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Abstract
O Povo Xetá, povo tradicional do Estado do Paraná, teve suas terras ancestrais invadidas e esbulhadas durante o processo de colonização do Norte Pioneiro. Os sobreviventes conhecidos, todos crianças, mesmo separados uns dos outros, mantiveram as bases de sua cultura, preservando sua língua, mitos e mesmo parte dos saberes sobre a floresta e sua cultura material. Tendo a memória como alicerce na formação de sua(s) identidade(s), os sobreviventes Xetá se multiplicaram, passando às novas gerações sua episteme – sua forma de ver o mundo e ressignificá-lo dentro dos limites da própria cultura. Esse artigo, com base em conceitos da Sociologia da Infância, História da Infância, Psicologia Social e Antropologia da Infância, utiliza dados de pesquisa recente para relacionar a memória da infância ancestral à memória da infância atual do Povo Xetá, enquanto processo dialógico de produção de conhecimento e alternativa ao processo de homogeneização imposto pela sociedade atual.