Pub Date : 2023-12-07DOI: 10.61389/geofronter.v9i1.7693
Raquel Belmira Silva Cezário, Marta Regina Silva Melo
A fim de desenvolver e fomentar o turismo com soluções tecnológicas, sustentáveis e inovadoras, foi criado o projeto DTI Brasil. O projeto consiste na escolha de dez cidades-piloto para a transformação em Destinos Turísticos Inteligentes (DTIs); entre elas está Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul. O presente artigo tem como objetivo investigar o processo de preparação para que Campo Grande se torne um Destino Turístico Inteligente e se isso possibilita um diferencial competitivo para o município. O estudo apresentou, no que se refere aos procedimentos metodológicos, caráter exploratório-explicativo com abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário direcionado aos principais gestores turísticos de empresas públicas, privadas, bem como do terceiro setor do município. As questões foram elaboradas com base em respostas adequadas à escala de Likert, com a finalidade de conhecer as opiniões dos gestores em relação à implantação de ações no processo de transformação para DTI. Os resultados apontaram que o município está em processo de desenvolvimento no que se refere à aplicação das metodologias do projeto. Observou-se que é necessária uma maior flexibilidade no seguimento do plano metodológico, tendo em vista que cada município possui suas especificidades e diferentes tipos de segmentos turísticos, assim como diferentes problemas a serem corrigidos e adaptados no processo de transformação para DTI.
{"title":"DESTINO TURÍSTICO INTELIGENTE","authors":"Raquel Belmira Silva Cezário, Marta Regina Silva Melo","doi":"10.61389/geofronter.v9i1.7693","DOIUrl":"https://doi.org/10.61389/geofronter.v9i1.7693","url":null,"abstract":"A fim de desenvolver e fomentar o turismo com soluções tecnológicas, sustentáveis e inovadoras, foi criado o projeto DTI Brasil. O projeto consiste na escolha de dez cidades-piloto para a transformação em Destinos Turísticos Inteligentes (DTIs); entre elas está Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul. O presente artigo tem como objetivo investigar o processo de preparação para que Campo Grande se torne um Destino Turístico Inteligente e se isso possibilita um diferencial competitivo para o município. O estudo apresentou, no que se refere aos procedimentos metodológicos, caráter exploratório-explicativo com abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada por meio de um questionário direcionado aos principais gestores turísticos de empresas públicas, privadas, bem como do terceiro setor do município. As questões foram elaboradas com base em respostas adequadas à escala de Likert, com a finalidade de conhecer as opiniões dos gestores em relação à implantação de ações no processo de transformação para DTI. Os resultados apontaram que o município está em processo de desenvolvimento no que se refere à aplicação das metodologias do projeto. Observou-se que é necessária uma maior flexibilidade no seguimento do plano metodológico, tendo em vista que cada município possui suas especificidades e diferentes tipos de segmentos turísticos, assim como diferentes problemas a serem corrigidos e adaptados no processo de transformação para DTI.","PeriodicalId":491044,"journal":{"name":"GEOFRONTER","volume":"107 3","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-12-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"138590642","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-11-10DOI: 10.61389/geofronter.v9i1.8263
BARBARA OLIVEIRA DE MORAIS
Resenha da obra: COVID-19, MEIO AMBIENTE E POLÍTICAS PÚBLICAS.
Publicado em 2020, o livro “Covid-19, meio ambiente e políticas públicas” foi organizado por Carlos Eduardo Frickmann Young, Professor Titular do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ), onde coordena o Grupo de Economia do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (GEMA/IE/UFRJ) e por João Felippe Cury M. Mathias, também professor, atuando como associado IV do Instituto de Economia da UFRJ, na área de Macroeconomia (graduação) e Estatísticas Econômicas e Sociais (pós-graduação/ PPED).
Escrito por pesquisadores do Grupo de Estudos de Economia e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GEMA/IE/UFRJ), a obra buscou contribuir para o debate sobre a pandemia, políticas públicas e desenvolvimento sustentável. Ao longo da leitura e da própria apresentação da obra, compreende-se que os capítulos refletem as diferentes perspectivas dos autores, e as possíveis conexões da COVID-19 com políticas públicas, tendo como foco de análise as áreas econômica e ambiental.
