Pub Date : 2023-03-22DOI: 10.58943/irl.v1i55.16387
Â. Neves
A obra de Lygia Fagundes Telles (1923-2022) é o objeto principal de estudos deste artigo, que propõe uma introdução ao conjunto dos contos da escritora paulistana, amparada na leitura de sua fortuna crítica e no conhecimento de sua larga produção literária, que inclui também romance, memória, crônica e correspondência. A arte narrativa da dama das letras brasileiras é aqui apresentada por meio de exemplos extraídos de sua publicação mais recente, Os contos (2018), antologia organizada por ela. O intuito é ressaltar a sua importância e atualidade no cenário do conto brasileiro de autoria feminina, destacando seu diálogo com mestres contistas do passado e suas projeções na literatura brasileira contemporânea. Este estudo faz parte de uma pesquisa sobre a obra de Lygia Fagundes Telles, inter-relacionada à análise de sua correspondência literária, e faz uma homenagem à vida e à obra dessa grande escritora, que, em 2023, celebraria seu centenário. Sua atuação cultural se revela muito mais ampla aos estudiosos que utilizam as diversas chaves interpretativas que a autora oferece aos que se dedicam a lê-la com afinco, de modo a estabelecer vínculos com uma legião de ficcionistas que propõem, a um só tempo, a renovação e a retomada desse legado.
{"title":"Lygia Fagundes Telles e a maestria de narrar","authors":"Â. Neves","doi":"10.58943/irl.v1i55.16387","DOIUrl":"https://doi.org/10.58943/irl.v1i55.16387","url":null,"abstract":"A obra de Lygia Fagundes Telles (1923-2022) é o objeto principal de estudos deste artigo, que propõe uma introdução ao conjunto dos contos da escritora paulistana, amparada na leitura de sua fortuna crítica e no conhecimento de sua larga produção literária, que inclui também romance, memória, crônica e correspondência. A arte narrativa da dama das letras brasileiras é aqui apresentada por meio de exemplos extraídos de sua publicação mais recente, Os contos (2018), antologia organizada por ela. O intuito é ressaltar a sua importância e atualidade no cenário do conto brasileiro de autoria feminina, destacando seu diálogo com mestres contistas do passado e suas projeções na literatura brasileira contemporânea. Este estudo faz parte de uma pesquisa sobre a obra de Lygia Fagundes Telles, inter-relacionada à análise de sua correspondência literária, e faz uma homenagem à vida e à obra dessa grande escritora, que, em 2023, celebraria seu centenário. Sua atuação cultural se revela muito mais ampla aos estudiosos que utilizam as diversas chaves interpretativas que a autora oferece aos que se dedicam a lê-la com afinco, de modo a estabelecer vínculos com uma legião de ficcionistas que propõem, a um só tempo, a renovação e a retomada desse legado.","PeriodicalId":298026,"journal":{"name":"ITINERÁRIOS – Revista de Literatura","volume":"550 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121830238","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-22DOI: 10.58943/irl.v1i55.16480
Ana Rüsche, Pilar Lago e Lousa
O artigo analisa publicações da nosotros, editorial – editora independente preocupada em dar visibilidade à produção de mulheres argentinas e brasileiras. Em plaquetes lançadas, em sua maioria, de forma bilíngue (espanhol-português), a editora retrata o trabalho, em curso, de poetas com diversidade temática e estética. O texto pretende discutir: i) processos de apagamento e inclusão de mulheres em meios institucionais e antologias poéticas na poesia brasileira; ii) a dificuldade de uma poeta madura continuar publicando ainda hoje; iii) o mercado independente como o espaço que resta possível para articular resistências e novas poéticas; iv) os temas do deslocamento físico e a busca por novas estradas para se encontrar caminhos. Na metodologia, apontam-se estatísticas sobre antologias poéticas do início do século XXI para se medir a exclusão de mulheres, além do uso de chaves teóricas dos estudos de gênero e da crítica feminista para análise dos poemas. Conclui-se que a tarefa editorial da nosostros e este próprio texto são gestos para se garantir a memória de poetas mulheres, retratar seus trabalhos em curso, para afirmar que existem e para poderem persistir no porvir.
