Papel do professor-tutor como mediador no processo de formação profissional

Lucas Cardoso dos Santos, Janete Pessuto Simonetti, Antonio Pithon Cyrino
{"title":"Papel do professor-tutor como mediador no processo de formação profissional","authors":"Lucas Cardoso dos Santos, Janete Pessuto Simonetti, Antonio Pithon Cyrino","doi":"10.14295/jmphc.v8i3.627","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O papel do professor-tutor como mediador no processo de formação profissional Introdução Na última década, fez-se um grande esforço, no âmbito das graduações de profissões da saúde, para reorientar a formação de modo a melhor atender às necessidades do Sistema Único de Saúde, com importante influência das Diretrizes Curriculares Nacionais das profissões da saúde e do papel indutivo realizado pelos Ministérios da Saúde e Educação para se alcançar uma formação mais humanizada e desenvolvida mediante processo de ensino-aprendizagem em diferentes cenários e com práticas de interprofissionalidade. A educação interprofissional tem sido apontada como capaz de promover mudanças nos cenários de ensino, buscando práticas eficientes para o enfrentamento da complexidade dos problemas de saúde. E vem sendo, cada vez mais, valorizada dado o seu potencial na formação de profissionais de saúde mais preparados para o trabalho em equipe, característica essencial para se alcançar um cuidado integral de indivíduos, famílias e comunidades. Nesta perspectiva, o objetivo deste estudo foi compreender a percepção e a vivência de educação interprofissional, nas disciplinas de Interação Universidade, Serviços e Comunidade I e II, entre discentes dos cursos de Medicina e Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu. Método Realizou-se pesquisa de natureza qualitativa, que teve a entrevista semiestruturada como instrumento de coleta de dados. A organização e análise dos dados empregada foi orientada segundo a Análise Temática de Conteúdo proposto por Bardin. Como resultados, emergiram três categorias temáticas: A experiência de Educação interprofissional permite que o aluno compreenda melhor o colega do outro curso; Aprender sobre o outro traz benefícios para a formação profissional; O papel do professor-tutor como mediador no processo de formação profissional. A seguir apresentar-se-á os resultados relacionados a essa última categoria temática. Fizeram parte deste estudo dez alunos dos cursos de medicina e enfermagem que vivenciaram a educação interprofissional nas disciplinas referidas, sendo três do sexo masculino e sete do sexo feminino, cinco de cada um dos cursos de graduação, cujas idades variaram entre 19 e 30 anos. Foram atribuídos nomes fictícios e alterada ou suprimida qualquer informação que pudesse identificar os discentes. A letra após os diálogos tem a intenção de identificar de qual curso é o aluno: E (enfermagem) ou M (medicina). Resultados Parte dos discentes apontaram que aprender com um professor-tutor de formação diferente da sua limita o seu aprendizado e por isso aprenderam menos sobre assuntos específicos da sua profissão. Tal percepção vai ao encontro da formação profissional hegemônica nos cursos da saúde e que se distancia da prática interprofissional: Eu acho que talvez fique defasado, como a gente trabalha muito   com assistência de enfermagem, cuidado de enfermagem e tudo mais, eu acho que talvez por esse lado fique faltando e poderia ser complementado (Graziella E). Por outro lado, alguns alunos reconheceram que aprender com um professor-tutor com uma formação diferente da sua foi positivo, valorizando tal proposta pedagógica: Eu achei melhor ter um tutor que não fosse médico, porque eu acho que a gente vai ter essa experiência só depois [...] achei que foi importante eles trazerem umas coisas diferentes, informações diferentes por outros caminhos que eu acho que não teria sido feito por alguém que fosse médico (Cláudia M). O material empírico mostrou que quando o professor-tutor era enfermeiro, despertou o interesse dos alunos da medicina para a profissão o que proporcionou um novo olhar em relação a essa categoria profissional. Dessa forma, a educação interprofissional apresenta-se como uma possibilidade de mudar atitudes e percepções sobre a profissão do outro e, ainda, aumentar a confiança entre as mesmas, proporcionadas pela socialização das categorias profissionais (REEVES, 2016). Por isso há de se pensar que algumas barreiras nas relações entre os alunos podem ser criadas ou, até mesmo, reforçadas pelo próprio professor-tutor, dificultando, assim, que a educação interprofissional e a troca de saberes entre os mesmos ocorram: No primeiro ano eu percebia o grupo mais unido. Agora no segundo, teve aquela divisão de enfermagem e medicina. [...] Então, acho que pelo jeito do professor não querer estar lá todo mundo junto, todo mundo unido pra isso, eu acho que dividiu de verdade. (Rosa E). O papel de mediador do professor-tutor ficou evidente como sendo primordial para a realização das atividades propostas nas disciplinas e aquele que por meio da educação interprofissional transcende qualquer