Pub Date : 2023-07-31DOI: 10.11117/rdp.v20i106.7329
Alexander Kriebitz, Christoph Lütge
A inteligência artificial (IA) evoluiu como uma tecnologia disruptiva, gerando impactos para uma ampla gama de questões relacionadas aos direitos humanos, que vão desde a discriminação até a devida diligência na cadeia logística. Dadas as crescentes obrigações de direitos humanos das empresas e a intensificação do discurso sobre IA e direitos humanos, lançamos luz sobre as responsabilidades dos atores corporativos em termos de padrões de direitos humanos no contexto do desenvolvimento e uso da IA. Quais são as implicações das obrigações de direitos humanos para as empresas que desenvolvem e usam IA? Em nosso artigo, discutimos, primeiramente, se a IA possui um conflito intrínseco com os direitos humanos e com a autonomia humana. A seguir, discutimos como a IA pode estar ligada ao critério de beneficência, que integra a ética da IA, e como a IA pode ser aplicada em áreas relacionadas aos direitos humanos. Por fim, aprofundamo-nos sobre aspectos particulares do que significa estar em conformidade com os direitos humanos, abordando áreas problemáticas específicas da IA. Palavras-chave: inteligência artificial, ética corporativa, privacidade, digitalização, direitos humanos.
{"title":"Inteligência Artificial e Direitos Humanos: uma Avaliação Ética nos Negócios","authors":"Alexander Kriebitz, Christoph Lütge","doi":"10.11117/rdp.v20i106.7329","DOIUrl":"https://doi.org/10.11117/rdp.v20i106.7329","url":null,"abstract":"A inteligência artificial (IA) evoluiu como uma tecnologia disruptiva, gerando impactos para uma ampla gama de questões relacionadas aos direitos humanos, que vão desde a discriminação até a devida diligência na cadeia logística. Dadas as crescentes obrigações de direitos humanos das empresas e a intensificação do discurso sobre IA e direitos humanos, lançamos luz sobre as responsabilidades dos atores corporativos em termos de padrões de direitos humanos no contexto do desenvolvimento e uso da IA. Quais são as implicações das obrigações de direitos humanos para as empresas que desenvolvem e usam IA? Em nosso artigo, discutimos, primeiramente, se a IA possui um conflito intrínseco com os direitos humanos e com a autonomia humana. A seguir, discutimos como a IA pode estar ligada ao critério de beneficência, que integra a ética da IA, e como a IA pode ser aplicada em áreas relacionadas aos direitos humanos. Por fim, aprofundamo-nos sobre aspectos particulares do que significa estar em conformidade com os direitos humanos, abordando áreas problemáticas específicas da IA. \u0000Palavras-chave: inteligência artificial, ética corporativa, privacidade, digitalização, direitos humanos.","PeriodicalId":186819,"journal":{"name":"Direito Público","volume":"23 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"116014381","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-07-31DOI: 10.11117/rdp.v20i106.7172
Camilla De Magalhães Gomes, C. Carvalho, Julia Ávila Franzoni
O artigo desenvolve a ferramenta de reescrita de decisões jurisdicionais em perspectivas feministas com vistas a questionar as formas como o Direito produz gênero, produzindo sujeitos. O método mobilizado é do transfeminismo, articulando repertórios do conhecimento situado para reivindicar a construção de uma objetividade paradoxal e limitada, por meio da “pergunta pelo gênero”. Utilizamos o método para analisar a situação-problema do local de encarceramento de pessoas transgênero a partir de um caso judicial que negou a transferência de mulheres trans e travestis para um presídio feminino. Entendida como uma prática visual de oposição, as ferramentas do transfeminismo são guias para um caminho de reconstrução do caso estudado, mapeando fontes, argumentos jurídico-políticos e linguagem, naquilo que tornam (in)visível e, nesses termos, permitem ou interditam como experiência e como significados. Ademais, compreendendo o registro da situação-problema em outras bases, imaginamos outras respostas possíveis ao caso, ampliando as imaginações político-jurídicas tradicionais. PALAVRAS-CHAVE: transfeminismo; conhecimento situado; métodos jurídicos feministas; gênero; decisões judiciais.