{"title":"COVID-19, MEIO AMBIENTE E POLÍTICAS PÚBLICAS","authors":"BARBARA OLIVEIRA DE MORAIS","doi":"10.61389/geofronter.v9i1.8263","DOIUrl":"https://doi.org/10.61389/geofronter.v9i1.8263","url":null,"abstract":"Resenha da obra: COVID-19, MEIO AMBIENTE E POLÍTICAS PÚBLICAS. 
 Publicado em 2020, o livro “Covid-19, meio ambiente e políticas públicas” foi organizado por Carlos Eduardo Frickmann Young, Professor Titular do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ), onde coordena o Grupo de Economia do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (GEMA/IE/UFRJ) e por João Felippe Cury M. Mathias, também professor, atuando como associado IV do Instituto de Economia da UFRJ, na área de Macroeconomia (graduação) e Estatísticas Econômicas e Sociais (pós-graduação/ PPED).
 Escrito por pesquisadores do Grupo de Estudos de Economia e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GEMA/IE/UFRJ), a obra buscou contribuir para o debate sobre a pandemia, políticas públicas e desenvolvimento sustentável. Ao longo da leitura e da própria apresentação da obra, compreende-se que os capítulos refletem as diferentes perspectivas dos autores, e as possíveis conexões da COVID-19 com políticas públicas, tendo como foco de análise as áreas econômica e ambiental.","PeriodicalId":491044,"journal":{"name":"GEOFRONTER","volume":" 1260","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-10","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135186569","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-11-07DOI: 10.61389/geofronter.v9i1.8283
Ariana Castilhos dos Santos Toss Sampaio, Maria Das Graças de Lima
Este artigo tem por objetivo divulgar os dados parciais da tese de doutorado na qual defendemos a tese de que de há um incremento maior nas políticas públicas realizadas para o agronegócio sucroenergético do que para as políticas de qualificação da população, o que têm ocasionado problemas socioeconômicos. Neste artigo, iremos abordar as principais políticas públicas desenvolvidas no Brasil para qualificação da população. Como metodologia utilizamos a revisão bibliográfica na qual por meio de teses, dissertações e artigos elencamos as principais políticas realizadas de 1995 a 2022 e seus respectivos governos. Ao longo dessa pesquisa identificamos que as políticas públicas realizadas para a qualificação da população brasileira tem sido uma política apenas compensatória, não levando em conta todos os setores da economia e tem ocorrido a mercantilização da qualificação, na qual setores paraestatais e privados estão sendo beneficiados pelas políticas públicas.
{"title":"POLÍTICAS DE QUALIFICAÇÃO REALIZADAS NO BRASIL 1995-2022","authors":"Ariana Castilhos dos Santos Toss Sampaio, Maria Das Graças de Lima","doi":"10.61389/geofronter.v9i1.8283","DOIUrl":"https://doi.org/10.61389/geofronter.v9i1.8283","url":null,"abstract":"Este artigo tem por objetivo divulgar os dados parciais da tese de doutorado na qual defendemos a tese de que de há um incremento maior nas políticas públicas realizadas para o agronegócio sucroenergético do que para as políticas de qualificação da população, o que têm ocasionado problemas socioeconômicos. Neste artigo, iremos abordar as principais políticas públicas desenvolvidas no Brasil para qualificação da população. Como metodologia utilizamos a revisão bibliográfica na qual por meio de teses, dissertações e artigos elencamos as principais políticas realizadas de 1995 a 2022 e seus respectivos governos. Ao longo dessa pesquisa identificamos que as políticas públicas realizadas para a qualificação da população brasileira tem sido uma política apenas compensatória, não levando em conta todos os setores da economia e tem ocorrido a mercantilização da qualificação, na qual setores paraestatais e privados estão sendo beneficiados pelas políticas públicas.","PeriodicalId":491044,"journal":{"name":"GEOFRONTER","volume":"71 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-11-07","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135544793","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-10-31DOI: 10.61389/geofronter.v9i1.7774
Paulo Renato Piedade da Silva, Elany Pereira Marques da Silva, Emanoel Messias Pereira Fernando
