Este trabalho versa sobre o conceito de memória, evidenciando sua centralidade no processo de construção do conhecimento histórico. Tem-se, como objetivo nesse escopo, entender o conceito de memória, para este pressuposto, toma-se como referência o pensamento de Henri Bergson e Paul Ricoeur. Trata-se, portanto, de uma pesquisa de cunho bibliográfico, pautada na reflexão de autores que dialogam frente à esta proposição. Os dois filósofos apresentam diferentes concepções em relação ao conceito da memória. Nossa reflexão não pretende escolher entre uma das concepções, nosso intento é aprofundar o debate teórico pretendendo colaborar com questões que implica diretamente na construção do conhecimento e na prática historiográfica.PALAVRAS-CHAVE: memória; Paul Ricoeur; Henri Bergson.
{"title":"MEMÓRIA PARA HENRI BERGSON E PAUL RICOEUR: BUSCANDO APROXIMAÇÕES","authors":"K. Dias, M. Z. C. M. Almeida","doi":"10.5216/RPP.V15I2.50289","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/RPP.V15I2.50289","url":null,"abstract":"Este trabalho versa sobre o conceito de memória, evidenciando sua centralidade no processo de construção do conhecimento histórico. Tem-se, como objetivo nesse escopo, entender o conceito de memória, para este pressuposto, toma-se como referência o pensamento de Henri Bergson e Paul Ricoeur. Trata-se, portanto, de uma pesquisa de cunho bibliográfico, pautada na reflexão de autores que dialogam frente à esta proposição. Os dois filósofos apresentam diferentes concepções em relação ao conceito da memória. Nossa reflexão não pretende escolher entre uma das concepções, nosso intento é aprofundar o debate teórico pretendendo colaborar com questões que implica diretamente na construção do conhecimento e na prática historiográfica.PALAVRAS-CHAVE: memória; Paul Ricoeur; Henri Bergson. ","PeriodicalId":435794,"journal":{"name":"Poíesis Pedagógica","volume":"34 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125890925","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
A educação é um dos pilares para o desenvolvimento de um país e seu povo. A grande questão é como promover os ideais educacionais e como prover seu financiamento. O Brasil, tomando como modelo o Chile e a Argentina, tem destinado uma fatia do PIB para a área educacional, e a preocupação é cada vez aumentar o percentual aplicado para, quem sabe assim, começar a buscar resolutividade para os inúmeros problemas. Gradativamente o percentual está crescendo, mas a quantia gasta por estudante ainda é pequena. Alguns intercursos podem atrapalhar os planos de investimento, como a crise econômica. O Plano Nacional de Educação (PNE), Lei nº13.005, de 2014 atrela o investimento em educação ao PIB brasileiro. Além disso, a Meta de número 20 do PNE ordena que até 2024 dez por cento do PIB deva ser investido em educação. Com a economia em queda e o aporte extra do pré-sal e royalties do petróleo apenas no papel, de onde então viriam os recursos? Com a meta 20 ameaçada, todo o PNE também pode estar em risco. Este artigo, então, busca demonstrar como tem sido efetivado o gasto em educação em relação ao PIB e como a crise econômica tem interferido na aplicação desses recursos. O que esperar para o fim do decênio 2014-2024? A expectativa do setor educacional é que haja vontade política e a retomado do crescimento econômico.
