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Pensar dramatúrgico como chave para descentralizar a criação coreográfica do estúdio de dança.
A poética diversificada da dança contemporânea tem possibilitado o desenvolvimento de uma ampla gama de investigações acerca do processo criativo nesta prática estética. Dentre elas reside um questionamento sobre as atividades corporais realizadas pelos dançarinos para treinar ou preparar o corpo para a criação. Este artigo faz parte deste universo, priorizando as práticas que estão além do trabalho técnico e criativo centralizadas dentro do estúdio de dança. A partir da análise de um processo de criação de um solo em dança contemporânea, este artigo descreve e analisa as atividades de preparação corporal e de sensibilização poética realizadas pela intérprete-criadora em seu cotidiano e o como estas influenciaram a dramaturgia da criação. Concluímos que é através do pensamento dramatúrgico e sua prática de organizar as intensidades e energias geradas nos trabalhos corporais da performer que a coreografia é elaborada. Assim, a discussão realizada ao longo do artigo associada ao pensamento de Behrndt (2016), Scialom e Fabrini (2019), Gouveia (2012), Ostrower (2014) e Louppe (2012), defende a descentralização do processo criativo do estúdio de dança para incluir o cotidiano da artista-criadora como constituinte da criação, evidenciando os procedimentos utilizados para tal.