Pub Date : 2024-05-06DOI: 10.26694/rles.v28i57.5338
Dilmar Rodrigues da Silva Júnior, Francilane Sousa Cravalho Nascimento, Maria Divina Ferreira Lima
A presente pesquisa tem por objeto de estudo: o método autobiográfico como elemento de formação no processo de alfabetização em classes multisseriadas. Parte da seguinte questão-problema: Como se caracterizam suas rotinas na alfabetização de crianças em classe multisseriada na escola do campo? Tem por objetivo: caracterizar as rotinas de alfabetização em classes multisseriadas em escolas do campo. A pesquisa fundamenta-se na concepção de alfabetização em classes multisseriadas como uma modalidade educacional marcada por singularidades inerentes à identidade e à cultura dos povos do campo. Sobre as classes multisseriadas, entende que são contextos que oferecem a primeira etapa do ensino fundamental (1º ao 5º ano), em um espaço único de aprendizagem, para atendimento de alunos que se encontram em diferentes séries ou anos escolares. No que concerne aos aspectos metodológicos, trata-se de um estudo orientado pelos princípios do método autobiográfico, consolidado por meio da pesquisa narrativa, conforme as proposições de Dominicé (1988) e Ferraroti (2010). A produção das narrativas ocorreu por meio de entrevistas narrativas a partir dos pressupostos de Schultze (1992). Participaram da pesquisa, (03) três alfabetizadoras que atuam em uma escola de classes multisseriadas, de uma escola do campo, da rede municipal de ensino da cidade de Caxias/MA (locus da investigação). O método autobiográfico nesse estudo, considera a dimensão do reconhecimento da subjetividade das professoras alfabetizadoras e suas contribuições no processo educacional de crianças residentes no campo ao longo do tempo.
{"title":"O MÉTODO AUTOBIOGRÁFICO E SUA DIMENSÃO FORMATIVA NA PESQUISA SOBRE ALFABETIZAÇÃO EM CLASSES MULTISSERIADAS","authors":"Dilmar Rodrigues da Silva Júnior, Francilane Sousa Cravalho Nascimento, Maria Divina Ferreira Lima","doi":"10.26694/rles.v28i57.5338","DOIUrl":"https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.5338","url":null,"abstract":"A presente pesquisa tem por objeto de estudo: o método autobiográfico como elemento de formação no processo de alfabetização em classes multisseriadas. Parte da seguinte questão-problema: Como se caracterizam suas rotinas na alfabetização de crianças em classe multisseriada na escola do campo? Tem por objetivo: caracterizar as rotinas de alfabetização em classes multisseriadas em escolas do campo. A pesquisa fundamenta-se na concepção de alfabetização em classes multisseriadas como uma modalidade educacional marcada por singularidades inerentes à identidade e à cultura dos povos do campo. Sobre as classes multisseriadas, entende que são contextos que oferecem a primeira etapa do ensino fundamental (1º ao 5º ano), em um espaço único de aprendizagem, para atendimento de alunos que se encontram em diferentes séries ou anos escolares. No que concerne aos aspectos metodológicos, trata-se de um estudo orientado pelos princípios do método autobiográfico, consolidado por meio da pesquisa narrativa, conforme as proposições de Dominicé (1988) e Ferraroti (2010). A produção das narrativas ocorreu por meio de entrevistas narrativas a partir dos pressupostos de Schultze (1992). Participaram da pesquisa, (03) três alfabetizadoras que atuam em uma escola de classes multisseriadas, de uma escola do campo, da rede municipal de ensino da cidade de Caxias/MA (locus da investigação). O método autobiográfico nesse estudo, considera a dimensão do reconhecimento da subjetividade das professoras alfabetizadoras e suas contribuições no processo educacional de crianças residentes no campo ao longo do tempo.","PeriodicalId":210395,"journal":{"name":"Linguagens, Educação e Sociedade","volume":"57 10","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-05-06","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141008872","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-05-06DOI: 10.26694/rles.v28i57.5389
Graça Reis, M. Reis, Erica Teixeira, Amanda Silva
O presente artigo tem como objetivo explorar as percepções de professoras da Educação Básica em relação à noção de branquitude, visando a discutir o papel da pessoa branca na luta antirracista no contexto escolar, considerando os currículos pensadospraticados. Assumimos como opção politicaeticametodologica a pesquisa narrativa nosdoscom os cotidianos escolares como forma de (re)valorizar os saberes dos sujeitos, como potencial emancipatório e (trans)formador. Em diálogo com os estudos da branquitude (Schucman,2012; Sovik, 2009; Bento, 2022), exploramos o caráter singularsocial (Reis, 2022a) dos saberes tecidos pelas/nas/com as práticas curriculares cotidianas no fluxo constante da transformação docente. Acreditamos que buscar tensionar a noção de branquitude dentrofora da escola é potencializar o caráter emancipatório da educação comprometida com um mundo mais plural, democrático e amoroso.
