Enquadramento: a existência de quedas na pessoa idosa pode resultar em lesões, nomeadamente, na fratura proximal do fémur (FPF), o que conduz a uma intervenção cirúrgica. A maioria dos idosos, no período pós-operatório, evidencia um compromisso na realização das atividades de vida diária, o que requer a intervenção de um familiar cuidador (FC). Objetivos: conhecer de que modo os enfermeiros identificam os FC do idoso com FPF; analisar a perceção dos enfermeiros sobre a avaliação do potencial dos FC para cuidar; identificar o processo de preparação do FC para o regresso a casa. Metodologia: estudo exploratório de natureza qualitativa através de entrevistas semiestruturadas a 21 enfermeiros de um serviço de Ortopedia de um hospital de Portugal. Utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin, para analisar os dados obtidos. Resultados: relativamente à forma como os enfermeiros identificam o FC, a categoria mais prevalente foi “Idoso” (62%). Quanto à avaliação do potencial do FC para cuidar, as categorias com maior destaque foram a “Informal” (38%) e a “Inexistente” (33%). No domínio do processo de preparação do FC, emergiu a categoria “Ensino”. Conclusão: os resultados obtidos justificam a necessidade da existência de programas de enfermagem de apoio aos FC de idosos com FPF.
{"title":"Preparação do familiar cuidador da pessoa idosa com fratura proximal do fémur","authors":"Rita Oliveira, Margarida Abreu, Laura Reis","doi":"10.37914/riis.v6i1.269","DOIUrl":"https://doi.org/10.37914/riis.v6i1.269","url":null,"abstract":"Enquadramento: a existência de quedas na pessoa idosa pode resultar em lesões, nomeadamente, na fratura proximal do fémur (FPF), o que conduz a uma intervenção cirúrgica. A maioria dos idosos, no período pós-operatório, evidencia um compromisso na realização das atividades de vida diária, o que requer a intervenção de um familiar cuidador (FC). Objetivos: conhecer de que modo os enfermeiros identificam os FC do idoso com FPF; analisar a perceção dos enfermeiros sobre a avaliação do potencial dos FC para cuidar; identificar o processo de preparação do FC para o regresso a casa. Metodologia: estudo exploratório de natureza qualitativa através de entrevistas semiestruturadas a 21 enfermeiros de um serviço de Ortopedia de um hospital de Portugal. Utilizou-se a análise de conteúdo de Bardin, para analisar os dados obtidos. Resultados: relativamente à forma como os enfermeiros identificam o FC, a categoria mais prevalente foi “Idoso” (62%). Quanto à avaliação do potencial do FC para cuidar, as categorias com maior destaque foram a “Informal” (38%) e a “Inexistente” (33%). No domínio do processo de preparação do FC, emergiu a categoria “Ensino”. Conclusão: os resultados obtidos justificam a necessidade da existência de programas de enfermagem de apoio aos FC de idosos com FPF.","PeriodicalId":270263,"journal":{"name":"Revista de Investigação & Inovação em Saúde","volume":"25 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114346911","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Enquadramento: a COVID-19 é uma doença infeciosa que pela sua alta transmissibilidade, rapidamente se tornou pandémica. Os profissionais de saúde, em especial os enfermeiros, têm maior risco de exposição pois encontram-se na frente de combate a esta pandemia. Objetivos: o estudo tem como objetivo explorar os conhecimentos, as atitudes, a perceção de risco e a perceção de proteção dos enfermeiros face à COVID-19, e possíveis associações entre estas variáveis. Metodologia: estudo descritivo, correlacional e transversal, baseado na aplicação de um questionário a uma amostra de 111 enfermeiros. Resultados: os resultados demonstraram um conhecimento satisfatório, média de respostas corretas de 68,8%; atitudes maioritariamente positivas, com um valor médio de 4,2 para um score total de 5; perceção de risco moderada com um valor médio de 5 para um score total de 10; perceção de proteção em função do equipamento de proteção individual moderada (M=2,5) e perceção de proteção em função do espaço físico também moderada (M=2,6) ambas para um score total de 5. Verificou-se uma associação entre o nível de conhecimento e atitudes mais positivas. Conclusão: estes resultados podem contribuir para identificar fatores que influenciam a prática dos enfermeiros, melhorando a qualidade da prestação de cuidados.
