o artigo descreve o comportamento da agricultura brasileira entre 1961 e 1978. Seu objetivo é testar empiricamente a hipótese de que haveria uma quebra na tendência histórica de oito variáveis econômicas que podem influenciar a decisão do agricultor em adotar práticas agrícolas modernas de acordo com o modelo Paiva-Schultz: o preço e a produtividade do capital e do trabalho na agricultura, assim como o preço interno e externo e o consumo dos produtos agrícolas. Para isso, a metodologia de pesquisa é a técnica de análise de estrutura de quebra de séries temporais. Os resultados encontraram evidências empíricas de que no biênio 1963-1964 houve uma quebra na tendência histórica dessas variáveis e no final da década de 1970 uma melhora na elasticidade-preço da oferta agrícola de consumo interno. Essas transformações explicam o deslanche da modernização agrícola e – como o outro lado da mesma moeda – a obsolescência da reforma agrária no Brasil.
{"title":"A agricultura brasileira após o Plano de Metas: a modernização agrícola sem reforma agrária (1961-1978)","authors":"P. Caminha","doi":"10.29182/hehe.v26i3.945","DOIUrl":"https://doi.org/10.29182/hehe.v26i3.945","url":null,"abstract":"o artigo descreve o comportamento da agricultura brasileira entre 1961 e 1978. Seu objetivo é testar empiricamente a hipótese de que haveria uma quebra na tendência histórica de oito variáveis econômicas que podem influenciar a decisão do agricultor em adotar práticas agrícolas modernas de acordo com o modelo Paiva-Schultz: o preço e a produtividade do capital e do trabalho na agricultura, assim como o preço interno e externo e o consumo dos produtos agrícolas. Para isso, a metodologia de pesquisa é a técnica de análise de estrutura de quebra de séries temporais. Os resultados encontraram evidências empíricas de que no biênio 1963-1964 houve uma quebra na tendência histórica dessas variáveis e no final da década de 1970 uma melhora na elasticidade-preço da oferta agrícola de consumo interno. Essas transformações explicam o deslanche da modernização agrícola e – como o outro lado da mesma moeda – a obsolescência da reforma agrária no Brasil.","PeriodicalId":179921,"journal":{"name":"História Econômica & História de Empresas","volume":"43 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139213153","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
F. Nummer, Yasmin Silva Cardoso, Lucas Silva Cavalcante Franco
Neste artigo, analisa-se a herança de sucessão e a trajetória dos cargos de chefia da Perfumaria Phebo, entre os anos de 1936 e 1988, sob a perspectiva teórica do patriarcado. Além do patriarcado, o artigo também dialoga com a teoria da empresa familiar patriarcal no século XX. O principal problema que orienta o estudo é: a questão de gênero foi fundamental na herança de sucessão da Phebo? A metodologia envolveu pesquisa bibliográfica e de campo, esta última voltada para compor a “memória compartilhada” de pessoas que tiveram vínculo com a empresa. Os resultados mostram que a cultura patriarcal se refletiu na gestão, sucessão dos cargos de chefia, logo na decisão de vender a empresa familiar. Conclui-se que esta cultura ajuda a explicar a crise, a venda e a perda de controle da família Santiago sobre a Phebo.
