Pub Date : 2020-05-29DOI: 10.5380/petfilo.v18i1.73999
Stéphanie Sabatke
O cérebro ocupa um lugar central na epistemologia de Schopenhauer. Ele remete à visão empírica das faculdades de conhecimento e é o responsável pela realização da representação intuitiva da realidade material e empírica do mundo através das formas puras de tempo e espaço e a aplicação da lei a priori de causalidade, esta que é o fundamento e a possibilidade da representação intuitiva. Se o cérebro é a visão empírica das faculdades de conhecimento, por sua vez, é somente através dele e para ele que existe esta realidade empírica. A realidade empírica é, para Schopenhauer, sempre ideal, pois dependente do cérebro que conhece; e por tal, possui uma existência real, porém relativa, sempre como uma representação que remete às formas a priori do sujeito que conhece. Este artigo expõe o lugar do cérebro na epistemologia de Schopenhauer e o seu papel enquanto uma concepção chave para compreender a idealidade transcendental da realidade empírica e o estatuto de realidade da representação intuitiva.
{"title":"O cérebro e a realidade relativa do mundo empírico em Schopenhauer","authors":"Stéphanie Sabatke","doi":"10.5380/petfilo.v18i1.73999","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/petfilo.v18i1.73999","url":null,"abstract":"O cérebro ocupa um lugar central na epistemologia de Schopenhauer. Ele remete à visão empírica das faculdades de conhecimento e é o responsável pela realização da representação intuitiva da realidade material e empírica do mundo através das formas puras de tempo e espaço e a aplicação da lei a priori de causalidade, esta que é o fundamento e a possibilidade da representação intuitiva. Se o cérebro é a visão empírica das faculdades de conhecimento, por sua vez, é somente através dele e para ele que existe esta realidade empírica. A realidade empírica é, para Schopenhauer, sempre ideal, pois dependente do cérebro que conhece; e por tal, possui uma existência real, porém relativa, sempre como uma representação que remete às formas a priori do sujeito que conhece. Este artigo expõe o lugar do cérebro na epistemologia de Schopenhauer e o seu papel enquanto uma concepção chave para compreender a idealidade transcendental da realidade empírica e o estatuto de realidade da representação intuitiva.","PeriodicalId":503369,"journal":{"name":"Cadernos PET-Filosofia","volume":"3 11","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-05-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141202084","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-05-29DOI: 10.5380/petfilo.v18i1.74006
Bruna Lourenço dos Santos
Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, conhecido como o “filósofo da vontade”, aborda a questão sobre o que é justiça e qual o papel do Estado em alguns parágrafos da sua obra ‘O mundo como vontade e representação’. Ele trata sobre conceitos morais e menciona o direito positivo como regulador da sociedade, mesmo tendo um embasamento no direito natural. O presente artigo pretende evidenciar qual a visão do filósofo sobre o conceito de vontade e como ela influencia diretamente na sua concepção sobre o que é justiça. Partindo desse ponto, será mostrado como o Estado age para estabelecer o bem-estar social dos indivíduos diante da visão schopenhaueriana.
{"title":"Justiça e Direito em Arthur Schopenhauer","authors":"Bruna Lourenço dos Santos","doi":"10.5380/petfilo.v18i1.74006","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/petfilo.v18i1.74006","url":null,"abstract":"Arthur Schopenhauer, filósofo do século XIX, conhecido como o “filósofo da vontade”, aborda a questão sobre o que é justiça e qual o papel do Estado em alguns parágrafos da sua obra ‘O mundo como vontade e representação’. Ele trata sobre conceitos morais e menciona o direito positivo como regulador da sociedade, mesmo tendo um embasamento no direito natural. O presente artigo pretende evidenciar qual a visão do filósofo sobre o conceito de vontade e como ela influencia diretamente na sua concepção sobre o que é justiça. Partindo desse ponto, será mostrado como o Estado age para estabelecer o bem-estar social dos indivíduos diante da visão schopenhaueriana.","PeriodicalId":503369,"journal":{"name":"Cadernos PET-Filosofia","volume":"8 47","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-05-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141202151","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-05-29DOI: 10.5380/petfilo.v18i1.74005
Luana Chrystina Martins Tosta
Se uma parte da filosofia ocidental contemporânea passou a considerar os animais não-humanos como dignos de reconhecimento moral, isto se deu em grande parte ao salto no entendimento ético no qual Arthur Schopenhauer contribuiu imensamente. Tal evento se deu da ética racionalista, das aparências, defendida pela filosofia tradicional, para a ética essencialista e extensionista das vivências pensadas pelo filósofo pessimista. Enquanto a ética tradicional baseia-se no ideal de dever – pela abstração, portanto restrito ao “eu”, a prolongar as relações de domínio e expansão da dor – a ética essencialista faz outro caminho. Pela via da intuição, a destronar a razão, é somente ao reconhecimento da unidade entre todos os seres por meio da vontade expressa em sofrimento que a ética pode ser verdadeira e, assim, anti-especista. Para compreender tais afirmações, dispomos do apoio teórico das pensadoras María Jesús Saravia San Martín e de Sônia Felipe.