{"title":"Os Enfermeiros face à COVID-19: conhecimentos, atitudes e perceção de risco","authors":"C. Martins, Lígia Lima, Celeste Bastos","doi":"10.37914/riis.v6i1.243","DOIUrl":"https://doi.org/10.37914/riis.v6i1.243","url":null,"abstract":"Enquadramento: a COVID-19 é uma doença infeciosa que pela sua alta transmissibilidade, rapidamente se tornou pandémica. Os profissionais de saúde, em especial os enfermeiros, têm maior risco de exposição pois encontram-se na frente de combate a esta pandemia. Objetivos: o estudo tem como objetivo explorar os conhecimentos, as atitudes, a perceção de risco e a perceção de proteção dos enfermeiros face à COVID-19, e possíveis associações entre estas variáveis. Metodologia: estudo descritivo, correlacional e transversal, baseado na aplicação de um questionário a uma amostra de 111 enfermeiros. Resultados: os resultados demonstraram um conhecimento satisfatório, média de respostas corretas de 68,8%; atitudes maioritariamente positivas, com um valor médio de 4,2 para um score total de 5; perceção de risco moderada com um valor médio de 5 para um score total de 10; perceção de proteção em função do equipamento de proteção individual moderada (M=2,5) e perceção de proteção em função do espaço físico também moderada (M=2,6) ambas para um score total de 5. Verificou-se uma associação entre o nível de conhecimento e atitudes mais positivas. Conclusão: estes resultados podem contribuir para identificar fatores que influenciam a prática dos enfermeiros, melhorando a qualidade da prestação de cuidados.","PeriodicalId":270263,"journal":{"name":"Revista de Investigação & Inovação em Saúde","volume":"2 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"132336262","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Diana Tavares Costa Ponte, Cláudia Sofia Senra Tavares, Pedro Miguel Moniz Alves, Paula Alexandra Quesado, Antonio Ferreira, Ana Quesado
Enquadramento: As atitudes estigmatizantes dos estudantes de enfermagem perante a pessoa com doença mental podem influenciar as suas aprendizagens e o desenvolvimento de competências, comprometendo a prestação de cuidados como futuros enfermeiros. Objetivos: Conhecer as atitudes dos estudantes de enfermagem perante a pessoa com doença mental e verificar a correlação existente entre a frequência às unidades curriculares de Saúde Mental e Psiquiatria e as suas atitudes perante a pessoa com doença mental. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo-correlacional. Amostra de conveniência com 47 estudantes do curso de licenciatura em enfermagem de uma Instituição de Ensino Superior da região norte de Portugal. Dados colhidos através de questionário on-line, constituído pelo Attribution Questionaire (AQ-27) (Sousa et al., 2008). Recorreu-se à análise estatística descritiva e inferencial, através do Statistical Package for the Social Sciences (versão 26). Resultados: Verificou-se a presença de estigma moderado. Observaram-se diferenças estatisticamente significativas entre o semestre do curso sobre as categorias Irritação [X2 (3) =14,416; P=0,002], Perigosidade [X2 (3) =11,650; P=0,009] e Medo [X2 (3) =12,523; P=0,006] e Pena [F (3,43) = 5,471; P=0,003]. Conclusão: O ensino teórico e prático revelou diminuição de atitudes estigmatizantes, bem como a experiência prévia em Saúde Mental. A familiaridade apenas influenciou a categoria Irritação.