{"title":"Patriarcado na gestão, sucessão e venda da perfumaria Phebo","authors":"F. Nummer, Yasmin Silva Cardoso, Lucas Silva Cavalcante Franco","doi":"10.29182/hehe.v26i3.885","DOIUrl":"https://doi.org/10.29182/hehe.v26i3.885","url":null,"abstract":"Neste artigo, analisa-se a herança de sucessão e a trajetória dos cargos de chefia da Perfumaria Phebo, entre os anos de 1936 e 1988, sob a perspectiva teórica do patriarcado. Além do patriarcado, o artigo também dialoga com a teoria da empresa familiar patriarcal no século XX. O principal problema que orienta o estudo é: a questão de gênero foi fundamental na herança de sucessão da Phebo? A metodologia envolveu pesquisa bibliográfica e de campo, esta última voltada para compor a “memória compartilhada” de pessoas que tiveram vínculo com a empresa. Os resultados mostram que a cultura patriarcal se refletiu na gestão, sucessão dos cargos de chefia, logo na decisão de vender a empresa familiar. Conclui-se que esta cultura ajuda a explicar a crise, a venda e a perda de controle da família Santiago sobre a Phebo.","PeriodicalId":179921,"journal":{"name":"História Econômica & História de Empresas","volume":"6 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139210131","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Homenagem ao Professor Flávio Saes","authors":"Guilherme Grandi","doi":"10.29182/hehe.v26i3.957","DOIUrl":"https://doi.org/10.29182/hehe.v26i3.957","url":null,"abstract":"Não se aplica","PeriodicalId":179921,"journal":{"name":"História Econômica & História de Empresas","volume":"49 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139212672","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Esta pesquisa analisa a contemporaneidade da teoria de John Commons, referência dentre os primeiros institucionalistas da Economia, no início do século XX, quando a produção industrial tinha relevância superior a atual. Buscou-se identificar elementos na sociedade pós-industrial passíveis de se aplicar sua teoria. A quase secularidade de sua obra e fundamentos socioeconômicos contemporâneos justificam este paper. Além do referencial teórico econômico de Commons, recorreu-se à Teoria Social, especificamente às teses pós-industriais de Bell (recrudescimento da produção de serviços), Castells (informacionalismo e organização da sociedade em redes) e Rifkin (acesso e compartilhamento de ativos como substitutos da posse). Conseguiu-se identificar a contemporaneidade do pensamento de Commons, relacionando esses fundamentos pós-industriais à sua análise das transações econômicas e dos direitos de propriedade.
{"title":"Contemporaneidade da teoria de John Rogers Commons: convergências à sociedade pós-industrial","authors":"E. Mira","doi":"10.29182/hehe.v26i3.857","DOIUrl":"https://doi.org/10.29182/hehe.v26i3.857","url":null,"abstract":"Esta pesquisa analisa a contemporaneidade da teoria de John Commons, referência dentre os primeiros institucionalistas da Economia, no início do século XX, quando a produção industrial tinha relevância superior a atual. Buscou-se identificar elementos na sociedade pós-industrial passíveis de se aplicar sua teoria. A quase secularidade de sua obra e fundamentos socioeconômicos contemporâneos justificam este paper. Além do referencial teórico econômico de Commons, recorreu-se à Teoria Social, especificamente às teses pós-industriais de Bell (recrudescimento da produção de serviços), Castells (informacionalismo e organização da sociedade em redes) e Rifkin (acesso e compartilhamento de ativos como substitutos da posse). Conseguiu-se identificar a contemporaneidade do pensamento de Commons, relacionando esses fundamentos pós-industriais à sua análise das transações econômicas e dos direitos de propriedade.","PeriodicalId":179921,"journal":{"name":"História Econômica & História de Empresas","volume":"45 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139213631","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Los trabajos específicos de historia económica sobre la etapa de Alfonsín (1983-1985) son escasos, específicamente aquellos que se ocupan de reinterpretar el Plan Austral y el rol del Banco Central de la República Argentina (BCRA) en aquel entonces. En este trabajo proponemos analizar la visión de la institución respecto de la coyuntura económica mundial, nacional y específicamente del Plan Austral. Metodológicamente, relevamos de forma exhaustiva la memoria del año 1985 del Banco, atendiendo a las variables económicas principales y a las claves interpretativas que se realizaron sobre la coyuntura histórica de los años 80. Pudimos observar cómo, a pesar de haber entendido al Plan Austral como un programa de reforma económica, excediendo así su carácter de plan antiinflacionario, e inscripto al mismo en la llegada de un contexto internacional favorable, los funcionarios del BCRA presentaron importantes limitaciones en su visión que daban cuenta de las incertidumbres de la coyuntura histórica.