{"title":"VIRANDO DE PONTA-CABEÇA: BRANQUITUDE, (TRANS)FORMAÇÃO DOCENTE E OUTROS MUNDOS POSSÍVEIS","authors":"Graça Reis, M. Reis, Erica Teixeira, Amanda Silva","doi":"10.26694/rles.v28i57.5389","DOIUrl":"https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.5389","url":null,"abstract":"O presente artigo tem como objetivo explorar as percepções de professoras da Educação Básica em relação à noção de branquitude, visando a discutir o papel da pessoa branca na luta antirracista no contexto escolar, considerando os currículos pensadospraticados. Assumimos como opção politicaeticametodologica a pesquisa narrativa nosdoscom os cotidianos escolares como forma de (re)valorizar os saberes dos sujeitos, como potencial emancipatório e (trans)formador. Em diálogo com os estudos da branquitude (Schucman,2012; Sovik, 2009; Bento, 2022), exploramos o caráter singularsocial (Reis, 2022a) dos saberes tecidos pelas/nas/com as práticas curriculares cotidianas no fluxo constante da transformação docente. Acreditamos que buscar tensionar a noção de branquitude dentrofora da escola é potencializar o caráter emancipatório da educação comprometida com um mundo mais plural, democrático e amoroso.","PeriodicalId":210395,"journal":{"name":"Linguagens, Educação e Sociedade","volume":"67 6","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-05-06","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141007806","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-05-06DOI: 10.26694/rles.v28i57.4854
Maria Clara De Sousa Costa, Lucineide Barros Medeiros
O presente artigo tem como objetivo refletir sobre os desafios de analisar a política pública de Educação do Campo, considerando possíveis contribuições advindas da abordagem do Ciclo de Políticas de Stephen Ball em interface com as especificidades que integram a política. A proposta de Ball inscreve os seguintes contextos: Contexto da influência, Contexto da produção do texto e Contexto da prática. A partir de um estudo de base teórica realizado por meio de levantamento bibliográfico, de base qualitativa e exploratória acerca da referida temática, o presente estudo problematiza sobre como a política de Educação do Campo vem sendo tratada na agenda política-educacional brasileira a partir dos diferentes contextos apontados na teoria do Ciclo de Política, destacando contribuições e limites ao processo de análise, dada a singularidade histórica e conceitual da política de Educação do Campo enquanto processo contra hegemônico. As conclusões apontam que as possíveis contribuições do Ciclo de Políticas para a análise da política de Educação do Campo podem ser úteis no tocante ao apontamento de cenários, contudo, carece de dinâmicas que permitam a interligação entre os mesmos considerando as tensões e conflitos, não apenas no interior de cada contexto, mas também na base estrutural em que estes se encontram. Contudo, pela flexibilidade que apontam indicam abertura crítica para articular realidades e experiências singulares a exemplo da Educação do Campo, especialmente através da indicação de elementos que podem se converter em passos para uma construção metodológica.