{"title":"Atitudes dos Estudantes de Enfermagem Perante a Pessoa com Doença Mental","authors":"Diana Tavares Costa Ponte, Cláudia Sofia Senra Tavares, Pedro Miguel Moniz Alves, Paula Alexandra Quesado, Antonio Ferreira, Ana Quesado","doi":"10.37914/riis.v6i1.227","DOIUrl":"https://doi.org/10.37914/riis.v6i1.227","url":null,"abstract":"Enquadramento: As atitudes estigmatizantes dos estudantes de enfermagem perante a pessoa com doença mental podem influenciar as suas aprendizagens e o desenvolvimento de competências, comprometendo a prestação de cuidados como futuros enfermeiros. Objetivos: Conhecer as atitudes dos estudantes de enfermagem perante a pessoa com doença mental e verificar a correlação existente entre a frequência às unidades curriculares de Saúde Mental e Psiquiatria e as suas atitudes perante a pessoa com doença mental. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo-correlacional. Amostra de conveniência com 47 estudantes do curso de licenciatura em enfermagem de uma Instituição de Ensino Superior da região norte de Portugal. Dados colhidos através de questionário on-line, constituído pelo Attribution Questionaire (AQ-27) (Sousa et al., 2008). Recorreu-se à análise estatística descritiva e inferencial, através do Statistical Package for the Social Sciences (versão 26). Resultados: Verificou-se a presença de estigma moderado. Observaram-se diferenças estatisticamente significativas entre o semestre do curso sobre as categorias Irritação [X2 (3) =14,416; P=0,002], Perigosidade [X2 (3) =11,650; P=0,009] e Medo [X2 (3) =12,523; P=0,006] e Pena [F (3,43) = 5,471; P=0,003]. Conclusão: O ensino teórico e prático revelou diminuição de atitudes estigmatizantes, bem como a experiência prévia em Saúde Mental. A familiaridade apenas influenciou a categoria Irritação.","PeriodicalId":270263,"journal":{"name":"Revista de Investigação & Inovação em Saúde","volume":"23 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121571586","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Luis Gaspar, Neuza Reis, Paula Sousa, Abel Paiva e Silva, Natália Machado, Filipe Pereira
Enquadramento: a partilha de dados da prática clínica é crucial para apoiar o processo de tomada de decisão, Em Portugal a CIPE é utilizada para documentar os cuidados de enfermagem sendo necessária a uniformização deste processo de forma a evitar redundância de informação. Objetivos: (1) identificar diagnósticos e intervenções utilizados por enfermeiros portugueses relacionados com o Processo Respiratório, (2) sugerir sintaxes unificadas de diagnósticos e intervenções. Metodologia: estudo qualitativo com análise de conteúdo análise de conteúdo. A amostra incluiu dados referentes à documentação eletrónica customizada no sistema público de informação de enfermagem até 2019. Resultados: da amostra inicial de 1502 diagnósticos emergiram 28 e de 2060 intervenções surgiram 73 como os mais relevantes. Os principais achados foram: duas áreas de atenção de enfermagem, uma relacionada com função respiratória e outra com habilidades de aprendizagem do cliente, diversidade de diagnósticos e intervenções para expressarem as mesmas necessidades decorrentes de equívocos taxonómicos e de falta de linguagem padronizada. Conclusão: os diagnósticos e intervenções de enfermagem possuem duas dimensões que representam a complexidade do cuidado de enfermagem. O uso de linguagem padronizada não impede a redundância de informações resultando em diagnósticos e intervenções diferentes para expressar as mesmas necessidades.