{"title":"El Banco Central de la República Argentina: controversias en torno al Plan de estabilización Austral durante el gobierno de Raúl Alfonsín (1983-1985)","authors":"I. Rossi","doi":"10.29182/hehe.v26i3.844","DOIUrl":"https://doi.org/10.29182/hehe.v26i3.844","url":null,"abstract":"Los trabajos específicos de historia económica sobre la etapa de Alfonsín (1983-1985) son escasos, específicamente aquellos que se ocupan de reinterpretar el Plan Austral y el rol del Banco Central de la República Argentina (BCRA) en aquel entonces. En este trabajo proponemos analizar la visión de la institución respecto de la coyuntura económica mundial, nacional y específicamente del Plan Austral. Metodológicamente, relevamos de forma exhaustiva la memoria del año 1985 del Banco, atendiendo a las variables económicas principales y a las claves interpretativas que se realizaron sobre la coyuntura histórica de los años 80. Pudimos observar cómo, a pesar de haber entendido al Plan Austral como un programa de reforma económica, excediendo así su carácter de plan antiinflacionario, e inscripto al mismo en la llegada de un contexto internacional favorable, los funcionarios del BCRA presentaron importantes limitaciones en su visión que daban cuenta de las incertidumbres de la coyuntura histórica.","PeriodicalId":179921,"journal":{"name":"História Econômica & História de Empresas","volume":"79-82 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139222224","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Assim como em outros segmentos da agricultura brasileira, nos últimoscinquenta anos ocorreram transformações extraordinárias na pecuária. Atividadetradicional estabelecida no país desde o início da colonização, caracterizava-se atérecentemente pela criação extensiva e de baixa produtividade. Embora a pecuáriaargentina apresentasse características similares, no final do século XIX essa atividademodernizou-se na Argentina, mas o Brasil permaneceu um produtor tradicional.No entanto, atualmente o Brasil apresenta uma atividade agrícola moderna e capazde ocupar posição de destaque no mercado internacional de proteína animal. Opaís possui o maior rebanho bovino do mundo e grandes rebanhos de frangos esuínos. Por sua vez, é o maior exportador mundial de carne bovina, com participaçãode um quarto nas exportações mundiais. Lidera também o comércio decarne de frango e ocupa a terceira posição nas exportações de carne de porcoprocessada. Como e por que essas mudanças ocorreram, e como se comparam comas ocorridas na Argentina são as questões que examinamos neste ensaio.
{"title":"A evolução da pecuária bovina no Brasil","authors":"Francisco Vidal Luna, Herbert S. Klein","doi":"10.29182/hehe.v26i3.914","DOIUrl":"https://doi.org/10.29182/hehe.v26i3.914","url":null,"abstract":"Assim como em outros segmentos da agricultura brasileira, nos últimoscinquenta anos ocorreram transformações extraordinárias na pecuária. Atividadetradicional estabelecida no país desde o início da colonização, caracterizava-se atérecentemente pela criação extensiva e de baixa produtividade. Embora a pecuáriaargentina apresentasse características similares, no final do século XIX essa atividademodernizou-se na Argentina, mas o Brasil permaneceu um produtor tradicional.No entanto, atualmente o Brasil apresenta uma atividade agrícola moderna e capazde ocupar posição de destaque no mercado internacional de proteína animal. Opaís possui o maior rebanho bovino do mundo e grandes rebanhos de frangos esuínos. Por sua vez, é o maior exportador mundial de carne bovina, com participaçãode um quarto nas exportações mundiais. Lidera também o comércio decarne de frango e ocupa a terceira posição nas exportações de carne de porcoprocessada. Como e por que essas mudanças ocorreram, e como se comparam comas ocorridas na Argentina são as questões que examinamos neste ensaio.","PeriodicalId":179921,"journal":{"name":"História Econômica & História de Empresas","volume":"330 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139217070","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Em 1798, como parte das reformas postais conduzidas por D. Rodrigo de Sousa Coutinho, Portugal implantou as primeiras linhas oficiais de transporte de correspondência entre Lisboa e seus domínios ultramarinos. O sistema combinava inicialmente o uso de embarcações mercantes e de guerra com dois circuitos de paquetes que atendiam os principais portos americanos. Entretanto, em 1803, as viagens dos paquetes foram interrompidas, tendo sido reiniciadas, com outra configuração, apenas depois da vinda da família real para o Rio de Janeiro. O presente trabalho busca refletir sobre essa mudança e, com base em documentos sob guarda de diversos arquivos e em anúncios dos periódicos lisboetas, conclui que não só fatores logísticos, mas também econômico-financeiros estiveram por trás das decisões então adotadas.
