Pub Date : 2021-10-15DOI: 10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.185265
F. Uchôa
Entre 1967 e 1969, a vanguarda letrista mantém um café-cinema, unindo projeções experimentais e intervenções artísticas, inspiradas em práticas anteriores do grupo. À luz de tal experiência, o objetivo é examinar os posicionamentos letristas em relação aos eventos de 1968, a partir de três passos. Primeiramente, um mapeamento das atividades e manifestos associados ao café-cinema, tomando-os em suas continuidades com práticas letristas remanescentes. Num segundo momento, passa-se ao debate conceitual de tais continuidades, a partir das ideias de colagem, cotidiano e juventude. Por fim, avança-se à análise do filme Le Soulèvement de la jeunesse (1968), de Maurice Lemaître, identificando uma construção autocentrada, que toma as rebeliões como consolidação das teorias anunciadas por Isidore Isou no livro Traité d’économie nucléaire (1949).
1967年至1969年间,先锋词作者维持了一个cafe -cinema,结合了实验投影和艺术干预,灵感来自该团体之前的实践。根据这一经验,我们的目标是通过三个步骤来检验词作者对1968年事件的立场。首先,绘制与cafe -cinema相关的活动和宣言,将它们与剩余的作词实践进行连续性。其次,从拼贴、日常生活和青年的概念出发,对这种连续性进行了概念性的辩论。最后,本文分析了莫里斯lemaitre的电影《青年运动》(1968),确定了一种以叛乱为中心的建构,将叛乱作为伊西多尔·伊索在traite d ' economie nucleaire(1949)一书中宣布的理论的巩固。
{"title":"O cinema letrista em 1968: a experiência do café-cinema e Le soulèvement de la jeunesse","authors":"F. Uchôa","doi":"10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.185265","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.185265","url":null,"abstract":"Entre 1967 e 1969, a vanguarda letrista mantém um café-cinema, unindo projeções experimentais e intervenções artísticas, inspiradas em práticas anteriores do grupo. À luz de tal experiência, o objetivo é examinar os posicionamentos letristas em relação aos eventos de 1968, a partir de três passos. Primeiramente, um mapeamento das atividades e manifestos associados ao café-cinema, tomando-os em suas continuidades com práticas letristas remanescentes. Num segundo momento, passa-se ao debate conceitual de tais continuidades, a partir das ideias de colagem, cotidiano e juventude. Por fim, avança-se à análise do filme Le Soulèvement de la jeunesse (1968), de Maurice Lemaître, identificando uma construção autocentrada, que toma as rebeliões como consolidação das teorias anunciadas por Isidore Isou no livro Traité d’économie nucléaire (1949).","PeriodicalId":342741,"journal":{"name":"ARS (São Paulo)","volume":"75 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-10-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130647540","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-10-15DOI: 10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.186741
Ivair Reinaldim
O texto volta-se para a noção de cânone, de modo a problematizar a narrativa historiográfica da arte e os impasses teórico-metodológicos frente à existência e à consolidação de outras histórias à margem ou incorporadas a essa narrativa. Ao aproximar-se da discussão em âmbito internacional, tendo o Ocidente como articulador de tal questionamento, seu objetivo é confrontar esses pontos com o estudo da historiografia da arte no Brasil. Em um primeiro momento, o termo “cânone” é submetido a uma revisão, para, em seguida, relacioná-lo à “história da arte global” e, por fim, levantar-se alguns pontos a serem considerados numa perspectiva Brasil.
{"title":"Cânone(s), globalização e historiografia da arte","authors":"Ivair Reinaldim","doi":"10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.186741","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.186741","url":null,"abstract":"\u0000\u0000\u0000O texto volta-se para a noção de cânone, de modo a problematizar a narrativa historiográfica da arte e os impasses teórico-metodológicos frente à existência e à consolidação de outras histórias à margem ou incorporadas a essa narrativa. Ao aproximar-se da discussão em âmbito internacional, tendo o Ocidente como articulador de tal questionamento, seu objetivo é confrontar esses pontos com o estudo da historiografia da arte no Brasil. Em um primeiro momento, o termo “cânone” é submetido a uma revisão, para, em seguida, relacioná-lo à “história da arte global” e, por fim, levantar-se alguns pontos a serem considerados numa perspectiva Brasil.\u0000\u0000\u0000","PeriodicalId":342741,"journal":{"name":"ARS (São Paulo)","volume":"75 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-10-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124258430","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-10-15DOI: 10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.188464
K. M. Cabañas
O presente artigo propõe uma maneira alternativa de mapear a história da arte, uma maneira que acolhe as histórias adjacentes frequentemente consideradas exteriores à linha “apropriada” de pesquisa nesse campo. Para tal cartografia alternativa, me volto para uma figura fundadora da história da arte ocidental, Aby Warburg. Para isso, trato do caso clínico de Warburg e busco, com isso, pôr em relevo as interseções do crítico e do clínico no cerne de sua vida e de sua prática intelectual, bem como as sobrevivências de cada uma dessas atividades. Ao fazê-lo, proponho uma resposta possível para a pergunta: será que a prática da história da arte poderia ter efeitos terapêuticos?
