{"title":"Em Busca da África, um livro para ser pensado","authors":"Leda Maria Martins","doi":"10.9771/aa.v0i66.52114","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/aa.v0i66.52114","url":null,"abstract":"Resenha de: DIAWARA, Manthia. Em busca da África: pretitude e modernidade. São Paulo: Zahar, 2022. 420 p.","PeriodicalId":163081,"journal":{"name":"Afro-Ásia","volume":"22 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135256226","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Este artigo discute como teses interpretativas muito compartilhadas sobre o racismo e o folclore negro podem se transformar a partir do trabalho de pesquisa etnográfica, aqui entendido como uma prática de mediação cultural. Alexina de Magalhães Pinto e Lavinia Costa Raymond foram duas intelectuais brancas, professoras e autoras, que apesar de hoje esquecidas, projetaram-se no mundo letrado e acadêmico de seu tempo. Atuaram em dois momentos decisivos, mesmo que distintos, para os debates sobre a questão racial no Brasil: as décadas de 1900 a 1920 e de 1935 a 1955. Enfrentaram, cada uma a sua maneira, ainda que de forma inicial e ambígua, as teses sobre o desaparecimento das expressões culturais afro-brasileiras, encontrando caminhos para a valorização do patrimônio cultural construído pelos descendentes de escravizados.
{"title":"Alexina de Magalhães e Lavinia Raymond","authors":"Angela de Castro Gomes, Martha Abreu","doi":"10.9771/aa.v0i66.47529","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/aa.v0i66.47529","url":null,"abstract":"Este artigo discute como teses interpretativas muito compartilhadas sobre o racismo e o folclore negro podem se transformar a partir do trabalho de pesquisa etnográfica, aqui entendido como uma prática de mediação cultural. Alexina de Magalhães Pinto e Lavinia Costa Raymond foram duas intelectuais brancas, professoras e autoras, que apesar de hoje esquecidas, projetaram-se no mundo letrado e acadêmico de seu tempo. Atuaram em dois momentos decisivos, mesmo que distintos, para os debates sobre a questão racial no Brasil: as décadas de 1900 a 1920 e de 1935 a 1955. Enfrentaram, cada uma a sua maneira, ainda que de forma inicial e ambígua, as teses sobre o desaparecimento das expressões culturais afro-brasileiras, encontrando caminhos para a valorização do patrimônio cultural construído pelos descendentes de escravizados.","PeriodicalId":163081,"journal":{"name":"Afro-Ásia","volume":"287 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135256214","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Resenha de: PEREIRA, Leonardo Affonso de Miranda. A cidade que dança: clubes e bailes negros no Rio de Janeiros (1881-1933). Campinas: Editora da Unicamp; Rio de Janeiro: EdUERJ, 2020. 360 p.
评论:PEREIRA, Leonardo Affonso de Miranda。舞蹈之城:里约热内卢de Janeiros的俱乐部和黑人舞蹈(1881-1933)。坎皮纳斯:Unicamp出版社;里约热内卢de Janeiro: EdUERJ, 2020。360 p。
{"title":"Clubes e bailes negros rompem a exclusão na Primeira República","authors":"Fernanda Oliveira","doi":"10.9771/aa.v0i66.52082","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/aa.v0i66.52082","url":null,"abstract":"Resenha de: PEREIRA, Leonardo Affonso de Miranda. A cidade que dança: clubes e bailes negros no Rio de Janeiros (1881-1933). Campinas: Editora da Unicamp; Rio de Janeiro: EdUERJ, 2020. 360 p.","PeriodicalId":163081,"journal":{"name":"Afro-Ásia","volume":"52 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135256218","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
O presente artigo analisa a trama originada pelo furto de uma carteira que pertencia a Franklin Dória, um promotor da cidade de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, em 1864. O principal suspeito, Lúcio, era escravizado da tia do promotor, tendo supostamente confiado a quantia subtraída – um conto e oitocentos mil réis – à sua própria tia, Petronilla, que teria usado o dinheiro para se alforriar, adquirir tecidos, joias em ouro e para agradar o seu amásio, Piranduba, um calafate livre apontado como cúmplice do delito. A pesquisa que segue, portanto, mostra como esse furto pode revelar os limites e fragilidades da política de domínio senhorial, evidenciando a agência das pessoas escravizadas. Para tanto, foram consultados: cartas íntimas, a literatura, um livro de memória, um inventário, relatos de viajantes, depoimentos, registros policiais, processos-crime, petições, legislações e assentamento de batismo.