No contexto de proteção dos biomas brasileiros, o desmatamento na Amazônia Legal é evidente. Nas últimas cinco décadas, essas áreas sofreram alterações no uso do solo, tornando-se heterogêneas, fragmentadas e degradadas. O Brasil possui legislação ambiental para orientar o uso da terra, seja para produção, conservação ou preservação. O Código Florestal Brasileiro é central para a proteção das florestas, estabelecendo regras para a exploração da vegetação nativa. Um estudo foi realizado no município de Capitão Poço, no Pará, usando dados geoespaciais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatisticas (IBGE) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, além de imagens dos satélites Landsat 5 e Sentinel-2, abrangendo o período de 2008 a 2020. Propriedades com menos de 4 módulos fiscais (MFs) em 2008 apresentaram solo exposto, sem Área de Reserva Legal. Propriedades maiores que 4 MFs mostraram uso diversificado do solo, porém com Área de Reserva Legal e Área de Preservação Permanente abaixo do exigido por lei. Em 2020, a propriedade menor de 4 MFs exibiu reflorestamento comercial e Área Consolidada. A propriedade maior de 4 MFs mostrou fragmentos de Área Consolidada, vegetação nativa remanescente, Área de Preservação Permanente (APP) de curso d’água e reflorestamento. Assim, em 2008, ambas as propriedades estavam irregulares perante o Código Florestal de 1965, mas em 2020, ambas estavam regulares de acordo com as alterações realizadas do Código Florestal de 2012, devido a medidas transitórias e decretos específicos.
{"title":"A APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL EM FUNÇÃO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO EM PROPRIEDADES RURAIS LOCALIZADAS NO MUNICIPIO DE CAPITÃO POÇO NO ESTADO DO PARÁ","authors":"Paulo Renato Piedade da Silva, Elany Pereira Marques da Silva, Emanoel Messias Pereira Fernando","doi":"10.61389/geofronter.v9i1.7774","DOIUrl":"https://doi.org/10.61389/geofronter.v9i1.7774","url":null,"abstract":"No contexto de proteção dos biomas brasileiros, o desmatamento na Amazônia Legal é evidente. Nas últimas cinco décadas, essas áreas sofreram alterações no uso do solo, tornando-se heterogêneas, fragmentadas e degradadas. O Brasil possui legislação ambiental para orientar o uso da terra, seja para produção, conservação ou preservação. O Código Florestal Brasileiro é central para a proteção das florestas, estabelecendo regras para a exploração da vegetação nativa. Um estudo foi realizado no município de Capitão Poço, no Pará, usando dados geoespaciais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatisticas (IBGE) e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, além de imagens dos satélites Landsat 5 e Sentinel-2, abrangendo o período de 2008 a 2020. Propriedades com menos de 4 módulos fiscais (MFs) em 2008 apresentaram solo exposto, sem Área de Reserva Legal. Propriedades maiores que 4 MFs mostraram uso diversificado do solo, porém com Área de Reserva Legal e Área de Preservação Permanente abaixo do exigido por lei. Em 2020, a propriedade menor de 4 MFs exibiu reflorestamento comercial e Área Consolidada. A propriedade maior de 4 MFs mostrou fragmentos de Área Consolidada, vegetação nativa remanescente, Área de Preservação Permanente (APP) de curso d’água e reflorestamento. Assim, em 2008, ambas as propriedades estavam irregulares perante o Código Florestal de 1965, mas em 2020, ambas estavam regulares de acordo com as alterações realizadas do Código Florestal de 2012, devido a medidas transitórias e decretos específicos.","PeriodicalId":491044,"journal":{"name":"GEOFRONTER","volume":"76 7","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-10-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135871620","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-10-31DOI: 10.61389/geofronter.v9i1.8271
Rafael Bastazini, Márcio José Catelan
Para além da lógica centro-periférica que caracterizou a estruturação dos centros urbanos no Brasil sobretudo a partir de meados do século XX, identificam-se outras lógicas que complexificam a estruturação dos seus espaços, marcadas pelo aprofundamento das desigualdades socioespaciais. Nesse contexto, buscando compreender a passagem da lógica socioespacial predominantemente centro-periférica para a lógica socioespacial fragmentária, tendo como dimensão empírica a mobilidade socioespacial dos sujeitos nas cidades de Campo Grande e Dourados no Mato Grosso do Sul, apresentamos uma metodologia utilizando recursos audiovisuais por meio de câmera de ação articulado aos percursos acompanhados realizados com os sujeitos com foco na captação do movimento e de seus conteúdos em suas mobilidades socioespaciais. Detalhamos essa metodologia apresentando as etapas, os procedimentos e os materiais produzidos. Consideramos que os resultados obtidos por meio dela são substancialmente diferentes daqueles alcançados por procedimentos estáticos, pois estar em movimento com o sujeito da pesquisa é essencialmente diferente de capturar o seu movimento a partir de mecanismos remotos, visto que a experiência transitória do movimento no espaço urbano exposto aos seus múltiplos eventos marcados espaço-temporalmente, aliada a ativação dos sentidos humanos, possibilita uma leitura mais apurada das inúmeras condições nas quais o movimento ocorre.
