Pub Date : 2022-12-22DOI: 10.11606/issn.2526-303x.i43pe204147
Elaine Calça
Gouaffo, Albert; Stefanie Michels (Hrsg.): Koloniale Verbindungen – transkulturelle Erinnerungstopografien. Das Rheinland in Deutschland und das Grasland Kameruns. Bielefeld 2019: ISBN 978-3-8376-4529-3
{"title":"Memórias coloniais: Alemanha e Camarões","authors":"Elaine Calça","doi":"10.11606/issn.2526-303x.i43pe204147","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.i43pe204147","url":null,"abstract":"Gouaffo, Albert; Stefanie Michels (Hrsg.): Koloniale Verbindungen – transkulturelle Erinnerungstopografien. Das Rheinland in Deutschland und das Grasland Kameruns. Bielefeld 2019: ISBN 978-3-8376-4529-3","PeriodicalId":293023,"journal":{"name":"África","volume":"44 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128385585","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-22DOI: 10.11606/issn.2526-303x.i43pe203526
Peti Mama Gomes
ABRANTES, Carla Susana Alem. Os futuros portugueses: um estudo antropológico sobre a formação de especialistas coloniais para Angola (1950- 1960). 1. ed. – Rio de Janeiro: Mórula, 2022, 324 p.
{"title":"Um estudo denso sobre o colonialismo português em Angola","authors":"Peti Mama Gomes","doi":"10.11606/issn.2526-303x.i43pe203526","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.i43pe203526","url":null,"abstract":"ABRANTES, Carla Susana Alem. \u2028Os futuros portugueses: um estudo antropológico sobre a formação de especialistas coloniais para Angola (1950- 1960). 1. ed. – Rio de Janeiro: Mórula, 2022, 324 p.","PeriodicalId":293023,"journal":{"name":"África","volume":"740 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116118881","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-22DOI: 10.11606/issn.2526-303x.i43pe203360
M. Gadelha, Adriano Guedes Carneiro
Este artigo tem por objetivo analisar e comparar Wazi, de Rogério Manjate, um dos livros que compõe a coletânea “Contos de Moçambique”, com a versão original do conto, a fim de investigar o contexto histórico e social moçambicano em que estão inseridas as histórias recontadas. Pois, nessa obra em particular, Manjate opta por realizar uma ruptura com a versão original. Wazi é uma criança que vai caçar com o avô e este lhe avisa para jamais comer os frutos do lado direito do caminho. A ordem dada pelo mais velho e a palavra confirmada por Wazi são pontos fundamentais no conto para se compreender o tabu na tradição moçambicana. Diante da maldição atribuída ao menino, é possível se discutir o perspectivismo a partir do pensamento de Friedrich Nietzsche, Sigmund Freud, Toyin Falola, Eduardo Viveiros de Castro, Davi Kopenawa, entre outros.
本文的目的是分析和比较rogerio Manjate的《Wazi》,这是《Contos de mocambique》合集的一部分,与故事的原始版本,以调查这些故事所处的莫桑比克历史和社会背景。因为在这个特别的作品中,Manjate选择了与原始版本的决裂。瓦兹是一个和爷爷一起去打猎的孩子,爷爷警告他不要吃路右边的水果。在这个故事中,最年长的人给出的命令和Wazi确认的词是理解莫桑比克传统禁忌的关键。面对归因于男孩的诅咒,有可能从弗里德里希·尼采、西格蒙德·弗洛伊德、托因·法罗拉、爱德华多·维韦罗斯·德·卡斯特罗、大卫·科本纳瓦等人的思想中讨论透视主义。
{"title":"Tabu e perspectivismo em Wazi de Rogério Manjate","authors":"M. Gadelha, Adriano Guedes Carneiro","doi":"10.11606/issn.2526-303x.i43pe203360","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.i43pe203360","url":null,"abstract":"Este artigo tem por objetivo analisar e comparar Wazi, de Rogério Manjate, um dos livros que compõe a coletânea “Contos de Moçambique”, com a versão original do conto, a fim de investigar o contexto histórico e social moçambicano em que estão inseridas as histórias recontadas. Pois, nessa obra em particular, Manjate opta por realizar uma ruptura com a versão original. Wazi é uma criança que vai caçar com o avô e este lhe avisa para jamais comer os frutos do lado direito do caminho. A ordem dada pelo mais velho e a palavra confirmada por Wazi são pontos fundamentais no conto para se compreender o tabu na tradição moçambicana. Diante da maldição atribuída ao menino, é possível se discutir o perspectivismo a partir do pensamento de Friedrich Nietzsche, Sigmund Freud, Toyin Falola, Eduardo Viveiros de Castro, Davi Kopenawa, entre outros.","PeriodicalId":293023,"journal":{"name":"África","volume":"17 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114729281","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-22DOI: 10.11606/issn.2526-303x.i43pe204088
