Pub Date : 2023-03-27DOI: 10.55028/cesc.v2i28.18299
Nathalia Flores Soares, E. Nolasco
Este ensaio se delineia a partir da fronteira-sul, meu biolócus geoistórico e epistemológico e propõe estabelecer uma teorização outra crivada à luz da noção de desprendimento a partir da obra A descoberta do mundo (1992) de Clarice Lispector. Desse modo, minha discussão se assenta na crítica biográfica fronteiriça como forma de melhor teorizar acerca do lugar em que estão alocadas minhas sensibilidades locais. Na esteira dessas afirmações, este ensaio propõe teorizar acerca da figura de Clarice Lispector enquanto cronista, de modo que seus escritos re-descobrem a exterioridade biogeográfica do Brasil no bojo da discussão angariada na obra supracitada. Como proposto pelo texto-epígrafe, ensejo des-crever minha história local, bem como, a história do Brasil pelos olhos de Clarice Lispector na condição de cronista expectadora do mundo.
{"title":"DA DES-ENCOBERTA AO HABITAR A FRONTEIRA:","authors":"Nathalia Flores Soares, E. Nolasco","doi":"10.55028/cesc.v2i28.18299","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/cesc.v2i28.18299","url":null,"abstract":"Este ensaio se delineia a partir da fronteira-sul, meu biolócus geoistórico e epistemológico e propõe estabelecer uma teorização outra crivada à luz da noção de desprendimento a partir da obra A descoberta do mundo (1992) de Clarice Lispector. Desse modo, minha discussão se assenta na crítica biográfica fronteiriça como forma de melhor teorizar acerca do lugar em que estão alocadas minhas sensibilidades locais. Na esteira dessas afirmações, este ensaio propõe teorizar acerca da figura de Clarice Lispector enquanto cronista, de modo que seus escritos re-descobrem a exterioridade biogeográfica do Brasil no bojo da discussão angariada na obra supracitada. Como proposto pelo texto-epígrafe, ensejo des-crever minha história local, bem como, a história do Brasil pelos olhos de Clarice Lispector na condição de cronista expectadora do mundo.","PeriodicalId":404404,"journal":{"name":"CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS","volume":"35 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"126772880","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-27DOI: 10.55028/cesc.v2i28.18297
Marcos Antônio Bessa-Oliveira
Este trabalho é um misto de discussões: 1) um debate crítico considerando como ponto de partida parte da ementa de um evento que participei em 2013: o colóquio temático “Outras linguagens geográficas”, para o qual fui convidado a participar como expositor (nos eventos XXI Encontro Sul-Mato-Grossense de Geógrafos / V Encontro Regional de Geografia na Universidade Federal da Grande Dourados – em conjunto com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e com a Associação dos Geógrafos Brasileiros (Seção Dourados) –, com o tema “O chão é um ensino”: teorias e voos da criação), que indicava que a minha reflexão crítica sobre “linguagem pictórica” é entendida como “estudos e pesquisas sobre as possibilidades de produção do conhecimento geográfico a partir de linguagens consideradas “não científicas” [...]”. Avaliando essa hipótese, não vou propor pensar a produção artístico-plástica de Mato Grosso do Sul como ciência, mas a “linguagem pictórica” local (tanto na teoria, quanto nas práticas artística e pedagógica) como outra episteme crítica: “paisagens biogeocorpográficas visuais” para entender o local. Quero dizer com isso que alguns aspectos já consagrados na cultura artística sul-mato-grossense serão fundamentais para a reflexão: a) (re)visão da inscrição da produção artística sul-mato-grossense num lugar geoistórico particular; b) o Estado como lócus cultural geográfico específico – de fronteiras internacionais; limites nacionais; “multiplicidade” cultural; transitoriedade de sujeitos e identidades culturais; abundância de produções artísticas e “artistas” locais; o Estado-nação como o maior patrocinador cultural etc -; c) a história da História da Arte como a única leitura crítica das produções locais; e d) alguns artistas como propositores biogeovisuais com suas especificidades corpográficas das paisagens locais. 2) quero evidenciar que este texto antes apresentado/publicado (2013) já era o início de uma discussão e constituição da episteme biogeocorpográfica fronteiriça como tenho evidenciado nos últimos anos. Pois, amparado na crítica biogeográfica fronteiriça, como pensamento descolonial e em teóricos de outras “ciências” das humanidades é que posso falar em estética outra epistêmica para pensar as produções culturais locais por fora de conceitos, histórias e formulações crítico-discursivas globais.
