{"title":"拍摄及表演","authors":"Pâmilla Vilas Boas Costa Ribeiro","doi":"10.11606/issn.2525-3123.gis.2019.152118","DOIUrl":null,"url":null,"abstract":"O presente artigo discute como a produção de um filme com o batuque de Ponto Chique e outros grupos de batuques vizinhos, ligados pelo rio São Francisco, mobiliza processos sociais e estéticos, ou seja, como o filme, enquanto processo de produção e exibição, se insere nessa relação entre drama estético, drama social e drama ritual. A partir do diálogo com autores da teoria da performance, o ponto de partida é discutir categorias como representação, drama e montagem, compreendendo a filmação como a materialização desse espaço fluido onde se assenta a cultura batuqueira/vazanteira. A partir do uso das imagens enquanto método etnográfico, o artigo busca refletir sobre as relações entre as montagens batuqueiras e as montagens do filme como ficção e fricção entre passado e presente. Opera-se com a hipótese de que os fragmentos do passado organizam o tempo fílmico e podem constituir uma temporalidade própria dos batuques.","PeriodicalId":340634,"journal":{"name":"GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia","volume":"28 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0000,"publicationDate":"2019-10-24","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":"0","resultStr":"{\"title\":\"Filmação e representação\",\"authors\":\"Pâmilla Vilas Boas Costa Ribeiro\",\"doi\":\"10.11606/issn.2525-3123.gis.2019.152118\",\"DOIUrl\":null,\"url\":null,\"abstract\":\"O presente artigo discute como a produção de um filme com o batuque de Ponto Chique e outros grupos de batuques vizinhos, ligados pelo rio São Francisco, mobiliza processos sociais e estéticos, ou seja, como o filme, enquanto processo de produção e exibição, se insere nessa relação entre drama estético, drama social e drama ritual. A partir do diálogo com autores da teoria da performance, o ponto de partida é discutir categorias como representação, drama e montagem, compreendendo a filmação como a materialização desse espaço fluido onde se assenta a cultura batuqueira/vazanteira. A partir do uso das imagens enquanto método etnográfico, o artigo busca refletir sobre as relações entre as montagens batuqueiras e as montagens do filme como ficção e fricção entre passado e presente. Opera-se com a hipótese de que os fragmentos do passado organizam o tempo fílmico e podem constituir uma temporalidade própria dos batuques.\",\"PeriodicalId\":340634,\"journal\":{\"name\":\"GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia\",\"volume\":\"28 1\",\"pages\":\"0\"},\"PeriodicalIF\":0.0000,\"publicationDate\":\"2019-10-24\",\"publicationTypes\":\"Journal Article\",\"fieldsOfStudy\":null,\"isOpenAccess\":false,\"openAccessPdf\":\"\",\"citationCount\":\"0\",\"resultStr\":null,\"platform\":\"Semanticscholar\",\"paperid\":null,\"PeriodicalName\":\"GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia\",\"FirstCategoryId\":\"1085\",\"ListUrlMain\":\"https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2019.152118\",\"RegionNum\":0,\"RegionCategory\":null,\"ArticlePicture\":[],\"TitleCN\":null,\"AbstractTextCN\":null,\"PMCID\":null,\"EPubDate\":\"\",\"PubModel\":\"\",\"JCR\":\"\",\"JCRName\":\"\",\"Score\":null,\"Total\":0}","platform":"Semanticscholar","paperid":null,"PeriodicalName":"GIS - Gesto, Imagem e Som - Revista de Antropologia","FirstCategoryId":"1085","ListUrlMain":"https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2019.152118","RegionNum":0,"RegionCategory":null,"ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":null,"EPubDate":"","PubModel":"","JCR":"","JCRName":"","Score":null,"Total":0}
O presente artigo discute como a produção de um filme com o batuque de Ponto Chique e outros grupos de batuques vizinhos, ligados pelo rio São Francisco, mobiliza processos sociais e estéticos, ou seja, como o filme, enquanto processo de produção e exibição, se insere nessa relação entre drama estético, drama social e drama ritual. A partir do diálogo com autores da teoria da performance, o ponto de partida é discutir categorias como representação, drama e montagem, compreendendo a filmação como a materialização desse espaço fluido onde se assenta a cultura batuqueira/vazanteira. A partir do uso das imagens enquanto método etnográfico, o artigo busca refletir sobre as relações entre as montagens batuqueiras e as montagens do filme como ficção e fricção entre passado e presente. Opera-se com a hipótese de que os fragmentos do passado organizam o tempo fílmico e podem constituir uma temporalidade própria dos batuques.