{"title":"Estudo comparativo entre o Ciclo de ensino/aprendizagem da LSF e a Sequência didática do ISD: construtos teóricos e procedimentos metodológicos","authors":"M. M. D. Almeida","doi":"10.5902/1516849234559","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"A publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais para ensino fundamental e para o ensino médio (BRASIL, 1999) iniciou uma discussão sobre a necessidade de realizar uma mudança de perspectiva no ensino de línguas no Brasil. As orientações desses documentos propuseram que o foco das tarefas não estivesse apenas em aspectos do sistema linguístico, mas no trabalho com a construção de sentido por meio dos textos (BRASÍLIA, 2010). Este artigo propõe-se a discutir o ensino de Língua Adicional (LA), pautado pelos gêneros, de acordo com dois modelos de didatização: o Ciclo de Ensino/Aprendizagem (CEA) (MARTIN; ROSE, 2012; ROSE, 2013) e a Sequência Didática (SD) (SCHNEUWLY; DOLZ, 2004; DOLZ, 1999). Para isso, metodologicamente, realiza-se uma revisão teórica dos conceitos centrais dessas perspectivas, a fim de compreender o modo como constroem sua proposta didática. Após cotejá-las, pôde-se observar que apresentam semelhanças, uma vez que estabelecem o gênero como elemento organizador e intermediador da aprendizagem escolar. Além disso, ambas entendem que a aprendizagem ocorre na ZDP, facilitada pelo andaimento. No entanto, observa-se uma diferença na sua estruturação procedimental. Enquanto a SD organiza-se a partir de uma primeira produção escrita ou oral, o CEA é sistematizado a partir de uma atividade de leitura e análise textual. Isso significa que, antes do aluno realizar a tarefa, o professor mostra-lhe como fazê-la. A opção por uma ou outra metodologia para o ensino de LA poderá variar de acordo com a proficiência dos estudantes e/ou com o conhecimento que o professor possui das competências que precisam ser desenvolvidas pelos discentes.","PeriodicalId":358879,"journal":{"name":"Linguagens & Cidadania","volume":"31 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"1900-01-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"1","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Linguagens & Cidadania","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.5902/1516849234559","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
A publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais para ensino fundamental e para o ensino médio (BRASIL, 1999) iniciou uma discussão sobre a necessidade de realizar uma mudança de perspectiva no ensino de línguas no Brasil. As orientações desses documentos propuseram que o foco das tarefas não estivesse apenas em aspectos do sistema linguístico, mas no trabalho com a construção de sentido por meio dos textos (BRASÍLIA, 2010). Este artigo propõe-se a discutir o ensino de Língua Adicional (LA), pautado pelos gêneros, de acordo com dois modelos de didatização: o Ciclo de Ensino/Aprendizagem (CEA) (MARTIN; ROSE, 2012; ROSE, 2013) e a Sequência Didática (SD) (SCHNEUWLY; DOLZ, 2004; DOLZ, 1999). Para isso, metodologicamente, realiza-se uma revisão teórica dos conceitos centrais dessas perspectivas, a fim de compreender o modo como constroem sua proposta didática. Após cotejá-las, pôde-se observar que apresentam semelhanças, uma vez que estabelecem o gênero como elemento organizador e intermediador da aprendizagem escolar. Além disso, ambas entendem que a aprendizagem ocorre na ZDP, facilitada pelo andaimento. No entanto, observa-se uma diferença na sua estruturação procedimental. Enquanto a SD organiza-se a partir de uma primeira produção escrita ou oral, o CEA é sistematizado a partir de uma atividade de leitura e análise textual. Isso significa que, antes do aluno realizar a tarefa, o professor mostra-lhe como fazê-la. A opção por uma ou outra metodologia para o ensino de LA poderá variar de acordo com a proficiência dos estudantes e/ou com o conhecimento que o professor possui das competências que precisam ser desenvolvidas pelos discentes.