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Abstract
Partindo de casos de hora do conto drag em bibliotecas públicas e escolas nos EUA, procura-se a compreensão tanto da defesa da sua existência como dos ataques dirigidos à sua eliminação. Aduz-se um levantamento de situações, recentes em Portugal, dirigidas a intimidar a fruição pública de obras LGBT+, por altura das celebrações do Orgulho. Identificam-se agentes, ideias e ideologias que se têm confrontado em disputas pela hegemonização da censura e pelo mainstreaming da liberdade de expressão na leitura pública com temas e pessoas LGBT+. Ataques a bibliotecas, escolas e livros têm sido sinalizados noutros países, ameaçando direitos e agravando desigualdades sociais. Refere-se a construção de um quadro teórico, a partir de questões e conceitos das ciências sociais e humanidades sobre guerras culturais e sobre a contação drag, para a análise de textos científicos e noticiosos e da auscultação feita a ativistas em Portugal. A finalidade central deste trabalho é entender como e porquê as guerras presentes se centraram no livro e na leitura mediada por bibliotecas. Entendendo como desfinanciamento, censura e ataques com violência convergem para a debilitação da leitura pública e agravam desigualdades sociais, reflete-se sobre como a bibliodiversidade e a liberdade de expressão são requisitos fundamentais, que se vêm tornando mais atuais e prementes, para políticas culturais em democracia