{"title":"trama de um furto","authors":"Itan Cruz","doi":"10.9771/aa.v0i66.48569","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/aa.v0i66.48569","url":null,"abstract":"O presente artigo analisa a trama originada pelo furto de uma carteira que pertencia a Franklin Dória, um promotor da cidade de Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, em 1864. O principal suspeito, Lúcio, era escravizado da tia do promotor, tendo supostamente confiado a quantia subtraída – um conto e oitocentos mil réis – à sua própria tia, Petronilla, que teria usado o dinheiro para se alforriar, adquirir tecidos, joias em ouro e para agradar o seu amásio, Piranduba, um calafate livre apontado como cúmplice do delito. A pesquisa que segue, portanto, mostra como esse furto pode revelar os limites e fragilidades da política de domínio senhorial, evidenciando a agência das pessoas escravizadas. Para tanto, foram consultados: cartas íntimas, a literatura, um livro de memória, um inventário, relatos de viajantes, depoimentos, registros policiais, processos-crime, petições, legislações e assentamento de batismo.","PeriodicalId":163081,"journal":{"name":"Afro-Ásia","volume":"22 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135256207","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Este artigo pretende explorar o apresamento do navio negreiro, iate Rolha, no porto de Macaé, no litoral norte da província do Rio de Janeiro, a partir do processo instaurado pela Auditoria Geral de Marinha. Em tempos de ilegalidade, a complexidade e a trama que envolvem a operação de um navio negreiro podem ser percebidas ao tornar-se presa a embarcação. Em primeiro plano, os africanos, o navio e seu porão. Depois, o porto, os lugares de partida e de chegada, a cidade, os múltiplos sujeitos e as estruturas de recepção. Em seguida, aqueles que atuam na repressão, os crimes e as penas. Por fim, entre recompensas oficiais, reencontramos os africanos envoltos entre a improvável liberdade e a disputa pela propriedade. No roteiro, a máquina atlântica emerge repleta de códigos muito próprios das atividades clandestinas.
{"title":"\"Vasta Máquina\" do Atlântico","authors":"Walter Luiz Carneiro de Mattos Pereira","doi":"10.9771/aa.v0i66.47369","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/aa.v0i66.47369","url":null,"abstract":"Este artigo pretende explorar o apresamento do navio negreiro, iate Rolha, no porto de Macaé, no litoral norte da província do Rio de Janeiro, a partir do processo instaurado pela Auditoria Geral de Marinha. Em tempos de ilegalidade, a complexidade e a trama que envolvem a operação de um navio negreiro podem ser percebidas ao tornar-se presa a embarcação. Em primeiro plano, os africanos, o navio e seu porão. Depois, o porto, os lugares de partida e de chegada, a cidade, os múltiplos sujeitos e as estruturas de recepção. Em seguida, aqueles que atuam na repressão, os crimes e as penas. Por fim, entre recompensas oficiais, reencontramos os africanos envoltos entre a improvável liberdade e a disputa pela propriedade. No roteiro, a máquina atlântica emerge repleta de códigos muito próprios das atividades clandestinas.","PeriodicalId":163081,"journal":{"name":"Afro-Ásia","volume":"5 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135256208","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
O artigo tem como objetivo perscrutar as entrevistas de história de vida realizadas com médiuns em terreiros umbandistas de São João del-Rei, Brasil, e Montevidéu, Uruguai, durante os rituais em que se declaravam incorporados por pretos-velhos. A pesquisa pauta-se na metodologia da história oral e foi empreendida entre os anos de 2017 e 2021. Observou-se que os relatos colhidos nos terreiros mantinham uma estruturação comum, a despeito de sua enorme distância física, iniciando-se com narrativas de dor e sofrimento, procedidos por falas de resistência e, finalmente, concluídos com a apresentação de valores e conselhos potencialmente angariados com a experiência do cativeiro. Ao se debruçar sobre esses dois momentos finais das entrevistas, foi possível aproximar as falas dos médiuns durante os rituais em que se declaravam incorporados ao conceito de resistência não violenta – tão presente no ativismo de grandes líderes como Gandhi e Martin Luther King. Concluiu-se ainda que as memórias coletivas elaboradas atualmente nos terreiros, bem como muitos dos valores e cursos de ação sugeridos pelos pretos-velhos aproximam-se de maneira muito intensa de parte do movimento antirracista contemporâneo, ressoando as falas de bell hooks, Emicida e Paulina Chiziane, por exemplo.
