Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.186341
Nancy Alves, H. A. D. Valente
À luz da semiótica proposta por A. J. Greimas (1983), o presente trabalho busca analisar como se deu a construção de sentido da canção “Je ne regrette rien” (Charles Dumont/ Michel Vaucaire) - último sucesso de Édith Piaf, bem como entender a compatibilidade entre texto e melodia proposto por Luiz Tatit (1996). Uma vez analisada a canção e, sendo tomadas como ponto de partida a prosódia, a persona vocal e a performance de Piaf, pretendemos estabelecer um estudo comparativo entre o modelo de canto da cantora e as versões nômades trazidas por cinco intérpretes brasileiros. Assim, valendo-nos de conceitos-chave introduzidos por Paul Zumthor, tais como os de performance, nomadismo, movência, fixação e memória (Zumthor, 1997), buscamos entender como essa canção continua ressoando na memória do público brasileiro, em diferentes gravações, adaptações e desdobramentos na paisagem sonora do país (Schafer, 2001). Apesar do silêncio em que se encontra a canção francesa no Brasil e das idiossincrasias entre as duas culturas, conclui-se que estas versões têm contribuído efetivamente para a fixação da memória da cultura musical francesa no país.
符号学的角度提出让他(1983),这个工作探索分析了构建意义的歌曲“Je ne》0”(查尔斯·杜蒙/ Michel Vaucaire)最后edith Piaf的成功,对理解文本之间的兼容性和鲁兹Tatit(1996)提出的旋律。一旦分析了这首歌,并以韵律、声乐角色和琵雅芙的表演为出发点,我们打算对歌手的演唱模式和五位巴西表演者带来的游牧版本进行比较研究。因此,利用保罗·卒姆托引入的关键概念,如表演、游牧、运动、固定和记忆(卒姆托,1997),我们试图理解这首歌是如何在巴西观众的记忆中继续产生共鸣的,在不同的录音、改编和国家音景观的发展(谢弗,2001)。尽管法国歌曲在巴西的沉默和两种文化之间的特点,可以得出结论,这些版本有效地促进了法国音乐文化在这个国家的记忆的固定。
{"title":"Piafiando: a performance de \"Je ne regrette rien\" em algumas versões nômades pela voz de cantores brasileiros","authors":"Nancy Alves, H. A. D. Valente","doi":"10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.186341","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.186341","url":null,"abstract":"À luz da semiótica proposta por A. J. Greimas (1983), o presente trabalho busca analisar como se deu a construção de sentido da canção “Je ne regrette rien” (Charles Dumont/ Michel Vaucaire) - último sucesso de Édith Piaf, bem como entender a compatibilidade entre texto e melodia proposto por Luiz Tatit (1996). Uma vez analisada a canção e, sendo tomadas como ponto de partida a prosódia, a persona vocal e a performance de Piaf, pretendemos estabelecer um estudo comparativo entre o modelo de canto da cantora e as versões nômades trazidas por cinco intérpretes brasileiros. Assim, valendo-nos de conceitos-chave introduzidos por Paul Zumthor, tais como os de performance, nomadismo, movência, fixação e memória (Zumthor, 1997), buscamos entender como essa canção continua ressoando na memória do público brasileiro, em diferentes gravações, adaptações e desdobramentos na paisagem sonora do país (Schafer, 2001). Apesar do silêncio em que se encontra a canção francesa no Brasil e das idiossincrasias entre as duas culturas, conclui-se que estas versões têm contribuído efetivamente para a fixação da memória da cultura musical francesa no país.","PeriodicalId":30062,"journal":{"name":"Estudos Semioticos","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48283009","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.186444
Marisa Yamashiro
Este artigo pretende aplicar a teoria semiótica sobre o objeto canção, unindo a Semiótica da Canção, concebida pelo teórico Luiz Tatit, e uma obra cancional também de sua autoria. O objeto artístico escolhido foi a canção “Universo”, parceria de Luiz Tatit com seu irmão, Paulo Tatit. Além da semiótica da canção, serão mobilizadas outras ferramentas de abordagem, dentro da semiótica de linha francesa, sobretudo a gramática tensiva, a partir das descobertas do semioticista Claude Zilberberg. Da semiótica da canção, serão demonstrados o trabalho do cancionista, tematização e figurativização na canção; da gramática tensiva, veremos o sistema de gradações, o fazer missivo, os conceitos de triagem e mistura, densidade de presença e o gráfico de tensividade; da gramática narrativa e semiótica discursiva, o percurso gerativo de sentido, a virtualização/realização e a manipulação; por fim, da glossemática, veremos os planos de conteúdo e de expressão.