{"title":"ABORDAGEM DO CICLO DE POLÍTICA: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA ANÁLISE DA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO NO BRASIL","authors":"Maria Clara De Sousa Costa, Lucineide Barros Medeiros","doi":"10.26694/rles.v28i57.4854","DOIUrl":"https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.4854","url":null,"abstract":"O presente artigo tem como objetivo refletir sobre os desafios de analisar a política pública de Educação do Campo, considerando possíveis contribuições advindas da abordagem do Ciclo de Políticas de Stephen Ball em interface com as especificidades que integram a política. A proposta de Ball inscreve os seguintes contextos: Contexto da influência, Contexto da produção do texto e Contexto da prática. A partir de um estudo de base teórica realizado por meio de levantamento bibliográfico, de base qualitativa e exploratória acerca da referida temática, o presente estudo problematiza sobre como a política de Educação do Campo vem sendo tratada na agenda política-educacional brasileira a partir dos diferentes contextos apontados na teoria do Ciclo de Política, destacando contribuições e limites ao processo de análise, dada a singularidade histórica e conceitual da política de Educação do Campo enquanto processo contra hegemônico. As conclusões apontam que as possíveis contribuições do Ciclo de Políticas para a análise da política de Educação do Campo podem ser úteis no tocante ao apontamento de cenários, contudo, carece de dinâmicas que permitam a interligação entre os mesmos considerando as tensões e conflitos, não apenas no interior de cada contexto, mas também na base estrutural em que estes se encontram. Contudo, pela flexibilidade que apontam indicam abertura crítica para articular realidades e experiências singulares a exemplo da Educação do Campo, especialmente através da indicação de elementos que podem se converter em passos para uma construção metodológica. ","PeriodicalId":210395,"journal":{"name":"Linguagens, Educação e Sociedade","volume":"58 42","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-05-06","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141009387","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-05-06DOI: 10.26694/rles.v28i57.4669
Julio Souto Salom
A inclusão da perspectiva afro-brasileira na educação formal teve importantes avanços nas últimas décadas, possibilitando inovações pedagógicas para a descolonização da educação. Dentre as mudanças, observamos a presença de mestres griôs nas escolas, introduzindo conhecimentos e procedimentos didáticos oriundos de espaços culturais extra-acadêmicos. O objetivo deste estudo é seguir os griôs dentro e fora da escola, para entender a conexão entre as práticas educativas no espaço formal e os saberes e fazeres ancestrais construídos em espaços tradicionais. Começamos com uma contextualização geral da figura dos griots em contexto africano e a sua crescente presença no Brasil atual, reconstruindo o processo da sua recente proliferação. Depois realizamos um acompanhamento etnográfico das atividades educativas de dois griôs na região metropolitana de Porto Alegre. Durante vários meses, observamos as atividades dos griôs na escola (rodas de conversa, palestras, apresentações teatrais) e fora da escola (encontro de capoeiristas, aulas de yorubá em terreiras de batuque). Os resultados mostram que a vivência extra-acadêmica dos griôs é fundamental na sua atuação escolar. Destaca o estudo das marcas linguísticas africanas no português falado no Brasil e do racismo colonial sem temporalidade linear. A história e cultura africana e afro-brasileira não são abordadas como um frio componente curricular, mas desde a sensibilidade afetiva e a firmeza antirracista, confrontando a inércia colonial de algumas práticas arraigadas no cotidiano escolar. Concluímos que a colaboração dos griôs no ensino formal tem enormes potenciais para descolonizar a educação, desde que articulada com a atuação dos docentes.
{"title":"O GRIÔ DENTRO E FORA DA ESCOLA: PARA UMA EDUCAÇÃO DECOLONIAL","authors":"Julio Souto Salom","doi":"10.26694/rles.v28i57.4669","DOIUrl":"https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.4669","url":null,"abstract":"A inclusão da perspectiva afro-brasileira na educação formal teve importantes avanços nas últimas décadas, possibilitando inovações pedagógicas para a descolonização da educação. Dentre as mudanças, observamos a presença de mestres griôs nas escolas, introduzindo conhecimentos e procedimentos didáticos oriundos de espaços culturais extra-acadêmicos. O objetivo deste estudo é seguir os griôs dentro e fora da escola, para entender a conexão entre as práticas educativas no espaço formal e os saberes e fazeres ancestrais construídos em espaços tradicionais. Começamos com uma contextualização geral da figura dos griots em contexto africano e a sua crescente presença no Brasil atual, reconstruindo o processo da sua recente proliferação. Depois realizamos um acompanhamento etnográfico das atividades educativas de dois griôs na região metropolitana de Porto Alegre. Durante vários meses, observamos as atividades dos griôs na escola (rodas de conversa, palestras, apresentações teatrais) e fora da escola (encontro de capoeiristas, aulas de yorubá em terreiras de batuque). Os resultados mostram que a vivência extra-acadêmica dos griôs é fundamental na sua atuação escolar. Destaca o estudo das marcas linguísticas africanas no português falado no Brasil e do racismo colonial sem temporalidade linear. A história e cultura africana e afro-brasileira não são abordadas como um frio componente curricular, mas desde a sensibilidade afetiva e a firmeza antirracista, confrontando a inércia colonial de algumas práticas arraigadas no cotidiano escolar. Concluímos que a colaboração dos griôs no ensino formal tem enormes potenciais para descolonizar a educação, desde que articulada com a atuação dos docentes.","PeriodicalId":210395,"journal":{"name":"Linguagens, Educação e Sociedade","volume":"4 7","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-05-06","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141006334","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
A inclusão de alunos com autismo em classes regulares ainda apresenta muitos desafios. O plano educacional individualizado (PEI) é uma ferramenta norteadora que pode ser muito útil no processo de inclusão. Considerando-se essa importância, este trabalho teve como objetivo geral refletir sobre as possibilidades do PEI diante dos processos formativos de estudantes com TEA no ensino regular e, como objetivos específicos, compreender a função do PEI e verificar como ele pode ser operacionalizado no contexto de sala de aula. Para responder esses objetivos, realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre o tema. Os estudos analisados indicam que o conceito do PEI ainda é recente no panorama brasileiro e, embora tenha amparo em políticas públicas educacionais, ainda é pouco utilizado nas escolas. E, quando é usado, além de ser denominado de formas diferentes, sua estrutura também não é padronizada. Ademais, verificou-se que, muitas vezes, faltam informações para elaborar um plano efetivo. Nesse sentido, fica evidente a necessidade de ampliar os estudos sob o viés de padronizá-lo minimamente e de operacionalizá-lo, visto que há divergências em relação à efetivação e ao monitoramento dos aspectos relacionados à vida escolar dos alunos com TEA.