{"title":"PROPOSTA METODOLÓGICA PARA O ESTUDO DA MOBILIDADE NO ÂMBITO DA GEOGRAFIA URBANA","authors":"Rafael Bastazini, Márcio José Catelan","doi":"10.61389/geofronter.v9i1.8271","DOIUrl":"https://doi.org/10.61389/geofronter.v9i1.8271","url":null,"abstract":"Para além da lógica centro-periférica que caracterizou a estruturação dos centros urbanos no Brasil sobretudo a partir de meados do século XX, identificam-se outras lógicas que complexificam a estruturação dos seus espaços, marcadas pelo aprofundamento das desigualdades socioespaciais. Nesse contexto, buscando compreender a passagem da lógica socioespacial predominantemente centro-periférica para a lógica socioespacial fragmentária, tendo como dimensão empírica a mobilidade socioespacial dos sujeitos nas cidades de Campo Grande e Dourados no Mato Grosso do Sul, apresentamos uma metodologia utilizando recursos audiovisuais por meio de câmera de ação articulado aos percursos acompanhados realizados com os sujeitos com foco na captação do movimento e de seus conteúdos em suas mobilidades socioespaciais. Detalhamos essa metodologia apresentando as etapas, os procedimentos e os materiais produzidos. Consideramos que os resultados obtidos por meio dela são substancialmente diferentes daqueles alcançados por procedimentos estáticos, pois estar em movimento com o sujeito da pesquisa é essencialmente diferente de capturar o seu movimento a partir de mecanismos remotos, visto que a experiência transitória do movimento no espaço urbano exposto aos seus múltiplos eventos marcados espaço-temporalmente, aliada a ativação dos sentidos humanos, possibilita uma leitura mais apurada das inúmeras condições nas quais o movimento ocorre.","PeriodicalId":491044,"journal":{"name":"GEOFRONTER","volume":"288 ","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-10-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135871703","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-10-04DOI: 10.61389/geofronter.v9i1.8204
Lucas Camargos Borges, Samia Alvarenga
A aviação é um setor historicamente marcado pela sofisticação e pela fragilidade a crises. De fato, em 2020 o setor sofreu o seu maior golpe: a pandemia de covid-19. Para as empresas aéreas, essa crise representou uma queda acentuada em suas receitas, que entraram em um cenário de incertezas. O objetivo deste trabalho é avaliar como o setor foi impactado pela covid-19 e verificar quais estratégias adotadas pelas companhias aéreas foram vitoriosas e estabelecer um comparativo de como a crise afetou as empresas aéreas sediadas em países desenvolvidos e em países emergentes. Para isso, utiliza-se uma pesquisa de natureza aplicada e caráter descritivo que envolve a revisão documental para coleta de dados secundários. Estudam-se os relatórios periódicos de desempenho financeiro e operacional divulgados por diferentes companhias aéreas de diferentes países. Os principais resultados revelam que as estratégias mais utilizadas para conter os danos da crise foram: a negociação de prazos de pagamentos, novas captações de dívidas, suspensão de jornadas de trabalho de funcionários e até a transformação de aviões de passageiros em aviões cargueiros. Pode-se concluir ainda, que o cenário econômico do país em que estão situadas as companhias aéreas interferiu na forma como elas atravessaram o período.