{"title":"Luiz Tatit: arte e teoria","authors":"Marisa Yamashiro","doi":"10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.186444","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.186444","url":null,"abstract":"Este artigo pretende aplicar a teoria semiótica sobre o objeto canção, unindo a Semiótica da Canção, concebida pelo teórico Luiz Tatit, e uma obra cancional também de sua autoria. O objeto artístico escolhido foi a canção “Universo”, parceria de Luiz Tatit com seu irmão, Paulo Tatit. Além da semiótica da canção, serão mobilizadas outras ferramentas de abordagem, dentro da semiótica de linha francesa, sobretudo a gramática tensiva, a partir das descobertas do semioticista Claude Zilberberg. Da semiótica da canção, serão demonstrados o trabalho do cancionista, tematização e figurativização na canção; da gramática tensiva, veremos o sistema de gradações, o fazer missivo, os conceitos de triagem e mistura, densidade de presença e o gráfico de tensividade; da gramática narrativa e semiótica discursiva, o percurso gerativo de sentido, a virtualização/realização e a manipulação; por fim, da glossemática, veremos os planos de conteúdo e de expressão.","PeriodicalId":30062,"journal":{"name":"Estudos Semioticos","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48460078","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.191373
Antonio Vicente Pietroforte
Não raramente, os estudos semióticos a propósito da canção tendem a isolar a letra e o perfil melódico seja do revestimento musical concreto, quer dizer, da realização concreta da canção por meio da voz e dos instrumentos musicais, em que poesia e música encontram-se articuladas, seja da performance musical, na qual os músicos, uma vez no palco ou na tela, dialogam com o cinema e o teatro, isto é, com as artes dramáticas. No ensaio semiótico seguinte, busca-se ir além de tais estudos semióticos, visando estender seus alcances teóricos para além dos elos abstratos entre letra e melodia, nos quais a instrumentalização e a performance musicais sequer chegam a ser consideradas.
{"title":"A semiótica da canção: letra, música e performance","authors":"Antonio Vicente Pietroforte","doi":"10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.191373","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.191373","url":null,"abstract":"Não raramente, os estudos semióticos a propósito da canção tendem a isolar a letra e o perfil melódico seja do revestimento musical concreto, quer dizer, da realização concreta da canção por meio da voz e dos instrumentos musicais, em que poesia e música encontram-se articuladas, seja da performance musical, na qual os músicos, uma vez no palco ou na tela, dialogam com o cinema e o teatro, isto é, com as artes dramáticas. No ensaio semiótico seguinte, busca-se ir além de tais estudos semióticos, visando estender seus alcances teóricos para além dos elos abstratos entre letra e melodia, nos quais a instrumentalização e a performance musicais sequer chegam a ser consideradas.","PeriodicalId":30062,"journal":{"name":"Estudos Semioticos","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"44027850","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.191294
Ricardo Nogueira de Castro Monteiro
O percurso gerativo de sentido se define como “uma sucessão de patamares, cada um dos quais suscetível de receber uma descrição adequada, que mostra como se produz e se interpreta o sentido, num processo que vai do mais simples e abstrato ao mais complexo” (Fiorin, 1992, p. 17). Em seu Der freie Satz, de 1935, Schenker defende que a análise da música tonal revela inapelavelmente uma estrutura fundamental que, por meio de um encadeamento de procedimentos de complexificação, atravessa uma série de camadas organizadas em três grandes níveis hierárquicos até chegar à superfície e à materialidade da partitura musical. O presente artigo, a partir de uma revisão de literatura em torno de um conjunto de autores fundamentais para a semiótica musical, toma como referência a utilização do gerativismo de Schenker sobretudo por Agawu, Hatten e Tarasti para investigar que subsídios essa técnica, que aborda simultaneamente aspectos harmônicos, contrapontísticos e formais, pode ter a oferecer para a análise e para oestudo do processo de construção de sentido no contexto sincrético cancional.O corpus analítico escolhido foi a canção “Trocando em miúdos”, música de FrancisHime com letra de Chico Buarque de Holanda, na gravação original do compositorlançada em 1977.