obstáculo existente entre os cursos. Outro aspecto em relação ao professor-tutor é a empatia, identificada pelos entrevistados como uma habilidade/competência facilitadora para a realização das atividades bem como a experiência prévia em lecionar: No primeiro ano a gente já tem aquele laço com o professor, então, deixar o mesmo tutor no segundo ano, também, seria bom, porque ela já sabe até que ponto ela pode deixar a gente ir e até que ponto ela pode puxar a rédea. (Rosa E). [...] não vi diferença nenhuma por elas serem de outra área profissional [...] Agora uma coisa que influenciou é a experiência (em lecionar) (Graziella E). O professor-tutor desempenha função ímpar ao ser considerado como o indivíduo que “encanta os estudantes para que se tornem seres conscientes de seu papel enquanto aprendiz e indivíduo com responsabilidade social” (SILVA, 2011, p. 172). Outra questão a ser pontuada é a de que o professor-tutor pode proporcionar momentos de troca de saberes dos alunos entre si, dos alunos com os profissionais dos serviços de saúde, corroborando para as diversas oportunidades da educação interprofissional e da prática colaborativa. Igual a uma paciente que eu atendi e acompanhei. Ela tinha problema de memória e não sabia lidar com isso. Cheguei no Posto e falei com o meu professor e ele falou assim: ‘conversa com a médica, vê até onde isso a afeta, por quê que isso acontece e depois a gente vem e conversa sobre isso com a enfermeira, também”. (Rosa E) [...] você tinha que buscar, trazer e compartilhar com o grupo. Então aconteciam discussões. E no final ela sempre [...] acrescentava uma informação. [...] porque você acabava buscando o conhecimento e complementando com o que o outro trazia”. (Thereza E) De acordo com Paulo Freire: “O educador já não é aquele que apenas educa, mas, o que enquanto educa, é educado em diálogo com o educando que ao ser educado também educa [...]” (FREIRE, 2011, p. 68); e, por isso, a compreensão, por parte dos professores, desse modo de ensinar e, também, da lacuna existente entre o profissional que se quer formar mediante as reais necessidades dos serviços de saúde e o preparo dado na formação desse é de extrema importância. Considerações finais Nesse sentido o papel do professor-tutor é primordial por esse ser o mediador entre a teoria e a prática e um facilitador de todo o processo de ensino-aprendizagem do aluno, e, ainda, por dar sustentação ao uso da educação interprofissional como ferramenta de ensino e potencializar uma futura prática profissional colaborativa.","PeriodicalId":358918,"journal":{"name":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","volume":"61 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2018-09-19","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"JMPHC | Journal of Management & Primary Health Care | ISSN 2179-6750","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.14295/jmphc.v8i3.627","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract

O papel do professor-tutor como mediador no processo de formação profissional Introdução Na última década, fez-se um grande esforço, no âmbito das graduações de profissões da saúde, para reorientar a formação de modo a melhor atender às necessidades do Sistema Único de Saúde, com importante influência das Diretrizes Curriculares Nacionais das profissões da saúde e do papel indutivo realizado pelos Ministérios da Saúde e Educação para se alcançar uma formação mais humanizada e desenvolvida mediante processo de ensino-aprendizagem em diferentes cenários e com práticas de interprofissionalidade. A educação interprofissional tem sido apontada como capaz de promover mudanças nos cenários de ensino, buscando práticas eficientes para o enfrentamento da complexidade dos problemas de saúde. E vem sendo, cada vez mais, valorizada dado o seu potencial na formação de profissionais de saúde mais preparados para o trabalho em equipe, característica essencial para se alcançar um cuidado integral de indivíduos, famílias e comunidades. Nesta perspectiva, o objetivo deste estudo foi compreender a percepção e a vivência de educação interprofissional, nas disciplinas de Interação Universidade, Serviços e Comunidade I e II, entre discentes dos cursos de Medicina e Enfermagem da Faculdade de Medicina de Botucatu. Método Realizou-se pesquisa de natureza qualitativa, que teve a entrevista semiestruturada como instrumento de coleta de dados. A organização e análise dos dados empregada foi orientada segundo a Análise Temática de Conteúdo proposto por Bardin. Como resultados, emergiram três categorias temáticas: A experiência de Educação interprofissional permite que o aluno compreenda melhor o colega do outro curso; Aprender sobre o outro traz benefícios para a formação profissional; O papel do professor-tutor como mediador no processo de formação profissional. A seguir apresentar-se-á os resultados relacionados a essa última categoria temática. Fizeram parte deste estudo dez alunos dos cursos de medicina e enfermagem que vivenciaram a educação interprofissional nas disciplinas referidas, sendo três do sexo masculino