{"title":"Caminhos em curso da poesia brasileira escrita por mulheres","authors":"Ana Rüsche, Pilar Lago e Lousa","doi":"10.58943/irl.v1i55.16480","DOIUrl":"https://doi.org/10.58943/irl.v1i55.16480","url":null,"abstract":"O artigo analisa publicações da nosotros, editorial – editora independente preocupada em dar visibilidade à produção de mulheres argentinas e brasileiras. Em plaquetes lançadas, em sua maioria, de forma bilíngue (espanhol-português), a editora retrata o trabalho, em curso, de poetas com diversidade temática e estética. O texto pretende discutir: i) processos de apagamento e inclusão de mulheres em meios institucionais e antologias poéticas na poesia brasileira; ii) a dificuldade de uma poeta madura continuar publicando ainda hoje; iii) o mercado independente como o espaço que resta possível para articular resistências e novas poéticas; iv) os temas do deslocamento físico e a busca por novas estradas para se encontrar caminhos. Na metodologia, apontam-se estatísticas sobre antologias poéticas do início do século XXI para se medir a exclusão de mulheres, além do uso de chaves teóricas dos estudos de gênero e da crítica feminista para análise dos poemas. Conclui-se que a tarefa editorial da nosostros e este próprio texto são gestos para se garantir a memória de poetas mulheres, retratar seus trabalhos em curso, para afirmar que existem e para poderem persistir no porvir.","PeriodicalId":298026,"journal":{"name":"ITINERÁRIOS – Revista de Literatura","volume":"18 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121044297","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-22DOI: 10.58943/irl.v1i55.16398
Gisett Elizabeth Lara
Este artículo reflexiona sobre la importancia de la literatura comprometida desde el feminismo. Tomando como punto de partida los fundamentos teóricos de Simone de Beauvoir, como precursora del estudio de la condición de la mujer. Abordando el concepto de “otredad” y “alteridad” el artículo dialoga con diferentes postulados relevantes en relación a la temática, colocando especial atención a la estrategia de indentificación de las autodefinidas “mujeres de color”, mujeres víctimas de la “colonialidad del género”, mujeres tercermunistas, mestizas, negras, chicanas, indígenas, etc. que se identifican como no-blancas. Estas mujeres formaron coaliciones feministas conscientes de la importancia de la unión entre ellas, tomando como base la condición de mujeres víctimas de la “colonialidad del género”, que en mayor o menor medida, afecta a todas quienes se encuentran entre la frontera de enunciación y el deseo de descolonización.
{"title":"Voces de mujeres tercermundistas","authors":"Gisett Elizabeth Lara","doi":"10.58943/irl.v1i55.16398","DOIUrl":"https://doi.org/10.58943/irl.v1i55.16398","url":null,"abstract":"Este artículo reflexiona sobre la importancia de la literatura comprometida desde el feminismo. Tomando como punto de partida los fundamentos teóricos de Simone de Beauvoir, como precursora del estudio de la condición de la mujer. Abordando el concepto de “otredad” y “alteridad” el artículo dialoga con diferentes postulados relevantes en relación a la temática, colocando especial atención a la estrategia de indentificación de las autodefinidas “mujeres de color”, mujeres víctimas de la “colonialidad del género”, mujeres tercermunistas, mestizas, negras, chicanas, indígenas, etc. que se identifican como no-blancas. Estas mujeres formaron coaliciones feministas conscientes de la importancia de la unión entre ellas, tomando como base la condición de mujeres víctimas de la “colonialidad del género”, que en mayor o menor medida, afecta a todas quienes se encuentran entre la frontera de enunciación y el deseo de descolonización.","PeriodicalId":298026,"journal":{"name":"ITINERÁRIOS – Revista de Literatura","volume":"55 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126629671","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-22DOI: 10.58943/irl.v1i55.16463
Luisa Benevides Valle
O presente artigo tem como objetivo refletir sobre as implicações dos movimentos feministas para o descentramento do sujeito pós-moderno. Partindo da noção de sujeito vigente na Modernidade, isto é, de um Homem racional, único e situado no centro do conhecimento, analisaremos o abalo dessa noção na Pós-modernidade a partir dos movimentos feministas. Nosso recorte será o slogan feminista “o pessoal é político”: ao trazer a público questões até então confinadas ao privado, como o cuidado com os filhos ou a divisão doméstica do trabalho, tal noção abalou fortemente a ideia moderna de um sujeito inquestionável, senhor de si mesmo e detentor do conhecimento. O pessoal também adentrou a academia a partir da produção das intelectuais negras. Ao construírem teorias fundamentadas em questões pessoais, situando a si mesmas enquanto sujeito e objeto de estudo, tais intelectuais provocaram grande descentramento na figura que, até então, estava no centro do conhecimento: o homem, europeu e branco. Por intermédio desse breve percurso, nossa hipótese é a de que os movimentos feministas abalaram fortemente as noções de “público” e “privado” na Pós-modernidade, o que contribuiu para o descentramento do sujeito nos dias de hoje.