意义的生成路径被定义为“一系列层次,每个层次都容易受到充分的描述,这表明意义是如何在从最简单、抽象到最复杂的过程中产生和解释的”(Fiorin,1992,第17页)。申克在1935年的《Der freie Satz》一书中认为,对音调音乐的分析不可避免地揭示了一个基本结构,通过一系列复杂化过程,它跨越了一系列以三个大的层次组织的层次,直到达到乐谱的表面和物质性。本文从一组音乐符号学基础作者的文献综述中,参考了申克的生成论,尤其是阿加乌、哈滕和塔拉斯蒂的生成论来研究这种同时涉及和声、对位和形式方面的技术是什么样的补贴,可能必须为融合语境中意义建构过程的分析和一切提供帮助。选择的分析语料库是作曲家1977年发行的原始录音中的歌曲“Trocando em kidos”,由FrancisHime作曲,Chico Buarque de Holanda作词。
{"title":"O gerativismo musical de Schenker e suas aplicações na análise da canção: homologias entre estruturas musicais superficiais, intermediárias e profundas e categorias do conteúdo em “Trocando em Miúdos”, de Francis Hime e Chico Buarque de Holanda","authors":"Ricardo Nogueira de Castro Monteiro","doi":"10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.191294","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.191294","url":null,"abstract":"O percurso gerativo de sentido se define como “uma sucessão de patamares, cada um dos quais suscetível de receber uma descrição adequada, que mostra como se produz e se interpreta o sentido, num processo que vai do mais simples e abstrato ao mais complexo” (Fiorin, 1992, p. 17). Em seu Der freie Satz, de 1935, Schenker defende que a análise da música tonal revela inapelavelmente uma estrutura fundamental que, por meio de um encadeamento de procedimentos de complexificação, atravessa uma série de camadas organizadas em três grandes níveis hierárquicos até chegar à superfície e à materialidade da partitura musical. O presente artigo, a partir de uma revisão de literatura em torno de um conjunto de autores fundamentais para a semiótica musical, toma como referência a utilização do gerativismo de Schenker sobretudo por Agawu, Hatten e Tarasti para investigar que subsídios essa técnica, que aborda simultaneamente aspectos harmônicos, contrapontísticos e formais, pode ter a oferecer para a análise e para oestudo do processo de construção de sentido no contexto sincrético cancional.O corpus analítico escolhido foi a canção “Trocando em miúdos”, música de FrancisHime com letra de Chico Buarque de Holanda, na gravação original do compositorlançada em 1977.","PeriodicalId":30062,"journal":{"name":"Estudos Semioticos","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"44451070","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-12-20DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.186378
José Américo Bezerra Saraiva, Ricardo Lopes Leite
Este artigo examina, sob o prisma da semiótica da canção de Luiz Tatit (1994; 1996; 1997), a letra e a melodia de três canções de Chico Buarque de Holanda: “Com açúcar, com afeto”, “Cotidiano” e “Sem açúcar”, para demonstrar que o analista de canções deve não apenas devotar atenção à presença recessiva ou dominante dos processos de compatibilização melódicos na canção, mas deve também atentar para os efeitos tensivos que vão se estabelecendo ao longo da canção a partir da co-presença dos três modos de integração, que ora atuam como elemento intenso, ora como elemento extenso, num ajustamento globalizante in/extenso que dará feição ao projeto enunciativo do cancionista.