{"title":"PAISAGENS biogeocorpográficas Visuais","authors":"Marcos Antônio Bessa-Oliveira","doi":"10.55028/cesc.v2i28.18297","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/cesc.v2i28.18297","url":null,"abstract":"Este trabalho é um misto de discussões: 1) um debate crítico considerando como ponto de partida parte da ementa de um evento que participei em 2013: o colóquio temático “Outras linguagens geográficas”, para o qual fui convidado a participar como expositor (nos eventos XXI Encontro Sul-Mato-Grossense de Geógrafos / V Encontro Regional de Geografia na Universidade Federal da Grande Dourados – em conjunto com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e com a Associação dos Geógrafos Brasileiros (Seção Dourados) –, com o tema “O chão é um ensino”: teorias e voos da criação), que indicava que a minha reflexão crítica sobre “linguagem pictórica” é entendida como “estudos e pesquisas sobre as possibilidades de produção do conhecimento geográfico a partir de linguagens consideradas “não científicas” [...]”. Avaliando essa hipótese, não vou propor pensar a produção artístico-plástica de Mato Grosso do Sul como ciência, mas a “linguagem pictórica” local (tanto na teoria, quanto nas práticas artística e pedagógica) como outra episteme crítica: “paisagens biogeocorpográficas visuais” para entender o local. Quero dizer com isso que alguns aspectos já consagrados na cultura artística sul-mato-grossense serão fundamentais para a reflexão: a) (re)visão da inscrição da produção artística sul-mato-grossense num lugar geoistórico particular; b) o Estado como lócus cultural geográfico específico – de fronteiras internacionais; limites nacionais; “multiplicidade” cultural; transitoriedade de sujeitos e identidades culturais; abundância de produções artísticas e “artistas” locais; o Estado-nação como o maior patrocinador cultural etc -; c) a história da História da Arte como a única leitura crítica das produções locais; e d) alguns artistas como propositores biogeovisuais com suas especificidades corpográficas das paisagens locais. 2) quero evidenciar que este texto antes apresentado/publicado (2013) já era o início de uma discussão e constituição da episteme biogeocorpográfica fronteiriça como tenho evidenciado nos últimos anos. Pois, amparado na crítica biogeográfica fronteiriça, como pensamento descolonial e em teóricos de outras “ciências” das humanidades é que posso falar em estética outra epistêmica para pensar as produções culturais locais por fora de conceitos, histórias e formulações crítico-discursivas globais.","PeriodicalId":404404,"journal":{"name":"CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS","volume":"34 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"131501783","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-27DOI: 10.55028/cesc.v2i28.18296
Inés Pérez-Wilke
Los principios sobre los que opera el modo de pensar de las y los improvisadores, permiten producir espacios de creación, que cuando son abordados de modo transdisciplinar, logran constituirse en dispositivos de pensamiento común. Esta investigación se nutre de formas de la creación popular, en el marco del trabajo Colectivo Experimental Afrodanza, donde fueron identificados principios de creación que propician la improvisación y recreación en base a estructuras comunes. Luego junto al Grupo de investigación transdisciplinar Semeruco, se reencuentran con sus formas propias en la música jazz, de música experimental urbana, y las formas de uso de la música, el cuerpo y la palabra en rituales de origen indígena. En ese sentido se muestran los elementos fundamentales que han producido resonancias con y entre los lenguajes de las disciplinas y han permitido en dialogo creador con potencia estética, pedagógica, epistémica y política.
