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Abstract
Búlgaro e Macedônio têm uma origem comum. Ambos têm sistemas verbais ricos com formas simples e, sobretudo, compostas, com significados e usos que podem estar próximos. A particularidade mais marcante é a presença de numerosas formas evidenciais que têm suas aplicações específicas em cada paradigma, um fato que não é nada comum nas línguas europeias e desconhecido para as outras línguas eslavas. Apesar da óbvia unidade do búlgaro antigo, alguns traços caraterísticos podem ser observados nos manuscritos, diferenciados entre orientais e ocidentais, provavelmente relacionados às antigas escolas literárias de Preslav e Ohrid. Isso dá justificativa aos autores macedônios para considerar o macedônio antigo a língua dos textos ocidentais. As primeiras referências ao macedônio como língua separada só aparecem no século XIX. Seja como for, factores históricos, sociolinguísticos e políticos levaram á existência actual de duas línguas, oficiais nas respectivas repúblicas de Bulgária e Macedônia, embora não se possa negar que existe uma relação muito estreita. O objetivo deste artigo é apresentar as diversas formas verbais nas duas línguas e estudar as coincidências e divergências dos respectivos significados e usos, sobretudo das inúmeras formas evidenciais presentes nas duas línguas, que podem ou não corresponder. A presença de evicenciais morfológicos em algumas línguas indoeuropeias relativamente próximas a nós, dão a oportunidade de estudar mais detalhadamente essas funções evidenciais e pode nos ajudar a compreender melhor os mecanismos linguísticos da evidencialidade. A rigor, podemos ver a Slavia dos Balcãs Orientais como un continuum de dialetos que vão do Mar Negro às regiões sérvias de Niš i Pirot.