{"title":"“O pessoal é político”","authors":"Luisa Benevides Valle","doi":"10.58943/irl.v1i55.16463","DOIUrl":"https://doi.org/10.58943/irl.v1i55.16463","url":null,"abstract":"O presente artigo tem como objetivo refletir sobre as implicações dos movimentos feministas para o descentramento do sujeito pós-moderno. Partindo da noção de sujeito vigente na Modernidade, isto é, de um Homem racional, único e situado no centro do conhecimento, analisaremos o abalo dessa noção na Pós-modernidade a partir dos movimentos feministas. Nosso recorte será o slogan feminista “o pessoal é político”: ao trazer a público questões até então confinadas ao privado, como o cuidado com os filhos ou a divisão doméstica do trabalho, tal noção abalou fortemente a ideia moderna de um sujeito inquestionável, senhor de si mesmo e detentor do conhecimento. O pessoal também adentrou a academia a partir da produção das intelectuais negras. Ao construírem teorias fundamentadas em questões pessoais, situando a si mesmas enquanto sujeito e objeto de estudo, tais intelectuais provocaram grande descentramento na figura que, até então, estava no centro do conhecimento: o homem, europeu e branco. Por intermédio desse breve percurso, nossa hipótese é a de que os movimentos feministas abalaram fortemente as noções de “público” e “privado” na Pós-modernidade, o que contribuiu para o descentramento do sujeito nos dias de hoje.","PeriodicalId":298026,"journal":{"name":"ITINERÁRIOS – Revista de Literatura","volume":"28 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"134563700","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-22DOI: 10.58943/irl.v1i55.17804
Vara Neverow
This paper aims at tracing Woolf’s references to money and its relation with prostitution in her essays A Room of One’s Own, Professions for Women, Three Guineas and in her novels Orlando and The Years. Woolf’s references to money are explicit from the start; indeed, the titles themselves suggest the importance of money. In A Room of One’s Own, the narrator states the title in the first sentence. To have a private room, one must have money or some other privilege. As the narrative evolves, it becomes clear that, to be free, an educated woman who is a fiction writer or a poet really needs is £500 a year (one may assume that it is this stable source of income that ensures the privacy of having one’s own room). In “Professions for Women” (a title that is clearly associated with paid work and income), the “Angel of the House” intrudes on the narrator and advises her “‘Never [to] let anybody guess that you have a mind of your own. Above all, be pure.’” At this moment the narrator, a financially independent woman having inherited “five hundred pounds a year” and thus does not “depend solely on charm for [her] living,” realizes that she must kill this Angel who is trying to force the narrator back into the private sphere of subordination and subservience to men. Since the Angel would destroy the narrator’s intellectual freedom, the death would be justifiable. In Three Guineas, the narrator’s focus on money is even more blatantly obvious since the title is a direct reference to a currency, the guinea was originally a coin.
