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Prospecções do óleo essencial de schinus terebinthifolius raddi no controle de bactérias formadoras de biofilme
As chamadas “superbactérias” são hoje responsáveis por cerca de 70% das mortes causadas por infecção hospitalar. Devido à urgência na procura de novas substâncias capazes de enfrentar esses organismos, a prospecção de compostos de origem vegetal torna-se uma alternativa viável e eficiente para o desenvolvimento de novos fármacos. O objetivo deste trabalho foi caracterizar quimicamente o óleo essencial (OE) da Schinus terebinthifolia e avaliar seu potencial no controle de bactérias resistentes, formadoras de biofilme. Diferentes diluições do OE (puro; 0,50; 0,25; 0,12; 0,62 e 0,032 μg.μL-1) foram testadas contra cepas de Escherichia coli KPC+ a fim de determinar a Concentração Inibitória Mínima e a Concentração Inibitória Mínima de Biofilme, além do ensaio para atividade hemolítica. Foram detectados 27 compostos pela análise de CG-EM, com predominância de α-pineno (38.99±0.63), β-pineno (15.53±0.56), limoneno (6.22±0.41), α-copaeno (6.61±0.31), germacreno D (17.24±0.21), germacreno B (3.23±0.09). Todas as concentrações utilizadas inibiram a formação de biofilme por E. coli KPC+, variando de 80% com o uso do OE puro a 30% quando diluído a 1:32 (v:v). Neste estudo, todas as concentrações testadas induziram hemólise, exceto pela diluição 1:32 (v:v). Os resultados são promissores e tornam o OE da S. terebinthifolia um possível candidato para testes de sinergismo com antibióticos comerciais, podendo aumentar sua eficácia.