{"title":"A CRISE ECONÔMICA E A AMEAÇA DO NÃO CUMPRIMENTO DO PNE","authors":"E. J. Pacheco, Ludmila Bahia Franco Faria","doi":"10.5216/rpp.v15i2.42713","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/rpp.v15i2.42713","url":null,"abstract":"A educação é um dos pilares para o desenvolvimento de um país e seu povo. A grande questão é como promover os ideais educacionais e como prover seu financiamento. O Brasil, tomando como modelo o Chile e a Argentina, tem destinado uma fatia do PIB para a área educacional, e a preocupação é cada vez aumentar o percentual aplicado para, quem sabe assim, começar a buscar resolutividade para os inúmeros problemas. Gradativamente o percentual está crescendo, mas a quantia gasta por estudante ainda é pequena. Alguns intercursos podem atrapalhar os planos de investimento, como a crise econômica. O Plano Nacional de Educação (PNE), Lei nº13.005, de 2014 atrela o investimento em educação ao PIB brasileiro. Além disso, a Meta de número 20 do PNE ordena que até 2024 dez por cento do PIB deva ser investido em educação. Com a economia em queda e o aporte extra do pré-sal e royalties do petróleo apenas no papel, de onde então viriam os recursos? Com a meta 20 ameaçada, todo o PNE também pode estar em risco. Este artigo, então, busca demonstrar como tem sido efetivado o gasto em educação em relação ao PIB e como a crise econômica tem interferido na aplicação desses recursos. O que esperar para o fim do decênio 2014-2024? A expectativa do setor educacional é que haja vontade política e a retomado do crescimento econômico. ","PeriodicalId":435794,"journal":{"name":"Poíesis Pedagógica","volume":"339 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121605733","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Neste trabalho assume-se a concepção de que o contato com a literatura infantil por meio da arte de contar histórias pode levar a criança, conforme Maciel (2008), ao encantamento próprio às experiências artísticas, a chamada fruição estética, o que pode despertar na criança o interesse pela leitura por prazer. O objetivo geral é identificar nas produções acadêmicas as possíveis relações entre a arte de contar histórias e as práticas de leitura de crianças nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para fundamentar essa reflexão, foi realizada a revisão bibliográfica das temáticas: arte de contar histórias, práticas de leitura e formação de professores. A pesquisa também tem o aporte dos dados obtidos a partir do levantamento realizado em bancos on-line de teses e dissertações dos programas de Pós-Graduação em Educação de três instituições de ensino superior do Estado de São Paulo. Sobre os dados encontrados nas produções acadêmicas analisadas, foi possível identificar um movimento a favor da literatura dentro da sala de aula voltada para a fruição da leitura e a ênfase para que a oralidade não seja deixada de lado. Contudo, ao proporem práticas para utilizar o recurso da oralidade, os trabalhos mencionam a leitura em voz alta feita pelo professor, o que não deixa de ser uma atividade importante para a criança no processo de alfabetização e letramento. Mas é preciso destacar que não é apenas a leitura em voz alta que contempla a oralidade. A arte de contar histórias tem na palavra proferida oralmente seu instrumento principal para encantar.Palavras-chave: arte de contar histórias; práticas de leitura; formação de professores; anos Iniciais do ensino fundamental.
{"title":"A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS E SUAS RELAÇÕES COM AS PRÁTICAS DE LEITURA","authors":"Lucimara Artussa, Maria Iolanda Monteiro","doi":"10.5216/RPP.V15I2.43209","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/RPP.V15I2.43209","url":null,"abstract":"Neste trabalho assume-se a concepção de que o contato com a literatura infantil por meio da arte de contar histórias pode levar a criança, conforme Maciel (2008), ao encantamento próprio às experiências artísticas, a chamada fruição estética, o que pode despertar na criança o interesse pela leitura por prazer. O objetivo geral é identificar nas produções acadêmicas as possíveis relações entre a arte de contar histórias e as práticas de leitura de crianças nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para fundamentar essa reflexão, foi realizada a revisão bibliográfica das temáticas: arte de contar histórias, práticas de leitura e formação de professores. A pesquisa também tem o aporte dos dados obtidos a partir do levantamento realizado em bancos on-line de teses e dissertações dos programas de Pós-Graduação em Educação de três instituições de ensino superior do Estado de São Paulo. Sobre os dados encontrados nas produções acadêmicas analisadas, foi possível identificar um movimento a favor da literatura dentro da sala de aula voltada para a fruição da leitura e a ênfase para que a oralidade não seja deixada de lado. Contudo, ao proporem práticas para utilizar o recurso da oralidade, os trabalhos mencionam a leitura em voz alta feita pelo professor, o que não deixa de ser uma atividade importante para a criança no processo de alfabetização e letramento. Mas é preciso destacar que não é apenas a leitura em voz alta que contempla a oralidade. A arte de contar histórias tem na palavra proferida oralmente seu instrumento principal para encantar.Palavras-chave: arte de contar histórias; práticas de leitura; formação de professores; anos Iniciais do ensino fundamental. ","PeriodicalId":435794,"journal":{"name":"Poíesis Pedagógica","volume":"145 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127307607","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Esta pesquisa é parte integrante da Tese de Doutorado em andamento desenvolvida na Universidade do Estado de Santa Catarina e objetiva preencher uma lacuna existente na História da Educação. O estudo procura reconstituir a história dos Pelotões da Saúde que foram constituídos na Escolas de Santa Catarina a partir do ano de 1941 demonstrando o lugar dessas instituições e o trabalho que as crianças desenvolviam nas escolas primárias. A pesquisa se baseou nos documentos como Atas, Relatórios Anuais, Relatórios Mensais e Reuniões Pedagógicas localizados no Arquivo Público do Estado de Santa Catarina. O presente texto enfatiza as criações dos pelotões de saúde, que faziam parte das Associações Auxiliares das Escolas, contando inicialmente em 75 escolas no Estado, entre elas, Grupos Escolares, Escolas Mistas Municipais, Escolas Mistas Estaduais, Escolas Estaduais, Escolas Isoladas Mistas Municipais, Escolas Isoladas Mistas Estaduais, Escolas Mistas Desdobradas, Escolas Femininas Estaduais, Escolas Isoladas Estaduais, Colégios Particulares, Escolas Públicas Estaduais.