{"title":"Análise de conteúdo à parametrização portuguesa relacionada com o Processo Respiratório","authors":"Luis Gaspar, Neuza Reis, Paula Sousa, Abel Paiva e Silva, Natália Machado, Filipe Pereira","doi":"10.37914/riis.v6i1.286","DOIUrl":"https://doi.org/10.37914/riis.v6i1.286","url":null,"abstract":"\u0000Enquadramento: a partilha de dados da prática clínica é crucial para apoiar o processo de tomada de decisão, Em Portugal a CIPE é utilizada para documentar os cuidados de enfermagem sendo necessária a uniformização deste processo de forma a evitar redundância de informação. Objetivos: (1) identificar diagnósticos e intervenções utilizados por enfermeiros portugueses relacionados com o Processo Respiratório, (2) sugerir sintaxes unificadas de diagnósticos e intervenções. Metodologia: estudo qualitativo com análise de conteúdo análise de conteúdo. A amostra incluiu dados referentes à documentação eletrónica customizada no sistema público de informação de enfermagem até 2019. Resultados: da amostra inicial de 1502 diagnósticos emergiram 28 e de 2060 intervenções surgiram 73 como os mais relevantes. Os principais achados foram: duas áreas de atenção de enfermagem, uma relacionada com função respiratória e outra com habilidades de aprendizagem do cliente, diversidade de diagnósticos e intervenções para expressarem as mesmas necessidades decorrentes de equívocos taxonómicos e de falta de linguagem padronizada. Conclusão: os diagnósticos e intervenções de enfermagem possuem duas dimensões que representam a complexidade do cuidado de enfermagem. O uso de linguagem padronizada não impede a redundância de informações resultando em diagnósticos e intervenções diferentes para expressar as mesmas necessidades.\u0000","PeriodicalId":270263,"journal":{"name":"Revista de Investigação & Inovação em Saúde","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-03-30","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"114694389","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Enquadramento: comunicar assertivamente apresenta-se como uma habilidade social. É indispensável à prática de enfermagem, nomeadamente de saúde familiar, para assegurar o sucesso das relações com utentes, famílias e equipa. Objetivos: analisar a relação entre as características sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros das Unidades de Saúde Familiar de um ACeS da região norte de Portugal e a adoção de comportamentos assertivos. Metodologia: quantitativa, do tipo transversal descritivo-correlacional. Amostra constituída por 66 enfermeiros. Dados recolhidos através de questionário eletrónico, constituído por duas partes: características sociodemográficas e profissionais e escala de avaliação de comportamentos assertivos dos enfermeiros. Resultados: os enfermeiros adotam frequentemente comportamentos assertivos com o utente e com a equipa multidisciplinar (4,86±0,65). Verificou-se uma relação estatisticamente significativa entre a experiência em outros serviços e o gosto pelo local de trabalho e a adoção de comportamentos assertivos. Evidenciou-se uma correlação positiva entre o tempo de serviço na carreira e a adoção de comportamentos assertivos. Conclusões: os elevados níveis de comportamentos assertivos evidenciados garantem uma prática eficaz e segura, para profissionais e utentes. As características profissionais, contrariamente às sociodemográficas, foram as que apresentaram mais relação com os comportamentos assertivos. Promover ambientes favoráveis à prática pode ser determinante para a assertividade dos enfermeiros.
{"title":"Relação entre características sociodemográficas e profissionais e comportamentos assertivos dos enfermeiros","authors":"D. Machado, Assunção Almeida, João Tavares","doi":"10.37914/riis.v5i2.236","DOIUrl":"https://doi.org/10.37914/riis.v5i2.236","url":null,"abstract":"Enquadramento: comunicar assertivamente apresenta-se como uma habilidade social. É indispensável à prática de enfermagem, nomeadamente de saúde familiar, para assegurar o sucesso das relações com utentes, famílias e equipa. Objetivos: analisar a relação entre as características sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros das Unidades de Saúde Familiar de um ACeS da região norte de Portugal e a adoção de comportamentos assertivos. Metodologia: quantitativa, do tipo transversal descritivo-correlacional. Amostra constituída por 66 enfermeiros. Dados recolhidos através de questionário eletrónico, constituído por duas partes: características sociodemográficas e profissionais e escala de avaliação de comportamentos assertivos dos enfermeiros. Resultados: os enfermeiros adotam frequentemente comportamentos assertivos com o utente e com a equipa multidisciplinar (4,86±0,65). Verificou-se uma relação estatisticamente significativa entre a experiência em outros serviços e o gosto pelo local de trabalho e a adoção de comportamentos assertivos. Evidenciou-se uma correlação positiva entre o tempo de serviço na carreira e a adoção de comportamentos assertivos. Conclusões: os elevados níveis de comportamentos assertivos evidenciados garantem uma prática eficaz e segura, para profissionais e utentes. As características profissionais, contrariamente às sociodemográficas, foram as que apresentaram mais relação com os comportamentos assertivos. Promover ambientes favoráveis à prática pode ser determinante para a assertividade dos enfermeiros.","PeriodicalId":270263,"journal":{"name":"Revista de Investigação & Inovação em Saúde","volume":"49 8 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116789057","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Ines Fonseca, M. Cruz, Maria Henriqueta Figueiredo, Vanessa Monteiro, Carla Pinho, Liliana Borges