这篇文章的目的是仔细阅读在巴西sao joao del rei和乌拉圭蒙得维的亚的umbandista寺庙中对灵媒进行的生活史采访,在仪式中,他们宣布自己是黑人老人的一部分。该研究以口述历史方法论为指导,于2017年至2021年进行。据观察,在院子里收集的报告保持了一个共同的结构,尽管它们的物理距离巨大,从痛苦和痛苦的叙述开始,接着是抵抗的演讲,最后以可能从囚禁的经历中获得的价值和建议的呈现结束。在采访的最后两个时刻,我们有可能接近灵媒在仪式上的演讲,在仪式上,他们宣布自己融入了非暴力抵抗的概念——在甘地和马丁·路德·金等伟大领袖的行动主义中如此普遍。它还得出结论,目前在terreiros中阐述的集体记忆,以及黑人老年人提出的许多价值观和行动方针,以一种非常强烈的方式接近当代反种族主义运动的一部分,呼应了bell hooks, Emicida和Paulina Chiziane的演讲,例如。
{"title":"ética do amor nos pretos-velhos umbandistas","authors":"Lívia Lima Rezende","doi":"10.9771/aa.v0i66.47696","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/aa.v0i66.47696","url":null,"abstract":"O artigo tem como objetivo perscrutar as entrevistas de história de vida realizadas com médiuns em terreiros umbandistas de São João del-Rei, Brasil, e Montevidéu, Uruguai, durante os rituais em que se declaravam incorporados por pretos-velhos. A pesquisa pauta-se na metodologia da história oral e foi empreendida entre os anos de 2017 e 2021. Observou-se que os relatos colhidos nos terreiros mantinham uma estruturação comum, a despeito de sua enorme distância física, iniciando-se com narrativas de dor e sofrimento, procedidos por falas de resistência e, finalmente, concluídos com a apresentação de valores e conselhos potencialmente angariados com a experiência do cativeiro. Ao se debruçar sobre esses dois momentos finais das entrevistas, foi possível aproximar as falas dos médiuns durante os rituais em que se declaravam incorporados ao conceito de resistência não violenta – tão presente no ativismo de grandes líderes como Gandhi e Martin Luther King. Concluiu-se ainda que as memórias coletivas elaboradas atualmente nos terreiros, bem como muitos dos valores e cursos de ação sugeridos pelos pretos-velhos aproximam-se de maneira muito intensa de parte do movimento antirracista contemporâneo, ressoando as falas de bell hooks, Emicida e Paulina Chiziane, por exemplo.","PeriodicalId":163081,"journal":{"name":"Afro-Ásia","volume":"285 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135256209","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
{"title":"Estudantes africanos no Brasil","authors":"Ivo de Santana","doi":"10.9771/aa.v0i66.52078","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/aa.v0i66.52078","url":null,"abstract":"Resenha de: REIS, Luiza Nascimento dos. Estudantes africanos e africanas no Brasil (Anos 1960). Recife: Ed. UFPE, 2021. 192 p.","PeriodicalId":163081,"journal":{"name":"Afro-Ásia","volume":"69 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135256224","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Resenha de: SILVEIRA, Renato da. A mitologia maldita: estereótipos políticos e raciais na gênese da indústria cultural. Salvador: Edufba, 2021. 436 p. il.
{"title":"A mitologia maldita do racismo nosso, de cada dia","authors":"Núbia Bento Rodrigues","doi":"10.9771/aa.v0i66.52096","DOIUrl":"https://doi.org/10.9771/aa.v0i66.52096","url":null,"abstract":"Resenha de: SILVEIRA, Renato da. A mitologia maldita: estereótipos políticos e raciais na gênese da indústria cultural. Salvador: Edufba, 2021. 436 p. il.","PeriodicalId":163081,"journal":{"name":"Afro-Ásia","volume":"285 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-02-03","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135256227","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}