{"title":"PENSAMIENTO SENSIBLE:","authors":"Inés Pérez-Wilke","doi":"10.55028/cesc.v2i28.18296","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/cesc.v2i28.18296","url":null,"abstract":"Los principios sobre los que opera el modo de pensar de las y los improvisadores, permiten producir espacios de creación, que cuando son abordados de modo transdisciplinar, logran constituirse en dispositivos de pensamiento común. Esta investigación se nutre de formas de la creación popular, en el marco del trabajo Colectivo Experimental Afrodanza, donde fueron identificados principios de creación que propician la improvisación y recreación en base a estructuras comunes. Luego junto al Grupo de investigación transdisciplinar Semeruco, se reencuentran con sus formas propias en la música jazz, de música experimental urbana, y las formas de uso de la música, el cuerpo y la palabra en rituales de origen indígena. En ese sentido se muestran los elementos fundamentales que han producido resonancias con y entre los lenguajes de las disciplinas y han permitido en dialogo creador con potencia estética, pedagógica, epistémica y política.","PeriodicalId":404404,"journal":{"name":"CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS","volume":"30 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125839835","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-27DOI: 10.55028/cesc.v2i28.18300
V. Pavan, Marcos Antônio Bessa-Oliveira
O texto apresenta reflexões a partir do pensamento descolonial para propor modos outros de entender a Educação e os processos de ensinos e de aprendizagens de sujeitos/as artistas-docentes-pesquisadores/as (BESSA-OLIVEIRA, 2016) que se reconhecem como produtores/as de arte, de cultura e de conhecimento a partir de seus próprios corpos e experivivências (BESSA-OLIVEIRA, 2019) e, com isso, estão disponíveis para mediações desses processos com seus/suas alunos/as, dialogando um fazer com eles/as e não para eles/as. Paulo Freire (2020) defende que o/a educador/a que pensa certo é o/a que tem consciência/decência de que ensina aprendendo e aprende ensinando, dialogando com o pensamento descolonial, já que ambos pensam em caminhos para uma Educação mais humanitária e construída em conjunto. A inscrição do corpo biogeográfico artista-docente-pesquisador da autora e a proposta de Arte-mediação (SANTOS; BESSA-OLIVEIRA, 2021) potencializam essas propostas dialógicas (Educação, Arte, Freire e a Descolonialidade) para os espaços educacionais com cada vez mais sentidos e significados para os/as presentes em/na situAção.
{"title":"(A PARTIR) DE, PARA (COM):","authors":"V. Pavan, Marcos Antônio Bessa-Oliveira","doi":"10.55028/cesc.v2i28.18300","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/cesc.v2i28.18300","url":null,"abstract":"O texto apresenta reflexões a partir do pensamento descolonial para propor modos outros de entender a Educação e os processos de ensinos e de aprendizagens de sujeitos/as artistas-docentes-pesquisadores/as (BESSA-OLIVEIRA, 2016) que se reconhecem como produtores/as de arte, de cultura e de conhecimento a partir de seus próprios corpos e experivivências (BESSA-OLIVEIRA, 2019) e, com isso, estão disponíveis para mediações desses processos com seus/suas alunos/as, dialogando um fazer com eles/as e não para eles/as. Paulo Freire (2020) defende que o/a educador/a que pensa certo é o/a que tem consciência/decência de que ensina aprendendo e aprende ensinando, dialogando com o pensamento descolonial, já que ambos pensam em caminhos para uma Educação mais humanitária e construída em conjunto. A inscrição do corpo biogeográfico artista-docente-pesquisador da autora e a proposta de Arte-mediação (SANTOS; BESSA-OLIVEIRA, 2021) potencializam essas propostas dialógicas (Educação, Arte, Freire e a Descolonialidade) para os espaços educacionais com cada vez mais sentidos e significados para os/as presentes em/na situAção.","PeriodicalId":404404,"journal":{"name":"CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS","volume":"17 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"131684680","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-27DOI: 10.55028/cesc.v2i28.18285
Danielle Palagano da Rocha Mohr, Gabriela Di Donato Salvador Santinho, Marcos Antônio Bessa-Oliveira