{"title":"INCLUSÃO DE ALUNOS COM AUTISMO EM SALA DE AULA E O PLANO EDUCACIONAL INDIVIDUALIZADO (PEI)","authors":"Viviane Cristina de Mattos Battistello, Elise Ribas Lisboa, Rosemari Lorenz Martins","doi":"10.26694/rles.v28i57.4334","DOIUrl":"https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.4334","url":null,"abstract":"A inclusão de alunos com autismo em classes regulares ainda apresenta muitos desafios. O plano educacional individualizado (PEI) é uma ferramenta norteadora que pode ser muito útil no processo de inclusão. Considerando-se essa importância, este trabalho teve como objetivo geral refletir sobre as possibilidades do PEI diante dos processos formativos de estudantes com TEA no ensino regular e, como objetivos específicos, compreender a função do PEI e verificar como ele pode ser operacionalizado no contexto de sala de aula. Para responder esses objetivos, realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre o tema. Os estudos analisados indicam que o conceito do PEI ainda é recente no panorama brasileiro e, embora tenha amparo em políticas públicas educacionais, ainda é pouco utilizado nas escolas. E, quando é usado, além de ser denominado de formas diferentes, sua estrutura também não é padronizada. Ademais, verificou-se que, muitas vezes, faltam informações para elaborar um plano efetivo. Nesse sentido, fica evidente a necessidade de ampliar os estudos sob o viés de padronizá-lo minimamente e de operacionalizá-lo, visto que há divergências em relação à efetivação e ao monitoramento dos aspectos relacionados à vida escolar dos alunos com TEA.","PeriodicalId":210395,"journal":{"name":"Linguagens, Educação e Sociedade","volume":"16 9‐10","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-05-06","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141005874","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-05-06DOI: 10.26694/rles.v28i57.5394
Mauro José de Souza, F. A. Monteiro, José Ignacio Rivas Flores
A reflexão sobre a experiência na formação continuada de docentes ingressantes na educação superior e a pesquisa narrativa constituem o foco prioritário de discussão desta investigação. Face a uma política educacional obscura e omissa, a educação superior sofre com o empresariamento que tem orientado os sistemas educacionais em escala mundial, o qual reverbera na institucionalização de programas formativos destinados aos docentes universitários. Considerando o cenário da institucionalização de ações formativas, questionamos qual o potencial formativo da investigação narrativa na formação continuada de docentes universitários? Desse modo, nosso objetivo foi refletir sobre o papel da pesquisa narrativa na formação continuada do docente universitário, analisando seu potencial formativo em acessar o conhecimento, necessidades e experiências dos docentes envolvidos. Tomando a pesquisa narrativa como fenômeno e método investigativo, aportamos narrativas de docentes universitários provenientes dos cenários brasileiro e espanhol, que evidenciaram, por meio da reflexão sobre suas experiências, a potencialidade da pesquisa narrativa na formação continuada de docentes universitários e nos permitiram concluir ser esta uma possibilidade formativa e emancipatória ímpar e necessária a orientar os programas formativos institucionalizados destinados ao docente universitário.