{"title":"TURISMO AÉREO E CRISE: OS DESAFIOS ENFRENTADOS PELA AVIAÇÃO COMERCIAL DURANTE COVID-19","authors":"Lucas Camargos Borges, Samia Alvarenga","doi":"10.61389/geofronter.v9i1.8204","DOIUrl":"https://doi.org/10.61389/geofronter.v9i1.8204","url":null,"abstract":"A aviação é um setor historicamente marcado pela sofisticação e pela fragilidade a crises. De fato, em 2020 o setor sofreu o seu maior golpe: a pandemia de covid-19. Para as empresas aéreas, essa crise representou uma queda acentuada em suas receitas, que entraram em um cenário de incertezas. O objetivo deste trabalho é avaliar como o setor foi impactado pela covid-19 e verificar quais estratégias adotadas pelas companhias aéreas foram vitoriosas e estabelecer um comparativo de como a crise afetou as empresas aéreas sediadas em países desenvolvidos e em países emergentes. Para isso, utiliza-se uma pesquisa de natureza aplicada e caráter descritivo que envolve a revisão documental para coleta de dados secundários. Estudam-se os relatórios periódicos de desempenho financeiro e operacional divulgados por diferentes companhias aéreas de diferentes países. Os principais resultados revelam que as estratégias mais utilizadas para conter os danos da crise foram: a negociação de prazos de pagamentos, novas captações de dívidas, suspensão de jornadas de trabalho de funcionários e até a transformação de aviões de passageiros em aviões cargueiros. Pode-se concluir ainda, que o cenário econômico do país em que estão situadas as companhias aéreas interferiu na forma como elas atravessaram o período.","PeriodicalId":491044,"journal":{"name":"GEOFRONTER","volume":"26 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-10-04","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135645730","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-10-04DOI: 10.61389/geofronter.v9i1.7732
Rogerio Gonçalves Lacerda de Gouveia, Gustavo Rodrigues Barbosa
O objetivo deste trabalho foi identificar e quantificar o uso da terra na Bacia Hidrográfica do rio Grande no Estado de Minas Gerais, com área total de 86345,43 km², nos anos 1990, 2000, 2010 e 2020. Foram utilizadas as imagens do satélite LANDSAT com resolução espacial de 30 m, em que o projeto Mapbiomas processa os dados e disponibiliza um produto com várias classes de uso da terra desde 1985 até o momento. O grau de antropização foi verificado por meio do Índice de Transformação Antrópica. Foram identificadas dez classes de uso da terra na bacia do rio Grande no Estado de Minas Gerais: mata nativa, formação campestre, silvicultura, campo alagado, massas d´água, pastagem, agricultura, outras áreas não vegetadas, mineração e área urbanizada. Os resultados indicaram a diminuição nos percentuais das classes: 12,07% na mata nativa, 0,49% em campo alagado e 0,07% em outras áreas não vegetadas. Por outro lado, a área de uso da terra aumentou 4,88% na agricultura, 3,31% pastagem, 1,95% massas d’água, 1,66% silvicultura, 0,66% área urbanizada, 0,15% formação campestre e 0,01% mineração. Portanto, este trabalho evidenciou alteração drástica da paisagem e, por meio do Índice de Transformação Antrópica, verificou-se aumento de 4,55 para 5,14 entre os anos 1990 e 2020, ou seja, a área de estudo, que se encontrava na classe regular, passou a ser degradada em decorrência, sobretudo, das atividades antrópicas associadas à expansão da agricultura e da pastagem.
