunidades evangélicas brasileiras e a desinformação","authors":"Márcia Feijão de Figueiredo, Marianna Zattar","doi":"10.18617/liinc.v19i2.6628","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"Esse texto tem por objetivo estabelecer um diálogo sobre o conceito de autoridade cognitiva a partir da comunidade evangélica brasileira e suas autoridades eclesiásticas e espirituais para compreender o fenômeno da desinformação nesse segmento. Para essa reflexão apresenta dados sobre o crescimento exponencial desse grupo nas últimas décadas, o tratamento utilizado durante esse período pela mídia tradicional e, em contraponto, uma pesquisa do Instituto de Estudos da Religião com tópicos elencados por mulheres sobre a relação com a igreja. Em seguida, descreve os conceitos utilizados nas comunidades evangélicas para as autoridades eclesiásticas, que podem ser atribuídas através de cargos administrativos, a autoridade espiritual, que se estabelece através do reconhecimento dos membros sem possuir cargo formalizado e, nos ambientes digitais, a ascensão de autoridades espirituais como influenciadores e youtubers, que detém junto às comunidades liderança dentro e fora das igrejas. A partir desse contexto aponta-se o uso do conceito de autoridade cognitiva e suas novas categorias, a saber: as autoridades cognitivas genuínas a as pseudo autoridades cognitivas. Estabelece como tais autoridades fazem sentido nas relações entre autoridades religiosas e a comunidade evangélica. Para finalizar, o artigo aponta as primeiras observações sobre a relevância dessas autoridades, vistas pelos membros como fontes confiáveis de informação e a necessidade de criar uma agenda de pesquisa aprofundando os estudos no campo de estudos da informação, especialmente da ética da informação sobre a desinformação nas comunidades evangélicas brasileiras","PeriodicalId":127590,"journal":{"name":"Liinc em Revista","volume":" 21","pages":""},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2023-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Liinc em Revista","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.18617/liinc.v19i2.6628","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
引用次数: 0
Abstract
Esse texto tem por objetivo estabelecer um diálogo sobre o conceito de autoridade cognitiva a partir da comunidade evangélica brasileira e suas autoridades eclesiásticas e espirituais para compreender o fenômeno da desinformação nesse segmento. Para essa reflexão apresenta dados sobre o crescimento exponencial desse grupo nas últimas décadas, o tratamento utilizado durante esse período pela mídia tradicional e, em contraponto, uma pesquisa do Instituto de Estudos da Religião com tópicos elencados por mulheres sobre a relação com a igreja. Em seguida, descreve os conceitos utilizados nas comunidades evangélicas para as autoridades eclesiásticas, que podem ser atribuídas através de cargos administrativos, a autoridade espiritual, que se estabelece através do reconhecimento dos membros sem possuir cargo formalizado e, nos ambientes digitais, a ascensão de autoridades espirituais como influenciadores e youtubers, que detém junto às comunidades liderança dentro e fora das igrejas. A partir desse contexto aponta-se o uso do conceito de autoridade cognitiva e suas novas categorias, a saber: as autoridades cognitivas genuínas a as pseudo autoridades cognitivas. Estabelece como tais autoridades fazem sentido nas relações entre autoridades religiosas e a comunidade evangélica. Para finalizar, o artigo aponta as primeiras observações sobre a relevância dessas autoridades, vistas pelos membros como fontes confiáveis de informação e a necessidade de criar uma agenda de pesquisa aprofundando os estudos no campo de estudos da informação, especialmente da ética da informação sobre a desinformação nas comunidades evangélicas brasileiras