{"title":"O POTENCIAL FORMATIVO DA PESQUISA NARRATIVA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DO DOCENTE UNIVERSITÁRIO","authors":"Mauro José de Souza, F. A. Monteiro, José Ignacio Rivas Flores","doi":"10.26694/rles.v28i57.5394","DOIUrl":"https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.5394","url":null,"abstract":"A reflexão sobre a experiência na formação continuada de docentes ingressantes na educação superior e a pesquisa narrativa constituem o foco prioritário de discussão desta investigação. Face a uma política educacional obscura e omissa, a educação superior sofre com o empresariamento que tem orientado os sistemas educacionais em escala mundial, o qual reverbera na institucionalização de programas formativos destinados aos docentes universitários. Considerando o cenário da institucionalização de ações formativas, questionamos qual o potencial formativo da investigação narrativa na formação continuada de docentes universitários? Desse modo, nosso objetivo foi refletir sobre o papel da pesquisa narrativa na formação continuada do docente universitário, analisando seu potencial formativo em acessar o conhecimento, necessidades e experiências dos docentes envolvidos. Tomando a pesquisa narrativa como fenômeno e método investigativo, aportamos narrativas de docentes universitários provenientes dos cenários brasileiro e espanhol, que evidenciaram, por meio da reflexão sobre suas experiências, a potencialidade da pesquisa narrativa na formação continuada de docentes universitários e nos permitiram concluir ser esta uma possibilidade formativa e emancipatória ímpar e necessária a orientar os programas formativos institucionalizados destinados ao docente universitário.","PeriodicalId":210395,"journal":{"name":"Linguagens, Educação e Sociedade","volume":"48 42","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-05-06","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141010277","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-05-06DOI: 10.26694/rles.v28i57.4805
Alysson Vinícius Pacífico Barbosa, Ademárcia Lopes de Oliveira Costa
Este artigo tem como objetivo analisar as concepções docentes acerca da Política Nacional de Educação Especial e Inclusiva em Rio Branco/Acre. A pesquisa, de abordagem qualitativa, do tipo exploratória-descritiva, por meio da revisão bibliográfica e da pesquisa de campo, contou como técnicas de coletas, o questionário fechado e a entrevista semiestruturada. A população e a amostra correspondem a 18 (dezoito) docentes do Atendimento Educacional Especializado – AEE da Rede Estadual de Ensino de Rio Branco/Acre. Para fundamentar o estudo, utilizou-se teóricos, como, Carvalho (2004, 2008), Góes (2007), Jannuzzi (2017), Kassar (2011), Laplane (2007), Lima (2006), Mantoan (2011, 2015), Mazzotta (2011), Mendes (2010), Pires (2006), dentre outros. Além disso, fez-se uso de fontes documentais que abordam o Atendimento Educacional Especializado, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN n° 9.394 (Brasil, 1996); a Portaria Normativa n° 13 (Brasil, 2007); a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008); a Resolução n° 4 (Brasil, 2009); o Manual de Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais (Brasil, 2010); o Decreto nº 7.611 (Brasil, 2011) e a Instrução Normativa n° 001, de 30 de janeiro de 2018 (Acre, 2018). Os dados foram analisados com o auxílio da Análise de Conteúdo (Bardin, 2016). Explicita-se que as concepções giram em torno da Educação Inclusiva como um movimento amplo de caráter legal, social e político, voltado para a inclusão educacional dos estudantes público-alvo da modalidade de Educação Especial nas escolas regulares de ensino.