{"title":"Método Transfeminista de Reescrita de Decisões Judiciais","authors":"Camilla De Magalhães Gomes, C. Carvalho, Julia Ávila Franzoni","doi":"10.11117/rdp.v20i106.7172","DOIUrl":"https://doi.org/10.11117/rdp.v20i106.7172","url":null,"abstract":"O artigo desenvolve a ferramenta de reescrita de decisões jurisdicionais em perspectivas feministas com vistas a questionar as formas como o Direito produz gênero, produzindo sujeitos. O método mobilizado é do transfeminismo, articulando repertórios do conhecimento situado para reivindicar a construção de uma objetividade paradoxal e limitada, por meio da “pergunta pelo gênero”. Utilizamos o método para analisar a situação-problema do local de encarceramento de pessoas transgênero a partir de um caso judicial que negou a transferência de mulheres trans e travestis para um presídio feminino. Entendida como uma prática visual de oposição, as ferramentas do transfeminismo são guias para um caminho de reconstrução do caso estudado, mapeando fontes, argumentos jurídico-políticos e linguagem, naquilo que tornam (in)visível e, nesses termos, permitem ou interditam como experiência e como significados. Ademais, compreendendo o registro da situação-problema em outras bases, imaginamos outras respostas possíveis ao caso, ampliando as imaginações político-jurídicas tradicionais.\u0000PALAVRAS-CHAVE: transfeminismo; conhecimento situado; métodos jurídicos feministas; gênero; decisões judiciais.","PeriodicalId":186819,"journal":{"name":"Direito Público","volume":"42 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"121122062","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-07-31DOI: 10.11117/rdp.v20i106.7344
Rosemary Hunter, Erika Rackley
Motivado por duas das premissas dos projetos de reescrita de decisões judiciais em perspectivas feministas (a de que essas decisões são relativamente raras no “mundo real” e a de que elas constituem valiosa contribuição à ciência do direito e à qualidade da justiça), este artigo aborda a produção de decisões feministas por ministros e ministras da Suprema Corte do Reino Unido. Com base em informações extraídas de um banco de dados com mais de 570 casos, o artigo investiga i) quem profere votos feministas na Suprema Corte do Reino Unido; ii) que tipo de decisões feministas escrevem e iii) o que essas decisões acrescentam ao entendimento da Corte e à qualidade da justiça por ela administrada. Conclui que, entre ministros e ministras que adotaram o raciocínio feminista, Lady Hale foi de longe a mais ativa, embora não tenha sido a única, pois os Lordes Kerr e Wilson também proferiram diversos votos feministas. Uma variedade desses raciocínios foi empregada, e as decisões feministas em geral se revelaram, de fato, melhores decisões, embora seu impacto tendesse a permanecer mais no âmbito discursivo do que no substantivo. O artigo se encerra com uma consideração das implicações dessas conclusões tanto para os debates feministas, quanto para a Suprema Corte do Reino Unido e as partes litigantes envolvidas em casos sob sua análise. PALAVRAS-CHAVE: Decisões judiciais feministas; Suprema Corte do Reino Unido; raciocínio feminista; questões substantivas.
{"title":"Decisões Judiciais na Suprema Corte do Reino Unido","authors":"Rosemary Hunter, Erika Rackley","doi":"10.11117/rdp.v20i106.7344","DOIUrl":"https://doi.org/10.11117/rdp.v20i106.7344","url":null,"abstract":"Motivado por duas das premissas dos projetos de reescrita de decisões judiciais em perspectivas feministas (a de que essas decisões são relativamente raras no “mundo real” e a de que elas constituem valiosa contribuição à ciência do direito e à qualidade da justiça), este artigo aborda a produção de decisões feministas por ministros e ministras da Suprema Corte do Reino Unido. Com base em informações extraídas de um banco de dados com mais de 570 casos, o artigo investiga i) quem profere votos feministas na Suprema Corte do Reino Unido; ii) que tipo de decisões feministas escrevem e iii) o que essas decisões acrescentam ao entendimento da Corte e à qualidade da justiça por ela administrada. Conclui que, entre ministros e ministras que adotaram o raciocínio feminista, Lady Hale foi de longe a mais ativa, embora não tenha sido a única, pois os Lordes Kerr e Wilson também proferiram diversos votos feministas. Uma variedade desses raciocínios foi empregada, e as decisões feministas em geral se revelaram, de fato, melhores decisões, embora seu impacto tendesse a permanecer mais no âmbito discursivo do que no substantivo. O artigo se encerra com uma consideração das implicações dessas conclusões tanto para os debates feministas, quanto para a Suprema Corte do Reino Unido e as partes litigantes envolvidas em casos sob sua análise. \u0000PALAVRAS-CHAVE: Decisões judiciais feministas; Suprema Corte do Reino Unido; raciocínio feminista; questões substantivas.","PeriodicalId":186819,"journal":{"name":"Direito Público","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129563851","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-07-31DOI: 10.11117/rdp.v20i106.7347