1798 年,作为罗德里戈-德索萨-库蒂尼奥(D. Rodrigo de Sousa Coutinho)领导的邮政改革的一部分,葡萄牙在里斯本与其海外领地之间建立了第一条官方邮件运输线。该系统最初结合使用商船和战船以及两条服务于美洲主要港口的班轮航线。然而,1803 年,班轮航线中断,直到王室抵达里约热内卢后才重新启动。 本文试图对这一变化进行反思,并根据各种档案中的文件和里斯本期刊上的广告得出结论,当时所做决定的背后不仅有物流因素,还有经济和金融因素。
{"title":"Os Correios Marítimos portugueses: logística e alguns resultados financeiros (1798-1803)","authors":"Romulo Valle Salvino","doi":"10.29182/hehe.v26i3.924","DOIUrl":"https://doi.org/10.29182/hehe.v26i3.924","url":null,"abstract":"Em 1798, como parte das reformas postais conduzidas por D. Rodrigo de Sousa Coutinho, Portugal implantou as primeiras linhas oficiais de transporte de correspondência entre Lisboa e seus domínios ultramarinos. O sistema combinava inicialmente o uso de embarcações mercantes e de guerra com dois circuitos de paquetes que atendiam os principais portos americanos. Entretanto, em 1803, as viagens dos paquetes foram interrompidas, tendo sido reiniciadas, com outra configuração, apenas depois da vinda da família real para o Rio de Janeiro. O presente trabalho busca refletir sobre essa mudança e, com base em documentos sob guarda de diversos arquivos e em anúncios dos periódicos lisboetas, conclui que não só fatores logísticos, mas também econômico-financeiros estiveram por trás das decisões então adotadas.","PeriodicalId":179921,"journal":{"name":"História Econômica & História de Empresas","volume":"46 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139222780","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
O presente artigo proporciona uma análise do processo histórico de institucionalização das cooperativas agrícolas durante o Estado Novo português, tendo como foco de estudo o sector hortofrutícola. Definindo o corporativismo com a ideologia oficial do Estado, o regime de Salazar apresentou uma grande hostilidade para com as tradicionais instituições de ação coletiva, onde se incluíam as cooperativas. Esta situação alterou-se a partir dos finais dos anos 1940, com a necessidade em transformar o sector agrícola numa parte ativa da economia portuguesa, ao nível interno e externo. Recuperando as razões para essa mudança, o movimento cooperativo do pós-guerra é interpretado historicamente, olhando para o conjunto de consequências e implicações para as dinâmicas das comunidades rurais.