O presente texto aborda a educação escolar das comunidades descendentes de quilombos (a educação escolar quilombola), apresentandoo cenário em que se encontra a educação escolar quilombola no Brasil, discorre sobre as políticas públicas educacionais já existentes e as que estão em elaboração tendo como textos de referênciasas Diretrizes Nacionais Curriculares para Educação Quilombola e as Diretrizes Nacionais Operacionais para a garantia da Qualidade das Escolas Quilombolas debatendo contextos para a elaboração de propostas educacionais que visamao fortalecimento e a valorização das comunidades remanescentes de quilombos fazendo um diálogo entre os saberes descoloniale contra colonial trazidos por autores comoEdgar Cézar Nolasco (2010), Walter Mignolo (2008), Marcos Antonio Bessa-Oliveira (2019), Antonio Bispo dos Santos (2015),entre outros. O texto nos remete a uma reflexão diante das necessidadesde desconstrução e reconstrução de conhecimentos, bem como a reafirmação de valores cruciais para a efetivaçãode políticas de Educação Escolar Quilombola, intensificando a urgência de pensar e elaborar um currículo escolar que visa ao fortalecimento da identidade e dos saberes históricos, culturais e religiosos quilombos que traçam a vida na Comunidade Quilombola.
本文探讨了“歌伦波”后裔社区的学校教育(“歌伦波”学校教育),展示了巴西“歌伦波”学校教育的情景,并对其进行了分析阐述了现有的公共教育政策和在与文本的起草referênciasas要求国家课程教育保障和指引国家业务的质量保证学校放逐讨论环境教育发展的建议和升值残余社区赋权visamao于反对殖民知识descoloniale做个对话作者包括edgar cezar Nolasco (2010), Walter Mignolo (2008), Marcos Antonio Bessa-Oliveira (2019), Antonio Bispo dos Santos(2015)等。文本是一个反射的necessidadesde解构和重建价值的知识,一方面efetivaçãode关键,学校教育的政策保障,加强学校课程迫切需要思考和制定一个旨在加强身份的文化、宗教和历史的知识,于我在社区提供生活保障。
{"title":"EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA:","authors":"Danielle Palagano da Rocha Mohr, Gabriela Di Donato Salvador Santinho, Marcos Antônio Bessa-Oliveira","doi":"10.55028/cesc.v2i28.18285","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/cesc.v2i28.18285","url":null,"abstract":"O presente texto aborda a educação escolar das comunidades descendentes de quilombos (a educação escolar quilombola), apresentandoo cenário em que se encontra a educação escolar quilombola no Brasil, discorre sobre as políticas públicas educacionais já existentes e as que estão em elaboração tendo como textos de referênciasas Diretrizes Nacionais Curriculares para Educação Quilombola e as Diretrizes Nacionais Operacionais para a garantia da Qualidade das Escolas Quilombolas debatendo contextos para a elaboração de propostas educacionais que visamao fortalecimento e a valorização das comunidades remanescentes de quilombos fazendo um diálogo entre os saberes descoloniale contra colonial trazidos por autores comoEdgar Cézar Nolasco (2010), Walter Mignolo (2008), Marcos Antonio Bessa-Oliveira (2019), Antonio Bispo dos Santos (2015),entre outros. O texto nos remete a uma reflexão diante das necessidadesde desconstrução e reconstrução de conhecimentos, bem como a reafirmação de valores cruciais para a efetivaçãode políticas de Educação Escolar Quilombola, intensificando a urgência de pensar e elaborar um currículo escolar que visa ao fortalecimento da identidade e dos saberes históricos, culturais e religiosos quilombos que traçam a vida na Comunidade Quilombola.","PeriodicalId":404404,"journal":{"name":"CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS","volume":"22 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114582739","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-27DOI: 10.55028/cesc.v2i28.18298
Marina Maura de Oliveira Noronha, E. Nolasco
Pensar em corpo, a partir de corpo epistêmico fronteiriço, justifica-se refletir acerca de uma epistemologia outra descolonial, diferente dos discursos hegemônicos/modernos, os quais geram cultura e conhecimentos de suas diferenças coloniais. Assim, a proposta basilar deste trabalho, o qual dá-se atravessado pela crítica biográfica fronteiriça (NOLASCO, 2013), recai na importância de discutir o corpo-paisagem biogeográfico com suas práticas epistêmicas culturais, levando-se em conta, sobretudo, uma visada traçada pelo conceito de biogeografias (BESSA-OLIVEIRA, 2016), cujos saberes partem de um lócus geoistórico, no que se refere o lócus de onde penso e erijo meu discurso crítico latino. Para tanto, valho-me dos teóricos, tais como Walter Mignolo (2020), Edgar Nolasco (2013), Bessa-Oliveira (2018) e outros que dialoguem com a epistemologia contemplada.
