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Abstract
Este trabalho tem como propósito discutir os desdobramentos do ensino de língua portuguesa pelo olhar do estagiário de Letras. Para isso, aciono como corpus as escritas que integram a referente experiência de formação, como projetos de regência, planos de aula e relatórios finais com a finalidade de compreender, por meio dos modos de dizer, como se estabelece a produção de conhecimento nessa esfera. Partindo do pressuposto de que a atividade intelectual do estagiário de qualquer licenciatura se constitui, essencialmente, no que está materializado em sua escrita, gerada na vivência do estágio, tem-se mostrado importante pesquisar a qualidade dessa produção e em que medida ela pode ser reconhecida como “de conhecimento”, haja vista que as escritas em curso no estágio supervisionado visam à materialização de práticas e momentos didáticos agenciados pelo próprio professor em formação para leitura e ciência de terceiros. Sendo assim, quais conhecimentos sobre o ensino de língua portuguesa se sobressaem considerando as múltiplas vozes em jogo na escrita do estagiário e a impressão de acabamento e conclusibilidade dada ao texto, apesar das dissonâncias dialógicas? A partir da análise dos dados, relacionada às problematizações desenvolvidas por pesquisadores da área de estágio, a produção de conhecimento no contexto de formação docente mostrou-se relacionada a um exercício discursivo que toma as vozes teóricas e prescritivas como financiadoras do dizer do estagiário em detrimento da descrição e da sistematização do fazer em sala de aula.