Isabel Montoya Ramos, Geraldina González de La Vega Hernández
Ser mujer continúa siendo un motivo para no gozar de manera plena de los derechos humanos, particularmente, del derecho a vivir libres de violencia. Lamentablemente, las circunstancias de vida de las mujeres siguen siendo menos benéficas que las de los hombres ya que siguen viviendo en planos de desigualdad, discriminación, violencia y opresión. Ese contexto debe ser visible y tomado en cuenta en las disputas judiciales en las que las mujeres sean parte. En ese sentido, este artículo tiene la finalidad de describir cómo se realizó el libro “Sentencias feministas, reescribiendo la justicia con perspectiva de género. Proyecto México”. El libro es una obra única en México y el primer proyecto de reescritura de sentencias con enfoque feminista en América Latina. Entonces, el presente texto describe la metodología que guío la construcción del libro. Los puntos centrales de la metodología empleada, son, primeramente, que las sentencias se reescribieron sin modificar los hechos, la litis, los argumentos de las partes o los elementos de prueba. En segundo término, las resoluciones fueron reescritas con la misma ley aplicable (normas, jurisprudencia nacional e internacional, protocolos y doctrina) vigente en el momento en que se emitió la sentencia original. En tercer lugar, el libro está centrado en el marco de los derechos humanos, específicamente, los de las mujeres y otros grupos en desventaja como la comunidad LGBTTTQ+. PALABRAS CLAVE: Juzgar con perspectiva de género, feminismo jurídico, sentencias feministas, activismo académico, metodología del feminismo
{"title":"La Metodología Para Construir El Libro “Sentencias Feministas: Reescribiendo La Justicia Con Perspectiva De Género. Proyecto México","authors":"Isabel Montoya Ramos, Geraldina González de La Vega Hernández","doi":"10.11117/rdp.v20i106.7347","DOIUrl":"https://doi.org/10.11117/rdp.v20i106.7347","url":null,"abstract":"Ser mujer continúa siendo un motivo para no gozar de manera plena de los derechos humanos, particularmente, del derecho a vivir libres de violencia. Lamentablemente, las circunstancias de vida de las mujeres siguen siendo menos benéficas que las de los hombres ya que siguen viviendo en planos de desigualdad, discriminación, violencia y opresión. Ese contexto debe ser visible y tomado en cuenta en las disputas judiciales en las que las mujeres sean parte. En ese sentido, este artículo tiene la finalidad de describir cómo se realizó el libro “Sentencias feministas, reescribiendo la justicia con perspectiva de género. Proyecto México”. El libro es una obra única en México y el primer proyecto de reescritura de sentencias con enfoque feminista en América Latina. Entonces, el presente texto describe la metodología que guío la construcción del libro. Los puntos centrales de la metodología empleada, son, primeramente, que las sentencias se reescribieron sin modificar los hechos, la litis, los argumentos de las partes o los elementos de prueba. En segundo término, las resoluciones fueron reescritas con la misma ley aplicable (normas, jurisprudencia nacional e internacional, protocolos y doctrina) vigente en el momento en que se emitió la sentencia original. En tercer lugar, el libro está centrado en el marco de los derechos humanos, específicamente, los de las mujeres y otros grupos en desventaja como la comunidad LGBTTTQ+. \u0000 \u0000PALABRAS CLAVE: Juzgar con perspectiva de género, feminismo jurídico, sentencias feministas, activismo académico, metodología del feminismo \u0000 ","PeriodicalId":186819,"journal":{"name":"Direito Público","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-07-31","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129491424","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-28DOI: 10.11117/rdp.v20i105.7022
Ignacio Giuffré, Juan R. Zelaya
A partir del estudio del caso argentino, argumentamos que la noción de la ética pública predominante se centra en la corrupción, entendida como enriquecimiento de la persona que ejerce la función pública. Frente a esta noción limitada de la ética pública, proponemos entenderla como el deber de ejercer la función estatal conforme a razones públicas. De esta noción más amplia, derivamos tres propuestas para asegurar una función pública ética. Por un lado, una regulación abarcadora y precisa de los conflictos de intereses en el ejercicio de la función pública. Por otro lado, la implementación de mecanismos de participación social en la configuración y control de las decisiones públicas. Por último, nuestro proyecto exige una autoridad de aplicación independiente, autónoma y autárquica.