{"title":"Economia Social e Corporativismo: a formação da rede de cooperativas hortofrutícolas em Portugal (anos 1940-70)","authors":"Leonardo Aboim Pires","doi":"10.29182/hehe.v26i3.880","DOIUrl":"https://doi.org/10.29182/hehe.v26i3.880","url":null,"abstract":"O presente artigo proporciona uma análise do processo histórico de institucionalização das cooperativas agrícolas durante o Estado Novo português, tendo como foco de estudo o sector hortofrutícola. Definindo o corporativismo com a ideologia oficial do Estado, o regime de Salazar apresentou uma grande hostilidade para com as tradicionais instituições de ação coletiva, onde se incluíam as cooperativas. Esta situação alterou-se a partir dos finais dos anos 1940, com a necessidade em transformar o sector agrícola numa parte ativa da economia portuguesa, ao nível interno e externo. Recuperando as razões para essa mudança, o movimento cooperativo do pós-guerra é interpretado historicamente, olhando para o conjunto de consequências e implicações para as dinâmicas das comunidades rurais.","PeriodicalId":179921,"journal":{"name":"História Econômica & História de Empresas","volume":"91 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139217360","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Partindo do marco temporal Oitocentista, o presente trabalho tem como objetivo compreender de que maneira os anseios federalistas se traduziram em autonomia tributária provincial e capacidade de arrecadação de receitas fiscais. Para tanto, serão apresentados dados empíricos referentes às Leis Orçamentárias da Província de São Paulo e de seu referido Balanço.
{"title":"Autonomia tributária e capacidade de arrecadação: Província de São Paulo na segunda metade do Oitocentos","authors":"C. Scacchetti, Luciana Suarez Galvão","doi":"10.29182/hehe.v26i3.900","DOIUrl":"https://doi.org/10.29182/hehe.v26i3.900","url":null,"abstract":"Partindo do marco temporal Oitocentista, o presente trabalho tem como objetivo compreender de que maneira os anseios federalistas se traduziram em autonomia tributária provincial e capacidade de arrecadação de receitas fiscais. Para tanto, serão apresentados dados empíricos referentes às Leis Orçamentárias da Província de São Paulo e de seu referido Balanço.","PeriodicalId":179921,"journal":{"name":"História Econômica & História de Empresas","volume":"92 1","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"139217065","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Este artigo contextualiza a condição de subdesenvolvimento do Brasil e as alternativas para superá-la comparando as abordagens de dois importantes intérpretes da formação econômica do país, Celso Furtado e Fernando Henrique Cardoso. Embora os autores se aproximem em diversos aspectos, há outros em que divergem, em especial quanto aos caminhos para superar o subdesenvolvimento do Brasil. A análise das duas perspectivas indica que, sob um prisma, Furtado busca apresentar soluções para superar o subdesenvolvimento por meio do direcionamento das forças produtivas para o desenvolvimento tecnológico e facilitar o processo de acumulação, em sentido a endogeneização do desenvolvimento, baseada nas melhorias para a coletividade e aumento da autonomia externa. Por outro lado, Cardoso vê nas relações internacionais possibilidades de acelerar os ganhos e abreviar etapas em termos tecnológicos, através de atuação responsável do Estado em um regime político democrático.
{"title":"Os caminhos para o desenvolvimento do Brasil: revisita às interpretações de Celso Furtado e de Fernando Henrique Cardoso","authors":"","doi":"10.29182/hehe.v26i1.856","DOIUrl":"https://doi.org/10.29182/hehe.v26i1.856","url":null,"abstract":"Este artigo contextualiza a condição de subdesenvolvimento do Brasil e as alternativas para superá-la comparando as abordagens de dois importantes intérpretes da formação econômica do país, Celso Furtado e Fernando Henrique Cardoso. Embora os autores se aproximem em diversos aspectos, há outros em que divergem, em especial quanto aos caminhos para superar o subdesenvolvimento do Brasil. A análise das duas perspectivas indica que, sob um prisma, Furtado busca apresentar soluções para superar o subdesenvolvimento por meio do direcionamento das forças produtivas para o desenvolvimento tecnológico e facilitar o processo de acumulação, em sentido a endogeneização do desenvolvimento, baseada nas melhorias para a coletividade e aumento da autonomia externa. Por outro lado, Cardoso vê nas relações internacionais possibilidades de acelerar os ganhos e abreviar etapas em termos tecnológicos, através de atuação responsável do Estado em um regime político democrático.","PeriodicalId":179921,"journal":{"name":"História Econômica & História de Empresas","volume":"20 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-11","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"134124736","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}