本文从Luiz Tatit(1994)的歌曲符号学的角度进行了考察。1996;1997年),Chico Buarque de Holanda的三首歌的歌词和旋律:和糖,“厚待”,“日常生活”和“无糖”,为了证明分析家的歌曲应该不只是把注意力投入到存在隐性或显性过程合规旋律的歌,但也应该来影响tensivos会定居在这首歌表示的三种模式的集成,现在作为激烈,来瞧瞧元素进行的,在一个广泛的全球化调整,这将给歌手的发音项目的特点。
{"title":"Estados de alma, efeitos tensivos e modos de compatibilização entre melodia e letra em três canções de Chico Buarque","authors":"José Américo Bezerra Saraiva, Ricardo Lopes Leite","doi":"10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.186378","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.186378","url":null,"abstract":"Este artigo examina, sob o prisma da semiótica da canção de Luiz Tatit (1994; 1996; 1997), a letra e a melodia de três canções de Chico Buarque de Holanda: “Com açúcar, com afeto”, “Cotidiano” e “Sem açúcar”, para demonstrar que o analista de canções deve não apenas devotar atenção à presença recessiva ou dominante dos processos de compatibilização melódicos na canção, mas deve também atentar para os efeitos tensivos que vão se estabelecendo ao longo da canção a partir da co-presença dos três modos de integração, que ora atuam como elemento intenso, ora como elemento extenso, num ajustamento globalizante in/extenso que dará feição ao projeto enunciativo do cancionista.","PeriodicalId":30062,"journal":{"name":"Estudos Semioticos","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-12-20","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48321489","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-08-13DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.180202
L. Chatenet, Angelo Di Caterino
Cet article se propose d’examiner le projet d’une sémiotique de la culture en considérant les contacts entre la sémiotique greimassienne et l’anthropologie. Les différences entre Greimas et Lévi-Strauss dans les années 1960 ont conduit la sémiotique à abandonner l’idée d’approcher la culture. Ces dernières années, la sémiotique post-greimassienne, tournée vers les pratiques et l’expérience, a renoué le dialogue en s’inspirant des propositions de Latour et de Descola pour rediscuter la notion de culture du point de vue des collectifs et des ontologies. À contre-courant de la recherche actuelle, nous défendons ici l’idée que le projet d’une sémiotique de la culture est déjà incarné par l’anthropologie structurale. Du fait de son héritage des méthodes linguistiques, qu’elle applique au terrain, et de son ouverture aux modélisations formelles comme aux approches phénoménologiques ou cognitives, elle nous paraît constituer un cadre sûr et suffisant pour étudier les cultures. Au croisement des approches de Greimas, Lotman et Lévi-Strauss, la théorie structurale en anthropologie et sémiotique paraît toujours d’actualité et ouvre de nouvelles perspectives de recherches avec les « cultures numériques ».