{"title":"ANÁLISE TEMPORAL DO USO DA TERRA NA BACIA DO RIO GRANDE NO ESTADO DE MINAS GERAIS","authors":"Rogerio Gonçalves Lacerda de Gouveia, Gustavo Rodrigues Barbosa","doi":"10.61389/geofronter.v9i1.7732","DOIUrl":"https://doi.org/10.61389/geofronter.v9i1.7732","url":null,"abstract":"O objetivo deste trabalho foi identificar e quantificar o uso da terra na Bacia Hidrográfica do rio Grande no Estado de Minas Gerais, com área total de 86345,43 km², nos anos 1990, 2000, 2010 e 2020. Foram utilizadas as imagens do satélite LANDSAT com resolução espacial de 30 m, em que o projeto Mapbiomas processa os dados e disponibiliza um produto com várias classes de uso da terra desde 1985 até o momento. O grau de antropização foi verificado por meio do Índice de Transformação Antrópica. Foram identificadas dez classes de uso da terra na bacia do rio Grande no Estado de Minas Gerais: mata nativa, formação campestre, silvicultura, campo alagado, massas d´água, pastagem, agricultura, outras áreas não vegetadas, mineração e área urbanizada. Os resultados indicaram a diminuição nos percentuais das classes: 12,07% na mata nativa, 0,49% em campo alagado e 0,07% em outras áreas não vegetadas. Por outro lado, a área de uso da terra aumentou 4,88% na agricultura, 3,31% pastagem, 1,95% massas d’água, 1,66% silvicultura, 0,66% área urbanizada, 0,15% formação campestre e 0,01% mineração. Portanto, este trabalho evidenciou alteração drástica da paisagem e, por meio do Índice de Transformação Antrópica, verificou-se aumento de 4,55 para 5,14 entre os anos 1990 e 2020, ou seja, a área de estudo, que se encontrava na classe regular, passou a ser degradada em decorrência, sobretudo, das atividades antrópicas associadas à expansão da agricultura e da pastagem.","PeriodicalId":491044,"journal":{"name":"GEOFRONTER","volume":"210 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-10-04","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135645095","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-09-27DOI: 10.61389/geofronter.v9i1.7649
Rodrigo Gavioli Diniz, Diogo Danilo De Almeida Pereira
O debate sobre desindustrialização vem ganhando relevância em diferentes áreas do conhecimento, porém não há uma única e absoluta forma de medir a sua existência, as três variáveis mais usuais são as de produção, emprego e comércio exterior. No Brasil, inúmeros autores confirmaram a sua existência a partir do final do século XX, cenário que se mantém até hoje. Dada a sua importância, é de grande valia verificar se as unidades da federação acompanham o Brasil nesse processo. O Paraná, por exemplo, é considerado um dos estados mais “industrializados” do país, mas será isso uma amostra de que a realidade paranaense segue caminho contrário? Isto posto, o objetivo principal dessa investigação foi verificar se o Paraná, assim como o Brasil, experimenta no século XXI a desindustrialização de sua estrutura econômica e, por conseguinte, observar possíveis implicações nas dimensões espacial e econômica. A metodologia utilizada baseia-se na pesquisa bibliográfica acerca do tema central, bem como na coleta, análise e sistematização de dados e indicadores sobre a economia paranaense: participação do Produto Interno Bruto (PIB) industrial no PIB total, comportamento do comércio exterior e emprego industrial. Os resultados indicaram um quadro de desindustrialização com restrições na unidade da federação referenciada e, simultaneamente, constatou-se uma moderada desconcentração dos empregos industriais quando consideradas as Regiões Geográficas Intermediárias (RGInt) do Paraná e uma reprimarização da pauta exportadora.
{"title":"O PROCESSO DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO DA ECONOMIA PARANAENSE NO SÉCULO XXI","authors":"Rodrigo Gavioli Diniz, Diogo Danilo De Almeida Pereira","doi":"10.61389/geofronter.v9i1.7649","DOIUrl":"https://doi.org/10.61389/geofronter.v9i1.7649","url":null,"abstract":"O debate sobre desindustrialização vem ganhando relevância em diferentes áreas do conhecimento, porém não há uma única e absoluta forma de medir a sua existência, as três variáveis mais usuais são as de produção, emprego e comércio exterior. No Brasil, inúmeros autores confirmaram a sua existência a partir do final do século XX, cenário que se mantém até hoje. Dada a sua importância, é de grande valia verificar se as unidades da federação acompanham o Brasil nesse processo. O Paraná, por exemplo, é