{"title":"Virginia Woolf, money, and “the world’s oldest profession”","authors":"Vara Neverow","doi":"10.58943/irl.v1i55.17804","DOIUrl":"https://doi.org/10.58943/irl.v1i55.17804","url":null,"abstract":"This paper aims at tracing Woolf’s references to money and its relation with prostitution in her essays A Room of One’s Own, Professions for Women, Three Guineas and in her novels Orlando and The Years. Woolf’s references to money are explicit from the start; indeed, the titles themselves suggest the importance of money. In A Room of One’s Own, the narrator states the title in the first sentence. To have a private room, one must have money or some other privilege. As the narrative evolves, it becomes clear that, to be free, an educated woman who is a fiction writer or a poet really needs is £500 a year (one may assume that it is this stable source of income that ensures the privacy of having one’s own room). In “Professions for Women” (a title that is clearly associated with paid work and income), the “Angel of the House” intrudes on the narrator and advises her “‘Never [to] let anybody guess that you have a mind of your own. Above all, be pure.’” At this moment the narrator, a financially independent woman having inherited “five hundred pounds a year” and thus does not “depend solely on charm for [her] living,” realizes that she must kill this Angel who is trying to force the narrator back into the private sphere of subordination and subservience to men. Since the Angel would destroy the narrator’s intellectual freedom, the death would be justifiable. In Three Guineas, the narrator’s focus on money is even more blatantly obvious since the title is a direct reference to a currency, the guinea was originally a coin.","PeriodicalId":298026,"journal":{"name":"ITINERÁRIOS – Revista de Literatura","volume":"19 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"122230813","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-22DOI: 10.58943/irl.v1i55.17719
M. Brigida
Em Emily Brontë (1978), Winifred Gérin observa que poucos dos livros sobre a vida da autora de O morro dos ventos uivantes (1847) podem ser considerados biografias de fato. A pesquisadora explica que a “escassez de evidências diretas relacionadas a ela e ao mistério que se permitiu cercar sua vida, embora aumente seu apelo para escritores, os tentou a produzir narrativas inautênticas e a inventar onde não poderiam registrar.” (GÉRIN, 1978, p. vii). Neste sentido, a declaração de Frances O’Connor, diretora e roteirista de Emily (2022), de que seu filme se propõe a ser uma leitura criativa de um momento na vida de Emily Brontë e não necessariamente uma biografia cinematográfica se alinha a uma prática comum. A diretora relatou, ainda, que embora tenha lido diversas biografias relacionadas às irmãs Brontë, ela “não limit[ou] [sua] imaginação” no processo de composição de seu filme (O’CONNOR, 2022). A proposta de O’Connor em Emily é dialogar com “mulheres jovens” (O’CONNOR, 2022). O tema do filme, ela declarou, é: “como você encontra sua voz quando não consegue se ver refletido em nenhum lugar?” e “como você, enquanto artista, se conecta com quem realmente é quando quem você realmente é não é realmente apreciado?” (O’CONNOR, 2022). Delineada a proposta da roteirista e diretora, a questão que nos resta é: tendo a obra, aparentemente de forma intencional se distanciado de tanto do que se sabe a respeito da vida de Emily Brontë e de sua família, Emily