如果说当代西方哲学的一部分已开始将非人类动物视为值得在道德上予以承认的动物,那么这在很大程度上要归功于亚瑟-叔本华(Arthur Schopenhauer)在伦理认识上的飞跃,而叔本华为这一飞跃做出了巨大贡献。这是从传统哲学所捍卫的理性主义表象伦理学,到这位悲观主义哲学家所设想的本质主义和外延主义经验伦理学的飞跃。传统伦理学以责任理想为基础--通过抽象,因此仅限于 "我",延长了统治关系,扩大了痛苦--而本质主义伦理学则另辟蹊径。通过直觉,废除理性,只有通过在痛苦中表现出来的意志承认所有生命的统一性,伦理学才可能是真实的,从而反物种主义。要理解这些论述,我们可以从思想家玛丽亚-赫苏斯-萨拉维亚-圣马丁(María Jesús Saravia San Martín)和索尼娅-费利佩(Sônia Felipe)那里得到理论支持。
{"title":"Schopenhauer e a filosofia da moral crítica: rumo à ética animal","authors":"Luana Chrystina Martins Tosta","doi":"10.5380/petfilo.v18i1.74005","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/petfilo.v18i1.74005","url":null,"abstract":"Se uma parte da filosofia ocidental contemporânea passou a considerar os animais não-humanos como dignos de reconhecimento moral, isto se deu em grande parte ao salto no entendimento ético no qual Arthur Schopenhauer contribuiu imensamente. Tal evento se deu da ética racionalista, das aparências, defendida pela filosofia tradicional, para a ética essencialista e extensionista das vivências pensadas pelo filósofo pessimista. Enquanto a ética tradicional baseia-se no ideal de dever – pela abstração, portanto restrito ao “eu”, a prolongar as relações de domínio e expansão da dor – a ética essencialista faz outro caminho. Pela via da intuição, a destronar a razão, é somente ao reconhecimento da unidade entre todos os seres por meio da vontade expressa em sofrimento que a ética pode ser verdadeira e, assim, anti-especista. Para compreender tais afirmações, dispomos do apoio teórico das pensadoras María Jesús Saravia San Martín e de Sônia Felipe.","PeriodicalId":503369,"journal":{"name":"Cadernos PET-Filosofia","volume":"2 4","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-05-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141202306","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-05-29DOI: 10.5380/petfilo.v18i1.74003
Giovanni Vieira de Carvalho Novelli
Este artigo tem por objetivo apresentar o desenvolvimento do conceito de “vontade” na obra O mundo como vontade e representação (1818-9) do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Pretende-se apresentar o conceito perpassando inicialmente pela dicotomia kantiana da Crítica da razão pura entre “coisa em si” e “fenômeno”. Depois, seguiremos as observações feitas por Schopenhauer a essa categorização da realidade e suas ressalvas, para, então, explicitarmos a sua respectiva filosofia fundamentada na oposição entre “vontade” e “representação”. Por último, a influência desse pensamento na denominada “segunda tópica” (pós 1920) na obra do pai da Psicanálise, Sigmund Freud.
{"title":"O conceito de vontade de Schopenhauer e alguns desdobramentos na Psicanálise freudiana","authors":"Giovanni Vieira de Carvalho Novelli","doi":"10.5380/petfilo.v18i1.74003","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/petfilo.v18i1.74003","url":null,"abstract":"Este artigo tem por objetivo apresentar o desenvolvimento do conceito de “vontade” na obra O mundo como vontade e representação (1818-9) do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Pretende-se apresentar o conceito perpassando inicialmente pela dicotomia kantiana da Crítica da razão pura entre “coisa em si” e “fenômeno”. Depois, seguiremos as observações feitas por Schopenhauer a essa categorização da realidade e suas ressalvas, para, então, explicitarmos a sua respectiva filosofia fundamentada na oposição entre “vontade” e “representação”. Por último, a influência desse pensamento na denominada “segunda tópica” (pós 1920) na obra do pai da Psicanálise, Sigmund Freud.","PeriodicalId":503369,"journal":{"name":"Cadernos PET-Filosofia","volume":"11 27","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-05-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141202343","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-05-29DOI: 10.5380/petfilo.v18i1.73998
Isabella Nobrega Gomes Stencel
Neste artigo, pretende-se descrever os pontos de maior relevância à teoria do conhecimento de Arthur Schopenhauer, levando em consideração a farta influência do idealismo transcendental kantiano em sua produção filosófica. No que diz respeito à formulação do conhecimento empírico, bem como às faculdades e princípios envolvidos no processo, busca-se promover a comparação entre os elementos pertinentes aos sistemas elaborados pelos respectivos filósofos, a fim de tornar explícitos os momentos em que Schopenhauer alinha-se ao idealismo transcendental kantiano e, igualmente, os momentos em que o filósofo rompe com seu predecessor por meio da elaboração de um sistema filosófico original, de notória relevância para a história da filosofia.