Enquadramento: a presença de um filho com deficiência é um desafio avassalador. Cada família é única, com necessidades próprias e promover um funcionamento familiar saudável é essencial para a saúde individual e coletiva dos seus membros. Objetivos: caraterizar as famílias com filho adulto com deficiência e compreender o funcionamento familiar das mesmas. Metodologia: estudo descritivo correlacional, amostra não probabilística por conveniência, de quarenta famílias cujos filhos frequentam uma instituição do distrito da Guarda. Dados recolhidos através de questionário, sujeitos a estatística descritiva e inferencial (testes não paramétricos U de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis). Resultados: a generalidade da amostra é constituída por filhos com idades entre 31 e 45 anos, semelhantemente distribuídas por sexo. A maioria das famílias apresenta níveis de funcionamento familiar equilibrados. O sexo feminino influencia positivamente a subescala coesão e comunicação e o masculino a desmembrada e caótica. Às famílias com filhos mais novos estão relacionadas a médias superiores na subescala emaranhada, bem como nos que apresentam deficiência física. Conclusão: a existência de uma deficiência interfere no funcionamento familiar, com diferenças quanto ao sexo e idade do filho com deficiência. O enfermeiro de família, elemento decisivo na abordagem diagnóstica, elabora estratégias e cria programas multidisciplinares direcionados a estas famílias.
{"title":"O funcionamento familiar em famílias com filhos adultos com deficiência: estudo descritivo-correlacional","authors":"Ines Fonseca, M. Cruz, Maria Henriqueta Figueiredo, Vanessa Monteiro, Carla Pinho, Liliana Borges","doi":"10.37914/riis.v5i2.196","DOIUrl":"https://doi.org/10.37914/riis.v5i2.196","url":null,"abstract":"Enquadramento: a presença de um filho com deficiência é um desafio avassalador. Cada família é única, com necessidades próprias e promover um funcionamento familiar saudável é essencial para a saúde individual e coletiva dos seus membros. Objetivos: caraterizar as famílias com filho adulto com deficiência e compreender o funcionamento familiar das mesmas. Metodologia: estudo descritivo correlacional, amostra não probabilística por conveniência, de quarenta famílias cujos filhos frequentam uma instituição do distrito da Guarda. Dados recolhidos através de questionário, sujeitos a estatística descritiva e inferencial (testes não paramétricos U de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis). Resultados: a generalidade da amostra é constituída por filhos com idades entre 31 e 45 anos, semelhantemente distribuídas por sexo. A maioria das famílias apresenta níveis de funcionamento familiar equilibrados. O sexo feminino influencia positivamente a subescala coesão e comunicação e o masculino a desmembrada e caótica. Às famílias com filhos mais novos estão relacionadas a médias superiores na subescala emaranhada, bem como nos que apresentam deficiência física. Conclusão: a existência de uma deficiência interfere no funcionamento familiar, com diferenças quanto ao sexo e idade do filho com deficiência. O enfermeiro de família, elemento decisivo na abordagem diagnóstica, elabora estratégias e cria programas multidisciplinares direcionados a estas famílias.","PeriodicalId":270263,"journal":{"name":"Revista de Investigação & Inovação em Saúde","volume":"71 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121955391","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Enquadramento: a intervenção dos profissionais de saúde no processo de luto é uma necessidade de saúde no processo de fim-de-vida do doente paliativo e sua família. Objetivo: mapear a evidência científica sobre quais as intervenções desenvolvidas pelos profissionais de saúde na gestão do luto no contexto de cuidados paliativos. Metodologia: scoping review, seguindo a mnemónica P (participantes), C (conceito) e C (contexto) recomendada pelo Joanna Briggs Institute. Resultados: foram selecionados três artigos, dois dos quais se referem a programas de gestão do luto pela perda de uma familiar criança e um pela perda de familiar adulto. As intervenções desenvolvidas pelas equipas de saúde na gestão do luto iniciam-se no processo de fim-de-vida da pessoa. Relacionam-se com o suporte, criação de memórias e manutenção do contacto com a família após a morte da pessoa. Conclusão: o processo de luto associado à perda de uma criança é muito complexo e requer uma visão muito particular. Mais estudos devem ser desenvolvidos sobre as intervenções direcionadas na gestão de luto em cuidados paliativos.