本文旨在分析里约布兰科/阿克里地区教师对国家特殊教育和全纳教育政策的理解。这项定性、探索性和描述性研究是通过文献综述和实地调查的方式进行的,采用了封闭式问卷调查和半结构式访谈作为收集资料的方法。研究对象和样本是来自里约布兰科/阿克里州教育网络的 18(18)名专业教育援助(AEE)教师。为了支持这项研究,我们采用了 Carvalho(2004 年,2008 年)、Góes(2007 年)、Jannuzzi(2017 年)、Kassar(2011 年)、Laplane(2007 年)、Lima(2006 年)、Mantoan(2011 年,2015 年)、Mazzotta(2011 年)、Mendes(2010 年)、Pires(2006 年)等理论家的观点。 此外,还利用了涉及特殊教育援助的文献资料,如《国家教育方针和基础法》--LDBEN No.394 (Brazil, 1996); Normative Ordinance No. 13 (Brazil, 2007); the National Policy for Special Education from the Perspective of Inclusive Education (Brazil, 2008); Resolution No. 4 (Brazil, 2009); the Guidance Manual: Multifunctional Resource Room Implementation Programme (Brazil, 2010); Decree No.采用内容分析法(Bardin,2016 年)对数据进行了分析。很明显,这些概念都围绕着全纳教育展开,全纳教育是一场广泛的法律、社会和政治运动,旨在让正规学校中特殊教育模式的目标学生接受全纳教育。
{"title":"CONCEPÇÕES DOCENTES EM RIO BRANCO-AC: O (DES)CONHECIMENTO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA","authors":"Alysson Vinícius Pacífico Barbosa, Ademárcia Lopes de Oliveira Costa","doi":"10.26694/rles.v28i57.4805","DOIUrl":"https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.4805","url":null,"abstract":"Este artigo tem como objetivo analisar as concepções docentes acerca da Política Nacional de Educação Especial e Inclusiva em Rio Branco/Acre. A pesquisa, de abordagem qualitativa, do tipo exploratória-descritiva, por meio da revisão bibliográfica e da pesquisa de campo, contou como técnicas de coletas, o questionário fechado e a entrevista semiestruturada. A população e a amostra correspondem a 18 (dezoito) docentes do Atendimento Educacional Especializado – AEE da Rede Estadual de Ensino de Rio Branco/Acre. Para fundamentar o estudo, utilizou-se teóricos, como, Carvalho (2004, 2008), Góes (2007), Jannuzzi (2017), Kassar (2011), Laplane (2007), Lima (2006), Mantoan (2011, 2015), Mazzotta (2011), Mendes (2010), Pires (2006), dentre outros. Além disso, fez-se uso de fontes documentais que abordam o Atendimento Educacional Especializado, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN n° 9.394 (Brasil, 1996); a Portaria Normativa n° 13 (Brasil, 2007); a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008); a Resolução n° 4 (Brasil, 2009); o Manual de Orientação: Programa de Implantação de Sala de Recursos Multifuncionais (Brasil, 2010); o Decreto nº 7.611 (Brasil, 2011) e a Instrução Normativa n° 001, de 30 de janeiro de 2018 (Acre, 2018). Os dados foram analisados com o auxílio da Análise de Conteúdo (Bardin, 2016). Explicita-se que as concepções giram em torno da Educação Inclusiva como um movimento amplo de caráter legal, social e político, voltado para a inclusão educacional dos estudantes público-alvo da modalidade de Educação Especial nas escolas regulares de ensino.","PeriodicalId":210395,"journal":{"name":"Linguagens, Educação e Sociedade","volume":"5 12","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-05-06","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141011586","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-05-06DOI: 10.26694/rles.v28i57.4957
Lucia de Fatima Oliveira de Jesus
O texto apresenta uma reflexão acerca da dimensão utópica do pensamento educacional freireano, por meio do exame das referências diretas sobre o tema utopia encontradas na obra do autor, articuladas a outros documentos como a famosa Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel de Portugal, relatos da viagem de Cristóvão Colombo de 1492 e a obra Utopia de Thomas Morus (1515), na perspectiva de um arranjo que nos permitisse compreender o contexto em que Paulo Freire atuou e como este brasileiro chegou a elaborar uma concepção de educação, ao mesmo tempo possível, necessária e utópica, afastando-se da ruptura e da guerra. Verificamos uma matriz utópica, principalmente nos textos que consideramos como nascedouros de sua pedagogia, Educação como prática de liberdade e Pedagogia do Oprimido. De lá pra cá, nestes 50 anos, passamos de um Brasil com 50 % de pessoas não alfabetizadas para um país com menos de 10% de não alfabetizados, muito temos que caminhar.