e sete do sexo feminino, cinco de cada um dos cursos de graduação, cujas idades variaram entre 19 e 30 anos. Foram atribuídos nomes fictícios e alterada ou suprimida qualquer informação que pudesse identificar os discentes. A letra após os diálogos tem a intenção de identificar de qual curso é o aluno: E (enfermagem) ou M (medicina). Resultados Parte dos discentes apontaram que aprender com um professor-tutor de formação diferente da sua limita o seu aprendizado e por isso aprenderam menos sobre assuntos específicos da sua profissão. Tal percepção vai ao encontro da formação profissional hegemônica nos cursos da saúde e que se distancia da prática interprofissional: Eu acho que talvez fique defasado, como a gente trabalha muito   com assistência de enfermagem, cuidado de enfermagem e tudo mais, eu acho que talvez por esse lado fique faltando e poderia ser complementado (Graziella E). Por outro lado, alguns alunos reconheceram que aprender com um professor-tutor com uma formação diferente da sua foi positivo, valorizando tal proposta pedagógica: Eu achei melhor ter um tutor que não fosse médico, porque eu acho que a gente vai ter essa experiência só depois [...] achei que foi importante eles trazerem umas coisas diferentes, informações diferentes por outros caminhos que eu acho que não teria sido feito por alguém que fosse médico (Cláudia M). O material empírico mostrou que quando o professor-tutor era enfermeiro, despertou o interesse dos alunos da medicina para a profissão o que proporcionou um novo olhar em relação a essa categoria profissional. Dessa forma, a educação interprofissional apresenta-se como uma possibilidade de mudar atitudes e percepções sobre a profissão do outro e, ainda, aumentar a confiança entre as mesmas, proporcionadas pela socialização das categorias profissionais (REEVES, 2016). Por isso há de se pensar que algumas barreiras nas relações entre os alunos podem ser criadas ou, até mesmo, reforçadas pelo próprio professor-tutor, dificultando, assim, que a educação interprofissional e a troca de saberes entre os mesmos ocorram: No primeiro ano eu percebia o grupo mais unido. Agora no segundo, teve aquela divisão de enfermagem e medicina. [...] Então, acho que pelo jeito do professor não querer estar lá todo mundo junto, todo mundo unido pra isso, eu acho que dividiu de verdade. (Rosa E). O papel de mediador do professor-tutor ficou evidente como sendo primordial para a realização das atividades propostas nas disciplinas e aquele que por meio da educação interprofissional transcende qualquer obstáculo existente entre os cursos. Outro aspecto em relação ao professor-tutor é a empatia, identificada pelos entrevistados como uma habilidade/competência facilitadora para a realização das atividades bem como a experiência prévia em lecionar: No primeiro ano a gente já tem aquele laço com o professor, então, deixar o mesmo tutor no segundo ano, também, seria bom, porque ela já sabe até que ponto ela pode deixar a gente ir e até que ponto ela pode puxar a rédea. (Rosa E). [...] não vi diferença nenhuma por elas serem de outra área profissional [...] Agora uma coisa que influenciou é a experiência (em lecionar) (Graziella E). O professor-tutor desempenha função ímpar ao ser considerado como o indivíduo que “encanta os estudantes para que se tornem seres conscientes de seu papel enquanto aprendiz e indivíduo com responsabilidade social” (SILVA, 2011, p. 172). Outra questão a ser pontuada é a de que o professor-tutor pode proporcionar momentos de troca de saberes dos alunos entre si, dos alunos com os profissionais dos serviços de saúde, corroborando para as diversas oportunidades da educação interprofissional e da prática colaborativa. Igual a uma paciente que eu atendi e acompanhei. Ela tinha problema de memória e não sabia lidar com isso. Cheguei no Posto e falei com o meu professor e ele falou assim: ‘conversa com a médica, vê até onde isso a afeta, por quê que isso acontece e depois a gente vem e conversa sobre isso com a enfermeira, também”. (Rosa E) [...] você tinha que buscar, trazer e compartilhar com o grupo. Então aconteciam discussões. E no final ela sempre [...] acrescentava uma informação. [...] porque você acabava buscando o conhecimento e complementando com o que o outro trazia”. (Thereza E) De acordo com Paulo Freire: “O educador já não é aquele que apenas educa, mas, o que enquanto educa, é educado em diálogo com o educando que ao ser educado também educa [...]” (FREIRE, 2011, p. 68); e, por isso, a compreensão, por parte dos professores, desse modo de ensinar e, também, da lacuna existente entre o profissional que se quer formar mediante as reais necessidades dos serviços de saúde e o preparo dado na formação desse é de extrema importância. Considerações finais Nesse sentido o papel do professor-tutor é primordial por esse ser o mediador entre a teoria e a prática e um facilitador de todo o processo de ensino-aprendizagem do aluno, e, ainda, por dar sustentação ao uso da educação interprofissional como ferramenta de ensino e potencializar uma futura prática profissional colaborativa.