{"title":"La Ética Pública como Deber de Priorizar Las Razones Públicas","authors":"Ignacio Giuffré, Juan R. Zelaya","doi":"10.11117/rdp.v20i105.7022","DOIUrl":"https://doi.org/10.11117/rdp.v20i105.7022","url":null,"abstract":"A partir del estudio del caso argentino, argumentamos que la noción de la ética pública predominante se centra en la corrupción, entendida como enriquecimiento de la persona que ejerce la función pública. Frente a esta noción limitada de la ética pública, proponemos entenderla como el deber de ejercer la función estatal conforme a razones públicas. De esta noción más amplia, derivamos tres propuestas para asegurar una función pública ética. Por un lado, una regulación abarcadora y precisa de los conflictos de intereses en el ejercicio de la función pública. Por otro lado, la implementación de mecanismos de participación social en la configuración y control de las decisiones públicas. Por último, nuestro proyecto exige una autoridad de aplicación independiente, autónoma y autárquica.","PeriodicalId":186819,"journal":{"name":"Direito Público","volume":"30 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"129046259","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-28DOI: 10.11117/rdp.v20i105.7102
Gladys Portilla Faicán
En este ensayo teórico se aborda la cuestión del sentido que tiene el derecho a la educación en las declaratorias de organismos oficiales y la necesidad de resignificar su sentido estratégico fundamental para el real ejercicio de los demás derechos. El objeto de estudió es el sentido del derecho a la educación en relación con el cumplimiento los demás derechos humanos. El objetivo de este trabajo es poner en cuestión el rol del derecho a la educación para resignificarlo como el derecho que conduce al ejercicio de los demás derechos humanos. En lo metodológico, se recurrió a la revisión de fuentes bibliográficas, principalmente, de Naciones Unidas y organismos relaciones y otras posturas que contribuyen al análisis crítico de la noción y el rol del derecho a la educación de cara a la Agenda 2030 y los Objetivos de Desarrollo Sostenible centrando el foco de atención en el Objetivo 4, Educación de calidad. Entre los principales resultados están la correlación entre el derecho a la educación y los demás derechos humanos y la necesidad de resignificar el derecho a la educación como uno objetivo estratégico de cara a la Agenda 2030. Se arribó a las siguientes conclusiones, a) el derecho humano a la educación debe ser resignificado como un derecho superlativo en cuanto vía al logro de los demás derechos humanos en un mundo cada vez más deshumanizado y b) para ir de las declaratorias a la cotidianidad de la vida humana, los compromisos deben ser vinculantes para los Estados. PALABRAS CLAVE: compromisos vinculantes, educación de calidad como derecho superlativo, resignificar el derecho a la educación.