{"title":"Retour vers la culture. La sémiotique et ses virages anthropologiques","authors":"L. Chatenet, Angelo Di Caterino","doi":"10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.180202","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.180202","url":null,"abstract":"Cet article se propose d’examiner le projet d’une sémiotique de la culture en considérant les contacts entre la sémiotique greimassienne et l’anthropologie. Les différences entre Greimas et Lévi-Strauss dans les années 1960 ont conduit la sémiotique à abandonner l’idée d’approcher la culture. Ces dernières années, la sémiotique post-greimassienne, tournée vers les pratiques et l’expérience, a renoué le dialogue en s’inspirant des propositions de Latour et de Descola pour rediscuter la notion de culture du point de vue des collectifs et des ontologies. À contre-courant de la recherche actuelle, nous défendons ici l’idée que le projet d’une sémiotique de la culture est déjà incarné par l’anthropologie structurale. Du fait de son héritage des méthodes linguistiques, qu’elle applique au terrain, et de son ouverture aux modélisations formelles comme aux approches phénoménologiques ou cognitives, elle nous paraît constituer un cadre sûr et suffisant pour étudier les cultures. Au croisement des approches de Greimas, Lotman et Lévi-Strauss, la théorie structurale en anthropologie et sémiotique paraît toujours d’actualité et ouvre de nouvelles perspectives de recherches avec les « cultures numériques ».","PeriodicalId":30062,"journal":{"name":"Estudos Semioticos","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-08-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"46060170","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-08-13DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.182932
J. Fontanille, Alain Perusset
La notion de formes de vie a été introduite par Greimas il y a très exactement 30 ans dans le champ des études sémiotiques. Depuis, cette notion est devenue un concept intégré à l’organon sémiotique, mais sa signification est restée équivoque, et ce, bien que des propositions de définitions soient apparues au fil des décennies (Fontanille, 1993 ; 2008 ; 2015 ; Perusset, 2020). Cet article vise à offrir une synthèse générale de ces travaux d’explicitation avec comme ambition de rendre la notion la plus claire et opératoire possible pour des recherches sémiotiques renouvelées et ancrées dans les sciences de la culture. À cet égard, cette contribution vise aussi à confronter les formes de vie avec d’autres notions proches telles celles de sémiosphère (Lotman, 1966), de styles de vie (Landowski, 1997; 2004) et d’idéal de vie (Perusset, 2020).
{"title":"Les formes de vie entre pratiques et cultures, styles et idéaux de vie","authors":"J. Fontanille, Alain Perusset","doi":"10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.182932","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.182932","url":null,"abstract":"La notion de formes de vie a été introduite par Greimas il y a très exactement 30 ans dans le champ des études sémiotiques. Depuis, cette notion est devenue un concept intégré à l’organon sémiotique, mais sa signification est restée équivoque, et ce, bien que des propositions de définitions soient apparues au fil des décennies (Fontanille, 1993 ; 2008 ; 2015 ; Perusset, 2020). Cet article vise à offrir une synthèse générale de ces travaux d’explicitation avec comme ambition de rendre la notion la plus claire et opératoire possible pour des recherches sémiotiques renouvelées et ancrées dans les sciences de la culture. À cet égard, cette contribution vise aussi à confronter les formes de vie avec d’autres notions proches telles celles de sémiosphère (Lotman, 1966), de styles de vie (Landowski, 1997; 2004) et d’idéal de vie (Perusset, 2020).","PeriodicalId":30062,"journal":{"name":"Estudos Semioticos","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-08-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"44544253","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-08-13DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.188607
Verónica Estay Stange
Princípio de pertinência, eixo da imanência e distância objetivante são regras da semiótica plenamente integradas à metodologia do investigador. São regras que se apresentam como evidentes frente a objetos relativamente “neutros”, do ponto de vista ético e político. No conjunto dos fenômenos culturais que a semiótica pode considerar como corpus, entretanto, alguns desses fenômenos interpelam-nos diretamente, e de modo tão radical que nosso primeiro impulso seria produzir um discurso militante, desviando-nos (realmente nos desviando?) das possibilidades que essa disciplina nos oferece. Assassinatos em massa, crimes contra a humanidade: como podemos nos referir a tais “objetos”, axiologicamente tão marcados, sem romper com as regras de análise e, ao mesmo tempo, sem produzir um discurso árido, insensível, desumanizado? Nesses casos, até que ponto é possível recorrer ao “gesto teórico” próprio da semiótica?Os Cultural Studies têm enfrentado o problema de frente. Motivado por um “gesto político”, o investigador constrói sua legitimidade com base em sua implicação direta nas problemáticas com que trabalha. Nesse quadro, o semioticista não pode deixar de questionar as bases de seu posicionamento, perguntando-se com que ele pode colaborar, dentro dos limites de sua disciplina, respeitando (ou não) os princípios que a definem. Esse é o objetivo desta contribuição, que coteja a perspectiva semiótica e o enfoque dos Cultural Studies, retomando reflexões desenvolvidas previamente em colaboração com Raphaël Horrein. A partir dessas reflexões, proponho-me a abordar os desafios que se colocam para nossa disciplina, bem como suas possíveis contribuições frente a fenômenos culturais “extremos”, vinculados à violência política.
