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Abstract
Os estudos de gênero e de sexualidade se consolidaram no âmbito da Geografia brasileira nos últimos 20 anos, a partir do trabalho de diferentes pesquisadoras e pesquisadores. Esta consolidação, como campo, passa a se espraiar por outros ramos da disciplina, em alguns casos com mais fluência e, em outros, com mais dificuldade. Este talvez seja o caso da Geografia Agrária, na qual podemos identificar um conjunto também significativo de estudos de gênero, o mesmo não podendo se dizer de estudos que tematizam a sexualidade. Este artigo busca problematizar os desafios da Geografia Agrária de trabalhar a sexualidade, no contexto das múltiplas ruralidades, das relações campo-cidade e da homonormatividade, que contribui para uma perspectiva que associa a homossexualidade ao sistema urbano-metropolitano, resultando na concentração de pesquisas nestes espaços em detrimento dos processos em áreas e modos de vida rurais.