{"title":"A teoria do conhecimento de Arthur Schopenhauer à luz do idealismo transcendental kantiano","authors":"Isabella Nobrega Gomes Stencel","doi":"10.5380/petfilo.v18i1.73998","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/petfilo.v18i1.73998","url":null,"abstract":"Neste artigo, pretende-se descrever os pontos de maior relevância à teoria do conhecimento de Arthur Schopenhauer, levando em consideração a farta influência do idealismo transcendental kantiano em sua produção filosófica. No que diz respeito à formulação do conhecimento empírico, bem como às faculdades e princípios envolvidos no processo, busca-se promover a comparação entre os elementos pertinentes aos sistemas elaborados pelos respectivos filósofos, a fim de tornar explícitos os momentos em que Schopenhauer alinha-se ao idealismo transcendental kantiano e, igualmente, os momentos em que o filósofo rompe com seu predecessor por meio da elaboração de um sistema filosófico original, de notória relevância para a história da filosofia.","PeriodicalId":503369,"journal":{"name":"Cadernos PET-Filosofia","volume":"7 42","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-05-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141202428","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-05-29DOI: 10.5380/petfilo.v18i1.74009
J. Campos
No penúltimo parágrafo de O mundo como vontade e como representação, Schopenhauer, contra a tendência do livro até então, dá um caráter especial à razão na negação da Vontade de vida. O conhecimento abstrato é, nesse contexto, como clarividência da razão, o fundamento para se atingir o conhecimento puramente intuitivo. A partir da análise de algumas formas de conhecimento (conceito, sentimento e Ideia) apresentadas no tomo I da obra, tem-se uma diferenciação clara entre os âmbitos da explicação e da significação do mundo na metafísica da vontade. Assim, o objetivo deste artigo é indicar um possível limite da filosofia, tomando como exemplo a tentativa de conceitualização do nada no último parágrafo da obra, e, por fim, propor uma reflexão acerca do papel do filósofo, para Schopenhauer, na negação da Vontade de vida.
{"title":"A filosofia no limite da negação da Vontade de vida","authors":"J. Campos","doi":"10.5380/petfilo.v18i1.74009","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/petfilo.v18i1.74009","url":null,"abstract":"No penúltimo parágrafo de O mundo como vontade e como representação, Schopenhauer, contra a tendência do livro até então, dá um caráter especial à razão na negação da Vontade de vida. O conhecimento abstrato é, nesse contexto, como clarividência da razão, o fundamento para se atingir o conhecimento puramente intuitivo. A partir da análise de algumas formas de conhecimento (conceito, sentimento e Ideia) apresentadas no tomo I da obra, tem-se uma diferenciação clara entre os âmbitos da explicação e da significação do mundo na metafísica da vontade. Assim, o objetivo deste artigo é indicar um possível limite da filosofia, tomando como exemplo a tentativa de conceitualização do nada no último parágrafo da obra, e, por fim, propor uma reflexão acerca do papel do filósofo, para Schopenhauer, na negação da Vontade de vida.","PeriodicalId":503369,"journal":{"name":"Cadernos PET-Filosofia","volume":"11 34","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-05-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141202338","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2020-05-29DOI: 10.5380/petfilo.v18i1.74008
João Gabriel Coterli Hank
O texto parte das considerações que Schopenhauer faz acerca do princípio de razão suficiente do agir na sua dissertação Sobre a quadrúplice raiz do princípio de razão suficiente e da negação da Vontade de vida nos §68-70 de O mundo como vontade e como representação; e como a conduta relacionada a este conceito pode ser observada ao longo da história, seja no cristianismo ou nas religiões indianas, mostrando como é possível chegar à tal conhecimento. Em seguida, aliado ao texto kantiano sobre as grandezas negativas, mostro a inversão que Schopenhauer faz dos sinais do que é considerado positivo ou negativo, ou seja, ser e nada, devido a uma troca de perspectiva em consequência da chamada “viragem da vontade”.
{"title":"A doutrina de negação da vontade de Schopenhauer à luz do conceito kantiano de grandezas negativas","authors":"João Gabriel Coterli Hank","doi":"10.5380/petfilo.v18i1.74008","DOIUrl":"https://doi.org/10.5380/petfilo.v18i1.74008","url":null,"abstract":"O texto parte das considerações que Schopenhauer faz acerca do princípio de razão suficiente do agir na sua dissertação Sobre a quadrúplice raiz do princípio de razão suficiente e da negação da Vontade de vida nos §68-70 de O mundo como vontade e como representação; e como a conduta relacionada a este conceito pode ser observada ao longo da história, seja no cristianismo ou nas religiões indianas, mostrando como é possível chegar à tal conhecimento. Em seguida, aliado ao texto kantiano sobre as grandezas negativas, mostro a inversão que Schopenhauer faz dos sinais do que é considerado positivo ou negativo, ou seja, ser e nada, devido a uma troca de perspectiva em consequência da chamada “viragem da vontade”.","PeriodicalId":503369,"journal":{"name":"Cadernos PET-Filosofia","volume":"5 19","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2020-05-29","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"141202284","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}