Joanízia Feitósa de Souza, Ariadne Lopes Ecar
Esta pesquisa tem por objetivo pensar o racismo no Brasil contemporâneo que é um país com multiplicidade étnica e racial. Analisamos como se apresenta a democracia no contexto racial, apoiando-se principalmente nas obras de autores negros como Kabengele Munanga, Silvio de Almeida, Frantz Fanon, Sueli Carneiro, bell hooks e Neusa Santos Souza. Buscamos, a partir da reinterpretação de narrativas históricas, analisar o pensamento crítico de escritoras e escritores negros como uma resposta à desigualdade racial e opressões a partir de suas perspectivas e vivências. Consideramos a necessidade de reparação histórica e políticas públicas para enfrentamento ao racismo, observamos os efeitos das cotas raciais em relação ao acesso ao ensino superior. O objetivo central da pesquisa realizada foi provocar discussões acerca da problemática racial no Brasil, como um símbolo de resistência que possa ser transformado em reparação contra o apagamento histórico, em resposta à democracia racial brasileira que é fracionada e excludente contra os grupos racializados.
本研究旨在思考当代巴西的种族主义,这是一个民族和种族多样性的国家。我们分析了民主在种族背景下是如何呈现的,主要依靠黑人作家的作品,如Kabengele Munanga, Silvio de Almeida, Frantz Fanon, Sueli Carneiro, bell hooks和Neusa Santos Souza。通过对历史叙事的重新诠释,我们试图从黑人作家的视角和经历来分析他们对种族不平等和压迫的批判性思维。我们考虑了历史赔偿和公共政策对抗种族主义的必要性,我们观察了种族配额对接受高等教育的影响。这项研究的主要目的是引发关于巴西种族问题的讨论,作为一种抵抗的象征,可以转化为对历史抹去的补偿,以回应巴西种族民主对种族化群体的分裂和排斥。
{"title":"Democracia racial nas obras de autoras e autores negros","authors":"Joanízia Feitósa de Souza, Ariadne Lopes Ecar","doi":"10.11606/issn.2526-303x.i43pe204088","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.i43pe204088","url":null,"abstract":"Esta pesquisa tem por objetivo pensar o racismo no Brasil contemporâneo que é um país com multiplicidade étnica e racial. Analisamos como se apresenta a democracia no contexto racial, apoiando-se principalmente nas obras de autores negros como Kabengele Munanga, Silvio de Almeida, Frantz Fanon, Sueli Carneiro, bell hooks e Neusa Santos Souza. Buscamos, a partir da reinterpretação de narrativas históricas, analisar o pensamento crítico de escritoras e escritores negros como uma resposta à desigualdade racial e opressões a partir de suas perspectivas e vivências. Consideramos a necessidade de reparação histórica e políticas públicas para enfrentamento ao racismo, observamos os efeitos das cotas raciais em relação ao acesso ao ensino superior. O objetivo central da pesquisa realizada foi provocar discussões acerca da problemática racial no Brasil, como um símbolo de resistência que possa ser transformado em reparação contra o apagamento histórico, em resposta à democracia racial brasileira que é fracionada e excludente contra os grupos racializados.","PeriodicalId":293023,"journal":{"name":"África","volume":"2 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126247251","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-22DOI: 10.11606/issn.2526-303x.i43pe203596
Milca Salem dos Santos Silva, Rubilson Velho Delcano
Este trabalho se propõe a problematizar e descortinar os movimentos analítico-historiográficos que acompanham as disputas de narrativas em torno das diferentes imagens do mais conhecido imperador zulu, Shaka kaSenzangakhona. Sabe-se que os discursos sobre o Império Zulu e o legado de Shaka, inicialmente, emergiram dos relatos de viajantes e administradores coloniais, depois, utilizados por historiadores exógenos e brancos que, nas suas formulações centrais, interpretaram a figura de Shaka como um déspota irracional e sedento por sangue. No entanto, por outro lado, o texto problematiza, também, as percepções contemporâneas sobre a figura de Shaka, recuperando a narrativa de como os historiadores e os movimentos sociais e intelectuais políticos da África do Sul passaram a se dedicar à “questão nativa”, descontruindo e reconstruindo os relatos sobre a história do Império zulu.