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教师-导师在职业培训过程中的中介作用
在过去的十年中,在卫生专业毕业的背景下,为了更好地满足统一卫生系统的需要,在引入专业培训过程中,教师-导师作为调解人的作用做出了巨大的努力在国家卫生专业课程指导方针的重要影响下,卫生部和教育部发挥了诱导作用,通过不同情况下的教学过程和跨专业实践实现更人性化和发展的培训。有人指出,跨专业教育能够促进教学情景的变化,寻求有效的做法来处理复杂的健康问题。它越来越受到重视,因为它有潜力培养更有团队精神的保健专业人员,这是实现对个人、家庭和社区的全面护理的一个基本特点。在这一视角下,本研究的目的是了解博图卡图医学院医学和护理课程的学生对跨专业教育、大学互动学科、服务和社区I和II的认知和经验。方法以半结构化访谈为数据收集工具,进行定性研究。数据的组织和分析是根据Bardin提出的主题内容分析进行的。结果,出现了三个主题类别:跨专业教育的经验使学生更好地了解其他课程的同事;相互了解对职业培训有好处;教师-导师在职业培训过程中的中介作用。与最后一个主题类别相关的结果将在下面给出。本研究包括10名经历过上述学科跨专业教育的医学和护理专业学生,其中3名男性,7名女性,各5名毕业课程的学生,年龄在19至30岁之间。虚构的名字被分配,任何可以识别学生身份的信息被修改或删除。对话后的字母旨在确定学生是哪门课程:E(护理)还是M(医学)。结果部分学生指出,与不同培训的导师一起学习限制了他们的学习,因此他们对自己职业的特定科目了解较少。这种看法符合卫生课程中的霸权职业培训,与跨专业实践保持距离:我想我可能抵消,像护理工作努力和帮助的人,小心护理和一切,我觉得可能,一方面是失踪,可能是为了实现(嗯)。另一方面,一些学生盲目的跟老师学习辅导和培训不同的是积极,重视教育的建议:我认为最好有一个不是医生的导师,因为我认为我们只有在[…]]我认为重要的是他们带着一些不同的事情,不同的信息做出其他我认为医生不应该由人才(claudia M)。我们实证材料表明,一旦教授导师是护士,点燃学生兴趣的医学专业的学生带来了一个新的视角对职业类别。因此,跨专业教育是一种改变对他人职业的态度和看法的可能性,也增加了他们之间的信任,这是由专业类别的社会化提供的(REEVES, 2016)。所以如果觉得有些障碍关系的学生甚至可以创建,加强自己的家教老师,变得,跨行业的教育,知道他们之间的交换发生:第一年我明白团结的小组。现在在二年级,她有护理和医学系。〔...所以我想,因为老师不想让每个人都在一起,每个人都在一起,我想这真的是分裂。(Rosa E)教师-导师的中介作用显然是实现学科中提议的活动的关键,也是通过跨专业教育超越课程之间任何现有障碍的关键。 导师教授的另一个方面是,同理心,发现受访者技能/能力对于实现活动的推动者和教学经验:第一年的人都有,与同样的老师,所以,让指导老师在第二年也不错,因为她不知道她会让我们去和她可以手拉缰绳。(粉色E)。我看不出有什么不同,因为他们来自不同的专业领域。)现在是影响教学经验()的(嗯),导师是奇函数老师在那个被认为是“最喜欢的学生成为作为徒弟的个体意识和个人与社会责任”(图,2011年,p . 172)。另一个需要强调的问题是,教师-导师可以提供学生之间、学生与卫生服务专业人员之间的知识交流时刻,证实跨专业教育和合作实践的各种机会。就像我照顾和陪伴的病人一样。她有记忆问题,不知道如何处理它。我来到办公室,和我的老师交谈,他是这样说的:“和医生谈谈,看看这对她有多大影响,为什么会发生,然后我们也来和护士谈谈。”(粉色E)[…]你必须拿起它,把它带来,并与团队分享。然后讨论开始了。最后她总是[…]添加了一条信息。〔...因为你最终会寻求知识,并补充别人带来的东西。”根据保罗·弗莱雷的说法:“教育者不再仅仅是教育的人,而是在教育的同时,在与学习者的对话中接受教育的人,学习者在接受教育的同时也接受教育……(FREIRE, 2011,第68页);因此,教师对这种教学方式的理解,以及希望通过保健服务的实际需要而形成的专业人员与在培训中给予的准备之间的差距,是极其重要的。结束语是教授导师的作用是主要的,是理论和实践之间的中介,而整个过程的教育学习的学生,所以还支持跨部门使用的教育教学工具和提高自己未来专业实践协作。
本文章由计算机程序翻译,如有差异,请以英文原文为准。
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