{"title":"Intervenções desenvolvidas na gestão do luto em cuidados paliativos: scoping review","authors":"Joana Sousa, Raquel Ferreira, Virgínia Guedes","doi":"10.37914/riis.v5i2.189","DOIUrl":"https://doi.org/10.37914/riis.v5i2.189","url":null,"abstract":"Enquadramento: a intervenção dos profissionais de saúde no processo de luto é uma necessidade de saúde no processo de fim-de-vida do doente paliativo e sua família. Objetivo: mapear a evidência científica sobre quais as intervenções desenvolvidas pelos profissionais de saúde na gestão do luto no contexto de cuidados paliativos. Metodologia: scoping review, seguindo a mnemónica P (participantes), C (conceito) e C (contexto) recomendada pelo Joanna Briggs Institute. Resultados: foram selecionados três artigos, dois dos quais se referem a programas de gestão do luto pela perda de uma familiar criança e um pela perda de familiar adulto. As intervenções desenvolvidas pelas equipas de saúde na gestão do luto iniciam-se no processo de fim-de-vida da pessoa. Relacionam-se com o suporte, criação de memórias e manutenção do contacto com a família após a morte da pessoa. Conclusão: o processo de luto associado à perda de uma criança é muito complexo e requer uma visão muito particular. Mais estudos devem ser desenvolvidos sobre as intervenções direcionadas na gestão de luto em cuidados paliativos.","PeriodicalId":270263,"journal":{"name":"Revista de Investigação & Inovação em Saúde","volume":"49 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124924867","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Enquadramento: a Diabetes Mellitus tipo 1 é uma doença crónica que afeta maioritariamente crianças e jovens. No seu tratamento a insulinoterapia é essencial. A insulina pode ser administrada por Múltiplas Injeções Diárias (MID) ou por sistema de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina (PSCI). Este último tem vantagens, mas o processo de adaptação é exigente. Objetivo: conhecer a perceção das mães relativa ao sistema de PSCI no tratamento da DM1 dos adolescentes. Metodologia: estudo qualitativo descritivo e exploratório. A recolha de dados foi realizada por entrevista semiestruturada a 10 mães de adolescentes com DM1 com tratamento por PSCI. A análise foi realizada pelo método de análise de conteúdo de Bardin. Resultados: da análise das entrevistas emergiram quatro categorias: A transição para PSCI, Bem-estar do adolescente e família, Autonomia do adolescente e Limitações do dispositivo e respetivas subcategorias que expõem a perceção das mães de adolescentes com DM1 sobre tratamento com PSCI. Conclusão: o tratamento com PSCI proporciona melhor qualidade de vida ao adolescente e à sua família e favorece a autonomia dos adolescentes. O processo de adaptação coloca-lhes desafios sendo fulcral o suporte dos profissionais de saúde. Identificaram-se limitações no dispositivo que se desejam ultrapassadas atendendo à inovação tecnológica atual.