从边界认识论的身体来思考身体,是对另一种非殖民化认识论的反思,不同于霸权/现代话语,后者产生了其殖民差异的文化和知识。因此这个工作基本的提议,这给越过边境的传记批评(斯,2013),这是在讨论生物地理学-paisagem身体的重要性和他们的文化认知,导致实践目标,最重要的是,一个由biogeografias概念(BESSA橄榄,2016),其从一个位点geoistórico拉,至于我的轨迹和erijo发言批评拉丁语。为此,我使用理论家,如Walter Mignolo (2020), Edgar Nolasco (2013), Bessa-Oliveira(2018)和其他与所考虑的认识论对话的人。
{"title":"CORPO-PAISAGEM BIOGEOGRÁFICO:","authors":"Marina Maura de Oliveira Noronha, E. Nolasco","doi":"10.55028/cesc.v2i28.18298","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/cesc.v2i28.18298","url":null,"abstract":"Pensar em corpo, a partir de corpo epistêmico fronteiriço, justifica-se refletir acerca de uma epistemologia outra descolonial, diferente dos discursos hegemônicos/modernos, os quais geram cultura e conhecimentos de suas diferenças coloniais. Assim, a proposta basilar deste trabalho, o qual dá-se atravessado pela crítica biográfica fronteiriça (NOLASCO, 2013), recai na importância de discutir o corpo-paisagem biogeográfico com suas práticas epistêmicas culturais, levando-se em conta, sobretudo, uma visada traçada pelo conceito de biogeografias (BESSA-OLIVEIRA, 2016), cujos saberes partem de um lócus geoistórico, no que se refere o lócus de onde penso e erijo meu discurso crítico latino. Para tanto, valho-me dos teóricos, tais como Walter Mignolo (2020), Edgar Nolasco (2013), Bessa-Oliveira (2018) e outros que dialoguem com a epistemologia contemplada.","PeriodicalId":404404,"journal":{"name":"CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS","volume":"222 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130538722","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-27DOI: 10.55028/cesc.v2i28.18294
E. Nolasco
A proposta do ensaio, cuja teorização advém da crítica biográfica fronteiriça, procura pontuar que o conceito de corpobiogeografia ganha relevância quando se leva em conta o biolócus dos des-sujeitos envolvidos na vida e na teorização que arrola os respectivos corpos. Para mostrar tal inter-relação, o autor partiu do quase conceito de grafia-de-vida de Silviano Santiago, encontrado no livro Fisiologia da composição (2020), e da expressão “fisiologia dos andariegos”, como se lê em epígrafe aposta do poeta Manoel de Barros. Atrelado a isso o autor priorizou a ideia de “bem-viver” privilegiada pela descolonialidade para reiterar o quanto o conceito de corpobiogeografia está atravessado pelo lugar onde se encontra o corpo de todos os des-sujeitos envolvidos, tanto na vida (no caso, o bugre do texto), quanto na teorização (no caso, o autor do texto). Soma-se a tudo isso o conceito de “biogeografia” apresentado pelo estudioso Marcos Antônio Bessa-Oliveira, como sinaliza a segunda epígrafe do texto.