{"title":"As disputas de narrativas em torno das imagens do imperador Shaka kaSenzangakhona e dos zulus na África do Sul","authors":"Milca Salem dos Santos Silva, Rubilson Velho Delcano","doi":"10.11606/issn.2526-303x.i43pe203596","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.i43pe203596","url":null,"abstract":"Este trabalho se propõe a problematizar e descortinar os movimentos analítico-historiográficos que acompanham as disputas de narrativas em torno das diferentes imagens do mais conhecido imperador zulu, Shaka kaSenzangakhona. Sabe-se que os discursos sobre o Império Zulu e o legado de Shaka, inicialmente, emergiram dos relatos de viajantes e administradores coloniais, depois, utilizados por historiadores exógenos e brancos que, nas suas formulações centrais, interpretaram a figura de Shaka como um déspota irracional e sedento por sangue. No entanto, por outro lado, o texto problematiza, também, as percepções contemporâneas sobre a figura de Shaka, recuperando a narrativa de como os historiadores e os movimentos sociais e intelectuais políticos da África do Sul passaram a se dedicar à “questão nativa”, descontruindo e reconstruindo os relatos sobre a história do Império zulu.","PeriodicalId":293023,"journal":{"name":"África","volume":"42 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124112706","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-22DOI: 10.11606/issn.2526-303x.i43pe203137
Sesan Michael Johnson
Extant studies on deaths in Nigeria have been conducted without much critical focus on how the public responded to emergency politics or the government’s interventions during pandemics. Fundamentally, this is the gap this research aims to fill. This study focuses on pain events, grieves, and mourning following COVID-19-related deaths. Thus, this study analyzes the intersections between COVID-19 and death discourse by exposing and interrogating the variances, ambiguities, ambivalences, corollaries, and paradoxes amid convoluted public health conversations. This research employed both primary and secondary sources. Primary sources include African beliefs, newspapers reports of past and current pandemics, and radio, television, and social media narratives. Secondary sources include reviews of existing literature on deaths and pandemics. Historical analysis is used in this study, identifying two categories of dead bodies created during the COVID-19 pandemic. The first category is Pandemic Dead Bodies (PDBs) and the second category is Non-Pandemic Dead Bodies (NPDBs). Many concomitants characterizing Pandemic Dead Bodies including stigmatization, apathy, otherization, ambiguities, genderization, demographication, politicization, contestations, and weaponization are interrogated from socio-historical perspectives. Heightening the stress of grieving families are issues around deaths, as burials are postponed or held within the restrictions of National Centre for Disease Control (NCDC) COVID-19 protocols, often with the presence of limited family members of the deceased. Thus, the pains and grieves are not just about the loss of loved ones, but the inability to give them a befitting burial, since Nigerians love to celebrate the liminality of their loved ones into eternity. Likewise, anticipatory grief became more accentuated and aggravated in Nigeria regarding the manner of announcing the demise of some popular politicians who died of COVID-19. Fundamentally, these problematic encumbrances, nuances, and intrigues concerning deaths during the COVID-19 pandemic are historicized. This study concludes that pains, grief, sorrow, death, and burial are historically constituted and configured regarding social, economic, political, cultural, and environmental interactions.