{"title":"Cuidar de borboletas: uma origem terapêutica para a prática da História da Arte","authors":"K. M. Cabañas","doi":"10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.188464","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.188464","url":null,"abstract":"\u0000\u0000\u0000O presente artigo propõe uma maneira alternativa de mapear a história da arte, uma maneira que acolhe as histórias adjacentes frequentemente consideradas exteriores à linha “apropriada” de pesquisa nesse campo. Para tal cartografia alternativa, me volto para uma figura fundadora da história da arte ocidental, Aby Warburg. Para isso, trato do caso clínico de Warburg e busco, com isso, pôr em relevo as interseções do crítico e do clínico no cerne de sua vida e de sua prática intelectual, bem como as sobrevivências de cada uma dessas atividades. Ao fazê-lo, proponho uma resposta possível para a pergunta: será que a prática da história da arte poderia ter efeitos terapêuticos?\u0000\u0000\u0000","PeriodicalId":342741,"journal":{"name":"ARS (São Paulo)","volume":"92 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-10-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115842611","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-10-15DOI: 10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.188126
T. Mesquita
Em 21 de setembro de 2020, a exposição itinerante “Philip Guston Now” foi adiada nos Estados Unidos e na Inglaterra. O artigo tenta entender as razões da reação e a dificuldade das instituições de enfrentar as contradições apontadas pelos novos movimentos sociais.
{"title":"Museus em retirada: até onde vai o pluralismo das instituições?","authors":"T. Mesquita","doi":"10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.188126","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/ISSN.2178-0447.ARS.2021.188126","url":null,"abstract":"\u0000\u0000\u0000Em 21 de setembro de 2020, a exposição itinerante “Philip Guston Now” foi adiada nos Estados Unidos e na Inglaterra. O artigo tenta entender as razões da reação e a dificuldade das instituições de enfrentar as contradições apontadas pelos novos movimentos sociais.\u0000\u0000\u0000","PeriodicalId":342741,"journal":{"name":"ARS (São Paulo)","volume":"10 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-10-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129793492","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-31DOI: 10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.177124
Luiz Armando Bagolin
A produção de Anita Malfatti, feita em seu período norte-americano, escandalizou o meio cultural brasileiro em 1917, embora estivesse em total consonância com a experimentação das vanguardas de início do século, já sedimentadas e passíveis de serem ensinadas na Independent School of Art, sob direção de Homer Boss.
{"title":"O Homem-Espiga","authors":"Luiz Armando Bagolin","doi":"10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.177124","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.177124","url":null,"abstract":"A produção de Anita Malfatti, feita em seu período norte-americano, escandalizou o meio cultural brasileiro em 1917, embora estivesse em total consonância com a experimentação das vanguardas de início do século, já sedimentadas e passíveis de serem ensinadas na Independent School of Art, sob direção de Homer Boss.","PeriodicalId":342741,"journal":{"name":"ARS (São Paulo)","volume":"79 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130169182","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-31DOI: 10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.142184
Thamara Venâncio de Almeida
Neste estudo, analisamos a trajetória do Festival Videobrasil, tendo como principal recorte a sua organização e o desenvolvimento da produção das artes eletrônicas a partir o vídeo, que, no decorrer dos anos, evoluiu de um segmento periférico para o foco central do festival na década de 1990. Nossa abordagem concentrou-se no período compreendido entre 1983, ano da primeira edição do evento, e 2001, quando ele já aparece consolidado em torno da produção artística. Para melhor compreensão desse processo de transformação, organizamos uma reflexão histórica do festival a partir de três etapas e períodos: primeira (1983-1985), segunda (1986-1990) e terceira (1992-2001). Cada uma delas corresponde a mudanças em vários aspectos do Videobrasil que pretendemos abordar.