这篇文章的理论化来自于传记批评的边界,试图指出,当考虑到参与生活的被试的生物学和围绕他们的身体的理论化时,身体生物地理学的概念获得了相关性。为了展示这种相互关系,作者从西尔维亚诺·圣地亚哥(Silviano Santiago)在《作曲生理学》(physiology of composition, 2020)一书中发现的生命拼写的准概念出发,以及诗人马诺埃尔·德·巴罗斯(Manoel de Barros)在《aposta》题词中读到的表达“步行者生理学”。房车里,作者优先考虑所谓的“好生活”特权的descolonialidade重申corpobiogeografia的概念是如何穿过的地方是身体的所有-sujeitos这辈子,(在这种情况下,有关的bugre文字),理论(在这种情况下,作者的文本)。除此之外,还有学者马科斯antonio贝萨-奥利维拉提出的“生物地理学”概念,正如文本的第二个标题所示。
{"title":"CORPOBIOGEOGRAFIAS de um Bugre","authors":"E. Nolasco","doi":"10.55028/cesc.v2i28.18294","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/cesc.v2i28.18294","url":null,"abstract":"A proposta do ensaio, cuja teorização advém da crítica biográfica fronteiriça, procura pontuar que o conceito de corpobiogeografia ganha relevância quando se leva em conta o biolócus dos des-sujeitos envolvidos na vida e na teorização que arrola os respectivos corpos. Para mostrar tal inter-relação, o autor partiu do quase conceito de grafia-de-vida de Silviano Santiago, encontrado no livro Fisiologia da composição (2020), e da expressão “fisiologia dos andariegos”, como se lê em epígrafe aposta do poeta Manoel de Barros. Atrelado a isso o autor priorizou a ideia de “bem-viver” privilegiada pela descolonialidade para reiterar o quanto o conceito de corpobiogeografia está atravessado pelo lugar onde se encontra o corpo de todos os des-sujeitos envolvidos, tanto na vida (no caso, o bugre do texto), quanto na teorização (no caso, o autor do texto). Soma-se a tudo isso o conceito de “biogeografia” apresentado pelo estudioso Marcos Antônio Bessa-Oliveira, como sinaliza a segunda epígrafe do texto.","PeriodicalId":404404,"journal":{"name":"CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS","volume":"10 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133166727","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-27DOI: 10.55028/cesc.v2i28.18301
Marina Maura de Oliveira Noronha
Este estudo propõe uma leitura crítica a partir da obra Arte-mediação: uma proposta outra para pensar Mediação “Cultural” (2021) no ensino de Arte. A obra mediada, ou seja, construída pelos autores Kelly Queiroz e por Marcos Bessa-Oliveira emerge do princípio como uma significativa reflexão, considerando que ao pensar - Mediação e Cultural como bem conclamou Bessa-Oliveira no prefácio da obra intitulado Mediação – ArteMediAção, AçãoMediaArte – Cultural, configura-se na abertura para o entendimento a partir das três palavras imbricada na titulação – Arte, Mediar e Ação essa formulação caminha junto com o conceito de (re)verificação a partir da obra, para o entendimento da pergunta cabal, “em que sentido faz-se mediação cultural?”2. No bojo da mediação cultural, os autores buscaram-se uma Arte-mediação como proposta pedagógica que se dá no ensino de Arte entre estudante, professores, conteúdo e contexto escolar, e ainda como desdobramento crítico dessa reflexão, mediado pela prática, aproximações entre o estudante e os artistas com suas respectivas produções.