{"title":"Fears, Deaths, Mourning, and Burials in Times of COVID-19 Pandemic in Nigeria","authors":"Sesan Michael Johnson","doi":"10.11606/issn.2526-303x.i43pe203137","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.i43pe203137","url":null,"abstract":"Extant studies on deaths in Nigeria have been conducted without much critical focus on how the public responded to emergency politics or the government’s interventions during pandemics. Fundamentally, this is the gap this research aims to fill. This study focuses on pain events, grieves, and mourning following COVID-19-related deaths. Thus, this study analyzes the intersections between COVID-19 and death discourse by exposing and interrogating the variances, ambiguities, ambivalences, corollaries, and paradoxes amid convoluted public health conversations. This research employed both primary and secondary sources. Primary sources include African beliefs, newspapers reports of past and current pandemics, and radio, television, and social media narratives. Secondary sources include reviews of existing literature on deaths and pandemics. Historical analysis is used in this study, identifying two categories of dead bodies created during the COVID-19 pandemic. The first category is Pandemic Dead Bodies (PDBs) and the second category is Non-Pandemic Dead Bodies (NPDBs). Many concomitants characterizing Pandemic Dead Bodies including stigmatization, apathy, otherization, ambiguities, genderization, demographication, politicization, contestations, and weaponization are interrogated from socio-historical perspectives. Heightening the stress of grieving families are issues around deaths, as burials are postponed or held within the restrictions of National Centre for Disease Control (NCDC) COVID-19 protocols, often with the presence of limited family members of the deceased. Thus, the pains and grieves are not just about the loss of loved ones, but the inability to give them a befitting burial, since Nigerians love to celebrate the liminality of their loved ones into eternity. Likewise, anticipatory grief became more accentuated and aggravated in Nigeria regarding the manner of announcing the demise of some popular politicians who died of COVID-19. Fundamentally, these problematic encumbrances, nuances, and intrigues concerning deaths during the COVID-19 pandemic are historicized. This study concludes that pains, grief, sorrow, death, and burial are historically constituted and configured regarding social, economic, political, cultural, and environmental interactions.","PeriodicalId":293023,"journal":{"name":"África","volume":"928 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127016807","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-22DOI: 10.11606/issn.2526-303x.i43pe206247
Fernanda Pinto de Almeida
O planejamento urbano da Cidade do Cabo, na África do Sul, bem como as políticas de segregação racial que o nortearam, informaram a construção de cinemas do distrito central e a zona informalmente conhecida como “Cinelândia”, onde se concentraram cineteatros racialmente restritos e elitizados. Este artigo aborda a segregação do lazer através da construção e demolição, em 1972, do Cinema Alhambra, também conhecido como “Mother Theatre”, como uma lente para as transformações do centro da cidade e para compreender a relação da cidade com o litoral e o acesso ao mar. O artigo identifica três momentos-chave que influenciaram essas múltiplas configurações entre públicos de cinema, o mar e a cidade, e como essas foram fundamentais na articulação de projetos estéticos concorrentes na reformulação do espaço publico urbano. O artigo sugere que o cinema oferece uma lente importante para reconhecer as conexões marítimas da cidade, com a construção do litoral e do píer no início do século XX, por meio da importação de filmes europeus e da identificação do cinema com seus laços comerciais imperiais. Num segundo momento, a partir da década de 1930, a cidade passa por transformações nas suas “paisagens cinemáticas”, que renuncia o mar e se volta para o interior, rompendo laços simbólicos metropolitanos e justificando remoções violentas de bairros negros do centro com a inauguração de um “centro cívico” nacionalista Africâner. Por fim, a demolição do Alhambra e construção de um cineteatro nacional demonstra como os cinemas participaram na imaginação de um público nacional e uma topografia racial que até hoje informam a nostalgia pelo cinema.