executa de forma satisfatória a visão de sua autora? Considerando a escolha do apagamento como ponto de partida, parece incongruente que, dentre tantas figuras literárias (e, ainda, a possibilidade mais corajosa de escrever um enredo com base em personagens inteiramente fictícios), O’Connor tenha escolhido Emily Brontë como sua protagonista. Brontë é um caso raro de escritora cuja reputação se manteve consistentemente alta. A relevância de Brontë foi reconhecida pelo estabelecimento literário mesmo nos anos que se seguiram à publicação de O morro dos ventos uivantes. Enquanto a obra de Charlotte Brontë só passou a integrar de fato o “cânone” com a ascensão da crítica feminista na década de 1970, Emily foi uma das únicas três autoras mulheres
在Emily bronte(1978)中,Winifred gerin指出,关于《风之山》(1847)作者生平的书很少被认为是传记。研究人员解释说,“与她相关的直接证据的缺乏,以及围绕她生活的神秘,虽然增加了她对作家的吸引力,但促使他们创作不真实的叙事,并在他们无法记录的地方创造它。””(gérin, 1978, p . 7)。从这个意义上说,弗朗西丝·康纳’的宣言,艾米丽(2022),导演和编剧的影片是一个创造性阅读的艾米丽的生活时刻Brontë,不一定传记电影如果在排一个常见的做法。这位导演还报告说,尽管她读了几本与bronte姐妹有关的传记,但她在电影的创作过程中“没有限制[或][她]的想象力”(奥康纳,2022)。奥康纳在《艾米丽》中的提议是与“年轻女性”对话(奥康纳,2022)。她说,这部电影的主题是:“当你看不到自己的影子时,你如何找到自己的声音?”“作为一名艺术家,当你的真实身份没有被真正欣赏时,你如何与真实的自己联系起来?”(奥康纳,2022)。在概述了编剧和导演的建议后,剩下的问题是:这部作品显然是有意与我们对艾米丽bronte和她家人的生活所知的那么多东西保持距离,艾米丽是否满意地实现了作者的愿景?考虑到选择删除作为起点,奥康纳选择艾米丽bronte作为他的主角似乎是不协调的,在众多的文学人物中(也是最大胆的可能性,以完全虚构的人物为基础写故事情节)。bronte是一个罕见的作家,她的声誉一直很高。bronte的相关性甚至在《O morro dos ventos uivantes》出版后的几年里就得到了文学机构的认可。虽然夏洛特bronte的作品直到20世纪70年代女权主义批评的兴起才真正融入了“经典”,但艾米丽是仅有的三位女性作家之一
{"title":"Emily (2022), de Frances O’Connor","authors":"M. Brigida","doi":"10.58943/irl.v1i55.17719","DOIUrl":"https://doi.org/10.58943/irl.v1i55.17719","url":null,"abstract":"Em Emily Brontë (1978), Winifred Gérin observa que poucos dos livros sobre a vida da autora de O morro dos ventos uivantes (1847) podem ser considerados biografias de fato. A pesquisadora explica que a “escassez de evidências diretas relacionadas a ela e ao mistério que se permitiu cercar sua vida, embora aumente seu apelo para escritores, os tentou a produzir narrativas inautênticas e a inventar onde não poderiam registrar.” (GÉRIN, 1978, p. vii). Neste sentido, a declaração de Frances O’Connor, diretora e roteirista de Emily (2022), de que seu filme se propõe a ser uma leitura criativa de um momento na vida de Emily Brontë e não necessariamente uma biografia cinematográfica se alinha a uma prática comum. A diretora relatou, ainda, que embora tenha lido diversas biografias relacionadas às irmãs Brontë, ela “não limit[ou] [sua] imaginação” no processo de composição de seu filme (O’CONNOR, 2022). A proposta de O’Connor em Emily é dialogar com “mulheres jovens” (O’CONNOR, 2022). O tema do filme, ela declarou, é: “como você encontra sua voz quando não consegue se ver refletido em nenhum lugar?” e “como você, enquanto artista, se conecta com quem realmente é quando quem você realmente é não é realmente apreciado?” (O’CONNOR, 2022). Delineada a proposta da roteirista e diretora, a questão que nos resta é: tendo a obra, aparentemente de forma intencional se distanciado de tanto do que se sabe a respeito da vida de Emily Brontë e de sua família, Emily executa de forma satisfatória a visão de sua autora? Considerando a escolha do apagamento como ponto de partida, parece incongruente que, dentre tantas figuras literárias (e, ainda, a possibilidade mais corajosa de escrever um enredo com base em personagens inteiramente fictícios), O’Connor tenha escolhido Emily