Mariana Cristina Huguet Marques, Izabela Silva dos Santos, Giuliana Franco Leal, Marcos Paulo Figueiredo Barros
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Abstract
A eutrofização de um ecossistema pode ocorrer de duas formas: artificial e natural. A eutrofização artificial está associada ao aporte de excesso de nutrientes associado às atividades antrópicas. A eutrofização natural é um processo que ocorre ao longo do envelhecimento dos ecossistemas aquáticos e consiste no aumento das concentrações de nutrientes, especialmente nitrogênio e fósforo e, consequentemente, da produtividade primária1. É considerada como uma reação em cadeia de causas e efeitos bem evidentes, cuja característica principal é a quebra relativa de estabilidade do ecossistema (homeostasia) que, fora do estado de equilíbrio, passa a produzir mais matéria orgânica do que é capaz de consumir2. Esse impacto pode provocar diversos danos, entre eles: desenvolvimento intenso e descontrolado do fitoplâncton devido à alta disponibilidade de nutrientes; degradação da qualidade da água com alterações de composição, cor, turbidez e transparência; aumento da decomposição, o que causa um maior consumo de oxigênio dissolvido (podendo levar à anoxia do ecossistema) e produção de gases que causam maus odores; produção de substâncias tóxicas; prejuízos consideráveis para o uso da água em abastecimento, irrigação, aproveitamentos hidrelétricos, recreação, turismo e paisagismo, entre outros3. As plantas aquáticas também passam a apresentar intenso desenvolvimento devido à alta disponibilidade de nutrientes na água, o que pode, além de levar à competição entre espécies vegetais, alterar a qualidade da água, uma vez que reduz a entrada de luz no ecossistema.