{"title":"Resignificar el Derecho a La Educación Y Resignificar lo Humano","authors":"Gladys Portilla Faicán","doi":"10.11117/rdp.v20i105.7102","DOIUrl":"https://doi.org/10.11117/rdp.v20i105.7102","url":null,"abstract":"En este ensayo teórico se aborda la cuestión del sentido que tiene el derecho a la educación en las declaratorias de organismos oficiales y la necesidad de resignificar su sentido estratégico fundamental para el real ejercicio de los demás derechos. El objeto de estudió es el sentido del derecho a la educación en relación con el cumplimiento los demás derechos humanos. El objetivo de este trabajo es poner en cuestión el rol del derecho a la educación para resignificarlo como el derecho que conduce al ejercicio de los demás derechos humanos. En lo metodológico, se recurrió a la revisión de fuentes bibliográficas, principalmente, de Naciones Unidas y organismos relaciones y otras posturas que contribuyen al análisis crítico de la noción y el rol del derecho a la educación de cara a la Agenda 2030 y los Objetivos de Desarrollo Sostenible centrando el foco de atención en el Objetivo 4, Educación de calidad. Entre los principales resultados están la correlación entre el derecho a la educación y los demás derechos humanos y la necesidad de resignificar el derecho a la educación como uno objetivo estratégico de cara a la Agenda 2030. Se arribó a las siguientes conclusiones, a) el derecho humano a la educación debe ser resignificado como un derecho superlativo en cuanto vía al logro de los demás derechos humanos en un mundo cada vez más deshumanizado y b) para ir de las declaratorias a la cotidianidad de la vida humana, los compromisos deben ser vinculantes para los Estados. \u0000PALABRAS CLAVE: compromisos vinculantes, educación de calidad como derecho superlativo, resignificar el derecho a la educación. \u0000 ","PeriodicalId":186819,"journal":{"name":"Direito Público","volume":"37 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"124349586","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-28DOI: 10.11117/rdp.v20i105.7105
Griselda Alfaro
El presente trabajo pretende dar cuenta de la importancia de las prácticas de derechos humanos realizadas desde la Defensoría del Pueblo en conjunto con la Universidad Nacional de Tucumán en espacios de educación virtual no formal con el Curso Construcción de Ciudadanía, dirigidos a toda la comunidad, a partir de la habilitación de la palabra, para la promoción, difusión y promoción de los derechos, así como, el reconocimiento de las obligaciones y la adquisición de herramientas de convivencia social en un Estado de Democracia. PALABRAS CLAVE: Derechos Humanos; Derecho a la Educación; Defensoría del Pueblo- Ciudadanía.
{"title":"Construcción de Ciudadanía Y Derechos Humanos","authors":"Griselda Alfaro","doi":"10.11117/rdp.v20i105.7105","DOIUrl":"https://doi.org/10.11117/rdp.v20i105.7105","url":null,"abstract":"El presente trabajo pretende dar cuenta de la importancia de las prácticas de derechos humanos realizadas desde la Defensoría del Pueblo en conjunto con la Universidad Nacional de Tucumán en espacios de educación virtual no formal con el Curso Construcción de Ciudadanía, dirigidos a toda la comunidad, a partir de la habilitación de la palabra, para la promoción, difusión y promoción de los derechos, así como, el reconocimiento de las obligaciones y la adquisición de herramientas de convivencia social en un Estado de Democracia. \u0000PALABRAS CLAVE: Derechos Humanos; Derecho a la Educación; Defensoría del Pueblo- Ciudadanía.","PeriodicalId":186819,"journal":{"name":"Direito Público","volume":"26 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115868001","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-28DOI: 10.11117/rdp.v20i105.7101
Eladio Sebastián-Herdero, Rodolfo Cruz-Vadillo
Este trabajo tiene como propósito aproximarse a las formas en que la inclusión educativa, desde una perspectiva de derecho, se ha traducido en discursos jurídicos y en ciertas visiones y representaciones que han devenido en el tiempo y que, hoy por hoy, circulan en los espacios donde se pretenden emplazar procesos inclusivos desde el modelo de los derechos humanos. Hemos partido del supuesto que la comprensión del derecho a la educación inclusiva en México no puede darse solo por la cantidad de personas que están hoy en las aulas, tampoco por las perspectivas y visiones que pueden ser recuperadas y que sirven de fundamento para el acto educativo. Las políticas educativas inclusivas han avanzado; sin embargo, podemos observar a partir de lo analizado, que en materia de derechos humanos, en general, y el derecho a una educación inclusiva, en lo particular, es necesario tensionar no solo las condiciones materiales y reales de existencia que presencian determinados sujetos y colectivos. Parece evidente volver a los fundamentos y, con ello, al elemento simbólico- representacional que, contrastado con el espacio geográfico y las prácticas sociales, impide o permite su emplazamiento, crecimiento y desarrollo. PALABRAS CLAVE: Derecho a la educación; inclusión; políticas educativas