{"title":"Tratamento com Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina na adolescência – a perceção materna","authors":"Lígia Lima, Rute Silva, Luísa Andrade","doi":"10.37914/riis.v5i2.237","DOIUrl":"https://doi.org/10.37914/riis.v5i2.237","url":null,"abstract":"Enquadramento: a Diabetes Mellitus tipo 1 é uma doença crónica que afeta maioritariamente crianças e jovens. No seu tratamento a insulinoterapia é essencial. A insulina pode ser administrada por Múltiplas Injeções Diárias (MID) ou por sistema de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina (PSCI). Este último tem vantagens, mas o processo de adaptação é exigente. Objetivo: conhecer a perceção das mães relativa ao sistema de PSCI no tratamento da DM1 dos adolescentes. Metodologia: estudo qualitativo descritivo e exploratório. A recolha de dados foi realizada por entrevista semiestruturada a 10 mães de adolescentes com DM1 com tratamento por PSCI. A análise foi realizada pelo método de análise de conteúdo de Bardin. Resultados: da análise das entrevistas emergiram quatro categorias: A transição para PSCI, Bem-estar do adolescente e família, Autonomia do adolescente e Limitações do dispositivo e respetivas subcategorias que expõem a perceção das mães de adolescentes com DM1 sobre tratamento com PSCI. Conclusão: o tratamento com PSCI proporciona melhor qualidade de vida ao adolescente e à sua família e favorece a autonomia dos adolescentes. O processo de adaptação coloca-lhes desafios sendo fulcral o suporte dos profissionais de saúde. Identificaram-se limitações no dispositivo que se desejam ultrapassadas atendendo à inovação tecnológica atual.","PeriodicalId":270263,"journal":{"name":"Revista de Investigação & Inovação em Saúde","volume":"47 5 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"123184972","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Rodrigo Silva, Joana Almeida, Maria Martins, Manuela Ferreira
Enquadramento: a pandemia por COVID-19 implicou na indústria fortes medidas ocupacionais e individuais. Objetivos: avaliar a incidência de SARS-CoV-2 e cadeias de transmissão, controlar a propagação da doença e avaliar a presença de anticorpos anti SARS-CoV-2. Metodologia: estudo descritivo longitudinal prospetivo (ensaio laboratorial) conduzido após aparecimento de um caso de SARS-CoV-2 numa indústria de madeira da região Norte de Portugal. Participaram no estudo 873 trabalhadores (idade média: 41,77 anos, 50,4% homens). Foram implementadas medidas de isolamento e desinfeção dos espaços e rastreio à população trabalhadora, e uma combinação de testes serológicos e de RT-PCR. Resultados: o caso-índice tem link epidemiológico fora da referida indústria. 31 trabalhadores (3,55%) apresentaram resultado positivo nos testes serológicos, tendo sido sujeitos a teste RT-PCR, de que resultou um novo caso. Posteriormente, 31 trabalhadores, foram re-testados com testes serológicos, verificando-se 10 testes positivos para IgM e 2 para IgG. Conclusão: o teste serológico cujo resultado é positivo ou negativo, por si só, não deve constituir prova (exclusão) infeção. Para limitar a disseminação do vírus é crucial garantir o seu diagnóstico com teste RT-PCR. A associação promissora entre a IgG e a imunidade carece de melhor evidencia. Com as medidas implementadas foi possível controlar a disseminação da doença e promover o regresso ao trabalho.