{"title":"As manifestações artísticas com o vídeo no contexto do Festival Videobrasil (1983-2001)","authors":"Thamara Venâncio de Almeida","doi":"10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.142184","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.142184","url":null,"abstract":"Neste estudo, analisamos a trajetória do Festival Videobrasil, tendo como principal recorte a sua organização e o desenvolvimento da produção das artes eletrônicas a partir o vídeo, que, no decorrer dos anos, evoluiu de um segmento periférico para o foco central do festival na década de 1990. Nossa abordagem concentrou-se no período compreendido entre 1983, ano da primeira edição do evento, e 2001, quando ele já aparece consolidado em torno da produção artística. Para melhor compreensão desse processo de transformação, organizamos uma reflexão histórica do festival a partir de três etapas e períodos: primeira (1983-1985), segunda (1986-1990) e terceira (1992-2001). Cada uma delas corresponde a mudanças em vários aspectos do Videobrasil que pretendemos abordar.","PeriodicalId":342741,"journal":{"name":"ARS (São Paulo)","volume":"139 6 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"132897165","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-31DOI: 10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.176216
Moyra Anne Ashford
Modern art began with Édouard Manet’s The Picnic (Le Déjeuner sur L’Herbe, 1863). A small minority of scholars have ventured that Manet’s impetus for breaking from tradition stemmed from memories of his 1849 voyage to Brazil. This view is eschewed by the majority and the museum establishment, who hold to a French and classical origin. Through a close examination of early written sources, the paintings themselves and links to 19th century Rio, the author proposes that Manet worked distinct Rio memories into two pivotal paintings: The Picnic, which he set in the forests of Guanabara Bay; Olympia (1863) was inspired not by a Parisian brothel, but by slave-owning, midnineteenth century Rio de Janeiro. This article recounts how the research unfolded.
现代艺术始于Édouard马奈的野餐(Le dsamjeuner sur L 'Herbe, 1863)。一小部分学者大胆地认为,马奈打破传统的动力源于他对1849年巴西之旅的回忆。这种观点被大多数人和博物馆机构所回避,他们坚持法国和古典的起源。通过对早期书面资料、画作本身以及与19世纪bbb的联系的仔细研究,作者提出,马奈将不同的bbb记忆整合到两幅关键的画作中:《野餐》,他把场景设置在瓜纳巴拉湾的森林里;《奥林匹亚》(1863)的灵感并非来自巴黎的一家妓院,而是来自19世纪中期的巴西里约热内卢的奴隶制。这篇文章详述了这项研究是如何展开的。
{"title":"Manet’s 'Coup de Tête': The Secrets Hidden in Plain Sight","authors":"Moyra Anne Ashford","doi":"10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.176216","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.176216","url":null,"abstract":"Modern art began with Édouard Manet’s The Picnic (Le Déjeuner sur L’Herbe, 1863). A small minority of scholars have ventured that Manet’s impetus for breaking from tradition stemmed from memories of his 1849 voyage to Brazil. This view is eschewed by the majority and the museum establishment, who hold to a French and classical origin. Through a close examination of early written sources, the paintings themselves and links to 19th century Rio, the author proposes that Manet worked distinct Rio memories into two pivotal paintings: The Picnic, which he set in the forests of Guanabara Bay; Olympia (1863) was inspired not by a Parisian brothel, but by slave-owning, midnineteenth century Rio de Janeiro. This article recounts how the research unfolded.","PeriodicalId":342741,"journal":{"name":"ARS (São Paulo)","volume":"102 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133842308","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-12-31DOI: 10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.174554
Paula Alzugaray
O texto parte da natureza comum e contínua entre ensaios de Maurice Blanchot e Jean-Luc Nancy que, a partir da crítica ao fracasso do projeto comunitário do comunismo, conjugam-se na reelaboração de um pensamento de comunidade. Por meio da reflexão sobre o papel que esses ensaios e outras publicações e jornais tiveram na organização de projetos coletivos e na construção de consciências de comunidade e identidade, o intuito é argumentar a respeito de um paradigma periódico que se expande na contemporaneidade, ganhando campo em manifestações de caráter estético-político, estéticas e escrituras urbanas e em dinâmicas digitais, articulando lutas, resistências e insistências.
{"title":"O paradigma periódico na arte: a comunidade da escritura","authors":"Paula Alzugaray","doi":"10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.174554","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.174554","url":null,"abstract":"O texto parte da natureza comum e contínua entre ensaios de Maurice Blanchot e Jean-Luc Nancy que, a partir da crítica ao fracasso do projeto comunitário do comunismo, conjugam-se na reelaboração de um pensamento de comunidade. Por meio da reflexão sobre o papel que esses ensaios e outras publicações e jornais tiveram na organização de projetos coletivos e na construção de consciências de comunidade e identidade, o intuito é argumentar a respeito de um paradigma periódico que se expande na contemporaneidade, ganhando campo em manifestações de caráter estético-político, estéticas e escrituras urbanas e em dinâmicas digitais, articulando lutas, resistências e insistências.","PeriodicalId":342741,"journal":{"name":"ARS (São Paulo)","volume":"382 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-12-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"133977494","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}