{"title":"CORPO ARTE-MEDIAÇÃO “CULTURAL”:","authors":"Marina Maura de Oliveira Noronha","doi":"10.55028/cesc.v2i28.18301","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/cesc.v2i28.18301","url":null,"abstract":"Este estudo propõe uma leitura crítica a partir da obra Arte-mediação: uma proposta outra para pensar Mediação “Cultural” (2021) no ensino de Arte. A obra mediada, ou seja, construída pelos autores Kelly Queiroz e por Marcos Bessa-Oliveira emerge do princípio como uma significativa reflexão, considerando que ao pensar - Mediação e Cultural como bem conclamou Bessa-Oliveira no prefácio da obra intitulado Mediação – ArteMediAção, AçãoMediaArte – Cultural, configura-se na abertura para o entendimento a partir das três palavras imbricada na titulação – Arte, Mediar e Ação essa formulação caminha junto com o conceito de (re)verificação a partir da obra, para o entendimento da pergunta cabal, “em que sentido faz-se mediação cultural?”2. No bojo da mediação cultural, os autores buscaram-se uma Arte-mediação como proposta pedagógica que se dá no ensino de Arte entre estudante, professores, conteúdo e contexto escolar, e ainda como desdobramento crítico dessa reflexão, mediado pela prática, aproximações entre o estudante e os artistas com suas respectivas produções.","PeriodicalId":404404,"journal":{"name":"CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS","volume":"2 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129806983","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-16DOI: 10.55028/cesc.v1i27.18223
Carlos Igor de Oliveira
O presente texto explora, por meio do lastro teórico da descolonização e estudos fronteiriços um outro modo de pensar as identidades. As identidades são marcadas por um pensar essencialista que aprisiona o sujeito em um modo de ser na cultura. Neste âmbito é que o objetivo deste trabalho versa explorar como temos pensado as identidades nas fronteiras latinas, assim como, desteorizar o pensamento eurocêntrico que ainda ronda um fazer e ser dos latinos. Se o discurso operante é que as latinidades são produtos de um eurocentrismo, faz-se urgente pensar que as diferenças são movimentos nas trincheiras das fronteiras, conduzindo os sujeitos para um re-pensar as suas identidades, questão essa na lógica das fronteiras possibilita um anseio de teorizar no viés das identilasticidades. O referencial teórico se calca nos estudos de textos e obras de pensadores, como: Edgar Cézar Nolasco, Stuart Hall, Pirre Bourdieu, Marisa Vorraber e Veiga-Neto.
{"title":"DA (DES)TEORIZAÇÃO DO PENSAR AS IDENTIDADES","authors":"Carlos Igor de Oliveira","doi":"10.55028/cesc.v1i27.18223","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/cesc.v1i27.18223","url":null,"abstract":"O presente texto explora, por meio do lastro teórico da descolonização e estudos fronteiriços um outro modo de pensar as identidades. As identidades são marcadas por um pensar essencialista que aprisiona o sujeito em um modo de ser na cultura. Neste âmbito é que o objetivo deste trabalho versa explorar como temos pensado as identidades nas fronteiras latinas, assim como, desteorizar o pensamento eurocêntrico que ainda ronda um fazer e ser dos latinos. Se o discurso operante é que as latinidades são produtos de um eurocentrismo, faz-se urgente pensar que as diferenças são movimentos nas trincheiras das fronteiras, conduzindo os sujeitos para um re-pensar as suas identidades, questão essa na lógica das fronteiras possibilita um anseio de teorizar no viés das identilasticidades. O referencial teórico se calca nos estudos de textos e obras de pensadores, como: Edgar Cézar Nolasco, Stuart Hall, Pirre Bourdieu, Marisa Vorraber e Veiga-Neto.","PeriodicalId":404404,"journal":{"name":"CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS","volume":"2 3","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"113931937","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-03-16DOI: 10.55028/cesc.v1i27.18225
F. Vale
