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Abstract
O trabalho aborda a formação da moral econômica brasileira investigando suas principais características na república velha e no Estado novo. O estudo de caráter bibliográfico constatou morais dominantes distintas nessas fases: na república velha foi agressiva, típica de mercados primitivos em que há mais flexibilidade para busca de ganhos monetários elevados, e no Estado novo há contrapeso social à primeira, via Estado, diminuindo o poder de grupos tradicionais. Na primeira fase é classificada como mandeviliana e decorre da formação econômica do país, historicamente conduzida por elites conservadoras excludentes, enquanto na segunda, procedendo da cultura econômica diferenciada da região sul, onde havia melhor partição da renda e da terra, a moral teve seu caráter designado como smithiano.