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Abstract
Em entrevista à Reciis, Viviane Trindade Borges conta sobre sua trajetória acadêmica norteada pelas práticas, histórias de vida e experiências em instituições de internamento/confinamento – como manicômios,leprosários e prisões – que ela estuda por meio de arquivos nelas encontrados. Para a pesquisadora, os documentos provenientes desses lugares “de sequestro”, como se refere Foucault a essas instituições, dizem respeito a memórias não reivindicadas e a eventos controversos marcados por traumas e violações de direitos humanos. Em suas pesquisas, a historiadora traz à tona trajetórias obscuras, anônimas e trágicas de sujeitos colocados à margem, ao descaso e levados ao esquecimento. Na entrevista, a cientista ressalta a exigência de um posicionamento ético na recuperação de histórias reveladas em arquivos marginais, de modo que não se limite à estigmatização e/ou à exotização; comenta sobre o seu entendimento do conceito de arquivo marginal e a importância da comunicação histórica que permite ativar memórias, interagir e elaborar visões sobre o passado que ainda reverberam no presente. Viviane Trindade Borges é Professora Associada da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).