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POSIÇÕES SUBJETIVAS EM TEXTOS INFANTIS: EM BUSCA DO DESCOLAMENTO DO TEXTO BASE
Inspirados nas pesquisas de Riolfi e Magalhães (2008) e Riolfi e Costa (2011) que têm analisado marcas subjetivas em textos de crianças, neste trabalho buscaremos refletir acerca da presença da singularidade em textos de crianças a partir de uma proposta de produção. Para isso analisaremos 40 textos, produzidos para Prova São Paulo de 2017, da Secretaria Municipal de Educação de SP, por crianças do 3º ano de duas escolas públicas da zona leste de São Paulo. As escolas apresentam níveis socioeconômicos distintos, apesar de poucas variações, de acordo com o Indicador de Nível Socioeconômico (INSE) do INEP. Utilizando-nos das modalizações agenciamento da singularidade de Riolfi e Magalhães (2008), como categorias de análise, buscamos compreender como as crianças agenciam sua subjetividade de modo a se e descolarem do texto “esperado” nos diferentes contextos sociais em que suas escolas estão inseridas. A pesquisa nos revela que mesmo mediante propostas de produção prescritivas e das tentativas por padronizar as escritas infantis, as crianças, de distintos contextos, apresentam marcas de subjetividade em suas produções, porém, sem atingir o pleno descolamento, típico de um processo de separação (LACAN, 1993).