{"title":"A PEDAGOGIA LIBERTADORA DE PAULO FREIRE: UMA UTOPIA BRASILEIRA","authors":"Lucia de Fatima Oliveira de Jesus","doi":"10.26694/rles.v28i57.4957","DOIUrl":"https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.4957","url":null,"abstract":"O texto apresenta uma reflexão acerca da dimensão utópica do pensamento educacional freireano, por meio do exame das referências diretas sobre o tema utopia encontradas na obra do autor, articuladas a outros documentos como a famosa Carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel de Portugal, relatos da viagem de Cristóvão Colombo de 1492 e a obra Utopia de Thomas Morus (1515), na perspectiva de um arranjo que nos permitisse compreender o contexto em que Paulo Freire atuou e como este brasileiro chegou a elaborar uma concepção de educação, ao mesmo tempo possível, necessária e utópica, afastando-se da ruptura e da guerra. Verificamos uma matriz utópica, principalmente nos textos que consideramos como nascedouros de sua pedagogia, Educação como prática de liberdade e Pedagogia do Oprimido. De lá pra cá, nestes 50 anos, passamos de um Brasil com 50 % de pessoas não alfabetizadas para um país com menos de 10% de não alfabetizados, muito temos que caminhar.","PeriodicalId":210395,"journal":{"name":"Linguagens, Educação e Sociedade","volume":"12 5","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-05-06","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141008793","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-05-06DOI: 10.26694/rles.v28i57.4140
Marco Antônio De Oliveira Gomes, Fabrícia De Cassia Grou de Paula, Cláudia Barbosa Lobo
O objetivo deste artigo é realizar uma análise sobre a crise estrutural do capitalismo e sua relação com o golpe de 2016, a ascensão de Bolsonaro e o desmonte das políticas educacionais como meio de mercantilização e de privatização da educação pública nos tempos atuais. Nesse sentido, a questão da educação sob o governo Bolsonaro só pode ser analisada quando esta é compreendida a partir de seus determinantes materiais e da correlação de forças presentes na luta de classes. Portanto, não se trata de compreendê-la como expressão exclusiva das proposições obscurantistas do presidente em questão, mas a partir do ódio de classe, inerente à nossa formação histórica e social do domínio burguês, com suas respectivas frações de classe, que permanecem atreladas a uma base ideológica, cujas raízes remontam ao passado escravocrata e patriarcal. As análises apontam os nexos entre a crise estrutural do capital, as proposições fascistas e o desmantelamento da educação. Para alcançar os objetivos propostos, à luz do materialismo histórico e dialético, faz-se imperativo compreender a ascensão do discurso reacionário e autoritário nos últimos anos, o golpe que derrubou a presidenta Dilma Roussef e as ações no âmbito da educação a partir do referido momento. Conclui-se pela urgência da mobilização daqueles que se identificam com os interesses populares para o fortalecimento da educação pública, universal e gratuita, como espaço de trincheira de socialização dos conhecimentos e da mobilização dos trabalhadores.
{"title":"O GOLPE DE 2016, A ASCENSÃO DE BOLSONARO E A EDUCAÇÃO: UM PROJETO DE CLASSE","authors":"Marco Antônio De Oliveira Gomes, Fabrícia De Cassia Grou de Paula, Cláudia Barbosa Lobo","doi":"10.26694/rles.v28i57.4140","DOIUrl":"https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.4140","url":null,"abstract":"O objetivo deste artigo é realizar uma análise sobre a crise estrutural do capitalismo e sua relação com o golpe de 2016, a ascensão de Bolsonaro e o desmonte das políticas educacionais como meio de mercantilização e de privatização da educação pública nos tempos atuais. Nesse sentido, a questão da educação sob o governo Bolsonaro só pode ser analisada quando esta é compreendida a partir de seus determinantes materiais e da correlação de forças presentes na luta de classes. Portanto, não se trata de compreendê-la como expressão exclusiva das proposições obscurantistas do presidente em questão, mas a partir do ódio de classe, inerente à nossa formação histórica e social do domínio burguês, com suas respectivas frações de classe, que permanecem atreladas a uma base ideológica, cujas raízes remontam ao passado escravocrata e patriarcal. As análises apontam os nexos entre a crise estrutural do capital, as proposições fascistas e o desmantelamento da educação. Para alcançar os objetivos propostos, à luz do materialismo histórico e dialético, faz-se imperativo compreender a ascensão do discurso reacionário e autoritário nos últimos anos, o golpe que derrubou a presidenta Dilma Roussef e as ações no âmbito da educação a partir do referido momento. Conclui-se pela urgência da mobilização daqueles que se identificam com os interesses populares para o fortalecimento da educação pública, universal e gratuita, como espaço de trincheira de socialização dos conhecimentos e da mobilização dos trabalhadores.","PeriodicalId":210395,"journal":{"name":"Linguagens, Educação e Sociedade","volume":"27 2","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-05-06","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141008428","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2024-05-06DOI: 10.26694/rles.v28i57.4559