considerado um dos estados mais “industrializados” do país, mas será isso uma amostra de que a realidade paranaense segue caminho contrário? Isto posto, o objetivo principal dessa investigação foi verificar se o Paraná, assim como o Brasil, experimenta no século XXI a desindustrialização de sua estrutura econômica e, por conseguinte, observar possíveis implicações nas dimensões espacial e econômica. A metodologia utilizada baseia-se na pesquisa bibliográfica acerca do tema central, bem como na coleta, análise e sistematização de dados e indicadores sobre a economia paranaense: participação do Produto Interno Bruto (PIB) industrial no PIB total, comportamento do comércio exterior e emprego industrial. Os resultados indicaram um quadro de desindustrialização com restrições na unidade da federação referenciada e, simultaneamente, constatou-se uma moderada desconcentração dos empregos industriais quando consideradas as Regiões Geográficas Intermediárias (RGInt) do Paraná e uma reprimarização da pauta exportadora.","PeriodicalId":491044,"journal":{"name":"GEOFRONTER","volume":"86 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-09-27","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135585951","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-09-05DOI: 10.61389/geofronter.v9i1.7761
Maria Josiane Da Paixão, Jane Roberta de Assis Barbosa, Sara Raquel Fernandes Queiroz de Medeiros, Iara Dantas de Souza
Os deslocamentos populacionais mais significativos em direção a Natal, capital do Rio Grande do Norte têm origem nos municípios da Região Metropolitana de Natal (RMN), impulsionados por diversos motivos, incluindo saúde, lazer, visitas familiares, trabalho e educação. Segundo o censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 78.977 pessoas com 18 anos ou mais se deslocaram dentro do estado por motivos de estudo, sendo que 38.991 o fizeram entre os municípios da RMN, o que corresponde a 49,3% de todos os fluxos pendulares do estado. Tendo em conta os fluxos na RMN, 31.732 pessoas, ou 81%, se deslocaram para a capital. A metodologia desta pesquisa incluiu revisão de literatura, coleta de dados secundários no site do IBGE e entrevistas realizadas nas paradas de transporte intermunicipal a fim de abordar o fenômeno de maneira quanti-qualitativa. A pesquisa revelou que a capital e o município vizinho, Parnamirim, são os principais receptores desse fluxo, enquanto São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e Extremoz são os principais emissores. Esse fluxo populacional causa uma maior demanda por serviços educacionais (públicos e privados) e infraestrutura urbana, o que exige maior esforço dos gestores municipais. Além disso, a pesquisa mostra a centralidade de Natal e Parnamirim como referências em ensino médio e superior no Rio Grande do Norte, tornando-as atrativas para os fluxos populacionais por motivos educacionais.
向大北州首府纳塔尔的人口迁移最显著的地方是纳塔尔大都会区(nmr)的城市,其动机有几个,包括健康、休闲、探亲、工作和教育。根据2010年的人口普查的巴西国家地理和统计数据(数据库),78977人中18年了一直研究的理由,38991的城市做过核磁共振,对应于3%的所有流倾斜的状态。考虑到核磁共振的流量,31.732人(81%)搬到了首都。本研究的方法包括文献综述,在IBGE网站上收集二手数据,以及在城市间运输站进行访谈,以定量和定性的方式解决这一现象。调查显示,首都和邻近的帕纳姆林市是主要的接收城市,而sao goncalo do Amarante, ceara -Mirim, macaiba和埃斯特雷莫斯是主要的排放城市。这种人口流动导致对教育服务(公共和私人)和城市基础设施的需求增加,这需要市政管理人员作出更大的努力。此外,研究表明,纳塔尔和帕纳姆林在北大州的高中和高等教育中具有中心地位,使它们对教育原因的人口流动具有吸引力。
{"title":"FLUXOS POPULACIONAIS NA REGIÃO METROPOLITANA DE NATAL MOTIVADOS PELA EDUCAÇÃO","authors":"Maria Josiane Da Paixão, Jane Roberta de Assis Barbosa, Sara Raquel Fernandes Queiroz de Medeiros, Iara Dantas de Souza","doi":"10.61389/geofronter.v9i1.7761","DOIUrl":"https://doi.org/10.61389/geofronter.v9i1.7761","url":null,"abstract":"Os deslocamentos populacionais mais significativos em direção a Natal, capital do Rio Grande do Norte têm origem nos municípios da Região Metropolitana de Natal (RMN), impulsionados por diversos motivos, incluindo saúde, lazer, visitas familiares, trabalho e educação. Segundo o censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 78.977 pessoas com 18 anos ou mais se deslocaram dentro do estado por motivos de estudo, sendo que 38.991 o fizeram entre os municípios da RMN, o que corresponde a 49,3% de todos os fluxos pendulares do estado. Tendo em conta os fluxos na RMN, 31.732 pessoas, ou 81%, se deslocaram para a capital. A metodologia desta pesquisa incluiu revisão de literatura, coleta de dados secundários no site do IBGE e entrevistas realizadas nas paradas de transporte