Brontë como sua protagonista. Brontë é um caso raro de escritora cuja reputação se manteve consistentemente alta. A relevância de Brontë foi reconhecida pelo estabelecimento literário mesmo nos anos que se seguiram à publicação de O morro dos ventos uivantes. Enquanto a obra de Charlotte Brontë só passou a integrar de fato o “cânone” com a ascensão da crítica feminista na década de 1970, Emily foi uma das únicas três autoras mulheres","PeriodicalId":298026,"journal":{"name":"ITINERÁRIOS – Revista de Literatura","volume":"38 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124945444","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-22DOI: 10.58943/irl.v1i55.17807
M. Fernandes
Entre as publicações lançadas em 2022, para celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna, a editora da UNESP oferece este livro, Oswald de Andrade: arte do centenário e outros escritos, organizado por Gênese Andrade, professora da Faap, que tem no Modernismo Brasileiro e nas vanguardas latino-americanas dois pilares de suas atividades como pesquisadora e tradutora. Organizadora de outros livros, que reúnem textos relevantes para a história da geração modernista, como Oswald de Andrade, Feira das Sextas (Globo, 2004), que reúne textos inéditos do autor, escritos entre maio de 1943 e dezembro de 1945; Modernismos 19222022 (Companhia das Letras, 2022), constituído por 22 ensaios de especialistas sobre a Semana e seus desdobramentos; Correspondência Mário de Andrade & Oswald de Andrade (Edusp; IEB, no prelo), Gênese Andrade também possui uma série de textos muito elucidativos acerca das figuras centrais do Modernismo, como o ensaio “Amizade em mosaico: a correspondência de Oswald e Mário de Andrade”, publicado na revista Teresa (n. 8/9, 2008), no qual discorre acerca da amizade entre os dois líderes do movimento, destacando a relevância de ambos. O ensaio de Gênese Andrade traz contribuição significativa para os estudos do Modernismo e deveria ser lido em conjunto com as coletâneas organizadas por ela, entre as quais a presente coleção de textos de Oswald de Andrade, publicados originalmente no Jornal do Comércio, no Correio Paulistano e na revista Rajadas, além de uma entrevista publicada na Gazeta de Notícias. Os textos compilados são precedidos de dois estudos excelentes. O primeiro, da própria organizadora, que analisa a atuação dos modernistas, especialmente Oswald de Andrade, na imprensa, nos anos que antecederam a Semana, que correspondem ao momento dedicado pelas instituições políticas para a preparação das comemorações em torno do Centenário da Independência. Gênese Andrade situa esse momento entre
出版物之间的2022年,为了庆祝一周年的现代艺术,唱片公司的流动提供了这本书,奥斯瓦尔德安德拉德,艺术啊,其他的作品,由创世纪Andrade老师Faap似的,你在巴西,在拉丁美洲两大支柱的活动作为一个研究人员和翻译。组织其他书籍,收集与现代主义一代历史相关的文本,如Oswald de Andrade, Feira das Sextas (Globo, 2004),收集作者在1943年5月至1945年12月期间未出版的文本;Modernismos 19222022 (Companhia das Letras, 2022),由22篇关于本周及其发展的专家文章组成;mario de Andrade和Oswald de Andrade的通信(Edusp;IEB安德拉德在出版社),《创世纪》也有一系列的文字很清楚关于现代主义的核心人物,如何测试“友谊在马赛克:奥斯瓦尔德的通信和马里奥的Andrade”杂志出版的特蕾莎修女(n。8/9 2008),其中阐述了关于运动的两位领导人之间的友谊,强调两者之间的相关性。《创世纪》的排练Andrade给研究的重大贡献,应该是以现代主义与编译由她组织的,其中这收集的结果,奥斯瓦尔德的文字贸易最初发表在报纸上,杂志在圣保罗和地面,除了采访时发表的新闻公报。在汇编的文本之前有两项优秀的研究。第一个是组织者自己写的,它分析了现代主义者,特别是奥斯瓦尔德·德·安德拉德(Oswald de Andrade)在本周前几年在媒体上的表现,这与政治机构为庆祝独立一百周年所奉献的时间相对应。genese Andrade将这一刻置于两者之间