{"title":"No lastro da imagem: o cinema e a construção do espaço público na Cidade do Cabo, África do Sul","authors":"Fernanda Pinto de Almeida","doi":"10.11606/issn.2526-303x.i43pe206247","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.i43pe206247","url":null,"abstract":"O planejamento urbano da Cidade do Cabo, na África do Sul, bem como as políticas de segregação racial que o nortearam, informaram a construção de cinemas do distrito central e a zona informalmente conhecida como “Cinelândia”, onde se concentraram cineteatros racialmente restritos e elitizados. Este artigo aborda a segregação do lazer através da construção e demolição, em 1972, do Cinema Alhambra, também conhecido como “Mother Theatre”, como uma lente para as transformações do centro da cidade e para compreender a relação da cidade com o litoral e o acesso ao mar. O artigo identifica três momentos-chave que influenciaram essas múltiplas configurações entre públicos de cinema, o mar e a cidade, e como essas foram fundamentais na articulação de projetos estéticos concorrentes na reformulação do espaço publico urbano. O artigo sugere que o cinema oferece uma lente importante para reconhecer as conexões marítimas da cidade, com a construção do litoral e do píer no início do século XX, por meio da importação de filmes europeus e da identificação do cinema com seus laços comerciais imperiais. Num segundo momento, a partir da década de 1930, a cidade passa por transformações nas suas “paisagens cinemáticas”, que renuncia o mar e se volta para o interior, rompendo laços simbólicos metropolitanos e justificando remoções violentas de bairros negros do centro com a inauguração de um “centro cívico” nacionalista Africâner. Por fim, a demolição do Alhambra e construção de um cineteatro nacional demonstra como os cinemas participaram na imaginação de um público nacional e uma topografia racial que até hoje informam a nostalgia pelo cinema.","PeriodicalId":293023,"journal":{"name":"África","volume":"42 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128570229","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-22DOI: 10.11606/issn.2526-303x.i43pe206224
M. M. E. Souza
Existentes no antigo Congo, na África Centro-ocidental, imagens de Santo Antônio foram lá confeccionadas e utilizadas de formas particulares. Quando relacionadas a esse contexto, pequenas imagens de Santo Antônio feitas no Vale do Rio Paraíba paulista ganham novos sentidos, só perceptíveis quando são consideradas as culturas de origem dos escravizados para lá levados. Este artigo atualiza a análise já feita pela autora em artigo anterior, trazendo novas informações acerca das circularidades atlânticas que uniram o sudeste paulista à África Centro-ocidental.
{"title":"Santo Antônio de nó de pinho: expressão material de uma devoção mestiça","authors":"M. M. E. Souza","doi":"10.11606/issn.2526-303x.i43pe206224","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.i43pe206224","url":null,"abstract":"Existentes no antigo Congo, na África Centro-ocidental, imagens de Santo Antônio foram lá confeccionadas e utilizadas de formas particulares. Quando relacionadas a esse contexto, pequenas imagens de Santo Antônio feitas no Vale do Rio Paraíba paulista ganham novos sentidos, só perceptíveis quando são consideradas as culturas de origem dos escravizados para lá levados. Este artigo atualiza a análise já feita pela autora em artigo anterior, trazendo novas informações acerca das circularidades atlânticas que uniram o sudeste paulista à África Centro-ocidental.","PeriodicalId":293023,"journal":{"name":"África","volume":"56 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125753386","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-22DOI: 10.11606/issn.2526-303x.i43pe195694
Duana Ravena dos Santos Vieira, Jannyelle de Souza Correa
A produção artístico-literária está diretamente ligada ao contexto histórico-social e se constitui como uma forma de representação da sociedade em que se vive. Neste artigo propomos questões importantes sobre o espaço das autoras afro-brasileiras nas salas de aula do Brasil, na percepção de estudantes do Mestrado Profissional em Letras da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), que cursaram a disciplina Memórias, Histórias e Identidades Culturais Afro-Brasileiras. Evidenciamos três autoras afro-brasileiras que foram estudadas na disciplina em questão e ressaltamos a importância de suas obras chegarem às salas de aula do Brasil, considerando a representatividade e a necessidade real de dar voz às minorias tão prejudicadas ao longo da história, diante da construção e do fortalecimento de um cânone literário branco e masculinista. Para fundamentar este artigo, contamos com os(as) autores(as): Assis Duarte, Cuti, Kabengele Munanga e Ngozi Adichie Chimamanda. Neste texto, após apresentarmos as autoras afro-brasileiras, compartilhamos recortes de entrevistas com professores de língua portuguesa sobre o espaço que essas figuras têm nas salas de aula que frequentam, pois é preciso combater o silenciamento sofrido por essas autoras durante a formação da nossa sociedade e, consequentemente, da nossa literatura.