{"title":"PROTEGENDO A CASA DOS OPERÁRIOS BRANCOS: AS PRÁTICAS ODONTOLÓGICAS DOS PELOTÕES DE SAÚDE","authors":"Michele Metelski","doi":"10.5216/RPP.V15I2.47689","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/RPP.V15I2.47689","url":null,"abstract":"Esta pesquisa é parte integrante da Tese de Doutorado em andamento desenvolvida na Universidade do Estado de Santa Catarina e objetiva preencher uma lacuna existente na História da Educação. O estudo procura reconstituir a história dos Pelotões da Saúde que foram constituídos na Escolas de Santa Catarina a partir do ano de 1941 demonstrando o lugar dessas instituições e o trabalho que as crianças desenvolviam nas escolas primárias. A pesquisa se baseou nos documentos como Atas, Relatórios Anuais, Relatórios Mensais e Reuniões Pedagógicas localizados no Arquivo Público do Estado de Santa Catarina. O presente texto enfatiza as criações dos pelotões de saúde, que faziam parte das Associações Auxiliares das Escolas, contando inicialmente em 75 escolas no Estado, entre elas, Grupos Escolares, Escolas Mistas Municipais, Escolas Mistas Estaduais, Escolas Estaduais, Escolas Isoladas Mistas Municipais, Escolas Isoladas Mistas Estaduais, Escolas Mistas Desdobradas, Escolas Femininas Estaduais, Escolas Isoladas Estaduais, Colégios Particulares, Escolas Públicas Estaduais.","PeriodicalId":435794,"journal":{"name":"Poíesis Pedagógica","volume":"26 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125142383","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Este artigo apresenta a síntese de uma pesquisa realizada em uma turma de 3o ano, do primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Segundo dados do Censo (2010) e da Prova ABC (2011), muitas crianças do primeiro ciclo, em processo de alfabetização, apresentam baixo índice de aproveitamento no que concerne à leitura e escrita. A referida pesquisa teve como objetivo verificar o desempenho e os avanços de alunos em suas produções textuais, a partir de uma intervenção pedagógica, apoiada em estratégias de autorregulação da aprendizagem para a escrita. Foram desenvolvidas atividades relacionadas à produção textual, especialmente aos aspectos convencionais da escrita, utilizando estratégias de aprendizagem baseadas nos processos do modelo cíclico da autorregulação da aprendizagem. Os resultados indicam que a intervenção contribuiu para o melhor desempenho das crianças em suas produções textuais.
{"title":"ESCRITA COMO UM PROCESSO: INTERVENÇÃO COM CRIANÇAS PEQUENAS","authors":"L. Frison, A. Benitez","doi":"10.5216/RPP.V15I2.45100","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/RPP.V15I2.45100","url":null,"abstract":"Este artigo apresenta a síntese de uma pesquisa realizada em uma turma de 3o ano, do primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Segundo dados do Censo (2010) e da Prova ABC (2011), muitas crianças do primeiro ciclo, em processo de alfabetização, apresentam baixo índice de aproveitamento no que concerne à leitura e escrita. A referida pesquisa teve como objetivo verificar o desempenho e os avanços de alunos em suas produções textuais, a partir de uma intervenção pedagógica, apoiada em estratégias de autorregulação da aprendizagem para a escrita. Foram desenvolvidas atividades relacionadas à produção textual, especialmente aos aspectos convencionais da escrita, utilizando estratégias de aprendizagem baseadas nos processos do modelo cíclico da autorregulação da aprendizagem. Os resultados indicam que a intervenção contribuiu para o melhor desempenho das crianças em suas produções textuais. ","PeriodicalId":435794,"journal":{"name":"Poíesis Pedagógica","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-15","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124016933","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Ao longo dos anos 2000, tem-se um cenário de expansão da educação superior, resultado de políticas voltadas para o fomento das possibilidades de acesso a esse nível de educação a um maior contingente de alunos. Nesse contexto, entende-se como oportuno um artigo que se propõe a investigar o panorama do financiamento desse nível educacional, de modo a desvelar o comprometimento do Estado em termos financeiros para a consolidação das políticas públicas para o setor. Para tanto, desenvolve-se uma pesquisa bibliográfica e documental, com base em autores que versam, mormente, sobre financiamento, e documentos oficiais, principalmente relatórios de dados. E como resultado, reconhece-se que, a despeito dos esforços em aumentar os recursos voltados para a educação superior, o seu financiamento ainda representa um desafio para a continuidade e crescimento das políticas expansionistas.