{"title":"Jornalismo e crítica literária no Modernismo","authors":"M. Fernandes","doi":"10.58943/irl.v1i55.17807","DOIUrl":"https://doi.org/10.58943/irl.v1i55.17807","url":null,"abstract":"Entre as publicações lançadas em 2022, para celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna, a editora da UNESP oferece este livro, Oswald de Andrade: arte do centenário e outros escritos, organizado por Gênese Andrade, professora da Faap, que tem no Modernismo Brasileiro e nas vanguardas latino-americanas dois pilares de suas atividades como pesquisadora e tradutora. Organizadora de outros livros, que reúnem textos relevantes para a história da geração modernista, como Oswald de Andrade, Feira das Sextas (Globo, 2004), que reúne textos inéditos do autor, escritos entre maio de 1943 e dezembro de 1945; Modernismos 19222022 (Companhia das Letras, 2022), constituído por 22 ensaios de especialistas sobre a Semana e seus desdobramentos; Correspondência Mário de Andrade & Oswald de Andrade (Edusp; IEB, no prelo), Gênese Andrade também possui uma série de textos muito elucidativos acerca das figuras centrais do Modernismo, como o ensaio “Amizade em mosaico: a correspondência de Oswald e Mário de Andrade”, publicado na revista Teresa (n. 8/9, 2008), no qual discorre acerca da amizade entre os dois líderes do movimento, destacando a relevância de ambos. O ensaio de Gênese Andrade traz contribuição significativa para os estudos do Modernismo e deveria ser lido em conjunto com as coletâneas organizadas por ela, entre as quais a presente coleção de textos de Oswald de Andrade, publicados originalmente no Jornal do Comércio, no Correio Paulistano e na revista Rajadas, além de uma entrevista publicada na Gazeta de Notícias. Os textos compilados são precedidos de dois estudos excelentes. O primeiro, da própria organizadora, que analisa a atuação dos modernistas, especialmente Oswald de Andrade, na imprensa, nos anos que antecederam a Semana, que correspondem ao momento dedicado pelas instituições políticas para a preparação das comemorações em torno do Centenário da Independência. Gênese Andrade situa esse momento entre","PeriodicalId":298026,"journal":{"name":"ITINERÁRIOS – Revista de Literatura","volume":"190 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116516226","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-22DOI: 10.58943/irl.v1i55.16408
Priscilla Cláudia Pavan de Freitas
O presente artigo analisa os discursos feministas que são construídos a partir dos enunciados sobre as mulheres muçulmanas do convívio familiar de Fatima Mernissi. Estes são revelados por intermédio de um discurso constituinte, isto é, discurso de origem, que, neste caso, é uma obra literária de cunho autobiográfico, escrita pela própria protagonista Fatima, a qual narra as suas memórias de infância e os diálogos com as mulheres com quem conviveu em dois haréns (um em Fez e outro em uma fazenda familiar). Os discursos analisados evidenciam mulheres que almejam transgredir fronteiras dentro de suas próprias circunstâncias sociais por meio de diferentes agências (sujeitos agentes). Entende-se por “agências” a “capacidade de cada pessoa de realizar seus interesses individuais, em oposição ao peso do costume” (MAHMOOD, 2019). Logo, o artigo permite refletir sobre a condição das mulheres muçulmanas marroquinas e sobre seus diferentes objetivos liberatórios e, assim, compreender de que forma a desigualdade de gênero pode aparecer em uma sociedade na qual se perpetuam valores patriarcais em detrimento da igualdade proposta nos pilares da fé e da prática islâmicas.