intermunicipal a fim de abordar o fenômeno de maneira quanti-qualitativa. A pesquisa revelou que a capital e o município vizinho, Parnamirim, são os principais receptores desse fluxo, enquanto São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba e Extremoz são os principais emissores. Esse fluxo populacional causa uma maior demanda por serviços educacionais (públicos e privados) e infraestrutura urbana, o que exige maior esforço dos gestores municipais. Além disso, a pesquisa mostra a centralidade de Natal e Parnamirim como referências em ensino médio e superior no Rio Grande do Norte, tornando-as atrativas para os fluxos populacionais por motivos educacionais.","PeriodicalId":491044,"journal":{"name":"GEOFRONTER","volume":"44 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-09-05","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135363477","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-09-05DOI: 10.61389/geofronter.v9i1.7713
Karla Maria Silva de Faria
A problemática dos incêndios florestais destaca a polêmica entre a ciência, legislação e sociedade. A histórica política de Fogo Zero adotada no país e as sanções estabelecidas na legislação, contrastam com o fato de quem entre 1985 e 2020, as áreas queimadas no Brasil representaram quase 20% do território brasileiro. Dada a natureza de particularidade dos biomas brasileiros e as lacunas na fiscalização e comportamento cultural da população brasileira com o fogo, a perícia ambiental quando acionada para avaliações em caso de incêndios florestais demanda ao perito ambiental o conhecimento especializado sobre o processo para comprovação das causas de ocorrência do fogo. O objetivo desse artigo é, portanto o apresentar as contribuições de técnicas, instrumentos e bases institucionais na avaliação das causas dos incêndios florestais que podem ser utilizados nas avaliações de perícia ambiental. Os resultados apontam a possibilidade do uso de diversas técnicas de análise do fenômeno, mas que demandará do perito ambiental conhecimentos específicos em áreas como dendrogeomorfologia, sistemas de informações geográficas, modelagens ambientais. No entanto, conhecimento de diversas técnicas e sua habilitação na compreensão da integração ambiental de variáreis e de técnicas para a análise substanciada, contribuirá para equacionar dúvidas quanto a natureza do processo e os responsáveis pelos atos que implicam em desobediência da legislação ambiental.
{"title":"CONTRIBUIÇÕES CONCEITUAIS, TÉCNICAS E OPERACIONAIS PARA A PERÍCIA AMBIENTAL EM ÁREA DE INCÊNDIOS FLORESTAIS","authors":"Karla Maria Silva de Faria","doi":"10.61389/geofronter.v9i1.7713","DOIUrl":"https://doi.org/10.61389/geofronter.v9i1.7713","url":null,"abstract":"A problemática dos incêndios florestais destaca a polêmica entre a ciência, legislação e sociedade. A histórica política de Fogo Zero adotada no país e as sanções estabelecidas na legislação, contrastam com o fato de quem entre 1985 e 2020, as áreas queimadas no Brasil representaram quase 20% do território brasileiro. Dada a natureza de particularidade dos biomas brasileiros e as lacunas na fiscalização e comportamento cultural da população brasileira com o fogo, a perícia ambiental quando acionada para avaliações em caso de incêndios florestais demanda ao perito ambiental o conhecimento especializado sobre o processo para comprovação das causas de ocorrência do fogo. O objetivo desse artigo é, portanto o apresentar as contribuições de técnicas, instrumentos e bases institucionais na avaliação das causas dos incêndios florestais que podem ser utilizados nas avaliações de perícia ambiental. Os resultados apontam a possibilidade do uso de diversas técnicas de análise do fenômeno, mas que demandará do perito ambiental conhecimentos específicos em áreas como dendrogeomorfologia, sistemas de informações geográficas, modelagens ambientais. No entanto, conhecimento de diversas técnicas e sua habilitação na compreensão da integração ambiental de variáreis e de técnicas para a análise substanciada, contribuirá para equacionar dúvidas quanto a natureza do processo e os responsáveis pelos atos que implicam em desobediência da legislação ambiental.","PeriodicalId":491044,"journal":{"name":"GEOFRONTER","volume":"74 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-09-05","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"135363479","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}