{"title":"El Derecho a La Educación Inclusiva en México","authors":"Eladio Sebastián-Herdero, Rodolfo Cruz-Vadillo","doi":"10.11117/rdp.v20i105.7101","DOIUrl":"https://doi.org/10.11117/rdp.v20i105.7101","url":null,"abstract":"Este trabajo tiene como propósito aproximarse a las formas en que la inclusión educativa, desde una perspectiva de derecho, se ha traducido en discursos jurídicos y en ciertas visiones y representaciones que han devenido en el tiempo y que, hoy por hoy, circulan en los espacios donde se pretenden emplazar procesos inclusivos desde el modelo de los derechos humanos. Hemos partido del supuesto que la comprensión del derecho a la educación inclusiva en México no puede darse solo por la cantidad de personas que están hoy en las aulas, tampoco por las perspectivas y visiones que pueden ser recuperadas y que sirven de fundamento para el acto educativo. Las políticas educativas inclusivas han avanzado; sin embargo, podemos observar a partir de lo analizado, que en materia de derechos humanos, en general, y el derecho a una educación inclusiva, en lo particular, es necesario tensionar no solo las condiciones materiales y reales de existencia que presencian determinados sujetos y colectivos. Parece evidente volver a los fundamentos y, con ello, al elemento simbólico- representacional que, contrastado con el espacio geográfico y las prácticas sociales, impide o permite su emplazamiento, crecimiento y desarrollo. \u0000PALABRAS CLAVE: Derecho a la educación; inclusión; políticas educativas","PeriodicalId":186819,"journal":{"name":"Direito Público","volume":"1 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"128646654","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2023-04-28DOI: 10.11117/rdp.v20i105.7103
Elkin Dario Agudelo Colorado
El artículo analiza los contenidos y problemas que orientan el conocimiento de los derechos humanos (DDHH) durante el proceso de formación del licenciados/as en ciencias sociales de dos universidades públicas en la ciudad de Bogotá D.C., Colombia. Argumenta que los contenidos desbordan lo establecido por los planes de estudio y se propone visibilizar otros ámbitos de formación que circulan en la vida de las/os universitarias/os, tanto afuera como adentro de las instituciones académicas. Para esto detalla, a través de las narraciones de profesoras/es en formación y profesoras/es universitarias/os, las herramientas y la diversidad de escenarios que posibilitan el ejercicio transversal y crítico de la Educación en derechos humanos (EDH) en la sociedad colombiana que, en las últimas décadas, ha enfrentado un contexto complejo en torno al ejercicio y garantía de DDHH. El artículo se basa en la investigación doctoral, denominada “El lugar de los derechos humanos en el proceso de constitución de los profesores/as en formación como sujetos de derechos: Un estudio de caso desde los programas de licenciatura en ciencias sociales de las universidades Pedagógica Nacional y Distrital de Bogotá” realizada en el año 2016. PALABRAS CLAVE: Educación en derechos humanos; profesores en formación; movimientos sociales, currículo para la acción.
{"title":"Educación en Derechos Humanos","authors":"Elkin Dario Agudelo Colorado","doi":"10.11117/rdp.v20i105.7103","DOIUrl":"https://doi.org/10.11117/rdp.v20i105.7103","url":null,"abstract":"El artículo analiza los contenidos y problemas que orientan el conocimiento de los derechos humanos (DDHH) durante el proceso de formación del licenciados/as en ciencias sociales de dos universidades públicas en la ciudad de Bogotá D.C., Colombia. Argumenta que los contenidos desbordan lo establecido por los planes de estudio y se propone visibilizar otros ámbitos de formación que circulan en la vida de las/os universitarias/os, tanto afuera como adentro de las instituciones académicas. Para esto detalla, a través de las narraciones de profesoras/es en formación y profesoras/es universitarias/os, las herramientas y la diversidad de escenarios que posibilitan el ejercicio transversal y crítico de la Educación en derechos humanos (EDH) en la sociedad colombiana que, en las últimas décadas, ha enfrentado un contexto complejo en torno al ejercicio y garantía de DDHH. El artículo se basa en la investigación doctoral, denominada “El lugar de los derechos humanos en el proceso de constitución de los profesores/as en formación como sujetos de derechos: Un estudio de caso desde los programas de licenciatura en ciencias sociales de las universidades Pedagógica Nacional y Distrital de Bogotá” realizada en el año 2016. \u0000PALABRAS CLAVE: Educación en derechos humanos; profesores en formación; movimientos sociales, currículo para la acción.","PeriodicalId":186819,"journal":{"name":"Direito Público","volume":"94 1","pages":"0"},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2023-04-28","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"115469369","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}