{"title":"Resistência elétrica dos géis e líquidos utilizados em eletroterapia no acoplamento eletrodo-pele","authors":"V. J. Bolfe, R. J. Guirro","doi":"10.1590/S1413-35552009000600006","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"OBJETIVO: Avaliar a resistencia eletrica inicial e no decorrer do tempo de agentes de acoplamento utilizados na interface eletrodo-pele submetidos a estimulacao eletrica com corrente bifasica e corrente continua. METODOS: A resistencia eletrica foi calculada indiretamente pela Lei de Ohm, sendo a tensao eletrica gerada em um equipamento de corrente constante (10 mA, 100 Hz, 100 μs e pulso bifasico quadrado simetrico) e captada por um osciloscopio digital. Dez agentes de acoplamento (geis, n=5; liquidos, n=5) foram submetidos a eletrolise com corrente bifasica quadratica simetrica (CB), 0,0134 mA/mm2, 100 Hz, 100 μs ou com corrente continua (CC) a 0,0017 mA/mm2 de densidade de corrente, durante 30 minutos, sendo reavaliados a cada 5 minutos. Para analise dos dados, aplicaram os testes de Friedman e Kruskal-Wallis, seguidos de Rank e Dunn, respectivamente, e, para a correlacao, empregou-se o coeficiente de Spearman (α=0,05). RESULTADOS: Os valores iniciais de resistencia dos geis variaram entre 116,00 e 146,00 Ω, e dos agentes de acoplamento liquidos, entre 106,00 e 4726,67 Ω, apresentando, em sua maioria, correlacao positiva com o tempo de eletrolise. Conclusoes: Conclui-se que os geis, a agua potavel e a solucao fisiologica sao os indicados para a pratica da estimulacao eletrica terapeutica, pois mantem a baixa resistencia durante o periodo de estimulacao. Por outro lado, o uso de agua destilada ou desionizada nao e recomendado, pois apresentam alta resistencia a passagem da corrente.","PeriodicalId":21195,"journal":{"name":"Revista Brasileira De Fisioterapia","volume":"3 1","pages":"499-505"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2009-12-01","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"6","resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"Revista Brasileira De Fisioterapia","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.1590/S1413-35552009000600006","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
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Abstract
OBJETIVO: Avaliar a resistencia eletrica inicial e no decorrer do tempo de agentes de acoplamento utilizados na interface eletrodo-pele submetidos a estimulacao eletrica com corrente bifasica e corrente continua. METODOS: A resistencia eletrica foi calculada indiretamente pela Lei de Ohm, sendo a tensao eletrica gerada em um equipamento de corrente constante (10 mA, 100 Hz, 100 μs e pulso bifasico quadrado simetrico) e captada por um osciloscopio digital. Dez agentes de acoplamento (geis, n=5; liquidos, n=5) foram submetidos a eletrolise com corrente bifasica quadratica simetrica (CB), 0,0134 mA/mm2, 100 Hz, 100 μs ou com corrente continua (CC) a 0,0017 mA/mm2 de densidade de corrente, durante 30 minutos, sendo reavaliados a cada 5 minutos. Para analise dos dados, aplicaram os testes de Friedman e Kruskal-Wallis, seguidos de Rank e Dunn, respectivamente, e, para a correlacao, empregou-se o coeficiente de Spearman (α=0,05). RESULTADOS: Os valores iniciais de resistencia dos geis variaram entre 116,00 e 146,00 Ω, e dos agentes de acoplamento liquidos, entre 106,00 e 4726,67 Ω, apresentando, em sua maioria, correlacao positiva com o tempo de eletrolise. Conclusoes: Conclui-se que os geis, a agua potavel e a solucao fisiologica sao os indicados para a pratica da estimulacao eletrica terapeutica, pois mantem a baixa resistencia durante o periodo de estimulacao. Por outro lado, o uso de agua destilada ou desionizada nao e recomendado, pois apresentam alta resistencia a passagem da corrente.