{"title":"AVANÇOS E DESAFIOS NO FINANCIAMENTO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR BRASILEIRA DE 2000 A 2013","authors":"Chaiane de Medeiros Rosa, R. Ribeiro","doi":"10.5216/RPP.V15I1.52562","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/RPP.V15I1.52562","url":null,"abstract":"Ao longo dos anos 2000, tem-se um cenário de expansão da educação superior, resultado de políticas voltadas para o fomento das possibilidades de acesso a esse nível de educação a um maior contingente de alunos. Nesse contexto, entende-se como oportuno um artigo que se propõe a investigar o panorama do financiamento desse nível educacional, de modo a desvelar o comprometimento do Estado em termos financeiros para a consolidação das políticas públicas para o setor. Para tanto, desenvolve-se uma pesquisa bibliográfica e documental, com base em autores que versam, mormente, sobre financiamento, e documentos oficiais, principalmente relatórios de dados. E como resultado, reconhece-se que, a despeito dos esforços em aumentar os recursos voltados para a educação superior, o seu financiamento ainda representa um desafio para a continuidade e crescimento das políticas expansionistas.","PeriodicalId":435794,"journal":{"name":"Poíesis Pedagógica","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"130817114","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Investiga a concepção de letramento em leitura do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) coordenado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Analisa os seguintes documentos oficiais do PISA: Itens Liberados de Leitura 2009 (OCDE, 2012), Matriz de Avaliação de Leitura (OCDE, 2013) e Draft Reading Literacy Framework. (OCDE, 2013b). Compara a prova de leitura do PISA com a teoria do educador brasileiro Paulo Freire, que, segundo Street (1999), se aproxima da concepção mais emancipatória de letramento. Conclui que o teste do PISA não exige leitura crítica e conhecimento histórico, numa perspectiva muito diferente do modelo de Paulo Freire. Para completar o teste, o leitor deve se ater apenas ao que está explícito no texto, e não nas relações entre texto e contexto.
{"title":"O MODELO DE LETRAMENTO DO PROGRAMA INTERNACIONAL DE AVALIAÇÃO DE ESTUDANTES (PISA)","authors":"Tamara Cardoso André, Enaide Severo De Araújo","doi":"10.5216/RPP.V15I1.40727","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/RPP.V15I1.40727","url":null,"abstract":"Investiga a concepção de letramento em leitura do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) coordenado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Analisa os seguintes documentos oficiais do PISA: Itens Liberados de Leitura 2009 (OCDE, 2012), Matriz de Avaliação de Leitura (OCDE, 2013) e Draft Reading Literacy Framework. (OCDE, 2013b). Compara a prova de leitura do PISA com a teoria do educador brasileiro Paulo Freire, que, segundo Street (1999), se aproxima da concepção mais emancipatória de letramento. Conclui que o teste do PISA não exige leitura crítica e conhecimento histórico, numa perspectiva muito diferente do modelo de Paulo Freire. Para completar o teste, o leitor deve se ater apenas ao que está explícito no texto, e não nas relações entre texto e contexto.","PeriodicalId":435794,"journal":{"name":"Poíesis Pedagógica","volume":"30 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"125475047","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Neste artigo buscamos analisar as imagens de três coleções de livros didáticos de matemática, destinados aos anos finais do ensino fundamental, utilizadas nas escolas da rede estadual de educação no município de Sinop/MT, no tocante a questões étnico-raciais e gênero, no intuito de identificar a qual concepção de multiculturalismo essas imagens convergem. A investigação é de abordagem qualitativa e se caracteriza como interpretativa, buscando refletir sobre o papel sociopolítico da educação matemática. Observamos que nas três coleções há uma preocupação em representar a diversidade étnica de nosso povo e a igualdade entre homens e mulheres, através de suas imagens, e que as mesmas nos remetem a um discurso que atrelamos ao multiculturalismo humanista liberal, o que, a nosso ver, não contribui efetivamente para a justiça social. Entendemos que precisamos nos desfazer de um olhar ingênuo, como forma de buscar compreender os discursos explícitos ou implícitos dos livros didáticos de matemática, contribuindo para uma educação matemática que estimule o desenvolvimento do senso crítico, afastando-se de uma visão unicamente conteudista da matemática.