艺术文学生产与历史社会语境直接相关,是一种表现社会的方式。在这篇文章中,我们提出了关于非裔巴西作家在巴西课堂上的空间的重要问题,在Universidade Estadual da regiao Tocantina do maranhao (Uemasul)的文学专业硕士学生的感知中,他们参加了记忆、历史和非裔巴西文化身份的学科。我们观察到三个非裔巴西人正在研究有关纪律的重要性,并强调了他的作品到巴西的教室,考虑到少数民族的代表性和实际需要,使用了历史上的建设和加强面前,一个白色的文学经典和masculinista。为了支持这篇文章,我们依赖于作者:Assis Duarte, Cuti, Kabengele Munanga和Ngozi Adichie Chimamanda。非裔巴西人在上面后,以作者的采访,分享剪报老师英语在教室里的空间,这些数据有这些,是要遭受的打击压制这些可都在训练,因此我们的社会,我们的文学。
{"title":"Literatura afro-brasileira feminina nas salas de aula: um recorte inspirado na percepção de estudantes do Mestrado Profissional em Letras da Uemasul","authors":"Duana Ravena dos Santos Vieira, Jannyelle de Souza Correa","doi":"10.11606/issn.2526-303x.i43pe195694","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.i43pe195694","url":null,"abstract":"A produção artístico-literária está diretamente ligada ao contexto histórico-social e se constitui como uma forma de representação da sociedade em que se vive. Neste artigo propomos questões importantes sobre o espaço das autoras afro-brasileiras nas salas de aula do Brasil, na percepção de estudantes do Mestrado Profissional em Letras da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul), que cursaram a disciplina Memórias, Histórias e Identidades Culturais Afro-Brasileiras. Evidenciamos três autoras afro-brasileiras que foram estudadas na disciplina em questão e ressaltamos a importância de suas obras chegarem às salas de aula do Brasil, considerando a representatividade e a necessidade real de dar voz às minorias tão prejudicadas ao longo da história, diante da construção e do fortalecimento de um cânone literário branco e masculinista. Para fundamentar este artigo, contamos com os(as) autores(as): Assis Duarte, Cuti, Kabengele Munanga e Ngozi Adichie Chimamanda. Neste texto, após apresentarmos as autoras afro-brasileiras, compartilhamos recortes de entrevistas com professores de língua portuguesa sobre o espaço que essas figuras têm nas salas de aula que frequentam, pois é preciso combater o silenciamento sofrido por essas autoras durante a formação da nossa sociedade e, consequentemente, da nossa literatura.","PeriodicalId":293023,"journal":{"name":"África","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130432543","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2022-12-22DOI: 10.11606/issn.2526-303x.i43pe204503
Luís Filipe Correia Henriques
Este estudo pretende identificar a mensagem política de Cenas de África? Romance Íntimo, de Pedro Félix Machado, autor angolano do século XIX. Publicada em 1892, pouco depois do Ultimato, a obra, originalmente um folhetim e com as características do género, critica os aspectos censuráveis da colonização portuguesa de Angola: a escravidão e o trabalho forçado, os maus-tratos dos escravos e libertos, o mau carácter dos colonos, a deficiência da política metropolitana e a falta de instrução e de educação dos luandenses, nomeadamente das elites sociais e económicas. Não propondo um corte radical entre Portugal e a sua colónia, o romance de Pedro Machado defende o reforço do esforço civilizador metropolitano em Angola.
{"title":"A identidade crioula luandense: a obra Cenas de África? Romance íntimo e a Luanda oitocentista","authors":"Luís Filipe Correia Henriques","doi":"10.11606/issn.2526-303x.i43pe204503","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2526-303x.i43pe204503","url":null,"abstract":"Este estudo pretende identificar a mensagem política de Cenas de África? Romance Íntimo, de Pedro Félix Machado, autor angolano do século XIX. Publicada em 1892, pouco depois do Ultimato, a obra, originalmente um folhetim e com as características do género, critica os aspectos censuráveis da colonização portuguesa de Angola: a escravidão e o trabalho forçado, os maus-tratos dos escravos e libertos, o mau carácter dos colonos, a deficiência da política metropolitana e a falta de instrução e de educação dos luandenses, nomeadamente das elites sociais e económicas. Não propondo um corte radical entre Portugal e a sua colónia, o romance de Pedro Machado defende o reforço do esforço civilizador metropolitano em Angola.","PeriodicalId":293023,"journal":{"name":"África","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2022-12-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133690384","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}