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Abstract
Problematiza-se a emergência da infância e da criança como objeto de investigação histórica. Indaga, do interior de um campo desenhado em um profícuo diálogo interdisciplinar, sobre o “como” e os “porquês” do modo de tratar certa imagem da criança e da infância associada com a violência e a marginalização. Apesar das diferenças mapeáveis entre algumas obras e autorias, continua-se a caracterizar a infância sob o signo de uma “minoridade”. Assim, este texto contribui tanto para um debate nos termos de uma epistemologia da história que auxilie (re) pensar temas como sujeito da história, estrutura/sujeito e agência, como também faz da crítica historiográfica um modo de pensar diferentemente. Ao olhar para a historiografia brasileira e estrangeira busca-se pluralizar as noções de infâncias e crianças, reconhecendo que a produção do discurso historiográfico se associa ou questiona algumas imagens e formas de inteligibilidade que incidem sobre a pesquisa, a escrita e a tessitura de um saber.