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A pesquisa é de base qualitativa e faz uso da abordagem (auto)biográfica, pois foca nas subjetividades reveladas nas narrativas que cada professora produz, tornando-as protagonistas de suas próprias histórias de vida, formação e de atuação profissional. Neste sentido, o trabalho ancorou-se nas contribuições de Souza (2006) e de Delory-Momberger (2014), para se construir os dispositivos de coleta de informações produzidos por meio de ateliês (auto)biográficos. Assim, os dispositivos foram observação, oficinas temáticas e entrevista narrativa. Para as análises, fundamentou-se nas contribuições de Bauer e Nóvoa (2002), Larrosa (2002), Josso (2009), dentre outros autores. Os resultados apontaram que as questões de gênero são vivenciadas, também, na docência da escola comunitária, em que as professoras usam de suas feminilidades para produzir experiências educativas. 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ENTRE SABERES E EXPERIÊNCIAS: NARRATIVAS DE MULHERES EDUCADORAS EM ESCOLA COMUNITÁRIA
Este trabalho analisa as trajetórias formativas e experiências da docência de professoras que atuam em uma escola comunitária do interior baiano. Para tal, analisamos como é viver a docência neste tipo de escola, identificamos como as feminilidades dessas professoras se presentificam nesse espaço diferenciado de educação e, por último, refletimos sobre como essas professoras em suas experiências e vivências contribuem para uma nova forma de se pensar a docência, considerando suas trajetórias de vida e formação docente. Pelos objetivos traçados, o estudo se desenvolveu a partir da análise de algumas categorias, quais sejam: narrativas, saberes, experiências e formação docente. A pesquisa é de base qualitativa e faz uso da abordagem (auto)biográfica, pois foca nas subjetividades reveladas nas narrativas que cada professora produz, tornando-as protagonistas de suas próprias histórias de vida, formação e de atuação profissional. Neste sentido, o trabalho ancorou-se nas contribuições de Souza (2006) e de Delory-Momberger (2014), para se construir os dispositivos de coleta de informações produzidos por meio de ateliês (auto)biográficos. Assim, os dispositivos foram observação, oficinas temáticas e entrevista narrativa. Para as análises, fundamentou-se nas contribuições de Bauer e Nóvoa (2002), Larrosa (2002), Josso (2009), dentre outros autores. Os resultados apontaram que as questões de gênero são vivenciadas, também, na docência da escola comunitária, em que as professoras usam de suas feminilidades para produzir experiências educativas. O cotidiano emerge como elemento central que dá contorno e visibilidade aos modos de escolha da profissão, percursos formativos e de produção de experiências e vivências na/da docência.