{"title":"Covid-19: observação de uma força de trabalho","authors":"Rodrigo Silva, Joana Almeida, Maria Martins, Manuela Ferreira","doi":"10.37914/riis.v5i2.233","DOIUrl":"https://doi.org/10.37914/riis.v5i2.233","url":null,"abstract":"Enquadramento: a pandemia por COVID-19 implicou na indústria fortes medidas ocupacionais e individuais. Objetivos: avaliar a incidência de SARS-CoV-2 e cadeias de transmissão, controlar a propagação da doença e avaliar a presença de anticorpos anti SARS-CoV-2. Metodologia: estudo descritivo longitudinal prospetivo (ensaio laboratorial) conduzido após aparecimento de um caso de SARS-CoV-2 numa indústria de madeira da região Norte de Portugal. Participaram no estudo 873 trabalhadores (idade média: 41,77 anos, 50,4% homens). Foram implementadas medidas de isolamento e desinfeção dos espaços e rastreio à população trabalhadora, e uma combinação de testes serológicos e de RT-PCR. Resultados: o caso-índice tem link epidemiológico fora da referida indústria. 31 trabalhadores (3,55%) apresentaram resultado positivo nos testes serológicos, tendo sido sujeitos a teste RT-PCR, de que resultou um novo caso. Posteriormente, 31 trabalhadores, foram re-testados com testes serológicos, verificando-se 10 testes positivos para IgM e 2 para IgG. Conclusão: o teste serológico cujo resultado é positivo ou negativo, por si só, não deve constituir prova (exclusão) infeção. Para limitar a disseminação do vírus é crucial garantir o seu diagnóstico com teste RT-PCR. A associação promissora entre a IgG e a imunidade carece de melhor evidencia. Com as medidas implementadas foi possível controlar a disseminação da doença e promover o regresso ao trabalho.","PeriodicalId":270263,"journal":{"name":"Revista de Investigação & Inovação em Saúde","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129669318","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Enquadramento: o suporte social é multidimensional, onde o significado influencia a decisão de amamentar. Objetivos: caracterizar as atitudes maternas face à amamentação em mães de lactentes; Verificar a influência das características sociodemográficas, experiência de gravidez, experiência de aleitamento atual nas atitudes maternas face à amamentação; Analisar a associação entre satisfação com o suporte social e atitudes maternas face à amamentação. Metodologia: estudo quantitativo, descritivo- correlacional, com 403 mães. Aplicou-se online em Junho/2019, após parecer da UICISA:E: questionário e Escala Atitudes Maternas face à Amamentação e Escala de Satisfação com o Suporte Social. Resultados: a maioria da amostra obteve elevado nas atitudes perante o comportamento e moderado na norma subjetiva e decisão de amamentar. O estado civil, número de gestações anteriores, tempo de permanência no domicílio após o parto, manutenção atual da amamentação e atividades sociais obteve-se associação estatisticamente significativa. Conclusão: exige-se enfermeiros reconhecedores do suporte social no empoderamento da mulher na promoção, proteção e apoio na amamentação.
{"title":"Atitudes maternas face à amamentação e satisfação com o suporte social","authors":"Vanessa Verga, D. Galvão","doi":"10.37914/riis.v5i2.181","DOIUrl":"https://doi.org/10.37914/riis.v5i2.181","url":null,"abstract":"Enquadramento: o suporte social é multidimensional, onde o significado influencia a decisão de amamentar. Objetivos: caracterizar as atitudes maternas face à amamentação em mães de lactentes; Verificar a influência das características sociodemográficas, experiência de gravidez, experiência de aleitamento atual nas atitudes maternas face à amamentação; Analisar a associação entre satisfação com o suporte social e atitudes maternas face à amamentação. Metodologia: estudo quantitativo, descritivo- correlacional, com 403 mães. Aplicou-se online em Junho/2019, após parecer da UICISA:E: questionário e Escala Atitudes Maternas face à Amamentação e Escala de Satisfação com o Suporte Social. Resultados: a maioria da amostra obteve elevado nas atitudes perante o comportamento e moderado na norma subjetiva e decisão de amamentar. O estado civil, número de gestações anteriores, tempo de permanência no domicílio após o parto, manutenção atual da amamentação e atividades sociais obteve-se associação estatisticamente significativa. Conclusão: exige-se enfermeiros reconhecedores do suporte social no empoderamento da mulher na promoção, proteção e apoio na amamentação.","PeriodicalId":270263,"journal":{"name":"Revista de Investigação & Inovação em Saúde","volume":"35 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-01-12","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"131917370","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}