{"title":"Gesto teórico, gesto político. A semiótica diante dos Cultural Studies","authors":"Verónica Estay Stange","doi":"10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.188607","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.188607","url":null,"abstract":"Princípio de pertinência, eixo da imanência e distância objetivante são regras da semiótica plenamente integradas à metodologia do investigador. São regras que se apresentam como evidentes frente a objetos relativamente “neutros”, do ponto de vista ético e político. No conjunto dos fenômenos culturais que a semiótica pode considerar como corpus, entretanto, alguns desses fenômenos interpelam-nos diretamente, e de modo tão radical que nosso primeiro impulso seria produzir um discurso militante, desviando-nos (realmente nos desviando?) das possibilidades que essa disciplina nos oferece. Assassinatos em massa, crimes contra a humanidade: como podemos nos referir a tais “objetos”, axiologicamente tão marcados, sem romper com as regras de análise e, ao mesmo tempo, sem produzir um discurso árido, insensível, desumanizado? Nesses casos, até que ponto é possível recorrer ao “gesto teórico” próprio da semiótica?Os Cultural Studies têm enfrentado o problema de frente. Motivado por um “gesto político”, o investigador constrói sua legitimidade com base em sua implicação direta nas problemáticas com que trabalha. Nesse quadro, o semioticista não pode deixar de questionar as bases de seu posicionamento, perguntando-se com que ele pode colaborar, dentro dos limites de sua disciplina, respeitando (ou não) os princípios que a definem. Esse é o objetivo desta contribuição, que coteja a perspectiva semiótica e o enfoque dos Cultural Studies, retomando reflexões desenvolvidas previamente em colaboração com Raphaël Horrein. A partir dessas reflexões, proponho-me a abordar os desafios que se colocam para nossa disciplina, bem como suas possíveis contribuições frente a fenômenos culturais “extremos”, vinculados à violência política.","PeriodicalId":30062,"journal":{"name":"Estudos Semioticos","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-08-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"44938491","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-08-13DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.188861
Verónica Estay Stange, M. Barros
{"title":"A cultura, as culturas: quais enfoques semióticos?","authors":"Verónica Estay Stange, M. Barros","doi":"10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.188861","DOIUrl":"https://doi.org/10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.188861","url":null,"abstract":"","PeriodicalId":30062,"journal":{"name":"Estudos Semioticos","volume":" ","pages":""},"PeriodicalIF":0.0,"publicationDate":"2021-08-13","publicationTypes":"Journal Article","fieldsOfStudy":null,"isOpenAccess":false,"openAccessPdf":"","citationCount":null,"resultStr":null,"platform":"Semanticscholar","paperid":"48793735","PeriodicalName":null,"FirstCategoryId":null,"ListUrlMain":null,"RegionNum":0,"RegionCategory":"","ArticlePicture":[],"TitleCN":null,"AbstractTextCN":null,"PMCID":"","EPubDate":null,"PubModel":null,"JCR":null,"JCRName":null,"Score":null,"Total":0}
Pub Date : 2021-08-13DOI: 10.11606/issn.1980-4016.esse.2021.180824
M. Panico
L’obiettivo di questo articolo è di indagare la correlazione tra cultura e memoria così come proposta nella teoria semiotica di Juri M. Lotman e dagli altri studiosi della scuola di Tartu-Mosca. In queste pagine, particolare spazio è dato alla disamina del concetto di “longevità della cultura”, intesa come la “durata” semantica di testi e codici. Questo concetto, proposto per la prima volta da Lotman e Uspenskij, viene messo in dialogo con specifici aspetti comuni al binomio cultura/memoria: il carattere relazionale e retrospettivo, la comune diacronia. Inoltre, con l’obiettivo finale di enfatizzare la componente politica nella teoria semiotica della memoria e della cultura, in questo articolo la longevità è posta in relazione ai processi traduttivi del filtraggio e della dimenticanza.
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