{"title":"discursos feministas das mulheres muçulmanas nos haréns de Fatima Mernissi","authors":"Priscilla Cláudia Pavan de Freitas","doi":"10.58943/irl.v1i55.16408","DOIUrl":"https://doi.org/10.58943/irl.v1i55.16408","url":null,"abstract":"O presente artigo analisa os discursos feministas que são construídos a partir dos enunciados sobre as mulheres muçulmanas do convívio familiar de Fatima Mernissi. Estes são revelados por intermédio de um discurso constituinte, isto é, discurso de origem, que, neste caso, é uma obra literária de cunho autobiográfico, escrita pela própria protagonista Fatima, a qual narra as suas memórias de infância e os diálogos com as mulheres com quem conviveu em dois haréns (um em Fez e outro em uma fazenda familiar). Os discursos analisados evidenciam mulheres que almejam transgredir fronteiras dentro de suas próprias circunstâncias sociais por meio de diferentes agências (sujeitos agentes). Entende-se por “agências” a “capacidade de cada pessoa de realizar seus interesses individuais, em oposição ao peso do costume” (MAHMOOD, 2019). Logo, o artigo permite refletir sobre a condição das mulheres muçulmanas marroquinas e sobre seus diferentes objetivos liberatórios e, assim, compreender de que forma a desigualdade de gênero pode aparecer em uma sociedade na qual se perpetuam valores patriarcais em detrimento da igualdade proposta nos pilares da fé e da prática islâmicas.","PeriodicalId":298026,"journal":{"name":"ITINERÁRIOS – Revista de Literatura","volume":"18 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130936105","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-22DOI: 10.58943/irl.v1i55.17775
Maria A. de Oliveira
{"title":"Interview featuring Dr. Vana Neverow – Southern Connecticut State University, USA","authors":"Maria A. de Oliveira","doi":"10.58943/irl.v1i55.17775","DOIUrl":"https://doi.org/10.58943/irl.v1i55.17775","url":null,"abstract":"","PeriodicalId":298026,"journal":{"name":"ITINERÁRIOS – Revista de Literatura","volume":"213 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121718982","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-22DOI: 10.58943/irl.v1i55.16583
N. Nogueira
Este estudo se baseia no levantamento do estado da arte em 20 teses e dissertações onde os ensaios de Virginia Woolf são considerados uma possibilidade teórica para a análise literária de autoria feminina no Brasil. Tem como fonte de consulta o catálogo on-line disponível no site da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). São trabalhos produzidos em Programas de Pós-graduação em Letras e Educação, avaliados pela Capes, em universidades de todo o país de 2014 a 2019. A maioria desses textos menciona Woolf como teórica da crítica feminista para a apreciação da narrativa e da poesia de autoras contemporâneas. Os ensaios mais citados são Um quarto só seu, de 1929, e Profissões para mulheres, de 1931. Críticas feministas mais recentes, como Elaine Showalter, Sandra Gilbert, Susan Gubar e Hélène Cixous, raramente aparecem nessas pesquisas, pois há poucas traduções de seus textos tendo, portanto, acesso mais restrito à leitura no idioma original. Este artigo tem como objetivo verificar a relevância dos ensaios de Virginia Woolf para o estudo, no Brasil, da literatura de autoria feminina, ao mesmo tempo em que esses tendem a diminuir as distâncias temporais e culturais entre o pensamento da escritora e as obras literárias estudadas.
{"title":"crítica feminista na Pós-graduação brasileira e os ensaios de Virginia Woolf","authors":"N. Nogueira","doi":"10.58943/irl.v1i55.16583","DOIUrl":"https://doi.org/10.58943/irl.v1i55.16583","url":null,"abstract":"Este estudo se baseia no levantamento do estado da arte em 20 teses e dissertações onde os ensaios de Virginia Woolf são considerados uma possibilidade teórica para a análise literária de autoria feminina no Brasil. Tem como fonte de consulta o catálogo on-line disponível no site da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). São trabalhos produzidos em Programas de Pós-graduação em Letras e Educação, avaliados pela Capes, em universidades de todo o país de 2014 a 2019. A maioria desses textos menciona Woolf como teórica da crítica feminista para a apreciação da narrativa e da poesia de autoras contemporâneas. Os ensaios mais citados são Um quarto só seu, de 1929, e Profissões para mulheres, de 1931. Críticas feministas mais recentes, como Elaine Showalter, Sandra Gilbert, Susan Gubar e Hélène Cixous, raramente aparecem nessas pesquisas, pois há poucas traduções de seus textos tendo, portanto, acesso mais restrito à leitura no idioma original. Este artigo tem como objetivo verificar a relevância dos ensaios de Virginia Woolf para o estudo, no Brasil, da literatura de autoria feminina, ao mesmo tempo em que esses tendem a diminuir as distâncias temporais e culturais entre o pensamento da escritora e as obras literárias estudadas.","PeriodicalId":298026,"journal":{"name":"ITINERÁRIOS – Revista de Literatura","volume":"17 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-22","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127693326","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}