{"title":"O LIVRO DIDÁTICO DE MATEMÁTICA: ENTRE IMAGENS E DISCURSOS","authors":"A. Trevisan, Eberson Paulo Trevisan","doi":"10.5216/RPP.V15I1.39013","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/RPP.V15I1.39013","url":null,"abstract":"Neste artigo buscamos analisar as imagens de três coleções de livros didáticos de matemática, destinados aos anos finais do ensino fundamental, utilizadas nas escolas da rede estadual de educação no município de Sinop/MT, no tocante a questões étnico-raciais e gênero, no intuito de identificar a qual concepção de multiculturalismo essas imagens convergem. A investigação é de abordagem qualitativa e se caracteriza como interpretativa, buscando refletir sobre o papel sociopolítico da educação matemática. Observamos que nas três coleções há uma preocupação em representar a diversidade étnica de nosso povo e a igualdade entre homens e mulheres, através de suas imagens, e que as mesmas nos remetem a um discurso que atrelamos ao multiculturalismo humanista liberal, o que, a nosso ver, não contribui efetivamente para a justiça social. Entendemos que precisamos nos desfazer de um olhar ingênuo, como forma de buscar compreender os discursos explícitos ou implícitos dos livros didáticos de matemática, contribuindo para uma educação matemática que estimule o desenvolvimento do senso crítico, afastando-se de uma visão unicamente conteudista da matemática.","PeriodicalId":435794,"journal":{"name":"Poíesis Pedagógica","volume":"126 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128198082","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Este texto trata-se de um artigo de revisão bibliográfica acerca do ensino das estratégias de leitura, as quais objetivam a formação de um leitor ativo, capaz de automonitorar seu processo de leitura. Neste trabalho, adota-se uma perspectiva didática, sendo direcionado para professores de todas as áreas de ensino, que estejam comprometidos com a formação de bons leitores, o que pressupõe sujeitos que reconhecem ironias, que produzem inferências e que relacionem a nova informação com o conhecimento prévio. O aporte teórico está pautado especialmente em Solé (1998) e em Serra e Oller (2003). Também, com base em Rissi (2009), são discutidas as estratégias de leitura em textos digitais, ou seja, em hipertextos. Além de acepções teóricas, são desenvolvidas e apresentadas duas transposições didáticas – a partir de uma reportagem e de um artigo de opinião –, para evidenciar como essas estratégias de leitura podem ser aplicadas em textos e desenvolvidas em sala de aula.
{"title":"ENSINO DE ESTRATÉGIAS DE LEITURA: UMA VISÃO DIDÁTICA?","authors":"Aline Diesel, Kári Lúcia Forneck, Silvana Neumann Martins","doi":"10.5216/RPP.V15I1.38094","DOIUrl":"https://doi.org/10.5216/RPP.V15I1.38094","url":null,"abstract":"Este texto trata-se de um artigo de revisão bibliográfica acerca do ensino das estratégias de leitura, as quais objetivam a formação de um leitor ativo, capaz de automonitorar seu processo de leitura. Neste trabalho, adota-se uma perspectiva didática, sendo direcionado para professores de todas as áreas de ensino, que estejam comprometidos com a formação de bons leitores, o que pressupõe sujeitos que reconhecem ironias, que produzem inferências e que relacionem a nova informação com o conhecimento prévio. O aporte teórico está pautado especialmente em Solé (1998) e em Serra e Oller (2003). Também, com base em Rissi (2009), são discutidas as estratégias de leitura em textos digitais, ou seja, em hipertextos. Além de acepções teóricas, são desenvolvidas e apresentadas duas transposições didáticas – a partir de uma reportagem e de um artigo de opinião –, para evidenciar como essas estratégias de leitura podem ser aplicadas em textos e desenvolvidas em sala de aula.","PeriodicalId":435794,"journal":{"name":"Poíesis Pedagógica","volume":"205 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2018-09-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"127323039","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}