O presente artigo oferta atualizações educacionais pelo clivo consciente da teorização descolonial. Imbricado nessa esteira apreciativa, arrolo as sugestivas contemporâneas que emergem do meu lócus de enunciação enquanto docente, escritor e pesquisador. A disparidade dos métodos educacionais no Brasil – e restante da América Latina – corroboram para a reflexão crítica dos pontos de partida que temos elegido. Nesse ínterim, quando relacionamos a teorização descolonial que escanteia e se distancia das práticas pedagógicas tradicionais, convalidamos a coerência investigativa, logo, epistemológica, para refletir que os receituários das estantes educacionais não têm sido tão valorados por não darem conta das demandas hodiernas. Concatenado a essa perspectiva, a metacognição delineia nesse corpo partícipe, por melhor dizer, daquele que teoriza e leciona, a consciência do que se produzir, lecionar e o porquê de se produzir e ensinar em uma contrapartida dos horizontes fossilizados da educação que oprimem e nada auxiliam no compasso célere da contemporaneidade. Nesse viés epistêmico, o debate arrolado para este artigo circunscreve a importância desse talante e suscita o (des)pensar educacional em que a teorização descolonial sobre justifica as aplicáveis práticas como as metodologias ativas ancorando a atuação dos compartes como desenvolvedores versáteis para a correspondência educacional nos diversos níveis da educação contemporânea. Este artigo, portanto, busca mensurar a volumetria de práticas e conteúdos que avolumam os corredores infinitos da educação e que não correspondem, anterior aos métodos, à consciência, portanto, a metacognição fundamenta e passa a prelecionar as rupturas que nos permite transitar com lucidez por meio da bio-criticidade, promovendo um consciente (des)britanizar, escanteando pedagogias e andragogias (des)percebidas pela arquivivência na emerge resposta educacional às demandas latentes.
{"title":"EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA NA AMÉRICA LATINA","authors":"F. Vale","doi":"10.55028/cesc.v1i27.18225","DOIUrl":"https://doi.org/10.55028/cesc.v1i27.18225","url":null,"abstract":"O presente artigo oferta atualizações educacionais pelo clivo consciente da teorização descolonial. Imbricado nessa esteira apreciativa, arrolo as sugestivas contemporâneas que emergem do meu lócus de enunciação enquanto docente, escritor e pesquisador. A disparidade dos métodos educacionais no Brasil – e restante da América Latina – corroboram para a reflexão crítica dos pontos de partida que temos elegido. Nesse ínterim, quando relacionamos a teorização descolonial que escanteia e se distancia das práticas pedagógicas tradicionais, convalidamos a coerência investigativa, logo, epistemológica, para refletir que os receituários das estantes educacionais não têm sido tão valorados por não darem conta das demandas hodiernas. Concatenado a essa perspectiva, a metacognição delineia nesse corpo partícipe, por melhor dizer, daquele que teoriza e leciona, a consciência do que se produzir, lecionar e o porquê de se produzir e ensinar em uma contrapartida dos horizontes fossilizados da educação que oprimem e nada auxiliam no compasso célere da contemporaneidade. Nesse viés epistêmico, o debate arrolado para este artigo circunscreve a importância desse talante e suscita o (des)pensar educacional em que a teorização descolonial sobre justifica as aplicáveis práticas como as metodologias ativas ancorando a atuação dos compartes como desenvolvedores versáteis para a correspondência educacional nos diversos níveis da educação contemporânea. Este artigo, portanto, busca mensurar a volumetria de práticas e conteúdos que avolumam os corredores infinitos da educação e que não correspondem, anterior aos métodos, à consciência, portanto, a metacognição fundamenta e passa a prelecionar as rupturas que nos permite transitar com lucidez por meio da bio-criticidade, promovendo um consciente (des)britanizar, escanteando pedagogias e andragogias (des)percebidas pela arquivivência na emerge resposta educacional às demandas latentes.","PeriodicalId":404404,"journal":{"name":"CADERNOS DE ESTUDOS CULTURAIS","volume":"4 5 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-16","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115674546","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}