Lilian Moreira Cruz, Lúcia Gracia Ferreira
Este artigo tem como objetivo problematizar o Desenvolvimento Profissional Docente – DPD, tendo como pano de fundo algumas inquietações advindas do campo político e do contexto da pandemia da Covid-19. Para isso, assentamos a pesquisa em uma abordagem qualitativa, sendo do tipo descritiva exploratória. Nesta direção, fizemos um recorte temporal, tendo o início a Constituição Federal de 1988 até o contexto pós-pandemia, ou seja, analisamos um movimento de 34 anos de algumas conquistas e perdas dos/as profissionais da educação brasileira, para isso, nos debruçamos nos marcos legais e discussões teóricas de estudiosos/as como Tardif (2014), Ferreira (2014; 2020), Cruz, Barreto, Ferreira (2020), Marcelo Garcia (1999; 2009), Day (2001; 2005), Oliveira-Formosinho (2009), Imbernón (2009; 2011), Vaillant (2014) etc. Os dados revelam que durante a pandemia, os/as professores/as foram impactados não apenas pela crise sanitária, mas também por uma crise política. Na primeira, faltou suporte pedagógico, tecnológico, humano, político, social, financeiro, psicológico, entre outros. Essa carência resultou em implicações negativas para o DPD, incluindo o adoecimento dos/as professores/as diante das exigências das aulas remotas e do aumento da carga de trabalho. Na segunda, observamos a perda de autonomia devido às reformas educacionais, a falta de formação contínua em tecnologia e a erosão salarial devido à inflação, entre outros desafios. Como resultado, o DPD foi afetado por uma combinação de fatores oriundos de contextos políticos, sociais, econômicos e organizacionais, resultando na precarização do trabalho docente e desencadeando processos de desprofissionalização e proletarização dos/as professores/as. Portanto, torna-se evidente a necessidade crucial de adotar políticas públicas educacionais para apoiar os professores e minimizar os danos durante cenários de crises. Oferecer suporte direto às atividades dos/as professores/as em circunstâncias adversas pode ser considerado uma estratégia eficaz para mitigar os efeitos negativos dessas situações, as quais tendem a comprometer os processos de DPD.
{"title":"DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE EM CONTEXTOS DE INCERTEZAS: INQUIETAÇÕES E PROBLEMATIZAÇÕES","authors":"Lilian Moreira Cruz, Lúcia Gracia Ferreira","doi":"10.26694/rles.v28i57.4559","DOIUrl":"https://doi.org/10.26694/rles.v28i57.4559","url":null,"abstract":"Este artigo tem como objetivo problematizar o Desenvolvimento Profissional Docente – DPD, tendo como pano de fundo algumas inquietações advindas do campo político e do contexto da pandemia da Covid-19. Para isso, assentamos a pesquisa em uma abordagem qualitativa, sendo do tipo descritiva exploratória. Nesta direção, fizemos um recorte temporal, tendo o início a Constituição Federal de 1988 até o contexto pós-pandemia, ou seja, analisamos um movimento de 34 anos de algumas conquistas e perdas dos/as profissionais da educação brasileira, para isso, nos debruçamos nos marcos legais e discussões teóricas de estudiosos/as como Tardif (2014), Ferreira (2014; 2020), Cruz, Barreto, Ferreira (2020), Marcelo Garcia (1999; 2009), Day (2001; 2005), Oliveira-Formosinho (2009), Imbernón (2009; 2011), Vaillant (2014) etc. Os dados revelam que durante a pandemia, os/as professores/as foram impactados não apenas pela crise sanitária, mas também por uma crise política. Na primeira, faltou suporte pedagógico, tecnológico, humano, político, social, financeiro, psicológico, entre outros. Essa carência resultou em implicações negativas para o DPD, incluindo o adoecimento dos/as professores/as diante das exigências das aulas remotas e do aumento da carga de trabalho. Na segunda, observamos a perda de autonomia devido às reformas educacionais, a falta de formação contínua em tecnologia e a erosão salarial devido à inflação, entre outros desafios. Como resultado, o DPD foi afetado por uma combinação de fatores oriundos de contextos políticos, sociais, econômicos e organizacionais, resultando na precarização do trabalho docente e desencadeando processos de desprofissionalização e proletarização dos/as professores/as. Portanto, torna-se evidente a necessidade crucial de adotar políticas públicas educacionais para apoiar os professores e minimizar os danos durante cenários de crises. Oferecer suporte direto às atividades dos/as professores/as em circunstâncias adversas pode ser considerado uma estratégia eficaz para mitigar os efeitos negativos dessas situações, as quais tendem a comprometer os processos de DPD.","PeriodicalId":210395,"journal":{"name":"Linguagens, Educação e Sociedade","volume":"5 5","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2024-05-06","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141009519","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}